Bióloga e professora da Universidade Estadual de Minas Gerais Flávia Bottino, fala sobre a qualidade da água e crimes ambientais, como as barragens que estouraram nas cidades de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais. Flávia participou da expedição Grupo Independente para Avaliação do Impacto Ambiental (GIAIA) sobre a situação do Rio Doce e afirma que, após analisar o trajeto percorrido pela lama (referente à barragem de Mariana) ao longo de todo o rio até chegar ao Oceano Atlântico, foi possível concluir que o rejeito é composto de duas partes. A primeira, uma fração pesada transportada lentamente de forma a se acumular no fundo dos sistemas aquáticos. A segunda, uma camada mais leve, semelhante a uma “pluma”, como partículas pequenas que ficam à deriva. A bióloga afirma que, devido ao tamanho dessas partículas, elas possuem a capacidade de ultrapassar barragens e barreiras. “No GIAIA nós não acreditamos que barragens vão conseguir conter essa pluma mais leve do rejeito, acreditamos que mais cedo ou mais tarde esses rejeitos chegarão também ao rio São Francisco.”