A Anita recuperou nos últimos anos o seu conceito de verão de sonho: férias grandes.
Um mês inteirinho de férias. Fora de casa. Em locais onde vai como viajante e se integra como local, sem saber se regressa. O telemóvel, e as suas mil notificações, existe mas não manda. E os livros, sempre os livros, mas lidos de forma diferente. Sem pressa de acabar para começar o próximo. Sem a consciência subtil do que devia estar a ler. Apenas o livro e o tempo, que nestas semanas tem uma textura completamente diferente.
O que a Anita foi percebendo, ao longo dos últimos anos, é que as leituras de verão ficam. E ficam de forma diferente das que lê durante o resto do ano. Entram mais fundo. Aparecem mais tarde em conversas que não têm nada a ver com livros. Formam ligações que a agenda do resto do ano não deixaria formar.
Durante algum tempo achou que era a qualidade dos livros. Depois percebeu que era o estado em que os lia.
A mente em modo de verão não é uma mente de férias. É uma mente que finalmente tem espaço para funcionar de outra forma: mais lenta, mais associativa, mais reflexiva, menos orientada para o output. O tipo de pensamento que produz as ideias mais interessantes e que é sistematicamente sacrificado durante o resto do ano.
Este é o último episódio antes do verão e a Anita não vai fazer recomendações. Talvez.
Neste episódio mencionamos:
“Dua Lipa abre na Livraria Lello espaço dedicado a obras proibidas e censuradas”, artigo de Paulo André Cecílio, publicado a 26 de Junho de 2026 no Jornal Expresso
“A Vegetariana”, de Han Kang
“O Senhor Brecht e o Sucesso”, de Gonçalo M. Tavares
A Anita regressa às aulas com a Mónia Filipe https://anitanotrabalho.com/episodio-159/
“Depois a Louca sou Eu”, de Tati Bernardi
“Suite Tóquio”, de Giovana Madalosso
“Batida Só”, de Giovana Madalosso
“Campo de Sangue”, de Dulce Maria Cardoso
“Capital without Borders”, de Brooke Harrington
Book Hub
BiblioLed
“Faith, Hope and Carnage”, de Nick Cave e Seán Seán O’Hagan
Hidden Brain
Programa cujo nome estamos legalmente impedidos de dizer
“Tom Lake”, de Ann Patchett, audiolivro em inglês lido por Meryl Streep
“Remarkably Bright Creatures”, de Shelby Van Pelt
“Actos Humanos”, de Han Kang
“O Acontecimento”, de Annie Ernaux
“O Lugar da Incerteza”, de Patrícia Reis
“10 Minutos e 38 Segundos Neste Mundo Estranho”, de Elif Shafak
“Klara e o Sol”, de Kazuo Ishiguro
“State of Wonder”, de Ann Patchett
Storygraph da Billy | Storygraph da Eli
Billy: Website | “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”, o podcast da Billy
A Anita vai só ali à Biblioteca e já volta.
O Anita no Trabalho é, nesta fase, um lugar para ensaiar ideias, perder certezas e sublinhar dúvidas existenciais, ou só essenciais.
Livro a livro, vai lendo a vida nas entrelinhas e tecendo ensaios, sobre notas de rodapé e outras coisas importantes. Entre episódios, a Anita continua por aí, menos omnipresente, mas sempre disponível para conversas que não cabem num episódio. Podem encontrá-la no Instagram, em @anita_no_trabalho, e em anitanotrabalho.com, onde a secção Querida Anita continua aberta a cartas, perguntas, pensamentos inacabados ou outras ordens de desabafos.
Anita no Trabalho é um podcast produzido por Ana Isabel Ramos — designer, ilustradora e mentora de criatividade — em airdesignstudio.com – e Eliana Soares — brand strategist em linkedin.com/Eliana Soares
Até à próxima nota de rodapé.
Ou nas nossas plataformas profissionais:
Eli: LinkedIn
Billy: airdesignstudio.com | Instagram | LinkedIn
“Polygamie” de Gabriel Vigliensoni, através do Free Music Archive.
The post Episódio #11 Temporada 11: A Anita e as leituras de verão appeared first on Anita no Trabalho.