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Cristiano Ronaldo decidiu revelar ao mundo a sua verdade. Trazia um pedido de desculpas, comparações com Pelé e Maradona e um seleccionador que, diz ele, lhe faltou à palavra. Falta saber quem sairá de cócoras deste folhetim: o capitão, o treinador ou o presidente da Federação. Na família laranja as contas também andam trocadas. Para Carlos Moedas, Passos Coelho fala com demasiada facilidade; o mesmo Passos que o mandou para Bruxelas. O Presidente da República estreou-se no 5 de Outubro a pedir uma nova cultura política, feita de entendimentos. À esquerda e à direita houve logo quem preferisse a velha cultura do desentendimento. Mário Centeno, entretanto, vê o diabo nas contas públicas e um novo Sócrates em São Bento. O Orçamento para 2027 já deu entrada no Parlamento, com um alívio no IRS para quem mais ganha. Enquanto isso, o bolsonarismo levou tudo à frente na primeira volta das eleições brasileiras, ao mesmo tempo que, em França, a revolta estudantil passou dos liceus para as universidades e chegou mesmo a Lisboa, onde o Liceu Francês, por precaução, achou melhor fechar portas.
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Esta semana, na estante, temos o número mais recente da revista Relâmpago inteiramente dedicado à poetisa Adília Lopes; há o clássico «O Herói de Mil Faces», de Joseph Campbell; o número 43 da revista Relâmpago, inteiramente dedicado a Adília Lopes; a evocação da nova Nobel da Literatura, Anne Carson, com os livros «Eros» e «Homens nas Horas Vagas»; e a poesia em prosa de Andreia C. Faria em «Aposto Tudo Numa Elegância Ferida».
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Esta semana, na estante, há “Correio Literário”, de Wisława Szymborska; “Portugal na Paz dos Bloqueios”, de Pedro Gomes Sanches; “O Mal no Pensamento Ocidental”, de Susan Neiman; e “Grande Sertão Veredas”, de João Guimarães Rosa.
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Guerras no mundo? Carestia de vida? Crise da habitação? Qual quê?! O que está a dar é discutir a birra. Ou a falta de respeito, consoante o ponto de vista. Foi preciso chegar Jesus para que o Cristianismo fosse posto em causa. Como já nem o orçamento do Estado oferece drama, falemos de bola. E de RL7 no lugar de CR7. Como dizia o outro: é disto que o meu povo gosta. Também gosta pouco de uma outra instituição nacional: a cunha. A menos que tenha uma outra roupagem: aí passa a ser um “jetinho”. O folhetim das gémeas ainda promete novos episódios; com protagonistas de gabarito: um ex-governante e um filho de ex-presidente. A fechar, a antecipação de duas eleições lá fora, com impacto cá dentro: as de França são só para o ano, as do Brasil já este domingo. Em ambos os casos, porém, parece só haver dois candidatos presidenciais; o resto, num pelotão ruidoso, são candidatos presenciais.
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No regresso de Maria João Avillez à antena da SIC Notícias, a jornalista entrevista Isabel Guerreiro, presidente do Santander Portugal e a primeira mulher na presidência de uma instituição bancária em Portugal. Nesta entrevista, Isabel partilha a “história improvável” que a levou da escola pública de Loulé à presidência de um dos maiores bancos da Europa, o seu estilo de liderança, as suas preocupações com a IA, o que pensa do estado do país e aborda a questão do “lucro” da banca. Ouça o novo programa da SIC Notícias, emitido a 27 de setembro.
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O Ministério Público visitou a casa da Polícia Judiciária. Quando será a segunda mão desta eliminatória com a visita da PJ ao terreno do MP? E quando teremos certezas sobre o que se passou no gabinete de Ventura? (mesmo que o próprio, depois do alarido inicial, pareça ter-se desinteressado do caso),´. Enquanto nos entretemos com estes assuntos domésticos, o mundo, em sobressalto, assiste à última Assembleia Geral das Nações Unidas da era. Depois de oito anos à gente da ONU, é caso para perguntar se o secretário-geral português foi vítima das circunstâncias ou vítima de si próprio. O debate não se fará com certeza na Trump TV. O novo canal oficial pretende contornar o boicote das principais cadeias televisivas norte-americanas à decisão de Trump de impedir o acesso de órgãos de comunicação social que não lhe agradam à Casa Branca. Entretenimento do bom.
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Esta semana, na estante, temos “As Origens da Era Autoritária”, de Ibram X. Kendi; um ensaio sobre o Betão, de Anselm Jappe; “Escrever à Mão”, de Alexandre Castro Caldas; e a memória de um editor notável, Vítor Silva Tavstes e a & Etc., de Emanuel Cameira.
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Falemos de cancelamentos. Há o do rapper despedido da tournée de um cantor britânico por ter gritado “Palestina Livre!” E há o que o presidente da Câmara de Lisboa quer promover para evitar a balbúrdia nos caixotes do lixo na cidade por causa dos dez cêntimos das embalagens para reciclar. Ou seja, um nada tem a ver com o outro, o que demonstra que a palavra ‘cancelamento’ é um chapéu para muitas ocasiões diferentes. Para que serve a franqueza em política se só os chalupas dizem ao que vêm? Há novos partidos políticos no horizonte e cada um mais particular que o outro. Todos em busca de um nicho eleitoral sem representação, porque em tempo de fragmentação há nichos que continuam por preencher. Donald Trump, entretanto, contrariado pelos juízes que ele próprio escolheu para o Supremo Tribunal, pôs em prática a segregação jornalística; de ora avante, há orgãos de comunicação social relevantes que perdem o acesso à Casa Branca. No meio de tudo isto, lá se foi a comissão de inquérito à Judiciára. Talvez o Chega volte a ela, mas para já é só intenção; e de boas intenções., já se sabe…
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Ler, escrever e contar estão pelas ruas da amargura. O principal relatório internacional de avaliação das aprendizagens revelou um cenário desastroso no ensino português. Eis um problema de fundo, enquanto se discute a espuma dos dias. O ministro Neves lá continua em funções, mesmo depois da claque do partido que queria fazer cair o governo por ele lá estar. Uma claque a selar a derrota de uma moção de censura que não ficará na história. Sempre serviu, ainda assim, para um esmola nas pensões e uma redução de impostos. Enquanto isso, há comediantes a recusarem estar no mesmo palco de uma estrela da comédia, cuja presença já há muito estava anunciada. A extrema-direita pulverizou o centro político alemão num estado da antiga RDA. E a popularidade da força política que nos governa já viu melhores dias.
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Esta semana, na estante, um volume de textos dispersos de Anaïs Nin sob o título «Viver a Vida Universal»; um ensaio histórico intitulado «Weimar - A Vida à Beira da Catástrofe», de Katja Hoyer; uma novela apreciada por Freud: «Gradiva - Uma Fantasia Pompeiana», de Wilhelm Jensen; e a memória autobiográfica de Geoff Dyer reunida no volume «Trabalho de Casa».
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Para mudar o mundo, eles mantêm-se na sombra. Um programa da SIC Notícias com João Miguel Tavares, Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira e coordenação de Carlos Vaz Marques
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