
Sign up to save your podcasts
Or


Eu estava muito entristecida com o comportamento humano, diante as situações urgentes. A ausência do estado, na vida dos que mais precisam. Do não reconhecimento de que somos homens e mulheres vulneráveis, pobres, que ficamos disponíveis e envelhecemos e empobrecemos, sem a ajuda de ninguém. Talvez a ajuda de Deus, talvez os céus, talvez o vizinho ou o parente. Talvez alguém... Reconhecer sua origens, sua classe, sua cor, talvez te ajude em algum coisa, ou te prejudique, se não saber como usar.
A música foi uma síntese de compreender a luta entre as classes sociais e as diferentes étnicas inerentes nessas classes. As estratificações sociais nos causam uma falsa visão da realidade. Não somos capazes de compreender a complexidade existente dentro delas. Todavia podemos fazer generalizações de tudo aquilo que vemos em nosso dia a dia, e acabamos pode apresentar uma opinião distorcida das coisas.
A letra da canção foi construída a partir da crença que eu tenho no poder que a ciência e a clarividência dá aos homens e mulheres que estudam e se dedicam a aprender, inclusive a ler o mundo que estamos inseridos. Não sei, se talvez seja, pelo poder divino, talvez seja por graça que nos concede o criador do universo, como forma de recompensa para aqueles que se dedicam junto a solidão que vivenciam para se dedicarem aos estudos.
Um sonho de menina, depois de ver a irmã do meio, tocando trompete na fanfarra da escola. Ser baliza seria a oportunidade de abrir espaço para a banca que iria passar. Prenunciar algo que estava por acontecer.
O trabalho nos transforma. Talvez em alguma medida nos enobreça de sentimentos e de valores, que traz certa tranquilidade para nos sentarmos livres de ressentimentos e culpa.
O texto foi construído do encontro que tive entre a religião hindu e a gastronomia lactovegana. Passei a viver em uma imersão a cultura hindu, durante alguns bons anos.
From the publisher's feed