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Hoje eu vou falar sobre a durabilidade de uma impressão fine art e porque uma pessoa que diz que uma impressão dura 100 anos, pode estar completamente errada.
(Vinheta)
Quem trabalha com fotografia entende o que é exposição ao tirar uma foto, e sabe que a exposição não é apenas uma função de tempo.
A exposição é o resultado da intensidade da luz e do tempo.
Desta mesma forma, a exposição à luz se aplica às obras de arte de uma exibição.
Eu vou pegar o exemplo do quadro “Noite Estrelada” de Vincent Van Gogh que foi comprado pelo Museu de Arte Moderna (MOMA) em 1941.
Esta pintura está em exibição há praticamente 80 anos!
Vamos imaginar que ela vem sendo mostrada ao público 8 horas por dia, seis dias por semana e que fora deste período, as luzes do moma ficam apagadas.
Como eu já falei, o tempo por si só não determina exposição à luz acumulada pela pintura.
A gente também precisa de uma estimativa do nível de iluminaçã para saber a exposição à luz que o quadro recebeu durante este longo período no museu.
Vamos supor um nível de iluminação de 50 lux na pintura, um valor recomendado por conservadores de museus para a visualização de forma segura das obras de arte em exibição.
50 lux………..Mas o que é um lux?
Lux é a incidência perpendicular de 1 lúmen sobre uma superfície com 1 metro quadrado (1 lx =1 lm/m2).
hum….Pra você ter ideia, uma vela a 1 metro de distância gera mais ou menos 1 lux.
Então vamos ao Quadro que está no Moma.
Se a exposição diária à luz sobre o quadro é de 50 lux, em um ano fazendo as contas, nós teremos 124.800 lux-hora.
Desde que o MOMA comprou a obra de Van Gogh até hoje se passaram 80 anos.
Então, fazendo a soma da exposição total à luz desde a aquisição da pintura, nós temos 9.984.000 lux-hora, ou seja: 9,98 Megalux-hora!
Agora, o que aconteceria com “Noite Estrelada” se fosse exibido no saguão de um edifício moderno, com clarabóias e janelas cheias de vidros?
Os níveis de luz nestas áreas internas podem facilmente atingir 2.000 lux ou mais em algumas algumas horas do dia.
Neste caso, o quadro pode receber 40x maior de luz em comparação com nosso exemplo do MOMA).
Ou seja, a pintura alcançaria os mesmos 9,98 megalux-horas ou mais, em menos de 2 anos em exibição!
A exposição à luz é um assunto que ninguém fala quando se trata de proteger pinturas, gravuras ou fotografias do desbotamento e descoloração.
Se a gente continuasse com a iluminação de um prédio comercial pelo mesmo período de tempo que o “Noite Estrelada” está exposto no MOMA, seria muito mais do que o suficiente para causar desbotamento severo na pintura, bem como em quaisquer impressões ou fotografias.
É assim que funciona a exposição! O desbotamento da luz em uma obra de arte tem a ver com a exposição acumulada à luz, não apenas com o tempo de exibição!
Para continuar com a analogia entre exposição da fotografia em uma câmera e de uma obra de arte, quanto maior a sensibilidade do sensor da câmera, menos exposição total a luz é necessária para criar uma imagem.
Os fotógrafos conhecem isso como ISO. Quanto mais sensível à luz for a obra de arte, menos exposição à luz será necessária para começar o desbotamento ou descoloração.
Van Gogh pintou o quadro noite estrelada em 1889.......
Ao tomar a iniciativa de se inscrever em um programa governamental de incentivo a Cultura, você já se perguntou por que tantos critérios e exigências para apresentar um projeto cultural?
Nesta matéria irei falar sobre os 10 Erros Mais Comuns em Gestão de Projetos Culturais Para Leis de Incentivo.
Você pode pensar que pelo fato de ser um profissional do setor cultural bem consolidado no mercado, e por colecionar anos e anos de experiência prática, você sabe elaborar um projeto para Leis de Incentivo à Cultura.
Mas hoje estou aqui para quebrar este mito de que um bom produtor cultural é igual a ser um bom gestor cultural.
Seguem os links dos assuntos comentados no podcast
Secretaria Municipal de Cultural de São Paulo
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/noticias/?p=22140
Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa de São Paulo
https://www.comunicacao.sp.gov.br/
LISTA SERVIÇOS:
http://www.proac.sp.gov.br/wp-content/uploads/Boletim_de_Precos-Servicos-Abr_2012_Mai_2012_e_Jun_2012.pdf
LISTA MÃO DE OBRA:
http://www.proac.sp.gov.br/wp-content/uploads/Boletim_de_Precos-Mao_de_Obra-Abr_2012_Mai_2012_e_Jun_2012.pdf
Instagram da Paula Garcia: https://www.instagram.com/paulagarcia.projetos/
Instagram do Paulo Varella: https://www.instagram.com/paulvarella/
No mercado de arte mundial as artistas mulheres representam 2% do total de vendas.
Para falar sobre isso eu chamei a artista multimídia Kalina Juzwiak, que além de produzir um trabalho muito legal, também tem um podcast chamado profissão artista e hoje nós vamos fazer um programa misto.
Introdução
18 dos maiores museus dos EUA têm sua coleção produzida por
Nas feiras Art Basel (Basel, Miami e Hong Kong), as mulheres representaram menos de 1/4 dos artistas expostos nos últimos quatro anos.
"As artistas mulheres representam apenas 2 % do mercado mundial segundo o Artnet.
As mulheres constituem a maioria do pessoal profissional dos museus de arte; apesar disto, elas são minoria nas posições de liderança
De 2011 a 2017, a Bienal de Veneza contou com 26–43% de artistas mulheres. A edição de 2019 da maior mostra internacional de arte contemporânea finalmente alcançou a paridade de gênero, com 53% de mulheres artistas.
A lista Power 100 de 2018 da ArtReview das "pessoas mais influentes no mundo da arte contemporânea" incluía 40% de mulheres - uma ligeira melhora em relação a 2017 (38%) e 2016 (32%).
Link: https://artreview.com/power-100/
Link: O gênero está nos olhos de quem vê? Identificando Atitudes Culturais com Preços de Leilão de Arte (Renee B. Adams -University of Oxford; ABFER)
Instagram Kaju: https://www.instagram.com/bykaju/
Site da Kaju: https://www.kaju.space/
Podcast Profissão Artista: https://open.spotify.com/show/7kyCqj2ErkjUSkwdSdHzGj
Instagram Paulo: https://www.instagram.com/paulvarella/
Link do arteref: mulheres-artistas-representam-2-do-mercado-como-mudar-isto
Frase final:
A subordinação de um sexo pelo outro é errada e um dos principais obstáculos ao aperfeiçoamento humano; Ela tem que ser substituída por um princípio de igualdade perfeita, não admitindo nenhum poder ou privilégio de um lado, nem deficiência do outro. ”
Liliana Beltran (podcast)
No programa de hoje nós vamos falar sobre como a pandemia acelerou o processo de transformação das galerias de arte para um sistema hibrido.
E para falar sobre este assunto, eu vou conversar com a Liliana Beltran
A Liliana se mudou do Brasil para Miami, onde trabalha como estrategista cultural, ajudando as empresas e organizações a impulsionarem as suas estratégias através da cultura, envolvendo o público e cultivando relações com instituições, colecionadores, curadores, artistas e entusiastas da arte.
Ela além de galerista ela foi diretora Institucional do Instituto de Economia Criativa, é bacharel em Publicidade e tem um MBA em Marketing
Ela também estudou História da Arte, Arte Contemporânea, Negócios da Arte.
Ela adora correr e mora em região forrada de jacarés, mas nunca teve nenhum incidente com os bichinhos.
Entretanto,
Aqui vai um fato interessante,
você já foi mordida por uma piranha em uma das suas aventuras pelo Brasil.
A pergunta é, doeu muito?
Vc acha que o papel da galeria de arte mudou ?
Vc acha que o mundo digital substitui o físico?
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Links:
Para você que está inscrito neste podcast e esta ouvindo no seu celular, vai poder encontrar todos os links nos comentários deste programa.
Na página do Arteref você também vai encontrar todos os detalhes do que nós falamos neste programa.
Se você é um dos muitos ouvintes deste programa e quiser fazer comentários positivos dentro do itunes, eu gostaria de retribuir este favor enviando para você um miniquadro com o patrocínio do laboratório Instaarts.com.
Basta você me mandar o seu endereço em qualquer lugar do Brasil e eu envio para você.
E como eu passo o tempo todo falando ou estudando sobre arte
Se você precisar de ajuda em algum assunto relacionado ao mercado de arte, entre em contato comigo pelo LinkedIn ou pelo meu perfil no Instagram que é @PaulVarella.
Eu vou fazer o possível para te ajudar.
Obrigado novamente por ouvir o Art talks
No programa de hoje nós vamos falar sobre feira latitude, a ABACT, que é a associação brasileira de arte contemporânea e também sobre o programa Latitude, que é a ação para internacionalizar o mercado brasileiro de arte contemporânea e como estes dois vem ajudando o sistema de arte a tomar corpo.
E para falar sobre isto, eu converso com nada menos do que a presidente da Abact, Luciana Brito.
Links:
ABACT: http://abact.com.br/
Programa Latitude: http://www.latitudebrasil.org/
Instagram:
Galeria Luciana Brito: https://www.instagram.com/lucianabritogaleria/?hl=pt-br
Paulo Varella: https://www.instagram.com/paulvarella/?hl=pt-br
Mais links, imagens e informações no: https://arteref.com/
Na conversa de hoje falamos sobre como a ciência vem solucionando os mistérios da arte e para isto vou conversar com um doutor no assunto, Pedro de Campos e o que ele descobriu analisando os quadros de Anita Malfatti e o "Independência ou morte" de Pedro Américo.
Ele tem experiência na área de física aplicada ao estudo do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural, utilizando técnicas portáteis e não destrutivas (sobre isto, vamos falar daqui a pouco).
Ele está fazendo um pós-doutorado com a ajuda da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) sobre a obra: "Independência ou Morte!", do Pedro Américo, do Museu Paulista da USP(ou, para os íntimos o Museu do Ipiranga).
Além de tudo isto, o Pedro é fotógrafo profissional e escoteiro a mais de 1 década.
Para falar sobre este assunto, eu conversei com a Amelia Siegel Correa (Ph.D).
A inspiração para esta conversa veio de um trabalho super interessante dela sobre uma exposição que aconteceu em 1989 no Centro Pompidou em Paris,
A exposição se chamou "Magiciens de la Terre". A ideia foi chamar artistas de diferentes países para fazer uma exposição global.
Para quem não conhece a Amélia, aqui vai um pouco do curriculum dela.
Ela se formou em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná (2002), com mestrado em Sociologia pela UFPR (2006) e doutorado em Sociologia USP (2012), e Pós-doutorado em Sociologia.
foi professora em História Social da Arte da PUC-PR,
Professora da Pós-Graduação Fotografia e Imagem em Movimento
Pós-doutorado em Antropologia pela Universidade de Copenhagen, tema: Global Europe: Constituting Europe from the outside in through artefacts'.
Aqui vai um vídeo sobre a exposição (em italiano): https://youtu.be/gpPQwWYwNpM
Em uma conversa com o empresário e galerista Marcos Amaro, falamos sobre o que as galerias estão precisando fazer para se reinventar nesta nova realidade criada pela pandemia,
A Galeria do Marcos Amaro: https://galeriakoganamaro.com/
O site oficial da pianista e galerista Ksenia Kogan Amaro: https://www.kseniakogan.com/
Perguntas para o Marcos Amaro, podem ser direcionadas para [email protected]
Neste programa vou falar com a Danny Ueda, que é uma especialista em marketing online.
Vamos falar sobre construção de marca para um artista ou para qualquer outro profissional.
Nesta conversa, enumeramos alguns pontos super importantes para este processo, espero que você goste.
Nesta conversa com a Artista plástica Marina Rodrigues falamos sobre dicas para artista e amantes da arte poderem sobreviver em tempos de crise. O Canal da Marina é este: https://www.youtube.com/channel/UCoTSzR8v7OIqotV3F39OXTg.
Parte do que foi conversado foi compilado em uma matéria no Arteref:
https://arteref.com/mercado/como-ajudar-um-artista-em-tempos-de-quarentena/
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