Astronomia Amadora FC

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By Augusto Torriceli MangoScienceAstronomy
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Astronomia Amadora FC episodes

  • Planeta da Semana | Ep #001 - Tudo sobre Mercúrio

    Muito bom dia, boa tarde ou boa noite para todos os ouvintes aqui do astronomia amadora podcast. Hoje, conforme o tema da semana, falaremos um pouco mais sobre Mercúrio, o menor dos planetas do sistema solar e o mais rápido dentre eles.

    Mercúrio faz homenagem ao deus romano, que para os gregos se chamava Hermes, considerado o mais rápido dos deuses, e isso não vem apenas da criatividade não, Mercúrio de fato é o mais rápido a dar uma volta entorno do sol, sendo seu ano com duração de apenas 88 dias terrestres, ou seja, em três meses na terra, mercúrio ja está lá comemorando seu ano novo.

    Assim como se assemelha a vênus, a rotação de mercúrio é maior, sendo que um dia em mercúrio, dura 59 dias terrestres, e isso né, acontece justamente pela proximidade ao sol, é um dos efeitos da distorção do tecido do espaço tempo que o sol ocasiona, ou seja, quanto mais perto do sol, maior é a rotação e menor a translação.

    Mercúrio é considerado o planeta com maior oscilação térmica, o que isso significa, mercúrio por si só, não tem atividade de placa tectônica ou qualquer outro efeito como temos na terra, em vênus, em marte e nos outros planetas do nosso sistema, logo, mercúrio tem uma ausência de atmosfera, que é essencial para guardar os gases e o calor que o planeta recebe pela incidência dos raios solares, aqui na terra, assim como em outros planetas, nós temos atmosfera, que guarda um pouco do calor que recebemos do sol, calor e gases, de maneira natural, nosso planeta, a partir desses fatores guardados pela atmosfera, estabelece seu clima e se ajusta na natureza, permitindo que, conforme anoitece, não congelemos de frio, pois ainda há calor guardado pela atmosfera, por isso gases de efeito estufa são importantes também, pois eles ajudam a equilibrar nosso clima, nosso tempo, e por isso que o aquecimento global, que é ocasionado por gases de efeito estufa produzidos pelo homem, seja em criação de gado, empresas que liberam gases poluentes ou desmatamento de nossas florestas, pois todo esse gás ficara guardado na atmosfera, ou seja, mais calor será mantido e isso gera um desequilíbrio ambiental para o nosso planeta, e é algo que mercúrio não tem, sem atmosfera, todo o calor que mercúrio recebe, é recebido em excesso, sem ter nenhuma camada que barre um pouco do calor dos raios solares, logo seu dia pode chegar a 420 graus célsius, mas todo calor se esvai para o espaço, logo sua noite pode chegar em -173 graus célsius, ou seja, um aumento e uma queda brutal da temperatura.

    Sua superfície é semelhante a da lua, inclusive ele é pouca coisa maior que a lua. Pela falta de atmosfera, mercurio é alvo de impactos diretos com meteoros, meteoritos e outros objetos que deixam suas marcas sobre o planeta. Ele também acaba sendo alvo direto dos ventos solares, o que o impede de ter satelites naturais, anéis e uma atmosfera. Em toda a história espacial, três sondas já visitaram Mercúrio: Mariner 10, em 1975; Messenger, em 2004; e BepiColombo, em 2018. Mesmo tão perto do sol, conseguimos mandar tais sondas, e hoje em dia, temos sondas no próprio sol, logo, nossa tecnologia vem avançando para permitir que nós exploremos esses planetas e objetos que estão em locais e temperaturas mais extremas. Cada sonda teve seu papel, Mariner 10 tinha como foco explorar Vênus e Mercúrio e descobrir se ambos possuíam atmosfera, Messenger foi a primeira que orbitou Mercúrio e o mapeou, descobrindo até mesmo gelo no planeta mais próximo do sol, e agora Bepicolombo que fara toda e qualquer tipo de pesquisa no planeta da melhor forma possível.




    6 min
  • Astronomic News | Primeiro Buraco Negro do Universo | #009

    Bom dia, boa tarde e boa noite para todos os meus ouvintes, está no ar mais um

    Astronomic News, e na noticia de hoje, James Webb detecta o primeiro buraco negro
    do universo, ficou interessado? Então apertem os cintos pois estamos entrando
    no hiperespaço.

                O primeiro buraco negro conhecido no universo foi detectado pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) e pode nos

    contar sobre a origem de buracos negros supermassivos que se formaram muito
    mais tarde.

    Muitas galáxias têm um buraco negro supermassivo em seu centro, mas não está claro

    exatamente como elas se tornaram tão grandes. Uma possibilidade é que eles
    foram formados por pequenos buracos negros, criados pelo colapso das primeiras
    estrelas, unindo-se ao longo do tempo. Outra sugestão é que eles são o
    resultado de grandes quantidades de gás no início do universo colapsando
    diretamente em um buraco negro, sem nunca ser uma estrela.

    Agora, Rebecca Larson, da Universidade do Texas em Austin, e seus colegas

    identificaram o exemplo mais antigo de um buraco negro, datando-o de apenas 570
    milhões de anos após o início do universo, com base em sua distância da Terra.
    Sua massa é 10 milhões de vezes a do sol, tornando-o um buraco negro
    intermediário, pelos padrões cósmicos. “Este é um território não mapeado
    realmente importante de formação e crescimento de buracos negros no início do
    universo”, diz Larson. “Sabemos onde temos que chegar, mas não sabemos bem como
    chegamos lá, então estamos começando agora, pela primeira vez, a realmente
    preencher as lacunas e montar uma imagem melhor de como essas coisas formadas.”

    Para identificar o buraco negro, Larson e sua equipe apontaram o JWST para uma

    galáxia que o Telescópio Espacial Hubble havia identificado anteriormente como
    sendo a galáxia mais brilhante conhecida nesta parte inicial do universo. No
    entanto, o Hubble não conseguiu discernir o que havia dentro.

    Usando duas câmeras e dois espectroscópios, o JWST conseguiu captar os diferentes

    componentes que compõem o sinal de luz da galáxia, que atingem o pico em
    determinados pontos, dependendo dos elementos que os produzem. “Um deles tinha
    um pico, mas depois tinha um muito gordo e largo por baixo, e pensei 'Isso
    parece estranho. Eu nunca vi isso antes, o que é isso?' E acontece que é do
    buraco negro no centro,” diz Larson.

    Embora tenhamos apenas este exemplo de um buraco negro tão cedo no universo, sua massa

    parece sugerir que ele não se desenvolveu a partir de um buraco negro de massa
    estelar, diz James Mullaney, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido.
    “Está começando a descartar esses buracos negros de massa estelar como sendo
    fontes viáveis, a menos que haja algum crescimento muito rápido desses buracos
    negros no início do universo”.

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    do cosmos, siga-nos aqui no Spotify e em nosso blog no instagram @astronomiaamadorafc.
    Eu vou ficando por aqui, vejo vocês na próxima estação.

    Fontes: https://www.newscientist.com/article/2366656-jwst-has-spotted-the-earliest-black-hole-ever-seen-in-the-universe/

    4 min
  • Astronomic News | Nós vamos roubar... a água da Lua! | #008

    Bom dia, boa tarde e boa noite para todos os meus ouvintes, está no ar mais um

    astronomic News, e a noticia de hoje é, cientistas e pesquisadores Chineses podem
    ter descoberto bilhões de toneladas de água dentro de estranhas esferas de
    vidro enterradas na lua. Ficou interessado? Então continue com a gente pois
    estamos entrando no hiperespaço.

                As minúsculas esférulas de vidro, coletadas em amostras de solo lunar e trazidas à Terra pela missão Chang'e-5 da

    China em dezembro de 2020, podem ser tão abundantes que armazenam até 330
    bilhões de toneladas (300 toneladas métricas) de água na superfície da lua.

    As esférulas de vidro, também conhecidas como vidros de impacto ou microtectitas,

    se formam quando meteoritos se chocam contra a Lua a dezenas ou centenas de
    milhares de quilômetros por hora, lançando pedaços de crosta lunar no ar.
    Dentro dessas plumas transportadas pelo ar, minerais de silicato aquecidos a
    temperaturas derretidas pela força do impacto se combinam para formar
    minúsculas esferas de vidro que são espalhadas como migalhas sobre a paisagem
    ao redor.

     O solo da lua contém oxigênio, quando atingido por átomos de hidrogênio ionizados (prótons) do vento solar, o oxigênio nas

    esferas fundidas reage para formar água que é sugada para dentro das cápsulas
    de silicato. Com o tempo, algumas das esferas ficam enterradas sob partículas
    de poeira lunar, conhecidas como regolito, e ficam presas no subsolo com a água
    ainda dentro. Nas temperaturas certas, algumas dessas esferas liberam a água na
    atmosfera da lua e em sua superfície, agindo como um reservatório que é
    lentamente reabastecido com o tempo, disseram os pesquisadores.

    Isso poderia tornar essas esferas uma fonte ideal de água, bem como hidrogênio e

    oxigênio para agências espaciais como a NASA e a Administração Espacial
    Nacional da China (CNSA) que desejam construir bases na lua. A CNSA espera que
    seu projeto de base lunar seja concluído em 2029. "Se quisermos extrair a
    água em contas de vidro de impacto para futuras explorações lunares, primeiro
    as coletamos, depois as fervemos em um forno e resfriamos o vapor de água
    liberado. Finalmente, você obterá um pouco de água líquida em uma
    garrafa", disse Sen Hu, geólogo planetário do Instituto de Geologia e
    Geofísica da Academia Chinesa de Ciências, coautor do estudo à Live Science por
    e-mail. “Outro benefício é que as contas de vidro de impacto são [comuns] em
    solos lunares, do equador ao polar e de leste a oeste, global e uniformemente”.

     A missão Chang'e 5 da China, nomeada em homenagem a uma deusa chinesa da lua, foi a quinta de uma série de missões que

    visam estabelecer as bases para futuros pousos humanos na superfície da lua. A
    missão pousou na Lua para coletar material de sua superfície antes de retornar
    à Terra em dezembro de 2020.

    Fontes:

    https://www.livescience.com/china-discovers-strange-glass-beads-on-moon-that-may-contain-billions-of-tons-of-water

    https://www.nature.com/articles/s41561-023-01159-6?utm_medium=affiliate&utm_source=commission_junction&utm_campaign=CONR_PF018_ECOM_GL_PHSS_ALWYS_DEEPLINK&utm_content=textlink&utm_term=PID100052172&CJEVENT=9f199a14cdb511ed816800260a82b824

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    conteúdos e mais notícias, nosso instagram @astronomiaamadorafc e nosso podcast
    no Spotify. Isso foi tudo por hoje e vejo vocês na próxima estação.

    5 min
  • Episódio 06 | Tudo Sobre Marte

    Esses foram alguns tópicos abordados sobre Marte, bem resumidos obviamente, pois se formos contar a história de toda Marte passaríamos mais de

    dias aqui. Mas fica a dica e siga nosso blog no instagram, temos muitas noticias sobre Marte por lá e até mesmo sobre o Eclipse Solar em Marte.

                Esse foi o nosso bate papo do dia, espero que tenham gostado do tema, compartilham e siga-nos nas redes sociais, nosso instagram @astronomiaamadorafc, e aqui no Spotify, fique atento nas nossas postagens para ajudar a votar no nosso próximo tema do próximo episódio de sábado. Vejo vocês na próxima estação.

    Fonte: book Fundamental Astronomy

    8 min
  • Astronomic News | Buraco Negro Assassino | #007

    Bom dia, boa tarde ou boa noite para todos os meus ouvintes, está no ar mais um Astronomic News, e no episódio de hoje, veremos o
    Buraco negro assassino de galáxias, já se interessou no tema? Então continue
    aqui para adentrarmos no hiperespaço.

                Localizada a cerca de 12,5 bilhões de anos-luz de distância, a galáxia GS-9209 foi

    observada pela primeira vez no início dos anos 2000. Por apresentar algumas
    peculiaridades, os astrônomos usaram telescópios terrestres para estudá-la e
    descobriram que ela não está muito ativa. Agora, foi a vez de obter dados sobre
    ela com o Webb, ou seja, observar suas luzes em infravermelho. Isso permitiu
    medir a distância da galáxia, que antes era confusa devido à interferência da
    atmosfera da Terra.

                Com isso, os cientistas perceberam que essa galáxia se formou 600 milhões de anos

    após o Big Bang, com uma enorme explosão de formação estelar. Isso ocorreu
    devido às condições turbulentas do universo jovem e o colapso de uma nuvem de
    gás gigantesca.

                No entanto, após 200 milhões de anos nos quais produziu cerca de 40 bilhões de

    massas solares, se tornou abruptamente “morta”. O que aconteceu? Para os
    autores do novo estudo, o buraco negro supermassivo no centro da galáxia
    cresceu o suficiente para se tornar um quasar. Quasares acumulam uma grande
    quantidade de material ao redor de si, girando tão rápido que atinge
    temperaturas o suficiente para afastar nuvens de gás próximas. "Se você
    tem um buraco negro enorme e coisas estão caindo nele, isso leva a muita
    energia irradiando desse acréscimo", disseram os autores.

                Embora o estudo não seja conclusivo, os autores disseram que “este é basicamente o

    único processo que pensamos ser capaz de injetar energia suficiente no gás da
    galáxia em um curto espaço de tempo para aquecê-lo de forma que não colapse
    para formar mais estrelas ou para limpar completamente a galáxia de gás
    formador de estrelas”. Não é a primeira vez que astrônomos encontram galáxias
    "mortas", mas esta é a mais distante delas, ou seja, é a luz mais
    antiga já obtida de uma galáxia desse tipo.

                Gostaram do episódio? Siga-nos nas redes sociais, nosso blog no instagram

    @astronomiaamadorafc e nosso podcast no spotify. Eu vou ficando por aqui, vejo
    vocês na próxima estação.

    Fontes: https://www.livescience.com/monster-black-hole-may-have-killed-this-galaxys-star-forming-power-james-webb-telescope-reveals

    https://arxiv.org/pdf/2301.11413v1.pdf

    5 min
  • Episódio 05| Planetas Anões

    Bom dia, boa tarde ou boa noite a todos os meus ouvintes, esta no ar mais um episódio da nossa série, Sistema Solar, onde hoje iremos falar um pouco sobre os Planetas Anões, então apertem o cinto pois estamos adentrando no espaço.

    Muitos de nós conhecemos apenas Plutão como planeta anão, antes classificado como Planeta normal, mas depois reanalisado e colocado como planeta anão, caso queiram um episódio apenas sobre a classificação de Plutão, fiquem de olho no nosso blog no instagram (@astronomiaamadorafc) para votar no próximo tópico. Mas o que muitos não sabem, é que temos muitos outros planetas anões, e aqui iremos passar por cada um deles, brevemente óbvio, mas dando alguns detalhes sobre cada um.

    Ao todo temos cinco planetas anões reconhecidos: Plutão, Ceres, Haumea, Makemake e Éris. E outros quatro ainda não reconhecidos: Sedna, Orcus, Quaoar e Varuna. Mas abordaremos apenas os reconhecidos.

    Primeira Parada: Ceres.

    Ele se encontra no cinturão de asteroides que está entre Marte e Júpiter e é o maior objeto que se encontra nesta região, sendo o planeta anão mais próximo do Sol. Foi descoberto por um astrônomo que estava à procura de uma estrela e chegou a ser chamado de asteroide por muito tempo, mas ele é bem maior e diferente de um objeto desse tipo. Sua massa corresponde a 25% da massa total do cinturão em que se encontra.

    O nome Ceres vem da deusa romana da colheita.

    Segunda Parada: Haumea

    É o terceiro planeta anão mais próximo do Sol (após Ceres e Plutão). Ele é o objeto que possui a rotação mais rápida do nosso Sistema Solar, completando uma volta ao redor de si em apenas quatro horas. Em função dessa rotação rápida, ele assume uma forma oval.

    Ele está localizado no cinturão de Kuiper, estrutura que já comentamos no episódio quatro da nossa série, e é cercado por duas luas chamadas Namaka e Hi’iaka, e foi o primeiro objeto do cinturão a ter anéis identificados.

    O nome Haumea vem da deusa havaiana da fertilidade.

    Terceira Parada: Makemake

    Também localizado no cinturão de Kuiper, sendo o segundo objeto mais brilhante do cinturão e rodeado por uma lua chamada por MK2.

    Seu nome vem da deusa da fertilidade da mitologia Rapanui.

    Última Parada: Éris

    Com tamanho parecido com o de Plutão, orbitado pela lua Disnomia, e dentre os planetas anões, ele é o mais distante do sol, tão distante que a luz do sol demora mais de nove horas para chegar até ele.

    O nome Éris vem da deusa grega da discórdia.

    Gostaram do nosso passeio pelos planetas anões? Compartilhe para mais amigos e siga nosso blog no instagram e aqui no Spotify para ajudar na divulgação do conhecimento verdadeiro na mídia.

    Eu vou ficando por aqui, vejo vocês na próxima estação.

    Fontes: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/planetas-anoes/#:~:text=Atualmente%2C%20reconhecemos%20quatro%20planetas%20anões,próprio%20planeta%20anão%20que%20orbitam. 

    5 min
  • Astronomic News | Caixa de Pandora Cósmica | #006

     Os astrônomos revelaram a mais recente imagem de campo profundo do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, apresentando detalhes nunca antes vistos em uma região do espaço conhecida como Aglomerado de Pandora (Abell 2744).

    O que seria o Aglomerado de Pandora? Ou famosamente chamado como Caixa de Pandora, é como o próprio nome diz, um aglomerado de inúmeros astros, estruturas, galáxias, estrelas, é literalmente uma caixa, no espaço, cheia de coisas. Caracterizado desta forma justamente pelo fato de apenas o núcleo central de Pandora foi previamente estudado em detalhes pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, ou seja, muito ainda tinha de ser descoberto, e que agora, graças ao mais recente e poderoso Telescópio Espacial James Webb, poderemos abrir a caixa de Pandora Cósmica, esperando não sermos amaldiçoados.

    Ao combinar os poderosos instrumentos infravermelhos do Webb com uma ampla visão em mosaico das múltiplas áreas de lente da região, os astrônomos visam alcançar um equilíbrio de amplitude e profundidade que abrirá uma nova fronteira no estudo da cosmologia e evolução galáctica.

    A visão de Webb mostra três aglomerados de galáxias – já enormes – se unindo para formar um mega aglomerado. A massa combinada dos aglomerados de galáxias cria uma poderosa lente gravitacional, um efeito de ampliação natural da gravidade, permitindo que galáxias muito mais distantes no início do Universo sejam observadas usando o aglomerado como uma lupa. Mas o que seria essa lente gravitacional? Pegue um copo de vidro transparente, e aponte-o para a lâmpada, você percebera que a luz irá formar uma espécie de arco, e esse fenômeno que ocorre no espaço, essas galáxias, os arcos vistos pelo James Webb, é nada mais que o fenômeno da lente gravitacional, que serve como uma lupa, meio distorcida, para as galáxias mais distantes.

    Além da ampliação, as lentes gravitacionais distorcem a aparência de galáxias distantes, fazendo com que pareçam muito diferentes daquelas em primeiro plano.

    A 'lente' do aglomerado de galáxias é tão massiva que distorce o próprio tecido do espaço, o suficiente para que a luz de galáxias distantes que passa por esse espaço distorcido também assume uma aparência distorcida.

    No núcleo de lente no canto inferior direito da imagem de Webb, que nunca foi fotografado pelo Hubble, Webb revelou centenas de galáxias distantes com lentes que aparecem como linhas arqueadas fracas na imagem.

    A equipe do UNCOVER usou a câmera de infravermelho próximo do Webb (NIRCam) para capturar o aglomerado com exposições de 4 a 6 horas, totalizando cerca de 30 horas de tempo de observação.

    O próximo passo é examinar meticulosamente os dados de imagem e selecionar galáxias para observação de acompanhamento com o Near-Infrared Spectrograph (NIRSpec), que fornecerá medições precisas de distância, juntamente com outras informações detalhadas sobre as composições das galáxias com lentes, fornecendo novos insights sobre a era inicial da montagem e evolução da galáxia.

    A equipe UNCOVER espera fazer essas observações NIRSpec no verão de 2023.

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    Fontes: https://esawebb.org/news/weic2305/?lang 

    7 min
  • Astronomic News | Aposentadoria da ISS / Estação Espacial Internacional | #005

    Foi anunciado pela Nasa a aposentadoria da ISS (Space Station International ou Estação Espacial Internacional) previsto para 2031.


    A Nasa pronunciou neste dia 04 de Fevereiro, os planos para o retorno da ISS à Terra, com auxilio e participação da SpaceX e ESA (European Space Agency ou Agencia espacial europeia). 


    Primeiro, por que a Nasa quer aposentar a ISS? A Nasa quer incentivar empresas espaciais privadas para a exploração espacial, para auxiliar e investir mais em descobertas espaciais que podem auxiliar na humanidade, incentivar a cooperação internacional e obviamente a ajudar a indústria privada de voos espaciais dos EUA a ganhar mais impulso. 


    Segundo, como a Nasa irá fazer isso? A Nasa está junto com a SpaceX realizando as Missões dos foguetes Crew Dragon's da SpaceX,  é um veículo para transporte humano capaz de fazer um pouso terrestre suave, inclui um sistema de propulsão mais avançado bem como janelas muito maiores, e o trem de pouso se estende desde a parte inferior da espaçonave. A sua principal missão é transportar astronautas à Estação Espacial Internacional, e estações espaciais privadas, como a Estação Espacial Comercial projetada pela Bigelow Aerospace.  

    O plano é fazer com que a ISS tenha uma queda controlada e monitorada rumo ao Oceano Pacifico. 


    Neste tempo até 2031, a Nasa e a SpaceX estarão realizando suas missões de testes para analisar todos os parâmetros e margens desta principal missão. 


    A ISS por todo este tempo ajudou em muitas descobertas novas pelo universo, e  agora, teremos a chance de termos uma tecnologia mais avançada com uma estação espacial nova após os anos de 2031. 


    Fonte: https://blogs.nasa.gov/spacestation/

    5 min
  • Astronomic News | Buraco Negro raro em Andrômeda | #004
    Os astrônomos descobriram um buraco negro diferente de qualquer outro. Com cem mil massas solares, é menor que os buracos negros que encontramos nos centros das galáxias, mas maior que os buracos negros que nascem quando as estrelas explodem. Isso o torna um dos únicos buracos negros de massa intermediária confirmados, um objeto que há muito é procurado pelos astrônomos.
    “Temos detecções muito boas dos maiores buracos negros de massa estelar até 100 vezes o tamanho do nosso sol, e buracos negros supermassivos nos centros das galáxias que são milhões de vezes o tamanho do nosso sol, mas não há quaisquer medidas de preto entre estes. Essa é uma grande lacuna”, disse o autor sênior Anil Seth, professor associado de astronomia da Universidade de Utah e coautor do estudo. “Esta descoberta preenche a lacuna.”
    O buraco negro estava escondido dentro de B023-G078, um enorme aglomerado estelar em nossa galáxia vizinha mais próxima, Andrômeda. Há muito considerado um aglomerado globular de estrelas, os pesquisadores argumentam que B023-G078 é, em vez disso, um núcleo despojado. Núcleos despojados são remanescentes de pequenas galáxias que caíram em maiores e tiveram suas estrelas externas arrancadas por forças gravitacionais. O que resta é um núcleo minúsculo e denso orbitando a galáxia maior e no centro desse núcleo, um buraco negro.
    “Anteriormente, encontramos grandes buracos negros em núcleos massivos e despojados que são muito maiores que B023-G078. Sabíamos que devia haver buracos negros menores em núcleos de massa mais baixa, mas nunca houve evidência direta”, disse o principal autor Renuka Pechetti, da Liverpool John Moores University, que iniciou a pesquisa enquanto estava nos EUA. caso claro de que finalmente encontramos um desses objetos.”
    B023-G078 era conhecido como um aglomerado estelar globular massivo – uma coleção esférica de estrelas fortemente ligadas pela gravidade. No entanto, houve apenas uma única observação do objeto que determinou sua massa total, cerca de 6,2 milhões de massas solares.
    O objeto B023-G078 era um dos objetos mais massivos de Andrômeda e que poderia ser um candidato a um núcleo despojado. Mas era preciso dados para provar isso. Foram solicitados vários telescópios para obter mais observações por muitos e muitos anos e as propostas sempre falhavam, mas quando descobrimos um buraco negro supermassivo dentro de um núcleo despojado em 2014, o Observatório Gemini deu a chance de explorar a ideia.
    Com seus novos dados observacionais do Observatório Gemini e imagens do Telescópio Espacial Hubble, Pechetti, Seth e sua equipe calcularam como a massa foi distribuída dentro do objeto modelando seu perfil de luz. Um aglomerado globular tem um perfil de luz característico que tem a mesma forma perto do centro que nas regiões externas. B023-G078 é diferente. A luz no centro é redonda e depois fica mais plana movendo-se para fora. A composição química das estrelas também muda, com mais elementos pesados ​​nas estrelas no centro do que aqueles perto da borda do objeto.
    “Aglomerados de estrelas globulares se formam basicamente ao mesmo tempo. Em contraste, esses núcleos despojados podem ter episódios repetidos de formação, onde o gás cai no centro da galáxia e forma estrelas. E outros aglomerados de estrelas podem ser arrastados para o centro pelas forças gravitacionais da galáxia”, disse Seth. “É uma espécie de lixeira para um monte de coisas diferentes. Assim, estrelas em núcleos despojados serão mais complicadas do que em aglomerados globulares. E foi isso que vimos no B023-G078.”
    Os pesquisadores usaram a distribuição de massa do objeto para prever o quão rápido as estrelas deveriam se mover em qualquer local dentro do aglomerado e compararam com seus dados. As estrelas de maior velocidade estavam orbitando em torno do centro. Quando eles construíram um modelo sem incluir um buraco negro, as estrelas no centro eram muito lentas em comparação com suas observações. Quando adicionaram o buraco negro, obti
    11 min
  • Astronomic News | O Aquecimento Global | #003

    No dia de hoje, falaremos um pouco sobre o aquecimento global, tema receitado por vocês, então se você quer indicar um tema que você tem curiosidade, basta acessar o instagram do podcast (@astronomiaamadorafc e @gugugumango) e bora avançar no espaço-tempo.

    Aquecimento global, como o próprio nome diz, é o aquecimento não natural do planeta, dentro das questões climáticas, temos o efeito estufa e o aquecimento global, o efeito estufa é um fenômeno climático Natural do planeta (que não ocorre apenas na Terra) que se diz como controle climático natural, agora o aquecimento global é uma consequência do efeito estufa não natural, ou seja, com efeito da ação humana, e a ação que mais se destaca como principal problema é a emissão de gases poluentes na atmosfera.

    Antes de avançarmos, vamos explicar um pouco sobre a funcionalidade do efeito estufa natural, ele é responsável pela manutenção da vida na Terra, preservando parte do calor emitido dos raios solares através de gases na atmosfera (gases tais como: Dióxido de Carbono, Metano, Óxido Nitroso , Gases fluoretados e vapor d’água) que são responsáveis por esse fenômeno (em tese, impede que o calor volte para o espaço, sem o efeito estufa, a temperatura global seria entre –18C pois sem esses gases , não teria como manter o calor necessário para a vida) permitindo assim o desenvolvimento da vida na Terra e mantendo o equilíbrio energético já que parte do calor é absorvida pela superfície terrestre, pelos oceanos e na atmosfera, fazendo com que não haja grandes amplitudes térmicas e as temperaturas fiquem estáveis.

    Nos últimos anos, houve um considerável aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. As atividades humanas ligadas à indústria, as atividades agrícolas, o desmatamento e o aumento do uso dos transportes são os principais responsáveis pela emissão desses gases. A queima de combustíveis fósseis é uma das atividades que mais produzem gases de efeito estufa. A concentração desses gases na atmosfera impede que o calor seja irradiado, aquecendo ainda mais a superfície terrestre, aumentando, portanto, as temperaturas. Esse aumento das temperaturas decorrente da intensificação do efeito estufa é conhecido como aquecimento global.

    A concentração dos gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono e o óxido nitroso, elevou-se significativamente nas últimas décadas. Segundo diversos estudiosos, essa concentração tem provocado mudanças na dinâmica climática do planeta, provocando o aumento das temperaturas da Terra. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, a temperatura do planeta aumentou aproximadamente 0,85º C nos continentes e 0,55º C nos oceanos em um período de cem anos. Com esse aumento, foi possível constatar o derretimento das calotas polares e a elevação do nível do mar. A comunidade científica relaciona, portanto, o aumento dos gases de efeito estufa ao aumento das temperaturas médias globais. A concentração desses gases impede cada vez mais que o calor irradiado pela superfície seja disperso no espaço, aumentando a temperatura e reafirmando a questão do aquecimento global.

    A anos a comunidade cientifica vem afirmando e alertando sobre a questão do aumento da emissão de gases poluentes, que pode gerar graves problemas climáticos, o Acordo de Paris é uma ação tomada pelas nações para controlarem a emissão de gases devido a drástica mudança climática, este seria uma grande solução, mas nem todos os países aceitaram participar deste acordo, devido obviamente ao modo de produção para gerar comércio e lucro, mesmo que esses modos são os principais emissores dos gases poluentes.

    Mas além dos países que não participaram do acordo, o maior problema que vemos na atualidade são as pessoas que não acreditam que este fenômeno é real, apesar de já ser comprovado cientificamente que é real.

    8 min

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