No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu pela manutenção da taxa SELIC em 6,5% conforme expectativa do mercado. O que chamou atenção no comunicado foi o fato de que o Banco Central retirou a indicação de ver como adequada a manutenção da taxa para as próximas reuniões. O grupo não quis se comprometer em relação as próximas reuniões devido ao cenário externo incerto e pela greve dos caminhoneiros terem dificultado a medição da atividade econômica interna, o que resulta em alta volatilidade para o nosso mercado.
Outro dado que pode afetar também a curva de juros é a divulgação do IPCA-15, que deve mostrar aceleração. Se o resultado se confirmar, a correção dos juros futuros deve ser menor, influenciada também pela alta do dólar. Por último, a aprovação do projeto de lei da cessão onerosa pela Câmara deve movimentar os papéis da Petrobras e trazer volatilidade ao Ibovespa.
Lá fora, as bolsas europeias e os futuros de Wall Street operam em queda dando continuidade ao cenário de incertezas envolvendo EUA e China. Nas commodities, o petróleo cai bastante devido as expectativas acerca da reunião da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), que começa amanhã.