VERSO PARA MEMORIZAR: “Ouvindo isso, não apresentaram mais objeções e louvaram a
Deus, dizendo: ‘Então, Deus concedeu arrependimento para a vida até mesmo aos gentios!’”
(At 11:18, NVI).
Não é tão difícil entender Saulo de Tarso (também conhecido como apóstolo
Paulo, após sua conversão), e por que ele fez o que fez. Sendo judeu devoto,
ensinado durante toda a sua vida sobre a importância da lei e sobre a futura redenção
política de Israel, a ideia de que o tão aguardado Messias tinha sido vergonhosamente
executado, como o pior dos criminosos, era demais para ele tolerar.
Portanto, não é de admirar que ele estivesse convencido de que os seguidores
de Jesus estavam sendo desleais para com a Torá e, assim, prejudicando o plano
de Deus para Israel. Suas alegações de que o Jesus crucificado era o Messias e
de que Ele tinha ressuscitado, acreditava ele, eram terrível apostasia. Não poderia
haver tolerância para com esse “absurdo” nem para quem se recusasse a abandonar
essas ideias. Saulo estava determinado a ser o agente de Deus para livrar Israel
dessas crenças. Assim, ele aparece pela primeira vez nas páginas das Escrituras
como perseguidor violento dos seus compatriotas judeus que acreditavam que Jesus
fosse o Messias.
Porém, Deus tinha planos bem diferentes para Saulo, planos que ele nunca poderia
ter esperado: esse judeu não apenas pregaria que Jesus é o Messias, mas faria
isso entre os gentios!