5. Leia Lucas 22:31-34, 54-62. Quais lições podemos aprender com os fracassos
de Pedro? Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Não devemos confiar em nós mesmos.
B. ( ) Devemos olhar para Cristo, não para nós mesmos.
C. ( ) Ambas as alternativas estão corretas.
As intenções de Pedro eram boas. De fato, ele demonstrou mais coragem do
que os outros discípulos. Na verdade, ele seguiu Jesus a fim de descobrir o que
aconteceria, mas, ao fazer isso, Pedro decidiu esconder sua verdadeira identidade.
Essa transigência, esse desvio do bom e correto caminho, levou-o a negar seu Senhor
por três vezes, exatamente como Jesus o havia advertido.
Embora triste, a história de Pedro descrita nessa passagem é muito instrutiva
quanto ao resultado devastador de uma transigência.
Como sabemos, a história cristã é manchada por terríveis consequências quando
cristãos são condescendentes em relação às verdades fundamentais. Embora
muitas vezes tenhamos que fazer concessões e estar dispostos a ceder e a nos submeter,
devemos permanecer firmes nas verdades essenciais. Como povo, devemos
saber quais são as coisas das quais jamais poderemos abrir mão, sejam quais forem
as circunstâncias (veja, por exemplo, Ap 14:12).
De acordo com Ellen G. White, a transigência e o fracasso de Pedro começaram
no Getsêmani, quando, em vez de orar, ele dormiu, e, portanto, não se preparou
espiritualmente para o que estava por vir. Se Pedro tivesse sido fiel em oração,
“não teria negado seu Senhor” (O Desejado de Todas as Nações, p. 714).
Pedro falhou terrivelmente, mas, por maior que houvesse sido seu fracasso, a
graça de Deus foi ainda maior. “Onde abundou o pecado, superabundou a graça”
(Rm 5:20). O perdão de Jesus fez com que ele se tornasse um dos principais líderes
da igreja cristã primitiva. Que lição poderosa a respeito da realidade da graça
de Deus! Um exemplo de que todos nós, apesar de nossas falhas, devemos seguir
adiante com fé!
Pedro soube o que significa ser perdoado. Ele soube, pessoalmente, qual é o significado
do evangelho, pois experimentou não apenas a realidade da sua pecaminosidade,
mas também a grandeza e a profundidade do amor e da graça de Deus
para com os pecadores.