Áudios Novo Tempo

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  • Necessidade de justiça
    Em João 16:8, Jesus afirmou que o Espírito Santo convencerá o mundo, não apenas
    do pecado mas também da justiça. Em outras palavras, o mundo, que não
    conhece a natureza do pecado, também não sabe o que é a verdadeira justiça.
    As pessoas não convertidas imaginam que a moralidade exterior seja suficiente.
    Elas não desejam a justiça de Deus, mas a sua própria; querem a justiça proveniente
    de suas ações externas, como a obediência à lei de Deus. Porém, nossa observância
    da lei jamais poderá nos justificar diante dEle.
    Em Isaías 64:6, o profeta descreveu como “trapo da imundícia” todos os atos de
    justiça própria das pessoas de sua época. Até mesmo nossa melhor justiça própria,
    motivada pela religião, é, na verdade, o oposto: injustiça.
    No entanto, a justiça de Jesus nos é suficiente. Ela atende todas as exigências
    da lei de Deus. Ela conta com o Pai. Podemos reivindicá-la unicamente pela fé em
    Jesus Cristo.
    3. Leia Romanos 5:10 e Hebreus 4:15, 16. Como nossa justiça está relacionada
    ao ministério de Cristo hoje, na presença do Pai no Céu?
    A justiça exigida pela lei é cumprida na vida perfeita de Jesus. Ele morreu em
    nosso favor. Embora rejeitado por aqueles que O condenaram à morte, Cristo foi
    recebido pelo Pai no Céu. Por meio da ressurreição, Deus, o Pai, colocou o selo de
    Sua aprovação sobre a vida e a obra redentora de Cristo. Hoje, Ele vive para interceder
    por nós (Hb 4:15, 16), empregando os méritos de Sua morte em nosso favor,
    pois não temos a justiça necessária para a salvação.
    Portanto, podemos viver porque Ele vive em nós. “Estou crucificado com Cristo;
    logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora,
    tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou
    por mim” (Gl 2:20). Quando Jesus vive em nós, andamos no Espírito (Rm
    8:4) e recebemos nova vida espiritual por meio do poder do Espírito de Deus (compare
    com Gl 3:2-5; 5:16, 18).
    A ascensão de Jesus para o Pai justificou Sua presença entre nós por meio do
    Espírito. Habilitados pelo Espírito Santo, Seus discípulos vivem cada vez mais em
    conformidade com Ele.
    4 min
  • Convencer do pecado
    Jesus chamou o Espírito Santo de paracleto, palavra rica em significado e que
    transmite a ideia de ajudador, advogado e consolador. O Espírito não participa
    dessa importante obra de nos convencer do pecado como o acusador dos irmãos
    nem como nosso promotor de acusação. Ele não é enviado por Jesus para
    nos condenar, mas para nos ajudar a perceber a necessidade que temos da graça.
    Somente um consolador é aceito como ajudador. É uma grande tragédia o fato
    de que os cristãos, por mais bem-intencionados que sejam, muitas vezes abordem
    as pessoas que estão em pecado com um espírito acusador em vez de uma atitude
    ajudadora. Se saímos por aí apontando o pecado na vida das pessoas, estamos fazendo
    algo que Jesus não nos chamou a fazer. Afinal de contas, quem somos nós
    para apontar o pecado dos outros quando nós mesmos certamente temos pecados?
    2. Leia Romanos 2:1 e Mateus 7:3. Que mensagem devemos extrair desses versos?
    Por que não podemos julgar os outros?
    Somos Suas testemunhas, não promotores de acusação. Somos chamados a
    testemunhar de Seu poder redentor, não a condenar os outros por seus erros. Na
    tentativa de convencer outras pessoas de seus pecados, assumimos uma obra que
    não é nossa; é do Espírito Santo.
    Será o Consolador (não nós) que convencerá (Jo 16:8) o mundo da verdadeira natureza
    do pecado. Pessoas que não se entregam a Jesus não têm a verdadeira compreensão
    do que o pecado realmente é e de quanto ele pode ser destrutivo.
    A ideia, nesse verso, não é que o Espírito fará uma lista de pecados específicos.
    Em vez disso, Ele vai ao pecado fundamental: a descrença em Jesus Cristo (Jo 16:9).
    Nossa mais profunda miséria e alienação não consiste em nossa imperfeição moral,
    mas em nosso afastamento de Deus e recusa em aceitar Aquele a quem Ele enviou
    para nos resgatar dessa condição.
    O problema fundamental de todo pecado é que não acreditamos em Jesus e,
    portanto, rejeitamos o único que pode nos salvar do nosso pecado e culpa. Esse é
    o pecado que coloca o “eu” no centro das coisas, fazendo com que nos recusemos
    a crer na Palavra de Deus. Somente o Espírito Santo pode nos abrir o coração e
    a mente à grande necessidade que temos de arrependimento e da redenção pela
    morte de Cristo em nosso favor.
    5 min

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