O simples fato de que as pessoas perguntam ansiosamente se cometeram ou não
o pecado imperdoável revela que certamente não cometeram. Se tivessem cometido,
com certeza, não estariam preocupadas com isso. Sua preocupação é a
evidência suficiente de que elas ainda estão abertas à direção do Espírito. O que
devem fazer é reivindicar a justiça de Jesus e, agarrando-se aos Seus méritos, prosseguir
em fé e obediência. Somente debaixo da justiça de Cristo, que é a justiça do
próprio Deus (Rm 10:3), elas podem ter a paz e a segurança que tanto lhes falta.
Há, na verdade, apenas uma pessoa que Deus não pode perdoar: aquela que se
recusa persistentemente a vir a Jesus para obter o perdão. “O pecado da blasfêmia
contra o Espírito Santo não se encontra em uma palavra ou ato repentino. É a firme
e determinada resistência à verdade e às evidências. Ninguém precisa considerar
o pecado contra o Espírito Santo como coisa misteriosa e indefinível. O pecado
contra o Espírito Santo é o pecado da recusa persistente em atender os convites ao
arrependimento” (Comentário Bíblico Adventista, v. 5, p. 1217).