O fruto do Espírito e os dons do Espírito têm o mesmo Autor. No entanto, eles
não são a mesma coisa. Ninguém é obrigado a manifestar um dom do Espírito,
mas todos devem manifestar o fruto do Espírito. Os dons espirituais não dão necessariamente
testemunho da espiritualidade, mas o fruto do Espírito dá. Embora
exista apenas um fruto, existem muitos dons, e alguns são maiores do que outros.
1. Leia 1 Coríntios 12:4-7, 11. Qual é a essência do ensino de Paulo nessa passagem?
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Embora o propósito divino seja que todos os aspectos do fruto do Espírito se
tornem visíveis na vida de Seus seguidores, nem todo cristão tem o mesmo dom ou
dons. Não existe nenhuma ordem de que todos devam ter um dom específico, por
exemplo, falar em línguas. Em vez disso, Deus “supre” soberanamente os cristãos
com diferentes dons, conforme Lhe convém. Os dons espirituais são concedidos
para que sirvamos às pessoas e edifiquemos o corpo de Cristo, Sua igreja. Eles não
são dados para nosso próprio prazer e glória, mas para o avanço da causa de Deus.
Portanto, os dons espirituais são inúteis sem o fruto do Espírito. É interessante
que, no contexto dos dons espirituais, são feitas muitas alusões ao amor. Imediatamente
após 1 Coríntios 12 vem a descrição suprema do amor, no capítulo 13.
Depois do texto de Efésios 4:11-13, há referências ao amor, nos versículos 15 e 16.
De idêntico modo, os versos que vêm depois de Romanos 12:3-8, em que os dons
espirituais são mencionados, falam sobre o amor (veja Rm 12:9, 10).
Os dons são, afinal, dons da graça; isto é, dons do amor. Eles são dados por amor
e servem ao amor de Deus para que outras pessoas sejam alcançadas. Portanto,
quando amamos as pessoas estamos lhes revelando o amor de Deus. Um Deus amoroso
e onisciente proporciona os meios para que realizemos aquilo que Ele nos comissionou
a fazer. Talvez por isso o amor seja o maior de todos os dons (1Co 13:13).
Por que o amor é fundamental para tudo o que fazemos como cristãos? Como o amor, em certo
sentido, confere “poder” ao nosso testemunho?