Áudios Novo Tempo

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  • Pela fé e não pelo que vemos
    1. Leia 2 Coríntios 5:7 e 2 Coríntios 4:18. Que verdades fundamentais são reveladas
    nesses textos? Como essas verdades nos ajudam enquanto procuramos
    ser fiéis seguidores do Senhor? Assinale as alternativas corretas:
    A. ( ) A fé é irracional; devemos abrir mão da razão se quisermos ter fé.
    B. ( ) Devemos valorizar as coisas materiais e as realizações deste mundo, pois
    ainda não conhecemos as coisas eternas.
    C. ( ) Precisamos atentar para o que não vemos, pois o que vemos é temporal
    e o que não vemos é eterno.
    D. ( ) A fé e a razão devem andar de mãos dadas.
    O contexto de 2 Coríntios 4:18 se refere ao fim dos tempos, quando seremos revestidos
    de imortalidade. Essa é uma promessa que devemos aceitar pela fé,
    pois ela ainda não se cumpriu. Da mesma forma, o livro de Jó mostra que a realidade
    é muito maior do que aquilo que se vê. Porém, isso não deveria ser um conceito
    tão difícil de compreender, sendo que a ciência tem revelado a existência de
    forças invisíveis ao nosso redor.
    Um pregador estava numa igreja de uma grande cidade. Ele pediu que a congregação
    ficasse em silêncio. Por alguns segundos, não houve som algum. Em seguida,
    ele pegou um rádio e o ligou, passando o marcador pelas estações. Todos os
    tipos de sons então saíram do rádio. “Deixe-me perguntar”, disse o pregador. “De
    onde esses sons vieram? Será que eles se originaram no próprio rádio? Não! Esses
    sons estavam no ar ao nosso redor através de ondas de rádio, ondas tão reais
    como a voz que lhes fala agora. Mas a estrutura em que somos formados não nos
    permite ter acesso a elas. Porém, o fato de que não podemos vê-las, senti-las nem
    ouvi-las, não significa que elas não existam, certo?
    2. Que outras coisas invisíveis (como a radiação ou a gravidade) existem ao nosso
    redor ? Que lição espiritual aprendemos com o fato de que elas influenciam
    nossa vida?
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    Nenhum dos personagens da história compreendia a realidade invisível. Até tinham
    algum conhecimento sobre Deus, Seu caráter e poder criador. Mas, além
    das calamidades de Jó, eles não faziam ideia do que acontecia nos bastidores. Da
    mesma forma, não poderíamos às vezes desconhecer as realidades invisíveis que
    nos cercam? O livro de Jó, portanto, nos ensina que precisamos aprender a viver
    pela fé, percebendo nossas fraquezas e a limitação de nossa visão e conhecimento.
    6 min
  • Algumas lições do livro de Jó
    VERSO PARA MEMORIZAR: “Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes. Tendes ouvido
    da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia
    e compassivo” (Tg 5:11).
    Chegamos ao final do estudo deste trimestre sobre Jó. Embora tenhamos abordado
    muitas coisas do livro, devemos admitir que há ainda muito mais a abordar e a
    aprender. É evidente que, mesmo no mundo secular, tudo o que aprendemos e descobrimos
    leva a outras coisas que precisamos aprender e descobrir. Se é assim com átomos,
    estrelas, águas-vivas e equações matemáticas, quanto mais com a Palavra de Deus!
    “Não temos motivos para duvidar da Palavra de Deus, pelo fato de não podermos
    compreender os mistérios de Sua providência. No mundo natural, estamos
    constantemente rodeados de maravilhas além de nossa compreensão. Deveríamos,
    pois, surpreender-nos ao encontrar também no mundo espiritual mistérios
    que não podemos sondar? A dificuldade jaz unicamente na fraqueza e estreiteza
    da mente humana” (Ellen G. White, Educação, p. 170).
    É claro que ainda permanecem mistérios, especialmente em um livro como o de
    Jó, onde são levantadas muitas das questões mais difíceis da existência. No entanto,
    vamos considerar algumas lições que podemos tirar dessa história, lições que nos
    ajudem a, como Jó, ser fiéis ao Senhor em meio a um mundo cheio de problemas.
    4 min
  • Estudo adicional
    A Reforma Protestante resgatou a grande verdade da salvação somente pela fé.
    Essa verdade foi sugerida pela primeira vez no próprio Éden (veja Gn 3:15) e,
    em seguida, expressada mais plenamente na vida de Abraão (veja Gn 15:6; Rm 4:3)
    antes de ser sucessivamente revelada nas Escrituras até Paulo. No entanto, a verdade
    da salvação pela fé sempre incluiu a obra do Espírito Santo na vida do crente,
    não como meio de salvação, mas como a expressão dela. Encontramos na vida
    e no caráter de Jó um grande exemplo do caráter dessa obra. Teólogos às vezes a
    chamam de “santificação”, que significa, basicamente, “santidade”. Essa obra é tão
    significativa nas Escrituras que somos ordenados a buscar “a santificação, sem a
    qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14). O significado básico de santificação é “separado
    para uso santo”, uma ideia aplicada ao povo da aliança (Lv 19:2). Embora a
    palavra e seu conceito apareçam de várias maneiras, tanto no Antigo quanto no
    Novo Testamento, eles se referem ao que Deus faz em nós. Santificação pode ser
    entendida como um crescimento moral em bondade e rumo à bondade. Ela é “um
    processo gradativo de mudança moral pelo poder do Espírito Santo em cooperação
    com a vontade humana” (Tratado de Teologia Adventista, p. 333).
    Embora essa obra seja algo que somente Deus pode realizar em nós, assim como
    não somos forçados à justificação, também não somos forçados à santificação. Nós
    nos entregamos ao Senhor, e o mesmo Senhor que nos justifica pela fé, também nos
    santifica, moldando-nos à imagem de Deus, como Ele fez com Jó, pelo menos até onde
    for possível antes de recebermos a eternidade. Por isso, Paulo escreveu: “Meus filhos,
    por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós” (Gl 4:19).
    Ellen G. White escreveu: “Cristo é nosso modelo, o perfeito e santo exemplo que nos
    foi dado para seguir. Não podemos nunca igualar o modelo, mas podemos imitá-Lo
    e nos assemelharmos a Ele segundo nossa capacidade” (Manuscrito 65, 1894).
    7 min
  • A multiforme sabedoria de Deus
    Anteriormente no livro de Jó, em meio ao debate entre os personagens, Elifaz,
    o temanita, disse a Jó: “Tem o Todo-Poderoso prazer em que tu sejas justo, ou
    lucro algum em que tu faças perfeitos os teus caminhos?” (Jó 22:3, ARC). Essa é
    uma pergunta muito irônica, dado ao que sabemos sobre os acontecimentos nos
    bastidores do Céu. Naturalmente seria um prazer para Deus se Jó fosse justo, e
    também um ganho para Ele se Jó vivesse uma vida irrepreensível. E isso é verdade
    não apenas quanto a Jó – o mesmo vale para todos aqueles que afirmam ser
    seguidores do Senhor.
    7. Leia Mateus 5:16. Como esse verso ajuda a responder à pergunta que Elifaz
    fez a Jó? Assinale V para verdadeiro ou F para falso:
    ( ) Esse verso revela que Deus nada ganha com a obediência humana, portanto,
    não precisa dela.
    ( ) Esse verso revela que Deus Se importa e Se alegra com a obediência humana.
    Eis a urgente questão do livro de Jó: Manteria Jó sua lealdade? Satanás disse que
    não; Deus disse que sim. Portanto, a fidelidade de Jó seria definitivamente uma vantagem
    para Deus, pelo menos nessa batalha específica contra Satanás.
    No entanto, a história de Jó era apenas uma pequena representação de questões
    maiores. A primeira mensagem angélica nos ordena a “dar glória” a Deus (Ap 14:7).
    Além disso, Jesus explicou em Mateus 5:16 que, pelas nossas boas obras, podemos
    glorificar a Deus. Foi isso que Jó fez; é isso que também podemos fazer.
    8. Leia Efésios 3:10. Como o princípio expresso nesse texto se revela no livro de
    Jó, mas em escala menor?
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    O que vemos nesse verso, e no livro de Jó, são expressões do fato de que Deus
    atua na vida de Seus seguidores a fim de transformá-los, para a Sua glória, em Sua
    própria imagem. “A própria imagem de Deus tem que ser reproduzida na humanidade.
    A honra de Deus, a honra de Cristo, acha-se envolvida no aperfeiçoamento
    do caráter de Seu povo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 671).
    Embora Jó tenha vivido há milhares de anos, sua vida foi um exemplo de como os
    seres humanos podem revelar esse princípio. O povo de Deus, em todas as épocas,
    também tem o privilégio de viver da mesma forma.
    Quais aspectos de sua vida glorificam a Deus? O que sua resposta lhe diz sobre si mesmo, sua
    maneira de viver e sobre o que você precisa mudar?
    4 min

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