Áudios Novo Tempo

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Áudios Novo Tempo episodes

  • Do meio da tempestade
    VERSO PARA MEMORIZAR: “Onde estavas tu, quando Eu lançava os fundamentos da Terra?
    Dize-mo, se tens entendimento” (Jó 38:4).
    Não importando as diferenças que pudessem haver, os personagens do livro de
    Jó tinham uma coisa em comum: cada um tinha muito a dizer sobre Deus, ou
    pelo menos sobre sua compreensão de Deus. E, como vimos, podemos concordar
    com muitas coisas que eles disseram. Afinal, quem iria rebater um argumento
    como este: “Pergunte, porém, aos animais, e eles o ensinarão, ou às aves do céu,
    e elas lhe contarão; fale com a terra, e ela o instruirá, deixe que os peixes do mar o
    informem. Quem de todos eles ignora que a mão do Senhor fez isso? Em sua mão
    está a vida de cada criatura e o fôlego de toda a humanidade” (Jó 12:7-10, NVI)? Ou
    este: “Perverteria Deus o direito ou perverteria o Todo-poderoso a justiça?” (Jó 8: 3)?
    Embora o contexto fosse o sofrimento de Jó, o foco principal da discussão era
    Deus. Apesar disso, o Senhor permaneceu oculto no decorrer do livro, com exceção
    dos dois primeiros capítulos.
    Tudo isso, entretanto, estava prestes a mudar. O próprio Deus, objeto de tanta
    discussão e debate no livro de Jó, falaria por Si mesmo.
    4 min
  • Endometriose
    Endometriose é uma condição na qual o tecido que age como a mucosa que reveste a parede interna do útero (endométrio) cresce em outras regiões do corpo, causando dor, sangramento irregular e possível infertilidade.
    3 min
  • Estudo adicional
    O autor John Hedley Brooke escreveu sobre o filósofo alemão Immanuel Kant
    (1724-1804) e sua tentativa de compreender os limites do conhecimento humano,
    principalmente no tocante às obras de Deus. Para Kant, “justificar os caminhos
    de Deus ao homem era uma questão de fé, não de entendimento. Como
    exemplo de uma postura autêntica em face da adversidade, Kant escolheu Jó, que
    foi despojado de tudo, exceto da consciência limpa. Sujeitando-se diante de uma
    ordem divina, ele estava certo em resistir aos conselhos dos amigos que buscavam
    apresentar as razões do seu infortúnio. A força da atitude de Jó consistia em
    saber o que então sabia: o que Deus pensava que estava fazendo ao acumular infortúnios
    sobre ele” (Science and Religion [“Ciência e religião”]; Nova York: Cambridge
    University Press, 2006, p. 207, 208). Elifaz, Bildade, Zofar e Eliú julgavam
    que podiam explicar o que havia acontecido com Jó em uma simples relação de
    causa e efeito. A causa era o pecado de Jó; o efeito era seu sofrimento. O que poderia
    ser mais claro, teologicamente correto e racional do que isso? No entanto, o
    raciocínio deles estava errado – um exemplo poderoso do fato de que a realidade
    e o Deus que a criou e a sustenta não necessariamente obedecem nossa compreensão
    de Deus e do funcionamento do mundo criado por Ele.
    Perguntas para reflexão
    1. Como vimos, o diabo não é mencionado sequer uma vez em nenhum dos longos
    discursos sobre a situação do pobre Jó e por que tudo aconteceu. Por quê?
    O que isso nos diz sobre a compreensão limitada daqueles homens, apesar de
    todas as verdades que possuíam? O que a ignorância deles nos ensina sobre nossa
    própria ignorância, a despeito de todas as verdades que temos?
    2. “Quando tomamos em nossas mãos a direção das coisas com que temos de lidar,
    e confiamos em nossa própria sabedoria quanto ao êxito, chamamos sobre
    nós um fardo que Deus não nos deu, e estamos a levá-lo sem Sua ajuda [...] Mas
    quando realmente acreditarmos que Deus nos ama, e nos quer fazer bem, cessaremos
    de afligir-nos a respeito do futuro. Confiaremos em Deus assim como
    uma criança confia em um pai amoroso.” (Ellen G. White, Mente, Caráter e
    Personalidade, v. 2, p. 468). Como podemos ter essa fé? Isto é, que escolhas estamos
    fazendo hoje que fortalecerão ou enfraquecerão nossa fé?
    6 min
  • O desafio da fé
    Com certeza, os principais personagens do livro de Jó, meros mortais que viam
    “como em espelho, obscuramente” (1Co 13:12), estavam agindo de acordo com
    uma perspectiva muito limitada e uma compreensão muito estreita da natureza
    do mundo físico, e muito menos do espiritual. Também é interessante notar que
    em todos aqueles debates sobre o mal que havia ocorrido com Jó, nenhum deles,
    nem mesmo Jó, falou sobre o papel do diabo, que era a causa direta e imediata de
    todas as aflições de Jó. Aqueles homens, principalmente Eliú (veja Jó 36:1-4), tinham
    convicção de que estavam certos. Porém, suas tentativas de explicar racionalmente
    o sofrimento de Jó não foram suficientes. Além disso, é evidente que Jó
    sabia que as tentativas deles haviam falhado.
    5. Conhecendo o contexto cósmico da história de Jó, podemos explicar de modo
    satisfatório o mal que aconteceu com ele? Leia Jó 1:1–2:10. Mesmo com todas
    essas revelações, que outras perguntas permanecem sem resposta?
    Como vimos anteriormente, não foi a maldade de Jó que lhe trouxe o sofrimento.
    Longe disso! Na verdade, foi precisamente sua bondade que fez com que
    Deus o destacasse diante do diabo. Então foi a bondade de Jó e seu desejo de ser
    fiel a Deus que fizeram com que tudo aquilo acontecesse com ele? Como podemos
    entender isso? E mesmo que Jó soubesse o que estava acontecendo, não teria
    ele clamado: “Por favor, Deus. Use outra pessoa. Devolva meus filhos, minha
    saúde e minha propriedade!”? Jó não tinha se oferecido como cobaia. Quem faria
    isso? Portanto, o que aconteceu com Jó e sua família foi justo?
    Enquanto isso, embora Deus tenha vencido o confronto com o diabo, sabemos
    que o inimigo não admitiu a derrota (Ap 12:12). Qual era então o propósito
    de tudo aquilo? Além do mais, não importa o bem que tenha resultado dos sofrimentos
    de Jó, será que valeu a pena a morte de todas aquelas pessoas e toda a aflição
    que Jó passou? Se ainda temos essas perguntas (embora estejamos esperando
    mais respostas no futuro), imagine todas as perguntas que Jó tinha!
    Contudo, eis aqui uma das lições mais importantes que podemos tirar do livro
    de Jó: devemos viver pela fé e não pelo que vemos; devemos confiar em Deus e permanecer
    fiéis a Ele mesmo quando não pudermos racionalizar nem explicar a razão
    das coisas que acontecem. Não vivemos pela fé quando tudo é explicado de maneira
    plena e racional. Andamos pela fé quando confiamos em Deus e a Ele obedecemos,
    mesmo sem entender as coisas que acontecem ao nosso redor.
    Em quais coisas você precisa confiar em Deus, mesmo quando não as compreende? É possível
    continuar construindo essa confiança, ainda que não tenhamos as respostas?
    5 min

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