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  • A irracionalidade do mal
    Aqueles quatro homens, que acreditavam em um Deus de justiça, encontravam-se
    num dilema: como explicar a situação de Jó de maneira lógica e racional que
    fosse consistente com a compreensão que tinham sobre o caráter de Deus? Em sua
    tentativa de compreender o mal, ou pelo menos o mal que sobreviera a Jó, eles infelizmente
    acabaram adotando uma posição essencialmente errada.
    Ellen G. White escreveu um comentário poderoso quanto a esse assunto: “É impossível
    explicar a origem do pecado de maneira a dar a razão de sua existência
    [...] O pecado é um intruso, por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso,
    inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se para ele se pudesse
    encontrar desculpa, ou mostrar-se causa para sua existência, deixaria de ser pecado”
    (O Grande Conflito, p. 492, 493).
    Embora ela utilize a palavra pecado, vamos supor que essa palavra seja trocada
    por outra que tem um significado semelhante: mal. Assim, a citação ficaria:
    “É impossível explicar a origem do mal de maneira a dar a razão de sua existência
    [...] O mal é um intruso, por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso,
    inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se para ele se pudesse
    encontrar desculpa, ou mostrar-se causa para sua existência, deixaria de ser mal.”
    Muitas vezes, quando a tragédia bate à porta, as pessoas dizem ou pensam:
    “eu não entendo”, ou “isso não faz sentido”. Era exatamente disso que se tratava a
    queixa de Jó.
    4. Leia Ezequiel 28:12-17. A queda de Satanás e a origem do mal fazem sentido?
    Por quê? Marque V para verdadeiro ou F para falso:
    ( ) A queda faz certo sentido, pois Deus não supriu todas as necessidades e
    desejos de Lúcifer.
    ( ) A queda não faz sentido, pois Lúcifer era perfeito em seus caminhos e nada
    lhe faltava.
    Ali estava um ser perfeito, criado pelo Deus perfeito, em um ambiente perfeito.
    Ele era exaltado, cheio de sabedoria, perfeito em beleza, coberto de pedras preciosas;
    era um “querubim ungido”, que estava “no monte santo de Deus”. No entanto,
    mesmo com tudo isso e tendo recebido tantos privilégios, esse ser se corrompeu e
    permitiu que o mal o dominasse. O que pode ser mais irracional e ilógico do que
    o mal que contaminou o diabo?
    Você já sentiu em sua experiência quanto o mal é realmente irracional e inexplicável?
    6 min
  • Eliú defende Deus
    Foram escritos muitos comentários sobre Eliú e seu discurso ao longo dos séculos.
    Alguns consideram suas palavras um momento decisivo na direção do
    diálogo. Porém, não é muito fácil perceber em que aspecto Eliú acrescentou alguma
    coisa tão inovadora a ponto de modificar a dinâmica do diálogo. Em vez disso,
    Eliú parece ter apresentado os mesmos argumentos que os outros três amigos
    haviam apresentado na tentativa de defender o caráter de Deus contra a acusação
    de injustiça em relação aos sofrimentos de Jó.
    3. Leia Jó 34:10-15. Quais verdades Eliú expressou nesse texto? Qual é o paralelo
    entre essas verdades e as palavras dos outros amigos de Jó? Embora suas palavras
    fossem verdadeiras, por que elas foram inapropriadas àquela situação?
    ________________________________________________________________________________
    Talvez o que percebemos em Eliú e nos outros três homens seja medo. Talvez
    eles tivessem medo de que Deus não fosse o que eles imaginavam. Eles queriam
    acreditar na bondade, na justiça e no poder de Deus. Portanto, o que fez Eliú senão
    expressar verdades sobre a bondade, a justiça e o poder de Deus?
    “Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem e veem todos os seus
    passos. Não há trevas nem sombra assaz profunda, onde se escondam os que praticam
    a iniquidade” (Jó 34:21, 22).
    “Eis que Deus é mui grande; contudo a ninguém despreza; é grande na força da
    sua compreensão. Não poupa a vida ao perverso, mas faz justiça aos aflitos. Dos
    justos não tira os olhos; antes, com os reis, no trono os assenta para sempre, e são
    exaltados” (Jó 36:5-7).
    “Ao Todo-Poderoso, não o podemos alcançar; Ele é grande em poder, porém
    não perverte o juízo e a plenitude da justiça. Por isso, os homens O temem; Ele não
    olha para os que se julgam sábios” (Jó 37:23, 24).
    Se tudo isso é verdade, então a única conclusão lógica a que podemos chegar
    é de que Jó estava recebendo o que merecia. O que mais poderia ser? Eliú estava
    tentando “proteger” sua própria compreensão de Deus em face do mal tão terrível
    que estava acontecendo com um homem tão bom como Jó.
    Você já enfrentou uma situação que o fez temer por sua fé? Como você reagiu? Olhando para
    trás, o que poderia ter feito diferente?
    5 min
  • Eliú entra em cena
    Dos capítulos 26 a 31, Jó, o trágico herói dessa história, fez seu último discurso
    aos três homens. Apesar de eloquente e impetuoso, Jó basicamente repetiu
    o argumento que vinha usando ao longo de todo o livro: “Não mereço o que está
    acontecendo comigo. Ponto final.”
    Jó representa a humanidade no sentido de que muitas pessoas sofrem coisas
    que não merecem. E a questão, a mais difícil em muitos aspectos, é: por que isso
    acontece? Em alguns casos a resposta para o sofrimento é relativamente simples.
    As pessoas claramente trazem problemas para si mesmas. Mas muitas vezes, especialmente
    no caso de Jó, não é isso que acontece, e assim a questão do sofrimento
    continua.
    À medida que o capítulo 31 vai chegando ao fim, Jó fala sobre a vida que levava,
    na qual nada do que ele havia feito justificava o que estava lhe acontecendo.
    Em seguida, o último verso do capítulo diz: “Aqui terminam as palavras de Jó”
    (Jó 31:40, NVI).
    2. Leia Jó 32:1-5. O que aconteceu nessa passagem? Considere as afirmações
    abaixo e assinale a(s) alternativa(s) correta(s):
    A. ( ) Eliú ficou indignado com os três amigos de Jó, pois eles não haviam encontrado
    meios de refutar Jó, e ainda assim o condenaram.
    B. ( ) Eliú acusou Jó de pretender ser mais justo do que Deus.
    C. ( ) Eliú acusou os amigos de Jó de serem coniventes com o pecado de Jó.
    Essa é a primeira vez que Eliú é mencionado no livro de Jó. Embora não saibamos
    quando exatamente ele entrou em cena, é óbvio que ele ouviu parte das longas
    discussões. Eliú deve ter chegado mais tarde, pois não é mencionado junto com os
    outros três amigos quando estes foram visitar Jó pela primeira vez. Seja qual for a
    parte do diálogo que ele acompanhou, o que sabemos é que Eliú ficou insatisfeito
    com as respostas que ouvira. Na verdade, nesses cinco versos, vemos que sua “ira”
    se acendeu por quatro vezes por causa do que ouvira. Então, nos seis capítulos seguintes,
    Eliú procurou dar seu parecer e sua explicação sobre as difíceis questões
    com as quais aqueles homens lidaram por causa das calamidades que atingiram Jó.
    Jó 32:2 afirma que Eliú ficou irado com Jó, “porque este pretendia ser mais justo do que Deus”, o
    que era uma distorção da verdadeira atitude de Jó. Devemos ter muito cuidado com nossa maneira
    de interpretar as palavras de outras pessoas. Como interpretar da melhor maneira o que
    as pessoas dizem?
    6 min

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