Áudios Novo Tempo

Áudios Novo Tempo

Download on the App Store

Áudios Novo Tempo episodes

  • “Pele por pele”: a batalha continua
    O início de Jó 2:1-3 é quase uma repetição de Jó 1:6-8. A grande diferença é a última
    parte de Jó 2:3, em que o próprio Senhor fala de como Jó permanecia fiel
    apesar das calamidades que lhe sobrevieram. Portanto, quando chegamos a Jó 2:3,
    parece que as acusações de Satanás se provaram falsas. Jó permaneceu fiel a Deus
    e não O amaldiçoou como Satanás havia dito que ele faria.
    2. Leia Jó 2. O que acontece nesse capítulo? Qual é a importância do fato de
    que tanto em Jó 1 como em Jó 2, os “filhos de Deus” estavam ali para testemunhar
    o diálogo entre Deus e Satanás?
    os críticos e comentaristas. No entanto, a ideia é a seguinte: “Permita que algo
    aconteça com o próprio Jó, e ele revelará onde realmente está sua lealdade. Destrua
    o corpo de Jó e sua saúde, e veja o que acontecerá.”
    Curiosamente, o que ocorreu com Jó também não aconteceu por si só, “do nada”.
    Ambas as ocasiões do conflito no Céu, reveladas no livro de Jó, aconteceram no
    contexto de um confronto entre esses seres celestiais e Deus. Satanás estava fazendo
    suas acusações “publicamente”; isto é, diante de outros seres. Essa ideia se
    encaixa perfeitamente no que sabemos sobre o grande conflito: ele está se desdobrando
    diante de todo o Universo (veja 1Co 4:9; Dn 7:10; Ap 12:7-9).
    “Mas o plano da redenção tinha um propósito ainda mais vasto e profundo do
    que a salvação do ser humano. Não foi para isso apenas que Cristo veio à Terra; não
    foi simplesmente para que os habitantes deste pequeno mundo pudessem considerar
    a lei de Deus como ela devia ser considerada, mas para reivindicar o caráter de
    Deus perante o Universo [...] O ato de Cristo ao morrer pela salvação do homem,
    não somente tornaria o Céu acessível à humanidade, mas diante de todo o Universo
    justificaria Deus e Seu Filho em Seu modo de lidar com a rebelião de Satanás.
    Estabeleceria a perpetuidade da lei de Deus e revelaria a natureza e os resultados
    do pecado” – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 68, 69.
    5 min
  • Jó, servo de Deus
    1. Leia Jó 1. Concentre-se especificamente nas acusações de Satanás contra Jó.
    O que está implícito em seus ataques? No fim das contas, a quem Satanás
    realmente estava acusando? Assinale a(s) alternativa(s) correta(s):
    A. ( ) Satanás acusou Jó de servir a Deus por interesse.
    B. ( ) Satanás se vangloriou de suas tentações, mas elogiou a fé que o patriarca
    tinha.
    C. ( ) Satanás acusou Deus de ser tirano, pois não seria possível servi-Lo por amor.
    D. ( ) Satanás reconheceu que Jó servia a Deus por amor incondicional.
    “Acaso não puseste uma cerca em volta dele, da família dele e de tudo o que
    ele possui? Tu mesmo tens abençoado tudo o que ele faz, de modo que todos
    os seus rebanhos estão espalhados por toda a terra” (Jó 1:10, NVI). O livro de
    Jó começa fazendo referência não apenas à justiça de Jó e ao seu bom caráter, mas
    também às suas bênçãos materiais e sua família próspera. Especificamente, essas
    eram as coisas que ajudavam Jó a ser reverenciado como “o mais poderoso de todos
    os homens do oriente” (Jó 1:3, tradução livre). E essas também eram as coisas
    específicas que Satanás “jogou na face” de Deus, ao dizer basicamente o seguinte:
    “Jó só Te serve porque Tu fazes tudo isso por ele.”
    O que, então, está implícito na acusação de Satanás, quando ele diz que, se o Senhor
    tirasse de Jó todas essas coisas, ele certamente amaldiçoaria Deus na Sua face?
    (Jó 1:11). Na verdade, esse foi um ataque contra o próprio Criador. Seja como for,
    essa é a essência do grande conflito. Se Deus fosse tão maravilhoso e bondoso assim,
    Jó obedeceria, temeria e adoraria o Senhor somente por amor e apreço. Afinal
    de contas, quem não amaria um Deus que fizesse tanto por ele? Em certo sentido,
    Satanás estava dizendo que tudo o que Deus fez foi apenas subornar Jó para
    que Lhe fosse fiel. Por isso, Satanás afirmou que Jó não servia a Deus por amor,
    mas por motivos egoístas.
    Pense em governantes e líderes políticos indecentes e detestáveis, que têm amigos
    fiéis até a morte simplesmente porque esses poderosos foram bons para com
    eles. Se Deus fosse, de fato, bondoso, amoroso e cuidadoso como O descreviam, então,
    mesmo que Jó perdesse todas as coisas boas que possuía, ele ainda serviria ao
    Senhor. No entanto, ao afirmar que Jó não permaneceria fiel, Satanás insinuou que
    até mesmo Jó não confiava plenamente em Deus, e que ele era fiel apenas por causa
    das coisas que Deus lhe havia concedido. Ou seja, no fim, de acordo com Satanás,
    Jó continuaria sendo leal a Deus somente se isso fosse um bom negócio para ele.
    Por que você serve ao Senhor? Vamos supor que seus motivos não sejam puros. Se você tivesse
    que esperar até que eles se tornassem puros, o que poderia acontecer com você e com sua fé?
    4 min
  • Jó não tinha razões para temer a Deus?
    O livro de Jó revela uma dimensão completamente nova da realidade. Ele nos
    apresenta um vislumbre do grande conflito entre Cristo e Satanás. Ao fazer
    isso, esse livro também nos oferece um modelo, uma estrutura, um panorama que
    nos ajuda a compreender mais o mundo em que vivemos – e que muitas vezes nos
    atordoa, confunde e até mesmo nos intimida com o que ele lança em nosso caminho.
    Porém, o livro de Jó também nos revela que esse grande conflito não é meramente
    uma batalha de outras pessoas, na qual não temos parte alguma. Ah, se
    fosse assim! Mas infelizmente não é: “Ai da Terra e do mar, pois o diabo desceu até
    vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap 12:12, ARC).
    Satanás desceu à Terra e ao mar, e sabemos por experiência própria que sua ira é
    realmente grande. Quem já não sentiu na própria pele essa ira?
    Nesta semana continuaremos estudando os dois primeiros capítulos de Jó, buscando
    obter maior compreensão de como nos encaixamos nesse contexto, à medida
    que o grande conflito se torna cada vez mais intenso na Terra.
    4 min
  • Estudo adicional
    A ideia de um conflito entre o bem e o mal perdurou pelos milênios, muitas vezes
    expressada através de mitos. Devido à influência da alta crítica e do racionalismo
    moderno, muitos cristãos negam a realidade da existência de um diabo
    literal e de seus anjos maus. O argumento é este: “O diabo e os anjos eram apenas
    símbolos de uma cultura primitiva para designar o mal humano e natural. A partir
    da nossa perspectiva adventista, é difícil imaginar como a Bíblia poderia fazer
    sentido sem a crença na realidade do diabo e de seus anjos.
    Um acadêmico evangélico, chamado Gregory Boyd, tem escrito extensivamente
    sobre a realidade da antiga (mas não eterna) batalha entre Deus e Satanás. Na introdução
    de seu livro God at War [“Deus em Guerra”], depois de comentar algumas
    passagens de Daniel 10, Boyd escreveu: “A Bíblia, do início ao fim, pressupõe
    que existem seres espirituais ‘entre’ Deus e a humanidade, cujo comportamento
    afeta de maneira significativa a existência humana, para o bem ou para mal. De
    fato, apenas essa concepção, eu argumento neste livro, está no centro da visão bíblica
    de mundo” (Gregory A. Boyd, God at War; Downer’s Grove, Ill.: InterVarsity
    Press, 1997). E como ele está correto!
    6 min

About Áudios Novo Tempo

From the publisher's feed

A voz da esperança