
Sign up to save your podcasts
Or


Doutorado em Filosofia Contemporânea, António Pedro Pita é professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX – CEIS 20, da Universidade de Coimbra.
Tem desenvolvido intensa atividade como conferencista e professor em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em Espanha, França, Itália e Brasil.
Foi Diretor Regional de Cultura do Centro entre 2007 e 2011 e Delegado Regional da Cultura do Centro entre 2005 e 2007.
Entre 2014 e 2017 foi diretor científico do Museu do Neo-Realismo.
Neste podcast apresentamos a intervenção da Dra. Maria Barroso no Ciclo “Encontros e Desencontros com o Neorrealismo” no Museu do Neo-Realismo em 2007.
Maria Barroso, figura singular da cultura portuguesa, fala sobre o seu percurso de vida, sobre o neorrealismo e sobre o envolvimento entre a política e a arte, declamando também poetas do Novo Cancioneiro.
Margarida Tengarrinha é artista, escritora e professora aposentada.
Militante do Partido Comunista Português, a sua vida foi marcada pela atividade política desde os tempos de estudante da Escola de Belas Artes de Lisboa.
Começou a trabalhar em órgãos de imprensa clandestina desde cedo, sendo responsável pelo boletim interno A Voz das Camaradas.
Preocupada com a igualdade e a elevação cultural e política das mulheres, escreveu textos dirigidos às mulheres nesta e noutras publicações, nomeadamente no jornal Avante, em cuja redação teve um papel fundamental.
Viveu quase vinte anos na clandestinidade e juntamente com José Dias Coelho, seu companheiro, desempenhou um importante papel na falsificação de documentos, apoiando desta forma o trabalho dos resistentes à ditadura.
Após o 25 de Abril, passou a ser membro do Comité Central do PCP, fez parte da Direção Regional de Lisboa e foi deputada pelo Algarve.
Vive atualmente na Praia da Rocha onde é professora de Arte da Universidade Sénior de Portimão.
Margarida Tengarrinha e as filhas doaram o espólio artístico de José Dias Coelho ao Museu do Neo-Realismo em finais dos 90 do século XX e, em 2008, a artista fez nova doação de bens culturais próprios e de José Dias Coelho.
Neste podcast apresentamos as intervenções de José Mário Branco e Alípio de Freitas, por ocasião da homenagem prestada pelo Museu do Neo-Realismo, em 2007, a José Afonso, figura de referência da canção portuguesa e da música de intervenção.
O músico e compositor José Mário Branco, fala-nos sobre a relação artística com José Afonso e sobre o seu lado de criador, de músico, de poeta e de intérprete.
Alípio de Freitas, português imigrado no Brasil desde 1957 até aos anos 80, revolucionário a quem José Afonso dedicou uma canção, intitulada precisamente “Alípio de Freitas” sobre a sua prisão no tempo da ditadura militar no brasil, traz-nos as memórias da sua relação de amizade com José Afonso.
António Mota Redol nasceu em Lisboa e é Engenheiro Químico-Industrial, licenciado pelo Instituto Superior Técnico, mas desenvolveu a sua atividade no campo do planeamento e da economia da energia, tendo nesse domínio escrito mais de meia centena de artigos para jornais e revistas da especialidade e em jornais diários, destacando-se os que se pronunciaram contra a instalação de centrais nucleares em Portugal.
No IST, aderiu à luta estudantil em 1962, na sequência da proibição do Dia do Estudante pelo governo de então, tendo sido preso pela PIDE na preparação de uma manifestação.
Foi dirigente estudantil, tendo desempenhado as funções de Diretor da Secção de Propaganda, de Presidente e Vice-Presidente da Direção da Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico, em meados dos anos 60. Foi Delegado de Curso, eleito pelo seu curso de Química.
Foi membro da Direção do Cine-Clube Universitário de Lisboa e do Centro Desportivo Universitário de Lisboa.
Foi fundador e membro dos corpos gerentes da cooperativa Centro Popular Alves Redol e da Cooperativa Alves Redol. Integrou a Comissão “Legado Alves Redol”, tendo organizado exposições sobre o escritor que estiveram em mais de 160 locais e mais de uma centena de sessões sobre este escritor por todo o país.
Pertenceu à Comissão Instaladora do Museu do Neo-Realismo e ainda pertence à Direção da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, em cuja qualidade desenvolveu várias atividades, em particular angariação de espólios, organização de sessões, comissariando mais de trinta exposições sobre vários vultos da literatura e das artes portuguesas. Diretor-Adjunto da revista Nova Síntese, é, neste momento, diretor da coleção Cadernos Nova Síntese, revista na qual publicou vários textos sobre o Neo-Realismo. Fez parte das comissões organizadoras de congressos sobre Manuel da Fonseca, Alves Redol e Mário Dionísio.
É autor do livro Alves Redol – Fotobiografia – Fragmentos Autobiográficos, co-organizador de Alves Redol – Testemunhos dos Seus Contemporâneos e Alves Redol – O Olhar das Ciências Sociais. Participou com textos em vários livros.
No domínio político, foi activista da CDE (Comissão Democrática Eleitoral), tendo sido detido pela PIDE/DGS nas “eleições” de 1973 e pertenceu a diferentes órgãos dirigentes locais, regionais e nacionais do MDP/CDE e ao Gabinete de Estudos, entre 1974 e 1987.
Neste podcast apresentamos a entrevista dirigida por João Madeira e Paula Loura Batista a Júlio Pomar, em 30 de maio de 2016, no seu atelier.
A entrevista foi gravada por ocasião da exposição Os Ciclos do Arroz, que esteve patente no Museu do Neo-Realismo nesse ano, e que se centrou numa experiência coletiva de escritores e artistas, realizada em 1953, em que Júlio Pomar foi um dos protagonistas.
Licenciado em engenharia química pelo Instituto Superior Técnico e doutorado em Química pela Universidade de Oxford, Jorge Calado tem desenvolvido carreiras paralelas nas áreas das ciências e das artes.
É Professor catedrático (emérito) no Instituto Superior Técnico e foi professor catedrático adjunto de Engenharia Química da Universidade de Cornell, Estados Unidos.
É membro da Academia das Ciências de Lisboa e foi o primeiro químico a receber o Prémio Ferreira da Silva, o mais alto galardão da Sociedade Portuguesa de Química.
Estudioso das relações entre as ciências e as artes, redigiu vários cursos na área.
É crítico cultural do Jornal "Expresso", sobretudo nas áreas da fotografia e da ópera.
Comissariou inúmeras exposições nacionais e internacionais de fotografia.
Em 1987 criou, a pedido da Secretaria de Estado da Cultura, a Coleção Nacional de Fotografia.
Neste podcast apresentamos a entrevista realizada pelo locutor, ator e político Igrejas Caeiro, a Alves Redol, expoente maior do neorrealismo na literatura portuguesa, transmitida pelo Rádio Clube Português, na rúbrica Perfil dum Artista, em 21 de Janeiro de 1958.
From the publisher's feed