Balanço e Fúria

Balanço e Fúria

By Rodrigo CorrêaMusicMusic History
Download on the App Store

Balanço e Fúria episodes

  • Desafiar a tristeza/reativar o desejo – música e potencial político no Brasil pós-Bolsonaro com Rodrigo Lima

    Se a virada do milênio prometia a possibilidade de outro mundo à uma juventude que, para além da prática política, experimentava outras formas que questionavam a estrutura do poder, da cultura e da comunicação tendo a música como vetor, nos anos 2010 esse horizonte começa a nublar e as mobilizações políticas e estéticas à esquerda sofrem um revés que culmina na ascensão da extrema-direita no Brasil.


    2023 começa com desafios imensos, que mistura a necessidade de superar a nostalgia, de reorganizar os desejos de encontro/mobilização/criação e de combater da direita que não tão cedo voltará para o esgoto.

    Nessa conversa com Rodrigo Lima visitamos algumas obras de sua banda, o Dead Fish, e como os atravessamentos políticos refletiram na sua escrita e na organização das cenas, coletivos, selos, artistas e da indústria fonográfica.


    Masterização por Igor Souza/@mitrarecs

    Arte de Flávio Grão

    1 hr 25 min
  • Free Jazz contra o ruído colonial com Rômulo Alexis e Du Kiddy

    O Free Jazz enquanto expressão não só significou a extrapolação dos parâmetros musicais do jazz, mas também trouxe consigo um repertório político e simbólico que se relacionariam profundamente com dimensões materiais de outros campos – interagindo, contribuindo, compondo e incorporando em sua forma os processos das lutas da população negra estadunidense e africana.


    Nesse episódio encontramos Rômulo Alexis e Du Kiddy para conversar sobre os resquícios coloniais que habitam a escuta e a prática musical ocidentalizada – estética e politicamente – e sobre aqueles e aquelas que dedicaram e dedicam sua vida à criação de uma arte cheia de potência contra o esvaziamento imposto pela dinâmica colonial.

    Albert Ayler, Art Ensemble of Chicago, John Coltrane, Ornette Coleman, Pharoah Sanders e vários outros passaram por aqui.

    1 hr 18 min
  • Vivos na cidade – o punk e as mobilizações pelo passe livre no começo dos anos 2000 com Rodrigo Lopes de Barros

    Como aproximar o punk das mobilizações que historicamente lutaram e lutam pelo direito à cidade? Podemos especular a influência das produções dos anos 60 próximas aos situacionistas e a crítica ao urbanismo moderno, podemos especular a influência dos happenings do Provos, grupo holandês que tinha a cidade como palco para ações de desvio e ocupação tensionando a relação entre o público, o privado e as autoridades, e de forma mais crua, até pensar em como o ganguismo redesenhou a geografia da cidade partindo de uma outra configuração de fronteira.


    Olhar pra tudo isso significa olhar para o deslocamento da periferia ao centro. É sobre o fato de pagar para ir ao trabalho, à escola, aos shows e às manifestações, e no Brasil, no começo dos anos 2000, uma geração que já pertencia a uma tradição do punk bastante inclinada às mobilizações de rua, se encontra nas organizações de luta pelo passe livre, juntos de outros movimentos sociais, partidos e coletivos.

    Esse episódio é dedicado ao punk e ao Movimento Passe Livre e celebra o livro de Rodrigo Lopes de Barros, "Distortion and Subversion Punk Rock Music and the Protests for Free Public Transportation in Brazil (1996–2011)", publicado esse ano pela Liverpool University Press.

    1 hr 8 min
  • Sistas grrrl’s riot – narrativa de mulheres negras no punk rock com Daisy Serena

    O que há no percurso que conecta percepções de mulheres negras envolvidas com o punk, com suas diferenças de espaço e tempo, geografia e geração, entre o centro e a periferia da economia, da produção cultural e intelectual?


    Nessa conversa, Daisy Serena nos traz um tanto de sua vida em um exercício que aproxima a pedagogia contida nas práticas e elaborações de Lélia Gonzalez, Bulimia, bell hooks, Bikini Kill, zine Gunk, Sistas grrrl’s riot e tudo mais que couber na ideia de uma vida desenhada em uma conversa de 50 minutos sobre raça, gênero, classe e punk rock.

    56 min
  • As ambiguidades políticas e estéticas do metal na periferia do capitalismo com Felipe Nizuma e Pedro Poney
    Essa conversa foi um ensaio aberto, um espaço de especulações em tempo real.
    Ouça e descubra como ela começa com Black Sabbath, passa por Mutantes, Rock da Mortalha, ditadura militar no Brasil, Dorsal Atlântica, Chakal, Sepultura, América Latina, Violator, Blasthrash, jornadas de junho de 2013, o assédio do Bolsonarismo sobre a juventude, a decadência do rock, o fenômeno do metaleiro reacionário, neoliberalismo e a atomização da juventude/dos sujeitos, Marx, Walter Benjamin, Milton Santos e até Kant e Fukuyama!
    Masterizado por @igordbk/@mitrarecs
    2 hr 41 min
  • A ética da pirataria – desvio, expropriação e o tráfico de cultura com Leonardo Foletto

    Desvio, expropriação, cópia, roubo… são muitas as formas de qualificar a prática da pirataria. Uma prática que hoje talvez tenha perdido o sentido, mas que há muito tempo exerce a função de descentralizar e redistribuir cultura.


    Dos piratas do séc. XV às práticas da collage surrealista ou détournement situacionista, das rádios livres na Itália dos anos 70 às rádios piratas do Brasil dos anos 90, do boom da internet e da popularização das práticas de difusão de conteúdo que burla o direito à propriedade intelectual ao revés centralizador dos monopólios de streaming.

    Uma conversa com @leofoletto sobre tudo isso e algo mais.

    1 hr 21 min
  • Clubber de quebrada – raça, classe e território na música eletrônica de São Paulo com Felinto e Mafalda

    Depois de mais de um mês sem episódios, voltamos!


    Na companhia de Felinto e Mafalda, cruzamos as experiências e as produções das quebradas através da música eletrônica. Experiências e produções que consideram o trânsito, que abarcam as complexidades das sociabilidades, das disputas de território, da criação de espaços, do mundo que existe entre a zona sul, norte, leste e oeste até o centro.

    Do Madame Satã ao Sound Factory, do miami bass ao house, das tretas às assimilações. Dedicado a todo clubber de quebrada, cybermano, poperô, lagartixa ou jangueiro.


    1 hr 36 min
  • Punky reggae party - quando a comunidade jamaicana encontra a juventude britânica com Bruno Lancelotti e Felix Barreira

    Ao fim da segunda guerra mundial, a Inglaterra, apesar de vitoriosa, se vê na necessidade de reerguer suas estruturas estremecidas pelos quase 20 anos de conflito entre os países Aliados e os do Eixo. Para sua reconstrução, mão de obra indiana, paquistanesa e caribenha foi incorporada a partir de facilitações nos processos de integração dos imigrantes à sociedade britânica. Com esses imigrantes, veio a cultura, e dessa integração entre os imigrantes e os ingleses, revelam-se novos dilemas nas relações entre a juventude.


    Podemos dizer que as experiências musicais e sociais, experimentadas em solo britânico, mais intensas, vivas, criativas e conflitantes se deram no período de 1950 à 1980? Acho que sim.

    Um episódio sobre Desmond Dekker, Laurel Aitken, The Clash, Trojan Records, Blue Beat, Don Letts, 2 Tone Records, Lee Perry, Rock Against Racism e algo mais.

    Episódio masterizado por Igor Souza, do estúdio Mitra.

    1 hr 46 min
  • Remetente/destinatário – discos, zines e amizades nas correspondências dos anos 90 com Douglas Utescher (Ugra Press)

    As correspondências via carta nos anos 80 e 90 foram talvez a única forma dessa geração se corresponder, a mais barata e acessível, mas ao mesmo tempo, foi a principal plataforma para o exercício da escrita e da leitura, do esforço de entender e se fazer entendido, de responder a uma outra temporalidade que está longe de pertencer a lógica do imediato e do simultâneo.


    Douglas Utescher se apropriou dessa prática por boa parte da sua vida e refinou suas percepções estéticas, políticas, músicas e literárias através dela.

    1 hr 5 min
  • Sub e Grito Suburbano – coletâneas como documento, memória e comunidade com Clemente Nascimento

    Dentre os discos mais importantes do punk nacional, dois são coletâneas. Coletâneas frutos da mobilização de duas bandas que abrem mão de lançar um disco individual, como o Cólera (no caso do Sub) e Olho Seco (no caso do Grito Suburbano), para incluir outras bandas no registro. Aqui temos o primeiro registro daqueles que tiveram a forma independente como método e como princípio, daqueles que tinham na sua negação a sua atividade.


    Sub, Grito Suburbano, O Começo do Fim Mundo, Ataque Sonoro, coletâneas gravadas na casa dos amigos que tinham os discos, cartas e fitas trocadas entre punks da Vila Carolina, do meio-oeste dos Estados Unidos ou de algum lugar da Finlândia no começo dos anos 80.

    A conversa com Clemente Nascimento é sobre isso.

    47 min

About Balanço e Fúria

From the publisher's feed

Um podcast dedicado a interpretar as relações entre música e política.

More shows like Balanço e Fúria

Ilustríssima Conversa by Folha de S.Paulo

Ilustríssima Conversa

18 Listeners

Não Inviabilize by Déia Freitas

Não Inviabilize

249 Listeners

Fio da Meada by Rádio Novelo

Fio da Meada

18 Listeners