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O cruzamento do dancehall, drum & bass, jungle, ragga e rap nas ruas de Londres no começo dos anos 2000 fez com que uma nova expressão musical à margem, impulsionada pelas rádios piratas e sound systems, se desenvolvesse. O Grime é a síntese dessa mistura no som e da crueza da vida vivida na lírica. Este episódio com Antconstantino percorre o caminho que rememora a trajetória do gênero em seu início até respingar no Drill quando inspira os estadunidenses e no funk, quando chega ao Brasil.
A articulação do punk com movimentos de resistência dos mais diversos sempre foi notável. Da causa palestina aos direitos dos animais, de movimentos de ocupação ao direito à cidade... enquanto mobilização estético/político/cultural, é um movimento que historicamente foi capaz de assimilar as demandas de seu tempo e se por ombro a ombro com aqueles protagonizavam a luta, e com a causa dos povos originários não seria diferente.
Andreza e Josimas, além de voltarem sua vida para construção de espaços para o fortalecimento do anarquismo, do punk, do veganismo e do faça-você-mesmo, também atuam ao lado dos Tupi Guarani com o Vivência na Aldeia.
Ao cruzar o atlântico rumo às Américas, a diáspora africana levou consigo tantas coisas quanto deixou. A espiritualidade, as formas de sociabilidade e a linguagem desaguavam em suas expressões sagradas e musicais. Do blues ao free jazz, de Amiri Baraka à Kamasi Washington, da relação de John Coltrane com o islã à formação musical dentro da igreja católica de Billie Holiday, a espiritualidade rebelde estava lá.
A singularidade do rap carioca sempre foi notável, da lírica às batidas, das influências à personalidade daqueles que o fizeram, são muitos os elementos que marcaram a forma de se fazer rap no Rio de Janeiro nos anos 90 e 2000.
Uma conversa com Marcelo D2 que atravessa os bailes funk dos anos 80, a influência do skate e do punk para o rap e um caminho único que consegue cruzar Sonic Youth e Public Enemy e The Cure e Jovelina Pérola Negra numa mesma ideia de composição.
Um episódio sobre os artistas do fracasso e a constituição de comunidades no subsolo da indústria cultural.
Fugazi, Henry Flynt, John Cage, Ben Davis, Adorno, Marx, a cena japonesa e a realização política a partir da organização coletiva se misturam nessa conversa sobre música experimental, noise, free-jazz, punk, arte conceitual e derivados.
Link do texto que baseia o episódio:
https://lavrapalavra.com/2020/06/04/gato-tosco-contra-tigres-de-papel/
Shaft, Superfly, Sweet Sweetbacks Baaddassss Song, Coffy, Isaac Hayes, Curtis Mayfield, Earth Wind & Fire, crítica a violência policial, subversão dos papéis sociais, violência, humor, crítica ao racismo estrutural, soul, funk, Motown e Stax.
O In-Edit é um evento cinematográfico que tem como objetivo fomentar a produção e a difusão de filmes documentários que tenham a música como elemento integrador. Começou em 2002 em Barcelona e desde 2009 acontece no Brasil.
Em 2021, a 13ª edição será realizada online, para todo o Brasil, entre os dias 16 e 27 de junho.
Das capas dos discos do Subhumans e Black Flag as semelhanças com o trabalho de Laurie Rosemberg, do encontro com o Discharge ao encontro com John Heartfield, dos flyers de shows a exposições em galerias, de trabalhos na sala de amigos ao acervo da MAC-USP...
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