
Sign up to save your podcasts
Or


Alê Amazonia viveu na China por 8 anos e no processo de se estabilizar no país, se desloca de sua zona de conforto relativamente ocidentalizada em Shangai e parte para a periferia, submergindo em uma realidade chinesa muito diferente da que era vivenciada nos centros econômicos e pólos de trabalho repletos de estrangeiros. Esse movimento para o interior da cultura e das relações chinesa o coloca em contato com a cena punk local, montando sua banda e participando de movimentações onde muitas vezes se vê como o único estrangeiro.
Contradições, tensões, prisões, o milenar e o moderno cruzam nossa conversa.
Dos experimentos sonoros desenvolvidos pelos futuristas e dadaístas no começo do séc. XX, passando pela música concreta e música eletrônica alemã dos anos 50, pelo krautrock, pela disco, acid house e techno da cena britânica, de Chicago e de Detroit, elaboramos os processos de ruptura da forma de se fazer música a partir de máquinas, de ruídos e de modificações digitais de timbres e texturas, além dos aspectos comunitários que se dão a partir dessa música que é essencialmente negra e que abarca também a questão LGBTQIA+ e uma outra elaboração da cidade/espaço/tempo.
Historicamente a retórica punk sempre rechaçou a ideia de nação/pátria/fronteira, e com o passar dos tempos, as práticas que se voltavam muito para expressões estéticas, passam também a se voltar para questões políticas.
Enquanto rede internacional, a comunidade punk também se mobiliza para acolher e orientar imigrantes (ilegais ou não) e refugiados, auxiliando com teto, comida, com a língua e as burocracias do país.
Adriessa e Lilian vivem há algum tempo em Berlin e nos contam um pouco dessa relação com a comunidade punk/organizações de esquerda locais enquanto imigrantes latino-americanas.
A potência do pixo é capaz de transformar a cidade-mercadoria em cidade-jogo, a arte segura e cômoda em arte de risco, de vida e morte.
Stonewall Inn, repressão policial, Marsha P. Johnson, Sylvia Rivera, solidariedade da comunidade LGBT com os movimentos de libertação nacional, oposição à guerra no Vietnã, Homocore, J.D's, Bruce LaBruce, MDC, Big Boys, Team Dresch, Outpunk, jornal O Lampião, os anarcopunks e a contribuição para a primeira Parada Gay de São Paulo, Espaço Impróprio, LadyFest...
Cauê Xopô e Bruna Provazi nos apresentam alguns elementos ajudam a vislumbrar a historia do queerpunk.
Qual a relevância do movimento das ex-presas políticas da ditadura militar no Brasil para a formação do primeiro coletivo das feministas anarcopunks em São Paulo? Qual o intercâmbio estabelecido com o movimento Hip-Hop? Como a produção de fanzines e a criação de espaços para formação intelectual permitiu a produção de uma literatura que documentasse a própria história?
Pode o skate tensionar os limites que existem entre o público e o privado, contribuir para uma outra definição de cidade, juntar Tony Alva, João do Rio e Foucault?
Escutem!
From the publisher's feed

18 Listeners

249 Listeners

18 Listeners