BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 24/05/2022 - Cenário da tainha
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é 24 de maio de 2022. Meu nome é Bruno Regis, sou assessor na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil em Brasília (DF), e nossa conversa será sobre a pesca da tainha no Brasil.

    Vamos iniciar falando um pouco sobre esse peixe de hábito migratório que é considerado uma das iguarias marinhas, devido a seu delicioso sabor.

    Uma tainha chega a produzir até 5 milhões de ovos em sua jornada pelo litoral brasileiro. E o ciclo da tainha é bem por aí: ela nasce e vive um ano no mar, depois se desloca até estuários e lagoas costeiras, onde cresce durante cerca de 4 a 6 anos, atingindo a maturidade.

    A temporada 2022 da safra de tainha começou no dia 1º de maio e termina em 31 de julho em Santa Catarina. Para acontecer, a pesca da tainha precisa ter o clima ideal: vento sul, água do mar bem fria e a temperatura baixa. Essa combinação somada a uma mãozinha da natureza faz com que a safra da pesca da tainha seja muito produtiva. No último final de semana, iniciado no dia 20/05, o clima frio já auxiliou no início da pesca.

    Em Santa Catarina, tanto a pesca artesanal quanto a pesca industrial são importantes, mas a primeira é aquela que mais se identifica com o povo e seus costumes açorianos e é dela que surgem os vários festivais da tainha ao longo da Costa Catarinense. Deles, destacamos a Festa Estadual da Tainha em Florianópolis. Outros municípios realizam festas, como Bombinhas, Porto Belo, Itajaí e Barra do Sul, por exemplo. A pesca artesanal da tainha é reconhecida como Patrimônio Histórico Artístico e Cultural de SC.

    As modalidades mais empregadas são a pesca com tarrafa, o cerco e o arrasto. A tarrafa é uma rede que, atirada pelo pescador desembarcado ou embarcado em botes e canoas, forma uma espécie de cone que aprisiona os peixes. Famosa mundialmente é a pesca com tarrafa nos molhes da Barra de Laguna, onde os botos cercam e conduzem os peixes na direção dos pescadores facilitando a pesca deles e dos próprios botos. Lá, a interação é tão grande que os botos receberam nomes dos pescadores!

    Já na modalidade de cerco, uma ou duas canoas vão ao mar lançando a rede em torno do cardume de forma que se possa cercar o peixe. A modalidade de arrasto, por outro lado, é aquela em que a rede forma uma espécie de “U” em volta do cardume, e ele é arrastado até a praia.

    Quanto à importância, a tainha movimenta grandemente as comunidades pesqueiras de todo litoral catarinense: diretamente com a pesca e indiretamente com as festividades em torno dela, sendo muito importante para o turismo do estado. Já na pesca industrial, há incremento do PIB estadual. Ano passado, o volume pescado fechou com 1.831 toneladas de tainhas, 611 toneladas a mais que no ano anterior, contando ambas as modalidades.

    Visando apoiar o setor nessa expansão, o Banco do Brasil disponibiliza diversas oportunidades de crédito para investimento na construção, reforma e modernização de redes e barcos, nas linhas Inovagro, Moderagro, InvestAgro, Pronaf Mais Alimentos e Pronamp.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    4 min
  • 23/05/2022 - Cenário da citricultura
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é segunda-feira, 23 de maio de 2022. Meu nome é Ricardo Imbelloni Costa e Silva, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Uberlândia (MG), e hoje vamos falar sobre o cenário da citricultura.

    Segundo o último relatório publicado pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a safra 2021/2022 do Cinturão Citrícola de São Paulo, Triângulo Mineiro e Sudoeste Mineiro encerrou 2,11% abaixo da safra anterior, apesar de ter sido um ano de bienalidade alta.

    A redução drástica das chuvas e as geadas atípicas de alta intensidade impactaram o bom desenvolvimento dos pomares e contribuíram para a queda prematura dos frutos, reduzindo a produtividade pelo segundo ano consecutivo.

    Após um verão mais chuvoso, a produção da safra 2022/2023 deverá ser positiva, ainda que em ano de bienalidade negativa, recuperando um pouco das perdas dos últimos anos. Porém, há grande preocupação no setor com a rentabilidade da atividade, visto que, apesar da demanda aquecida por parte das indústrias e dos bons patamares em que se encontram os preços atualmente, os custos de produção da atividade aumentaram significativamente nos últimos meses.

    O agronegócio vem sentindo os impactos desde o início da pandemia de Covid-19 e agora com o conflito entre Rússia e Ucrânia nos setores de insumos agrícolas, máquinas, equipamentos, combustíveis, o que vem encarecendo não só a manutenção como a implantação de novos pomares citrícolas.

    Os produtores estão reduzindo os cuidados com as lavouras, devido aos altos custos, e uma das consequências é o avanço de doenças como o greening em todas as regiões produtoras.

    O aumento dos custos encarece também a implantação dos pomares, resultando na substituição da atividade por lavouras temporárias, como a soja, neste momento mais rentáveis que a citricultura.

    Com a safra começando, os contratos com as indústrias ainda estão sendo negociados. Segundo o índice Cepea/Esalq, atualmente a caixa de 40,8 kg está sendo negociada a R$ 27,31, valor 4% superior ao praticado no mesmo período do ano passado. Com relação à laranja para consumo in natura, o preço é praticamente o mesmo neste ano e no anterior: R$ 38,41 a caixa de 40,8 kg.

    Apesar das margens apertadas, o citricultor deve continuar investindo nos pomares, a fim de manter a produtividade elevada, aproveitando os bons preços de comercialização. Investimentos na implantação de sistemas de irrigação e de energia fotovoltaica devem ser analisados pelos produtores a fim de mitigar riscos climáticos que vêm afetando sobremaneira a produção nas principais regiões produtoras de citros.

    Para isso, conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
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  • 20/05/2022 - Cenário do milho
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é sexta-feira, 20 de maio de 2022. Meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Sorriso (MT), e falaremos sobre o cenário do milho.

    As cotações internacionais do milho na Bolsa de Chicago continuam com preços firmes, ainda refletindo o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que projetou retração de 4,3% na produção de milho americano para a safra 2022/23, além de acompanhar as oscilações positivas do trigo.

    Com relação ao plantio do cereal nos EUA, o USDA apontou que 49% da área foi cultivada – incremento de 27 pontos percentuais na semana, entretanto o ritmo se mantém abaixo da média de 67%. O milho já emergiu em 14% da área, abaixo da média dos últimos cinco anos, que é 32%. Na quarta-feira, dia 18/05, o contrato de milho com vencimento em julho de 2022 foi cotado a US$ 7,82 por bushel e setembro a US$ 7,53 por bushel.

    No mercado interno, o contrato futuro do milho na B3 com vencimento julho de 2022 encerrou o dia 18/05 cotado a R$ 93,60 a saca, valorização de 2,93% em relação aos últimos 10 dias. Além de acompanhar as cotações em Chicago, os futuros do milho no Brasil tiveram suporte com as notícias do clima aqui no país nesta semana, com a estiagem que vem afetando o Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, além da previsão de geada em algumas áreas produtoras do Paraná e Mato Grosso do Sul.

    O Banco do Brasil oferece para o produtor o BB Seguro Agrícola, destinado a indenizar prejuízos nas lavouras decorrentes de adversidades climáticas que resultem em perda de produção, e o BB Seguro Faturamento, destinado a garantir além dos prejuízos causados às lavouras por intempéries do clima, a proteção do faturamento do agricultor. Esses são importantes instrumentos para mitigar os riscos presentes em sua atividade.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
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  • 19/05/2022 - Cenário do boi gordo
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é 19 de maio de 2022. Meu nome é Vinicius Veras, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Dourados (MS), e vamos falar sobre o cenário da pecuária de corte.

    Apesar da estabilidade de preços da arroba na última semana, o cenário do mercado está cada vez mais pressionado, com as indústrias mantendo escalas confortáveis e buscando pequenas reduções de preços ajustadas a alta de ofertas de animais.

    A cotação da arroba do boi no dia 17/05 (Indicador Boi Gordo Cepea Esalq/B3) foi de R$ 323,40/arroba, mantendo preços para os animais de exportação com ágio sobre os aqueles destinados ao mercado interno. O mercado futuro apresentou valor de R$ 324,95/arroba nos contratos com vencimento para julho de 2022.

    Nas regiões de relevância para a pecuária brasileira, em abril, foram observadas precipitações menores que a média, proporcionando baixa disponibilidade de forragens, marcando a pressão do final da safra, com uma maior oferta de boiadas. Esse cenário, associado a incertezas climáticas desta semana, deve manter no curto prazo a tendência de baixa – pelo menos até o final do mês.

    A grande tônica no final de 2022 para o mercado da carne e no agro em geral é o grande risco de volatilidade de preços, devido em parte a fatores externos, como a manutenção do ritmo de nossas exportações no agronegócio, a crise mundial e os conflitos que estão ocorrendo na Europa.

    Aliado a esses fatores externos, temos o mercado interno arrefecido e a expectativa do comportamento do clima, que pode amenizar ou agravar a situação. Esses cenários tendem a manter a sensação de insegurança no mercado.

    Segundo dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE, foram abatidos no país 6,91 milhões de bovinos no primeiro trimestre de 2022 – aumento em relação ao mesmo período do ano passado de 4,9% na quantidade de bovinos abatidos e, na comparação com o trimestre anterior, alta de 0,1%.

    Esse movimento pode ser atribuído a dois fatores: um provável início de uma reversão da fase atual do ciclo pecuário, em que passamos a observar uma maior oferta de animais destinadas ao abate; e a tendência observada entre alguns produtores terminadores de buscar distribuir as vendas durante o ano todo, como forma para diminuir os riscos.

    O mercado de reposição apresenta cotações pressionadas, com apresentação de baixas nos preços de quase todas as categorias de animais de reposição, devido ao mercado do boi gordo estar enfraquecido ao final da safra (com queda na disponibilidade de capim e aumento na oferta de bezerros, algo característico nesta época do ano).

    Para diminuir o risco de volatilidade na cadeia produtiva da bovinocultura de corte, os produtores podem contar com o Banco do Brasil para gerenciar o risco na pecuária de corte, através de contratos a termo ou de opções no mercado futuro e seguro faturamento, assim como linhas de custeio pecuário e investimentos.

    Conte sempre com a assessoria em agronegócios e de toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Obrigado e até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    4 min
  • 18/05/2022 - Cenário do arroz
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é 18 de maio de 2022. Meu nome é Neusa Nicolini, assessora de Agronegócios em Porto Alegre (RS), e vamos falar sobre o cenário do arroz.

    Segundo o 8º Levantamento da Safra Brasileira de Grãos 2021/22 da Conab, a safra brasileira de arroz apresentou redução de 3% na área plantada em comparação à safra anterior, atingindo 1,63 milhão de hectares, enquanto a produção alcançou 10,7 milhões de toneladas, uma redução de 9,1% em relação à safra 2020/21.

    A área de arroz irrigado totalizou 1,3 milhão de hectares. Quanto ao arroz de sequeiro, a previsão é de redução da área em 12,5% em relação à safra 2020/21, estimada em 327,1 mil hectares. A colheita de arroz no país está praticamente finalizada.

    Segundo o Cepea, a movimentação do mercado sul-rio-grandense de arroz em casca esteve ligeiramente maior nos últimos dias, favorecida por novas negociações para exportação do cereal. Esse cenário resultou em reação nos preços do arroz em praticamente todas as praças do Rio Grande do Sul.

    Já no Mato Grosso, o cenário é de queda nos valores do arroz. Em determinadas localidades do estado, há falta de espaço para armazenamento do cereal, o que tem “forçado” produtores a negociar o grão. Colaboradores consultados pelo Cepea reportam que os silos destes agentes estão comprometidos com arroz da safra passada (2020/21) e com a soja e milho da atual (2021/22).

    Nessa segunda-feira, 16 de maio de 2022, o Indicador Cepea/Irga-RS (58% de grãos inteiros e pagamento à vista) fechou a R$ 70,58/saca de 50 kg.

    Com a aproximação dos preços internos às paridades de importação calculadas para o arroz, a tendência de queda das cotações perdeu força, com os preços, nas últimas semanas, mantendo certa estabilidade.

    No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, produtores relatam que o preço atual está com baixa atratividade, na maioria das vezes não cobrindo os custos de produção – situação essa recorrente para a cultura. Fator que vem estimulando a migração de área e atividade de alguns produtores para culturas mais rentáveis, como a soja.

    Para os produtores que estão comercializando o arroz nesse momento e vislumbram a possibilidade de alta em momento futuro, o BB dispõe das opções agropecuárias. Com a aquisição de uma opção de compra o produtor poderá participar das altas futuras do cereal. Simule no app do Banco do Brasil ou entre em contato com seu gerente para mais informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    4 min
  • 17/05/2022 - Cenário do trigo
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é 17 de maio de 2022. Meu nome é Sérgio Luiz Sousa, assessor de Agronegócios em Campos Novos (SC), e vamos falar sobre o cenário do trigo.

    O plantio segue avançando no Brasil, com as regiões Sudeste e Centro-Oeste mais adiantadas, porém registrando chuvas abaixo do esperado para o período. Já a região Sul, apresenta precipitações adequadas, o que favorece o plantio, com o estado do Paraná apresentando 26% da área plantada – sendo essa três vezes mais adiantada em relação ao mesmo período da safra passada.

    A Conab projeta para maio de 2022 um aumento de 3% na área brasileira de plantio, alcançando 2,8 milhões de hectares, e 6% na produção esperada, resultando em produção superior a 8 milhões de toneladas.

    No cenário internacional, de acordo com a Bolsa de Comércio de Rosário, há projeção de redução de 8% na área de plantio argentina, o que representa diminuição de 550 mil hectares, em razão de problemas climáticos e custos elevados, estimando a produção em 19 milhões de toneladas.

    Segundo projeção do USDA, a safra ucraniana terá uma redução de 35% na sua produção, motivada pela dificuldade na implantação da cultura nas áreas de conflito com a Rússia, e de 52% nas exportações, em razão da impossibilidade de utilização dos portos para escoamento da safra.

    No Brasil, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) retirou a tarifa externa de importação de vários produtos, entre eles o trigo e a farinha de trigo, podendo refletir em uma diminuição do preço do trigo importado.

    O produto está sendo comercializado no Brasil acima de R$ 95 por saca, sendo que no Rio Grande do Sul os valores chegam a até R$ 105 por saca.

    E como podemos ajudar nossos clientes nesse momento? O Banco do Brasil disponibiliza a contratação de custeio agrícola de trigo e outras culturas de inverno para safra 2022. Para mais informações, consulte sua agência BB e parceiros agro.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    3 min
  • 16/05/2022 - Estimativas de safra de USDA e Conab
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é segunda-feira, 16 de maio de 2022. Meu nome é Jefferson Piccini, sou o cenarista de Agronegócios do Banco do Brasil e falaremos sobre as projeções de safra divulgadas pelo USDA e Conab. Novamente um podcast um pouco mais longo que o de costume, mas trazendo informações relevantes para o produtor.

    Na última quinta-feira dia 12 de maio de 2022, o USDA divulgou o primeiro relatório de oferta e demanda para a safra 22/23, trazendo as primeiras estimativas oficiais para a safra norte-americana, que segue em processo de cultivo. As projeções de soja e milho apontaram dados aderentes às informações divulgadas no Outlook e às expectativas do mercado. Agora, vamos abordar de forma mais detalhada as projeções de soja e milho.

    Para a soja, foi projetado incremento de 4,4% na área cultivada em relação à safra anterior, sendo estimado o cultivo de 36,46 milhões de hectares. Essa área recorde cultivada também deverá resultar na maior produção de soja já obtida pelo país: 126,3 milhões de toneladas, quantidade 4,6% superior à obtida na safra 21/22. O clima segue como fator de atenção, visto o cultivo cobrir apenas 12% da área até o dia 08 de maio, ante 39% em igual período de 2021.

    Para a safra brasileira 21/22, que está em fase final de colheita, o USDA manteve a projeção de produção de 125 milhões de toneladas, enquanto a Conab elevou sua projeção para 123,8 milhões de toneladas. O IBGE estimou a safra brasileira em 118,5 milhões de toneladas, dados um pouco mais aderentes ao observado no rendimento das colheitas.

    Para o milho, o USDA também trouxe dados com o mesmo direcionamento esperado pelo mercado, com parte da área do cereal sendo migrada para a soja. Dessa forma, as projeções indicam que serão cultivados na safra 22/23 nos Estados Unidos 33,06 milhões de hectares com milho, o que representa uma redução de 4,3% frente ao cultivado na safra anterior. Isso resultará na redução desse mesmo percentual na produção esperada, estimada em 367,3 milhões de toneladas.

    Fato importante e que reflete diretamente na oferta mundial de milho foi a perspectiva de redução de 54% na produção ucraniana na safra 22/23 e de 61% nas exportações do país, estando disponível para comercialização internacional apenas 9 milhões de toneladas, ante 21 milhões de toneladas na safra anterior. A Ucrânia era o 4º maior exportador mundial de milho.

    No Brasil, a segunda safra 21/22 está em fase de desenvolvimento, e o clima segue afetando a produtividade em alguns estados do Centro-Oeste. Os técnicos do Banco, os ATR, já estimam redução de 1 milhão de toneladas no Mato Grosso e 500 mil toneladas no Goiás. Dessa forma, é provável que as projeções de safra para o Brasil ainda sigam em revisão, visto que as estimativas do USDA mantiveram a produção brasileira em 116 milhões de toneladas. Já Conab, reduziu em 1 milhão de toneladas a projeção de safra 21/22 nacional, de 115,6 milhões de toneladas para 114,6 milhões de toneladas.

    Voltando novamente a atenção para a safra 22/23 norte-americana, o relatório de acompanhamento de cultivo e condições das lavouras, que será divulgado pelo USDA na tarde de hoje, deverá trazer movimentações ao mercado, visto que são aguardados dados que demostrem um avanço mais robusto do plantio, dadas as perspectivas de clima favorável na semana anterior.

    A relevância do relatório se dá pelo fato de que, a partir de agora, cada dia de atraso no cultivo pode resultar na redução de 1% na produtividade das lavouras, a depender da região de cultivo. Além das questões de fotoperíodo, que afeta o desenvolvimento da planta, o milho necessita de dias quentes e noites frias, sempre com umidade, para que a polinização que ocorre no mês de julho, transcorra dentro da normalidade.

    É de se relevar também a questão do cultivo de grande quantidade de área em um curto período de tempo, pois, caso ocorram adversidades climáticas, uma grande parte das lavouras que esteja em período crítico para definição de produtividade pode ser afetada. Outro fato é que caso persista o atraso no cultivo do milho, parte da área que seria destinada ao cultivo do cereal poderá ser migrada para a soja, visto o ciclo de produção inferior da oleaginosa: três meses ante quatro meses do milho.

    Esses fatores adicionam volatilidade no mercado, mas também trazer oportunidades. Os momentos de combinação de baixa cambial e das cotações internacionais do milho podem ser aproveitados pelos pecuaristas que necessitam de ração para efetuar opções de compra, protegendo seu custo de altas.

    No caso da soja, momentos de elevação da cotação do dólar e da soja na CBOT podem ser aproveitados pelos produtores que ainda possuem o produto para comercialização para se proteger de baixas futuras no preço, vista a previsão de maior oferta de soja com a colheita da oleaginosa nos EUA, fator que já vem sendo precificado nos contratos com vencimento próximos à colheita do país, como os de setembro e novembro.

    Assim, é bom momento para o produtor aperfeiçoar a gestão e utilizar as Opções Agro BB. Faça a simulação e contrate no app do Banco ou converse com seu gerente para mais informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Obrigado e até a próxima!

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    7 min
  • 13/05/2022 - Cenário da soja
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é sexta-feira, 13 de maio de 2022. Meu nome é Giuliano Pradella, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó (SC), e falaremos hoje sobre o cenário da soja.

    As cotações internacionais da soja, tendo como referência a Bolsa de Chicago (CBOT), neste mês de maio sofreram queda e estavam no dia 10/05 em U$ 16,26/Bushel, queda de U$ 1,08 em relação à máxima de abril. Para setembro, os contratos estão abaixo da cotação atual, sendo cotados em U$ 14,88/Bushel.

    As precificações do mercado têm sofrido influência do clima norte-americano, provocando atrasos no plantio da soja, alcançando apenas 12% da área prevista em 10/05, metade da média dos últimos cinco anos, expectativa de aumento da área cultivada nos Estados Unidos advinda da redução das áreas cultivadas com milho, cenário de alta dos juros nas principais economias do mundo, conflito Rússia/Ucrânia e redução da demanda chinesa.

    A última divulgação da Conab apontou a safra nacional em 122,43 milhões de toneladas (redução de 13% em relação à estimativa inicial).

    Acompanhando a cotação da CBOT (por volta de U$ 16,26/Bushel), os preços da commodity no Brasil vêm apresentado queda nos últimos dias. O indicador Cepea/BMF/Bovespa, em 10/05, foi cotado a R$ 192,11/saca, acumulando perda de 1,66% no mês de maio. Os prêmios nos portos vêm mantendo estabilidade, sendo cotados a 1,35 US$/Bushel em 10/05.

    A colheita da safra 21/22 no Brasil alcançou 96% das áreas cultivadas, e os serviços vêm transcorrendo dentro da normalidade, restando apenas Maranhão e Rio Grande do Sul. No MA, a previsão é de encerrar a colheita até o final de maio; já no RS, a colheita pode se estender pelo mês de junho, em função das chuvas que têm ocorrido nos últimos dias no estado.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro BB e o Termo de Moedas (NDF). As Opções Agro de soja podem ser contratadas diretamente pelo aplicativo do Banco do Brasil. Em caso de dúvidas, consulte seu gerente de relacionamento para mais informações.

    E conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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  • 12/05/2022 - Cenário do morango
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é 12 de maio de 2022. Meu nome é Sttefanne Camp, sou assessora de Agronegócios em Campinas (SP), e falaremos sobre o cenário do morango.

    Uma das frutas mais apreciadas pelos consumidores em diversas regiões do mundo, o morango destaca-se pela sua coloração, aroma, sabor e versatilidade na culinária e gastronomia. Por essa razão, é altamente demandado tanto para consumo in natura quanto para processamento industrial.

    De acordo com a FAO, o Brasil ocupa a 17ª posição no ranking mundial dos países produtores de morango, com uma área plantada estimada em 5.600 hectares. Conforme Anuário Hortifruti Brasil 2021, as principais regiões produtoras estão em Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Também está presente em regiões de diferentes solos e climas, tais como Santa Catarina e Bahia.

    Em estimativas, o mercado global de morango atingiu, em 2020, mais de US$ 18 milhões, e a perspectiva é que atinja, em 2027, US$ 23 milhões, com uma taxa de crescimento anual em torno de 3,4% em termos de receita.

    Pode ser cultivado em diversos sistemas de plantio, diretamente no chão, em canteiros com proteção do solo, com ou sem túnel, em estufas verticais, com sistemas semi-hidropônicos e variações, sendo que o sistema escolhido pode influenciar no custo e na qualidade da fruta.

    Devido a ser um mercado exigente, a aparência e o sabor praticamente determinam sua produção. As variedades Albion, Monterey e San Andreas estão entre as preferidas pelos consumidores, sendo assim as mais cultivadas.

    O melhor momento de preço nas regiões produtoras antecede o Dia das Mães até o Dia dos Namorados. Para o Sul de MG, o preço médio pago ao produtor nesse período, no ano de 2021, foi de R$ 11,50 por kg, ao passo que nos últimos dias oscilou em R$ 14,50 por kg, aumento em torno de 26% em relação ao ano anterior.

    O Banco do Brasil se mantém ao lado do produtor, oferecendo recursos para o custeio da lavoura e investimentos para melhoria ou modernização dos sistemas de produção, estufas e irrigação, além de apoiar o processamento na agroindústria.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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  • 11/05/2022 - Cenário do café conilon
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é quarta-feira, 11 de maio de 2022. Meu nome é Gildenize Barbosa, assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Linhares (ES), e vamos falar sobre o cenário do café conilon.

    Com a colheita iniciada, alguns problemas logísticos vêm ocorrendo, principalmente relacionados à dificuldade de obtenção de mão de obra qualificada para a colheita. No Espírito Santo, os grãos estão apresentando uma boa granação, com bom rendimento após secagem. A perspectiva está sendo de uma boa safra, com produção dentro da média da safra anterior.

    Há previsão de que ocorram chuvas persistentes a partir do próximo final de semana, com um acumulado que alcançará pelo menos 20 mm em São Paulo, sul e leste de Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia. Os vários dias seguidos com precipitação tendem a diminuir o ritmo de colheita.

    Na bolsa de Londres, o conilon abriu a semana com desvalorização. Os contratos com vencimento em julho de 2022 apresentaram queda de US$ 22, valendo US$ 2.061/tonelada, com perspectivas de manutenção das oscilações de preço.

    No mercado físico interno, também houve redução no preço da saca, que fechou cotada a R$ 730,00, no Centro do Comércio de Café de Vitória. Com o início de colheita e uma maior oferta de café, a tendencia é que as cotações se mantenham pressionadas negativamente.

    Com a persistência do conflito na Ucrânia, o lockdown na China e medidas para conter a inflação em nível global, há uma grande preocupação com a redução do consumo global. Ainda existem incertezas no cenário geopolítico mundial e nos custos da próxima safra, que poderão sofrer impactos negativos em razão do aumento do preço dos insumos, bem como da sua disponibilidade.

    O alto custo de produção também vem afetando o Vietnã, conforme informações da Associação de Café e Cacau do Vietnã, fator que pode induzir os produtores a reduzir os tratos culturais nos cafezais.

    Para atender à necessidade de custeio da colheita e dos tratos culturais, assim como apoio na comercialização do café, o Banco do Brasil disponibiliza linhas de crédito específicas para atender às necessidades adicionais na condução das lavouras. Para saber mais informações, procure sempre uma agência ou algum parceiro do BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…