BBCast Agro

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BBCast Agro episodes

  • 25/03/2022 - Cenário do milho
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é sexta-feira, 25 de março de 2022. Meu nome é Danila Sá, sou assessora de agronegócios no Banco do Brasil em Barreiras (BA), e falaremos sobre o cenário do milho.

    As cotações internacionais do milho na Bolsa de Chicago tiveram valorização nesta quarta-feira (23), e o contrato de milho com vencimento em maio de 2022 foi cotado a U$ 7,58 por bushel, em ajustes técnicos (movimento comprador), com suporte no bom desempenho das exportações norte-americanas, preocupações com os desdobramentos do conflito no leste europeu e também nos bons números de produção de etanol nos Estados Unidos neste ano. No entanto, o cenário externo está muito volátil e, na quinta-feira (24), já no início da sessão, houve movimento de vendas, com informações de que chuvas podem beneficiar a produção de milho segunda safra na América do Sul.

    No Brasil, de acordo com a Conab, a colheita do milho verão 21/22 já atingiu 41,6% da área de 4,529 milhões de hectares até sexta-feira (19). Para o milho segunda segunda safra, encontram-se semeadas mais de 94,7% da área prevista de 16 milhões de hectares. As lavouras, em sua maioria, encontram-se com bom desenvolvimento vegetativo, exceto em Goiás e Minas Gerais, que estavam sob déficit hídrico. Ocorreram chuvas recentes nessas regiões afetadas, o que foi benéfico à cultura.

    No mercado interno, os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) perderam força nesta quarta-feira (23) e passaram a operar no campo negativo. O contrato de maio de 2022 a R$ 98,43 a saca, com pressão do dólar em movimento de desvalorização, além da maior disponibilidade do cereal, com natural maior fixação de venda por parte dos produtores.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as linhas de proteção Opções Agro BB e o Termo de Moedas (NDF). As opções negociadas pelo banco são contratadas mediante o pagamento de um prêmio, e com isso o produtor passa a ter o direito de exercer a opção, na data do vencimento, caso seja vantajoso. A comercialização do produto no mercado físico é livre e pode ser feita a qualquer momento.

    E, para ter acesso a este e outros BBcasts, acesse a plataforma Broto em blog.broto.com.br/bbcast-agro ou procure por “BBcast Agro” na sua plataforma de streaming de preferência.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    4 min
  • 24/03/2022 - Cenário do boi gordo
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é quinta feira, 24 de março de 2022. Meu nome é Vinicius Veras, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Dourados (MS), e vamos falar sobre o cenário da pecuária de corte.

    Enquanto o volume total de bovinos abatidos no Brasil, em 2021, foi o menor em 17 anos e apresentou retração de 7% em relação ao ano anterior, com destaque para a retração de 14% no abate de novilhas e vacas, as vendas externas da proteína bovina apresentaram desempenho recorde.

    Esse fator seguiu beneficiando a cotação do boi gordo e o Indicador Cepea B3 apontou preço de R$ 349,10 por arroba em 22/03. O mercado futuro apresentou valor de R$ 333,50 nos contratos com vencimento para julho de 2022.

    Contudo, com um leve aumento na oferta de animais para abate, principalmente com aumento na oferta de fêmeas, no início do mês de março, os frigoríficos conquistaram uma frente interessante em suas escalas de abate. Esse é um fator importante, que tende a pressionar negativamente a precificação da arroba, principalmente onde há maior destinação para o mercado interno.

    Ressalta-se que os frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico apresentam grande dificuldade em repassar os custos da matéria-prima ao longo da cadeia produtiva.

    Para as exportações, o mercado se mantém favorável, mesmo com o recente processo de valorização do real. Em março de 2022, o volume embarcado até a segunda semana do mês apresentou média diária exportada em 9,3 mil toneladas, o que representou avanço de 60% frente à média exportada no mês de março do ano passado. Fato relevante em relação às exportações foi a autorização do Canadá para importação de carne bovina e suína in natura do Brasil.

    No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados, principalmente devido à baixa oferta de animais para abate, mas com potencial queda em momentos de retração de consumo. O quarto traseiro permaneceu precificado a R$ 24,20 por quilo, o quarto dianteiro a R$ 17 por quilo e a ponta de agulha a R$ 16 por quilo.

    O Banco do Brasil se mantém ao lado do produtor na programação de suas estratégias de condução e comercialização para o ano de 2022. Além das tradicionais linhas de investimento e de custeio pecuário, disponibiliza oportunidades de proteção de preços, importantes ferramentas nestes momentos de incertezas e elevada volatilidade do mercado mundial, colocando à disposição do produtor travas de cotações futuras no mercado de opções ou no mercado a termo, assim como o seguro faturamento pecuário.

    Conte sempre com a assessoria em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Obrigado e até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    4 min
  • 23/03/2022 - Cenário da avicultura de postura
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é dia 23 de março de 2022. Meu nome é Emerson de Oliveira Gheri, sou assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Rio Verde (GO), e falaremos sobre o cenário da produção de ovos.

    De acordo com o IBGE, no ano de 2021, foram produzidas pouco mais de 3,13 bilhões de dúzias de ovos – aumento de 0,18% em relação ao ano de 2020.

    Durante o ano de 2021, ocorreu redução no número de galinhas, chegando em dezembro com número de aves alojadas cerca de 9,7% inferior ao verificado em janeiro daquele ano, terminando 2021 com menos de 115 milhões de aves.

    Segundo dados apresentados pela Secretária de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de ovos (in natura e processados) no ano de 2021 atingiram 25,9 mil toneladas, com receita de US$ 77,4 milhões – valores 59,9% e 69,6% superiores aos obtidos em 2020, respectivamente. Ao compararmos fevereiro de 2022 a fevereiro de 2021, a exportação de ovos aumentou 42,7% em valor e 29,3% em volume.

    Em relação aos principais custos de produção de ovos, verificou-se, nos últimos 12 meses, aumento de 15% no preço do milho e 10% no preço farelo de soja.

    O preço médio da caixa de 30 dúzias de ovos teve recuperação significativa em fevereiro de 2022, quando atingiu preço médio de R$ 135 – de acordo com Cepea, aumento de 28% em comparação a janeiro. No mercado interno, na segunda semana de março, a caixa de ovos foi negociada em São Paulo por R$ 145, valor 7,4% superior ao observado em fevereiro.

    Nesse cenário de preços de insumos em elevação, observa-se que, mesmo com o avanço no preço da dúzia do ovo, tem-se observado queda na relação de troca milho e farelo de soja por dúzia de ovos, o que reduz o poder de compra do avicultor e pressiona a rentabilidade.

    Considerando a alta nos preços dos principais insumos utilizados na atividade, o BB oferece aos avicultores a oportunidade de realizarem proteção de preços de soja e milho, por meio da contração de opções e termo de mercadoria, promovendo a sustentabilidade dos negócios.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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  • 22/03/2022 - Cenário da cenoura
    BBcast agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é terça-feira, 22 de março de 2022. Meu nome é Nivia Bassi, sou assessora de agronegócios do Banco do Brasil em Novo Horizonte (SP), e vamos falar sobre o cenário da cenoura.

    Conforme informações da Embrapa, a cenoura é uma raiz da família Apiácea (como o aipo, a salsa, o salsão, a erva-doce, o coentro, o funcho e a mandioquinha-salsa), originária da Europa e da Ásia. As variedades comerciais mais comuns possuem raízes de cor laranja, mas há variedades com raízes de cor externa roxa e creme.

    A baixa oferta atual da raiz tem impactado a disponibilidade do produto em todo o país, conforme informações do Cepea. A produção nos principais centros produtores foi afetada por condições climáticas desfavoráveis. O excesso de chuvas em Minas Gerais e Goiás gerou condições propícias para o desenvolvimento de doenças, como a mela ou podridão mole (doença bacteriana que ocasiona o apodrecimento do produto), como também de parasitas como os nematoides (que atacam as raízes, causando deformidades e galhas, que facilitam a infecção por fungos e bactérias). No Rio Grande do Sul e Paraná, a estiagem prolongada afetou o desenvolvimento das raízes, deixando a qualidade inferior ao padrão de comercialização.

    Com isso, os preços da cenoura seguem em elevação em todo território nacional. Em São Gotardo (MG), que é um grande centro produtor, o preço alcançou a máxima histórica, desde o início de sua mensuração pelo Cepea, em 2018. Assim, entre os dias 14 e 18 de março de 2022, a caixa de 29 kg “suja” foi comercializada, em média, a R$ 140,00, valor que representa aumento de 17,9% frente ao observado no início do mês. Na região de Irecê (BA), a valorização no período foi de 30%, e em Caxias do Sul (RS), 5%.

    Dado o preço elevado e a perspectiva de continuidade de bons preços, o produtor, principalmente em Minas Gerais, tem iniciado o cultivo de variedades de inverno, mais resistentes à ação de algumas pragas e doenças.

    O Banco do Brasil, maior parceiro do agronegócio, disponibiliza oportunidades de financiamento, tanto para investimento quanto para custeio da atividade. Para mais informações, procure o seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    3 min
  • 21/03/2022 - Cenário da cana-de-açúcar
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é segunda feira, 21 de março de 2022. Meu nome é Nivia Bassi, sou assessora de agronegócios do Banco do Brasil em Novo Horizonte (SP), e vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

    A safra 22/23, que se inicia em abril no Centro-Sul, traz preocupação em relação aos altos custos de produção, principalmente devido ao aumento de preço dos fertilizantes e óleo diesel, reflexo das incertezas causadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia, que gera, além de volatilidade de preço, a possibilidade de indisponibilidade de fertilizantes, tão importantes para o agronegócio brasileiro. A fim de minimizar esse problema, o governo federal anunciou, no último dia 15/03, um plano especial para o recebimento de fertilizantes, de forma que os navios que contenham esse tipo de carga tenham o desembarque priorizado tão logo cheguem aos portos brasileiros.

    Segundo levantamento de custos realizado pelo Assessoramento Técnico do Banco do Brasil, o custo total para se produzir um hectare de cana-de-açúcar no estado de São Paulo está 42% superior ao verificado no ano anterior. Dessa forma, é importante que o produtor atente a esse movimento e gerencie adequadamente seus custos, a fim de maximizar a rentabilidade da atividade.

    Mesmo com o aumento no custo de produção, os preços da tonelada de cana-de-açúcar ainda estão remuneradores, chegando a atingir uma lucratividade em torno de 21%.

    Espera-se que a safra de cana-de-açúcar 22/23 tenha preços estáveis, e já há movimento de fundos nesse sentido, reduzindo suas posições compradas em açúcar.

    Para atender às necessidades na produção da cultura da cana-de-açúcar, o produtor pode sempre contar com o Banco do Brasil, que disponibiliza linhas de crédito para investimentos, como implantação e reforma de canaviais, irrigação, compra de máquinas, implementos para a atividade, além do tradicional custeio agrícola e CPR para atender às necessidades de condução da cultura.

    Ah, e para ouvir este e outros BBcast, acesse blog.broto.com.br ou pesquise por “BBcast Agro” diretamente em sua rede de streaming de preferência, como Deezer e Spotify.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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    3 min
  • 18/03/2022 - Cenário da soja
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é sexta-feira, 18 de março de 2022. Meu nome é Giuliano Pradella, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó (SC), e falaremos hoje sobre o cenário da soja.

    O USDA, em seu último relatório de 09/03, divulgou redução da produção global de soja para 353,80 milhões de toneladas.

    A Conab, no último dia 10/03, indicou a produção brasileira de 122,77 milhões de toneladas, quebra de 14,74% ante a estimativa inicial, de outubro de 2021. Com o encerramento da safra, previsto para abril, há consultorias estimando perdas maiores que as atualmente previstas na Região Sul e Mato Grosso do Sul (MS).

    A redução de produção esperada na América do Sul, associada ao conflito geopolítico no leste europeu, manteve elevadas as cotações da soja na CBOT, acima dos U$ 16,44/bushel nos últimos dias, reduzindo as cotações, que chegaram a atingir valores acima U$ 17, as quais geraram nervosismo no mercado e oportunizaram ganhos especulativos.

    O indicador Cepea/BMF/BOVESPA, em 14/03, foi cotado a R$ 204,36/saca, apresentando elevação de 2,86% no mês de março. Os prêmios dos portos estão em alta, saindo de 0,95 US$/bushel em 15/02 para 1,80 US$/bushel em 14/03.

    A colheita da safra 21/22 no Brasil alcançou 65% das áreas, e os serviços vêm transcorrendo dentro da normalidade. Os estados do Mato Grosso e MS estão encerrando a colheita nos próximos dias.

    Na Região Sul do Brasil, durante a última semana, ocorreram chuvas de intensidade variada, ocasionalmente com temporais, atingindo volumes de até 150 mm em algumas localidades e menos de 30 mm em outras. Contudo, muito tardias para amenizar as perdas por estiagem. Para a segunda quinzena de março e para o mês de abril, a previsão do Inmet é de chuvas dentro da média para a maioria dos estados produtores – exceção para os estados do Sul, onde as previsões indicam tendência de chuvas abaixo da média.

    Dado o cenário positivo para a atividade, muitos produtores estão ampliando sua área de produção. Para aquisição de imóvel rural acima de quatro módulos fiscais, o BB disponibiliza uma linha específica, com prazo de até 10 anos e carência de até um ano, podendo financiar até 80% do valor de avaliação do imóvel objeto do financiamento. A linha também permite a aquisição de áreas para compensação ambiental. Para mais informações, procure seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    4 min
  • 17/03/2022 - Cenário da piscicultura
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é 17 de março de 2022. Meu nome é Marcelo Mortari, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Roraima e Amazonas, e vamos falar sobre a conjuntura atual da piscicultura para peixe redondo em cativeiro no Brasil.

    No Brasil, a atividade é comumente praticada em açudes, represas ou tanques escavados e existe uma grande diversidade de empreendimentos, tornando a atividade compatível com a pequena propriedade da agricultura familiar ou com o grande produtor rural.

    Apesar do consumo nacional ainda baixo, menos de 5 kg por habitante ao ano, o cultivo de peixe no país está em franco crescimento, com aumento de 45,70% nos últimos oito anos, passando de 589 mil toneladas produzidas em 2014 para 841 mil toneladas em 2021, quando os recursos movimentados totalizaram R$ 8 bilhões.

    A tilápia, de forte presença no Paraná e São Paulo, representa 63,50% dessa produção, enquanto os peixes nativos, também conhecidos por peixe redondo, participaram com 31,20%, tendo Rondônia e Mato Grosso como os principais produtores.

    Os principais peixes redondos cultivados em água doce no Brasil são tambaqui, pacu e pirapitinga, bem como os seus híbridos, que combinam características desejáveis, como ganho de peso, rusticidade, adaptabilidade a viveiros e resistência ao frio.

    Para a atividade piscícola de pequeno a médio porte, com alojamento de 3 mil peixes por hectare de lâmina d’agua, a comercialização da produção é destinada, normalmente, para um único processador, que irá beneficiá-lo e vendê-lo ao consumidor final. O preço de venda está entre R$ 9,00 a R$ 9,50 por kg.

    As despesas variáveis compõem a maior parte de custo de produção, sendo que 70% corresponde ao custo com ração. Para cada quilo de peixe produzido é consumido em média 1,7 kg de ração, resultado no custo médio de R$ 7,28 por kg produzido. O lucro do produtor está próximo a R$ 1,30 por kg produzido.

    Dois motivos impulsionam a criação e a comercialização dos peixes redondos no Brasil: o baixo preço do pescado, quando comparado a outras fontes de proteína, como a carne bovina, e o fato de esses pescados terem rápido crescimento, hábitos alimentares diversificados, fácil captura e carne de excelente qualidade.

    Visando apoiar a piscicultura, o Banco do Brasil disponibiliza diversas oportunidades de crédito para investimento na construção, reforma e modernização dos tanques de cultivo, nas linhas Inovagro, Moderagro, Investe Agro, Pronaf Mais Alimentos e Pronamp.

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    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
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  • 16/03/2022 - Cenário do café conilon
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é quarta-feira, 16 de março de 2022. Meu nome é Gildenize Barbosa Ferreira de Oliveira, assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Linhares (ES), e vamos falar sobre o cenário do café conilon.

    Em Londres, a cotação do produto iniciou o mês com volatilidade. O contrato com vencimento em maio de 2022 abriu a semana subindo US$ 20 por tonelada, sendo negociado por US$ 2.115 por tonelada no dia 14/03. O preço do produto no mercado físico interno tem mostrado tendência de baixa, com redução na cotação em torno de 3% no período de 03 a 14/03, fechando a R$ 723,00 por saca no Centro do Comércio de Café de Vitória.

    As exportações de café do Vietnã, maior produtor da variedade robusta, caíram 14,7% no mês de fevereiro em relação ao mês de janeiro. No entanto, acumulam nos dois primeiros meses do ano de 2022, alta de 30,8% em relação ao ano anterior. Os dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) também indicam recuo no embarque do café conilon brasileiro. Possível reflexo da elevação do consumo das indústrias internas, que estão utilizando mais conilon na composição de blend, devido principalmente à oferta mais restrita e à alta no preço do café arábica.

    A colheita do café conilon se inicia em abril na maioria das regiões produtoras. Com tantas incertezas e alterações no cenário geopolítico mundial, os custos da safra 22/23 poderão sofrer impactos. A real disponibilidade de fertilizantes para a próxima safra ainda segue incerta, mas com cenário atual apontando para a tendência de oferta restrita e preços elevados.

    Para atender à necessidade de custeio da colheita e tratos culturais, assim como na comercialização do seu produto, o cafeicultor pode contar com o apoio do Banco do Brasil, que disponibiliza linhas de crédito a fim de atender essas demandas, como crédito de estocagem, o BB Crédito Produção Própria (CPP) e BB Financiamento Estocagem Produtos Agropecuários (FEE). Além do tradicional custeio agrícola e CPR, para as necessidades de condução das lavouras.

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  • 15/03/2022 - Cenário da manga
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é 15 de março de 2022. Meu nome é Tânia Cavalcanti, sou assessora de Agronegócios em Petrolina (PE), e falaremos sobre o cenário da manga.

    A manga é o fruto da mangueira, muito apreciada devido sua polpa suculenta e doce. A coloração pode ser amarela, laranja e vermelha com tons rosados na parte que recebe mais luz. É também uma ótima fonte de vitaminas A e C.
    O maior consumo é in natura, porém pode ser utilizada na forma de suco, polpa, sorvete e compotas.

    Segundo a Embrapa, o cultivo da manga no Brasil pode ser dividido em duas fases: na primeira, ocorreram plantios de forma extensiva e variedades locais, empregando pouca tecnologia; a segunda é caracterizada pelo elevado nível tecnológico, envolvendo poda, irrigação, indução floral e variedades melhoradas.

    A expansão da mangicultura ocorreu inicialmente no estado de São Paulo, posteriormente seguindo para os polos de agricultura irrigada do Nordeste, através da incorporação de plantios tecnificados, principalmente no Submédio do Vale do São Francisco, nos estados da Bahia e Pernambuco. Nesta região, foram instalados vários empreendimentos, com plantios comerciais de variedades demandadas pelo mercado externo. Em todas essas áreas, as mais plantadas são a "tipo exportação", tendo como principais cultivares a Tommy Atkins e Palmer.

    De acordo com o IBGE, em 2020, foram produzidas mais de 1.500 mil toneladas, sendo que a região Nordeste foi responsável por aproximadamente 78% da produção nacional, com destaque para os estados de Pernambuco e Bahia (Vale do São Francisco).

    Conforme a Abrafrutas, a manga foi a fruta mais exportada em 2021: foram embarcadas cerca de 270 mil toneladas. Ela está no topo das exportações e teve aumento de 12% em relação ao ano anterior. Além da quantidade, também foi a com maior valor agregado, cerca de US$ 248 milhões. O Vale do São Francisco respondeu por quase 90% desta exportação.

    Conforme o CEPEA, o preço médio da manga no ano de 2021, no Vale do São Francisco, foi de R$ 1,47 por Kg, queda em torno de 2% em relação ao ano anterior. Ao passo que, para a exportação, houve um acréscimo de 0,3% em dólar.

    O Banco do Brasil conta com linha completa de investimentos para que o produtor possa investir em renovação e implantação de pomares, sistemas de irrigação, armazenagem (câmara fria) e packing house.

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  • 14/03/2022 - Análise das estimativas de safra de USDA e Conab
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é segunda-feira, 14 de março de 2022. Meu nome é Alexandre Muzy, sou assessor na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil em Brasília (DF), e falaremos sobre os dados de estimativa de safra divulgados pelo USDA e Conab.

    O USDA divulgou na manhã do dia 09/03 o seu relatório de oferta e demanda, trazendo para a soja uma redução de mais 7 milhões de toneladas para a safra brasileira 21/22, estimada agora em 127 milhões de toneladas. No relatório de fevereiro, já havia reduzido de 139 milhões de toneladas para 134 milhões de toneladas. A safra mundial foi estimada em 353,8 milhões de toneladas, ante 363,9 milhões de toneladas no relatório anterior (dados altistas para a precificação do produto).

    Para o milho, o USDA manteve a previsão de safra brasileira em 114 milhões de toneladas (enquanto o mercado aguardava uma redução para 112 milhões de toneladas) e reduziu a previsão de safra argentina para 53 milhões de toneladas. Em relação à previsão de safra global, o USDA estimou elevação de 1,205 bilhão de toneladas para 1,206 bilhão de toneladas (dados baixistas para a precificação do produto). Fato relevante foi a perspectiva de redução das exportações de milho da Ucrânia por conta do conflito com a Rússia, reduzidas de 33,5 milhões de toneladas para 27,5 milhões de toneladas (fator altista para as cotações, visto que a Ucrânia e o 4º maior país exportador de milho do mundo, e isso abriria espaço para exportações dos Estados Unidos).

    Apesar dos dados serem altistas para as cotações da soja, foi divulgada reunião entre Ucrânia e Rússia, com direcionamentos da Ucrânia para aceitar algumas condições para o término do conflito. Apesar de serem difíceis soluções no curto prazo, o mercado segue especulando essa possibilidade, que alteraria o cenário atual de escassez de cereais e petróleo (gás) no mercado. Esse fato, atrelado a um movimento de realização de lucros, teve mais relevância dentre os outros fundamentos e veio a pressionar as cotações, que fecharam o dia 09/03 em baixa, com os vencimentos de março de 2022 na CBOT de soja cotados a US$ 16,69/bushel e de milho a US$ 7,35/bushel. Mas, no dia seguinte, o mercado já reabriu em alta.

    O USDA divulgará o primeiro relatório com a intenção de cultivo para a safra 22/23 dos EUA em 31/03. O relatório de abril já trará as estimativas para a safra 22/23, devendo apresentar dados importantes sobre as safras de milho e trigo da Ucrânia e Rússia.

    No dia 10/03, a Conab estimou para o milho primeira safra uma redução de apenas 102 mil toneladas em relação ao relatório anterior, resultando na previsão de produção de 24,33 milhões de toneladas. A safra total (incluindo primeira, segunda e terceira safras) foi mantida praticamente igual ao relatório anterior, com leve ajuste positivo para 112,343 milhões de toneladas.

    Para a soja, a Conab já havia reduzido a estimativa de safra no relatório anterior em 15 milhões de toneladas, para 125,47 milhões de toneladas e agora trouxe nova redução de 2,7 milhões de toneladas, para 122,77 milhões de toneladas. A safra de soja encontra-se em período de colheita e ainda cabem novos ajustes nessas previsões, visto que consultorias privadas já apontam estimativa de produção brasileira, em 2022, de 119 milhões de toneladas, aumentando perdas no Mato Grosso pelo excesso de chuva nas lavouras.

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