BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 25/01/2022 - Cenário do algodão
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é terça-feira, 25 de janeiro. Meu nome é Marcos Lira, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra, no Mato Grosso, e falarei sobre o cenário do algodão.

    Na última semana, o mercado de commodities acompanhou a alta de preços do petróleo Brent e WTI, que atingiram patamares próximos a U$ 90 o barril (máxima em 07 anos), consequência dos conflitos entre países do Oriente Médio.

    Dessa forma, a cotação da pluma na bolsa de Nova Iorque foi beneficiada e voltou a alcançar U$ 1,20 por libra-peso (lbp) nos contratos para março de 2022.

    No Brasil, o índice Cepea novamente superou a marca histórica de semanas anteriores e alcançou R$ 7,06/lbp em 21 de janeiro, com o mercado interno atento às altas na cotação internacional e à pouca oferta de pluma devido aos compromissos já estabelecidos pelos cotonicultores e às exportações.

    Além dos fatos citados, a Conab prevê um estoque final para a safra 21/22 de 1,270 milhão toneladas, a menor das últimas quatro safras, o que poderá ainda contribuir para a manter de preços internos elevados.

    O país já semeou cerca de 32% da área prevista, com destaque para os estados da Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Goiás, responsáveis por grande parte do algodão safra (semeado a partir do início de dezembro).

    Em Mato Grosso, há aproximadamente 25% da área prevista semeada e, diferente da safra passada, o algodão segunda safra possui janela ideal de plantio, criando uma boa expectativa de colheita para os produtores.

    Ao produtor parceiro, lembramos que o Banco do Brasil disponibiliza a linha Investe Agro para renovação do parque de máquinas, sistemas de irrigação e aquisição de usinas de energia fotovoltaica.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    3 min
  • 24/01/2022 - Cenário da cana-de-açúcar
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é 24 de janeiro de 2022. Meu nome é Graça Fogli, sou assessora de Agronegócios no Banco do Brasil em Araraquara, SP, e vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

    O clima quente e chuvoso na grande maioria dos estados do Centro-Sul, tem propiciado desenvolvimento satisfatório das lavouras de cana-de-açúcar.

    Mesmo com redução de cerca de 2% na área de cultivo, devido à concorrência com grãos (milho e soja, principalmente), mas também à renovação dos canaviais, com plantios de cana de ano e meio, o cenário da safra 22/23 mostra-se bastante promissor.

    Apesar dos custos de produção elevados e dos entraves logísticos envolvendo os insumos, a boa atratividade da produção deve estimular maiores investimentos, com expectativa de que as áreas de reforma dos canaviais se mantenham dentro do planejado. Com isso, as perspectivas são otimistas para esta safra, quando comparado à safra passada, a qual passou por problemas climáticos, como seca e estiagem.

    Estima-se o aumento da produtividade em 8,5% e crescimento da produção em 6%, o que significa mais de 30 milhões de toneladas de cana. Desta forma, é esperada uma colheita de 565 milhões de toneladas, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Única).

    Com o maior volume a ser processado, haverá maior produção de açúcar e de etanol, já que o cenário de mercado para os dois produtos se apresenta favorável.O percentual da destinação da cana para açúcar deve ser de 45% e 55% para etanol.

    A demanda interna de açúcar (consumo + exportação) deve alcançar 35 milhões de toneladas, e a produção será de cerca de 31 milhões de toneladas, insuficiente para atender essa demanda.

    Face este cenário, acredita-se que os preços do açúcar no mercado internacional não serão inferiores aos observados na safra passada.

    Para o etanol, os preços recordes alcançados em 2021 podem elevar um pouco mix de produção nas usinas, a depender da continuidade dos preços elevados no mercado interno, do petróleo, do preço do açúcar no mercado internacional e da demanda interna pelo biocombustível.

    A colheita da safra 22/23 de cana-de-açúcar inicia-se em abril.

    O Banco do Brasil dispões de linhas de financiamento para custear a cana soca, investir em máquinas e implementos, na melhoria da estrutura produtiva, na irrigação e na renovação de canaviais.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    4 min
  • 21/01/2022 - Cenário da suinocultura
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é 21 de janeiro de 2022. Meu nome é Bruno Viglioni, sou assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Belo Horizonte, Minas Gerais, e falaremos sobre a produção de suínos.

    A alta oferta de animais no mercado fez com que os preços recuassem nas primeiras semanas de janeiro. Em MG, o preço da carne suína baixou cerca de 19,6%. Em SP, SC e PR, as baixas foram, respectivamente, de 18%, 19,2% e 20%, de acordo com o indicador Cepea.

    Além do recuo dos preços, outro fator que contribuiu para o estreitamento da margem do suinocultor foi a alta no custo de produção, reflexo, em especial, da alta do milho e do farelo de soja, principais insumos da ração.

    A forte seca ocorrida no Sul do país causou quebra na produção de milho, levando a uma elevação no preço do cereal de quase 8% no acumulado de janeiro, conforme indicador Cepea/BM&F Bovespa, e fechou dia 19/01 cotado a R$ 97,70/saca. Os contratos para março de 2022 fecharam a R$ 96,40, alta de 6,5%, e para julho de 2022, de R$ 89,31, alta de 7,7%. Para curto prazo a tendência é de alta no preço da saca do cereal.

    Os pecuaristas estão atentos à segunda safra de milho, que poderá produzir volume suficiente para pressionar negativamente um pouco os preços, possibilitando um recuo no custo da ração.

    Em 2021 o Brasil produziu cerca de 4,7 milhões de toneladas de carne suína. Para 2022 é esperado um aumento de 4% na produção e 5% no consumo.

    Já no cenário externo, a atenção está voltada para a China, nosso principal parceiro e destino de quase metade das exportações brasileiras. O gigante asiático recuperou sua autossuficiência em 95% do plantel em relação a 2018, início do surto de peste suína africana. Isso poderá causar uma diminuição nas compras, podendo gerar volatilidade nos preços. Porém, a expectativa é de ampliação de novos mercados, como México e Europa, assim como o aumento de demanda da Rússia.

    De forma a contribuir com a sustentabilidade e reduzir custos, o Banco do Brasil oferece aos suinocultores linhas de crédito destinadas ao financiamento de biodigestores, sistemas de geração de energia através de placas fotovoltaicas bem como unidades armazenadoras para abastecer as fábricas de ração.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    3 min
  • 20/01/2022 - Cenário do boi gordo
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é quinta-feira, 20 de janeiro de 2022. Meu nome é Karoline Furlaneto, sou assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, e vamos falar sobre o cenário da pecuária de corte.

    O mercado do boi gordo iniciou 2022 com preços da arroba firmes nas principais praças pecuárias, com os pecuaristas menos dispostos a negociar e buscando elevar o valor ofertado pelo animal. A cotação da arroba, conforme o indicador Cepea/SP, em 18 de janeiro, fechou em R$ 333,95, com mercado futuro (B3) apontando estabilidade no dia e com o contrato março de 2022 cotado a R$ 337,00/arroba.

    As exportações encerraram 2021 com o terceiro melhor resultado histórico em termos de volume. Com a reabertura da China, a dinâmica do mercado para 2022 foi alterada, com frigoríficos buscando animais que atendam às especificações exigidas por este mercado, enquanto pecuaristas mantêm restrita a oferta de animais. Deste modo, a indústria encontra dificuldade para alongar as escalas de abate, que variam entre 5 e 7 dias úteis.

    Neste momento, após uma primeira semana do ano com postura mais ativa da indústria para repor seus estoques face ao maior consumo nas festividades de final de ano, observou-se retração na segunda semana de janeiro.

    No primeiro trimestre, em razão da pressão gerada na renda das famílias pelas despesas escolares e pagamentos de impostos (IPTU, IPVA, entre outros), há previsão de demanda interna mais arrefecida, em especial devido aos preços elevados da carne bovina ao consumidor final. Desta forma, deve haver natural migração do consumo para proteínas de menor valor agregado, como a de frango e suína.

    Por outro lado, o clima seco em importantes regiões produtoras, como na Região Sul, parte de São Paulo e do Mato Grosso do Sul tem prejudicado o desenvolvimento e qualidade das pastagens, podendo comprometer estratégias de engorda de animais nestas regiões e possivelmente atrasando a disponibilidade de animais prontos para o abate nos próximos meses. Assim, a menor oferta de animais e demanda chinesa sendo retomada gradualmente, são fatores positivos para a precificação da arroba.

    Para os mais diversos desafios da pecuária de corte, o Banco do Brasil se apresenta como grande parceiro do produtor, valorizando sempre as ações desenvolvidas pela cadeia na busca das melhores tecnologias para garantir sustentabilidade ambiental e econômica dos sistemas de produção. Para isso, disponibilizamos ótimas opções de linhas de investimento e recursos para o custeio pecuário, oferecendo também produtos para o pecuarista se proteger dos riscos de comercialização, como as Opções Agro BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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  • 19/01/2022 - Cenário da avicultura de postura
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é dia 19 de janeiro de 2022. Meu nome é Diego Berti, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Varginha, Minas Gerais, e falaremos sobre o cenário da produção de ovos.

    Nos três primeiros trimestres de 2021 foram produzidas pouco mais de 2,4 bilhões de dúzias de ovos, aumento de 1,06% em relação ao mesmo período de 2020, de acordo com o IBGE.

    Em relação ao plantel de galinhas para produção de ovos comerciais, com base em informações de associações regionais, de janeiro a dezembro de 2021, houve redução de quase 10% na quantidade de aves instaladas, iniciando 2022 com aproximadamente 115 milhões de aves.

    As vendas de ovos para o mercado internacional totalizaram 11,3 mil toneladas em 2021, considerando ovos in natura e processados, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Este volume é 81,5% superior ao exportado em 2020 e representa uma elevação de 80% em receita.

    O milho e o farelo de soja, que são os principais insumos utilizados na atividade, apresentaram movimentos distintos de preços. No período de dezembro de 2020 e dezembro de 2021, tendo como referência as cotações Cepea, observou-se aumento de 16,86% no preço do milho, fato que resultou em piora na relação de troca entre o grão e o ovo. De maneira oposta, o farelo de soja manteve-se com preço similar nos dois períodos, com redução de apenas 0,85%.

    Com esse cenário de preços dos insumos, a rentabilidade para os avicultores continua pressionada.

    No mercado interno durante o mês de dezembro de 2021, em média, a caixa de ovos com 30 dúzias foi negociada em Bastos (SP) por R$ 113,59, valor 0,92% superior ao observado no mês anterior e 7,75% superior ao mesmo período de 2020, conforme indicador Cepea/Esalq. Porém, este preço é 11,8% inferior ao registrado em agosto de 2021, mês em que o preço da caixa de ovo obteve sua cotação média mais alta, atingindo R$ 127,75.

    Considerando o alto consumo de energia elétrica da atividade e a elevação das tarifas, o BB oferece aos avicultores a oportunidade de substituir a fonte de energia convencional por energia renovável através de financiamento nas linhas de crédito de investimento, promovendo a sustentabilidade dos negócios.

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    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
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  • 18/01/2021 - Cenário do arroz
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é terça-feira, 18 de janeiro de 2022. Meu nome é Alexandre Stadler, assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Canoinhas, Santa Catarina, e falaremos sobre o cenário do arroz.

    Em meio ao atual cenário de incertezas, os preços do cereal poderão ganhar suporte no aquecimento das exportações brasileiras. A projeção do USDA é de que a produção norte-americana de arroz beneficiado atinja 6,15 milhões de toneladas na safra 21/22, redução de 14,9% ante a safra anterior, que totalizou 7,23 milhões de toneladas. Dessa forma, uma safra menor, poderá beneficiar futuras negociações brasileiras com o exterior.

    Em contrapartida, medidas protecionistas implementadas pelo Peru, importante importador de arroz longo e fino, têm preocupado o setor devido à elevação da taxa tarifária de 20 para 60 dólares/tonelada em apenas 30 dias. Por outro lado, a Associação dos Cultivadores de Arroz (ACA) ressalta que alguns problemas logísticos de 2021 estão em processo de resolução, afetando diretamente o custo do frete, que inicia um processo de acomodação.

    O último levantamento da Conab não trouxe alterações expressivas, com a manutenção do consumo em 11 milhões de toneladas e do volume importado em 1 milhão de toneladas. Já para as exportações, espera-se elevação do volume comercializado para 1,4 milhão de toneladas. Ainda, a projeção de cultivo e produtividade foram mantidas no último levantamento, uma vez que os informantes ainda não têm resultados finais de área efetivamente semeada. No momento, tem-se 1% da área semeada em germinação, 88% em desenvolvimento vegetativo e 11% já em floração.

    Vale destacar que a liquidez no mercado spot de arroz em casca no Rio Grande do Sul segue baixa, o que mantém os preços enfraquecidos. O Indicador ESALQ/SENAR-RS fechou o dia 14/01 a R$ 62,50/saca de 50 kg, em estabilidade no mês corrente. Entretanto, devido à redução das cotações em quase 15% nos últimos 90 dias e aos elevados custos de produção, o produtor precisa redobrar a atenção na gestão dos custos.

    A Emater/RS ressalta que, na fronteira oeste do RS, região expressiva na produção do cereal, a situação pontual de algumas lavouras de arroz continua crítica, com reservatórios de água muito abaixo da capacidade de irrigação.

    Para apoiar o orizicultor neste momento, o BB disponibiliza linhas de crédito, como a CPR, e linhas de comercialização.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    4 min
  • 17/01/2022 - Cenário da citricultura
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é segunda-feira, 17 de janeiro de 2022. Meu nome é Leobino Santos, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Belém, Pará, e hoje vamos falar sobre o cenário da citricultura.

    Dois mil e vinte e um foi um ano de preços altos, mas de rentabilidade apertada para o citricultor do estado de São Paulo e Triângulo Mineiro. A última estimativa para a safra 21/22 do Fundecitrus foi de 264 milhões de caixas de 40,8 kg no cinturão citrícola. Quanto à safra 22/23, inicialmente, foram verificadas boas floradas, mas ainda há preocupações quanto aos efeitos do clima (já que algumas plantas foram debilitadas pela seca, e a possibilidade de La Niña pode atrasar a regularização das chuvas em SP).

    Com a baixa oferta da matéria-prima, as processadoras de suco de laranja aumentaram os valores frente à temporada 20/21. Na parcial da safra, a média dos preços no spot foi de R$ 27,50/caixa de 40,8 Kg colhida e posta na fábrica, alta nominal de 22,50% em relação ao mesmo período do ano passado. Vale lembrar, porém, que, dada a alta demanda industrial pela fruta, a maioria das laranjas do segmento foi negociada via contratos em 21/22, reduzindo a participação do spot. Em janeiro de 2022, a laranja está sendo negociada a R$ 28,84/caixa.

    O governo do estado de São Paulo reduziu a alíquota do ICMS do suco de laranja de 13,2 para 3% buscando desenvolver o mercado interno, desonerando pequenas e grandes indústrias. Um estudo realizado pela CitrusBR aponta que a medida tem potencial para gerar uma demanda adicional de aproximadamente 50 milhões de caixas.

    Há tendência de alta do preço do limão tahiti. Citricultores alegam que o volume da fruta está começando a diminuir nos pomares. Alguns apostam em escassez do produto no segundo semestre, já que as floradas ocorridas em março foram abortadas com a abundância de chuvas. Espera-se que novas flores brotem com o clima mais seco e ameno do outono. Na Ceagesp, a caixa de 27 kg de limão tahiti chegou a ser comercializada na primeira semana de janeiro por até R$ 75.

    O Banco do Brasil dispõe de linhas de investimento para melhoria da estrutura produtiva, irrigação, máquinas, implementos e renovação de pomares.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável.

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    4 min
  • 14/01/2022 - Cenário da soja
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é 14 de janeiro de 2022. Meu nome é Fernando Henrique De Marchi, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Cascavel, Paraná, e falaremos hoje sobre o cenário da soja.

    O USDA revisou a produção global de soja da safra 21/22 em decorrência das perdas causadas pelo La Niña no Brasil, Argentina e Paraguai, totalizando agora 372,56 milhões de toneladas. A redução foi de 9,22 milhões de toneladas ante a estimativa de dezembro de 2021. O USDA reduziu, ainda, em 6,7% os estoques finais globais, para 95,2 milhões de toneladas.

    Na Bolsa de Chicago, os vencimentos de maio e julho de 2022, que já atingiram valores acima de US$ 14,50/bushel, fecharam o dia 12/01 cotados acima dos US$ 14 dólares/bushel, impulsionados pela quebra da produção e consequente redução da relação estoque/consumo.

    No Brasil, o plantio está finalizado em quase todas as regiões produtoras, exceto no Rio Grando do Sul, que ainda possui 6% da área estimada a ser cultivada.

    A Conab estima um acréscimo de 3,8% na área plantada nesta safra, totalizando 40,4 milhões de hectares. A produção nacional está estimada em 140,5 milhões de toneladas, redução de 1,6% ante a estimativa de dezembro de 2021.

    O sul do país vem registrando chuvas bem abaixo da média em dezembro e janeiro, com impactos na produção. Há problemas também de estiagem no Mato Grosso do Sul. Já o excesso de chuvas no Centro Oeste e Matopiba também pode causar redução de produtividade.

    Para janeiro, o Inmet aponta chuvas acima da média no Sul do Brasil. Com isso, os efeitos da estiagem, principalmente no RS, que registra um plantio tardio, poderá ser amenizado. No Paraná e Santa Catarina, as chuvas estão dentro da normalidade. Para Goiás, Minas Gerais, Bahia e Piauí, os mapas meteorológicos preveem chuvas abaixo do normal.

    Os estados do Mato Grosso, Goiás, Paraná e São Paulo já iniciaram a colheita, mas as chuvas estão prejudicando o avanço da atividade. De acordo com o indicador Cepea, em Paranaguá, o preço da soja no dia 12/01 foi de R$ 178,30/saca. Nos últimos 30 dias, os preços físicos apresentaram alta de 8,64%, refletindo o que vêm acontecendo na CBOT.

    Para ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB, contratadas mediante o pagamento de um prêmio. Com isso, o produtor passa a ter o direito de exercer a opção na data do vencimento, caso seja vantajoso. A comercialização do produto no mercado físico é livre e pode ser feita a qualquer momento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
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  • 13/01/2022 - Soja e milho: estimativas para safra 21/22
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é quinta-feira, 13 de janeiro de 2022. Eu sou Alexandre Muzy Bittencourt, assessor na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil em Brasília, Distrito Federal, e vamos falar sobre as principais estimativas de safra para soja e milho, divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), e seus reflexos na precificação dessas commodities. Assim, esperamos trazer de forma prática e direta, informações relevantes para que o produtor acompanhe os direcionamentos do mercado.

    Iniciamos a abordagem da soja com os dados da Conab, divulgados no dia 11/01, que indicam uma safra nacional 21/22 de 140,5 milhões de toneladas, ante 142,79 milhões de toneladas na estimativa de dezembro do ano passado, recuo de 1,6%. Apesar do menor volume divulgado, que é decorrente de condições climáticas desfavoráveis em algumas regiões, com redução de produtividade, a safra atual é 2,3% superior à passada em decorrência do aumento da área cultivada, que deve totalizar 40,4 milhões de hectares, alta de 3,8% ante a safra passada.

    De maneira geral, o clima beneficiou o cultivo no Brasil, e algumas áreas já estão sendo colhidas. Por outro lado, os estados da região Sul, vêm tendo problemas decorrentes do déficit hídrico, em especial nos últimos 45 dias.

    Já na quarta-feira, 12/01, o USDA divulgou dados com potencial altista para a precificação da commodity em Chicago, que já vem acumulando altas desde meados de dezembro. Neste balanço de Oferta e Demanda, o USDA prevê redução da produção global da safra 21/22, que passou de 381,78 milhões de toneladas para 372,56 milhões, e dos estoques globais da oleaginosa, que passaram de 102 milhões de toneladas para 95,2 milhões, recuo de 6,7%. Destaque para a redução da produção do Brasil em 5 milhões de toneladas, da Argentina em 3 milhões e do Paraguai em 1,5 milhão.

    Observando os efeitos severos da estiagem no Brasil, esperavam-se dados quantificando maior redução na produção. Contudo, o USDA costuma relatar perdas de forma mais compassada. Mesmo assim, o reflexo foi positivo para a precificação da oleaginosa na Bolsa de Chicago (CBOT), com o contrato de janeiro de 2022 encerrando o dia 12/01 com valorização de 1,05%, cotado a US$ 13,91 por bushel.

    Agora vamos falar um pouco sobre as estimativas para a safra 2021/22 de milho.

    A Conab reduziu a safra nacional 21/22 para 112,9 milhões de toneladas, ante 117,2 milhões na estimativa de dezembro de 21. O estoque final da safra 20/21 foi estimado em 8,8 milhões de toneladas, o menor desde a safra 15/16; já o da safra 21/22 é estimado em 9,6 milhões de toneladas.

    Os dados USDA para a safra 21/22 também não trouxeram grandes variações nas principais variáveis do balanço de oferta e demanda global quando comparados aos divulgados em dezembro de 2021. A produção permanece estável na casa de 1,2 bilhão de toneladas, passando de 1,208 para 1,206 bilhão, mas destacando uma redução da produção brasileira na safra 21/22, que passou de 118 milhões de toneladas para 115 milhões. Essa redução não impactou o volume global previsto do cereal, já que o USDA trouxe dados de maior produção na Ucrânia e nos Estados Unidos. Já em relação aos estoques finais globais, houve redução, passando de de 305,54 para 303,06 milhões de toneladas, refletindo o recuo dos estoques no Brasil e Argentina. Nos EUA, os estoques previstos passaram de 37,93 para 39,11 milhões de toneladas.

    A elevação da produção norte-americana e ucraniana, assim como os estoques norte-americanos, acabaram por pressionar os contratos com vencimentos mais curtos na CBOT, com o vencimento de março de 2022 encerrando o dia 12/01 cotado a US$ 5,99 por bushel, redução de 0,33% em relação à cotação da abertura.

    Apesar dos dados divulgados não refletirem a integralidade das perdas observadas a campo até esse momento, cabe atenção aos produtores que necessitam adquirir estas commodities para a composição das rações para pecuária, visto o cenário de escassez, principalmente de milho no primeiro semestre, sendo recomendado analisar a possibilidade de contratar Opções de compra (call) do produto.

    Considerando que a expectativa de produção para a segunda safra ainda é elevada, também cabe aos produtores de milho atenção para aproveitar as altas nos contratos mais longos, como setembro de 2022, a fim de efetuar trava de preço e garantir rentabilidade elevada.

    Como é de conhecimento dos produtores, o Banco do Brasil possui as opções agropecuárias, para travar os preços de comercialização da produção futura, e termos de moedas, para que o produtor se proteja contra as oscilações do câmbio.

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  • 12/01/2022 - Cenário da pecuária leiteira
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é quarta-feira, 12 de janeiro de 2022. Eu sou Marcelo Luiz Pinto, assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Governador Valadares, Minas Gerais, e vamos falar sobre o cenário da pecuária leiteira.

    Os preços médios ofertados pelo litro de leite em dezembro de 2021 apresentaram média de R$ 2,12, segundo o Cepea. Esse valor apresenta desvalorização nominal de 0,24% em relação ao pagamento de dezembro de 2020 e queda de 2,96% em relação a novembro de 2021.

    Conforme relatado pelo Centro de Inteligência do Leite da Embrapa, a pandemia trouxe desorganização às cadeias mundiais de produção e suprimentos nos anos de 2020 e 2021, com elevação de custos e, em alguns casos, riscos de desabastecimento.

    O custo de produção do leite ficou em evidência durante todo o período, especialmente em itens como alimentação concentrada, suplementação mineral, energia e combustíveis. Tal situação exigiu do produtor de leite um foco no fluxo de caixa e na rentabilidade da atividade.

    A estimativa de safra recorde de soja e milho para 2022 pode indicar uma freada no movimento de alta com custos da ração concentrada, ou até uma queda nesse importante item do custo de produção do leite. Mas cabe atenção às recentes perdas de produtividade dessas lavouras em partes da Região Sul do Brasil e no Mato Grosso do Sul.

    Nos momentos de colheita desses produtos, normalmente ocorre uma pressão de oferta, o que resulta nesse período sazonal de preços mais baixos. Assim, o produtor deve ficar atento às oportunidades de preço desses produtos para efetuar compras de estoque ou travas de preço.

    Ainda segundo o Centro de Inteligência da Embrapa, há expectativa de aumento da demanda por lácteos, devido à expectativa de redução de desemprego, injeção de recursos na economia através do Auxílio Brasil e aumento dos preços e da demanda internacional, especialmente pela Ásia e África.

    Diante deste cenário, o produtor de leite pode contar com o apoio do Banco do Brasil, através do BB Custeio Agropecuário, para aquisição de insumos e despesas de mão de obra e serviços eventuais. Através do Investe Agro, o produtor pode investir em infraestrutura, aquisição de animais e material genético e até aquisição de novas áreas para a produção leiteira.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    4 min

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