BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 05/06/2024 - Cenário do eucalipto
    Olá, hoje é quarta-feira, 5 de junho de 2024, meu nome é Carla Ianssen, sou Assessora de Agronegócios em Curitiba-PR e falaremos sobre o Eucalipto.

      O Brasil é um dos principais produtores mundiais no cultivo de florestas de eucalipto, onde se tem cerca de 9 milhões de hectares plantados destinados as indústrias de papel e celulose, carvão e siderurgia, madeira serrada e indústria moveleira, além da biomassa para energia.

      As produtividades do eucalipto no Brasil são as maiores registradas no mundo, alcançando valores médios de 40 m³/ha/ano, devido à alta tecnologia empregada em suas florestas plantadas.

      Contudo para se obter alta lucratividade num empreendimento florestal, é necessário a adoção das melhores técnicas durante todo o processo de produção de uma floresta, desde a fase das mudas até a colheita da madeira.

      A indústria florestal brasileira é uma das maiores e a que mais cresce no mundo, sendo o Brasil o maior produtor e exportador mundial de celulose de fibra curta do eucalipto.

      A China e os Estados Unidos são os principais compradores.

      Há ofertas de Matérias-primas, porém há a necessidade de novos plantios florestais, para que não se tenha impacto na oferta de carvão vegetal no curto e médio prazo, fator que garante bons preços para o mercado atual e o futuro do eucalipto para o carvão.

      O desastre climático no Rio Grande do Sul, que atingiu um número significativo de indústrias de móveis, em todo Estado, o que causou danos físicos e financeiros, com perda de estoques, danos nas máquinas ou problemas logísticos, prejudicando a demanda por madeiras vindas desse setor.

      O BB, alinhado com as práticas ASG, apresenta aos seus clientes um portfólio de linhas de crédito voltado para a implantação de florestas cultivadas e nativas, a exploração extrativista e manejo florestal, a CPR Preservação, tendo a floresta como ativo monetizável; e, recentemente, a comercialização de créditos de carbono proveniente das florestas.

      Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 04/06/2024 - Cenário climático
    Olá, hoje é terça-feira, 04 de junho de 2024 meu nome é Marcelo Matsumura, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Piracicaba – SP e falaremos sobre o cenário climático.

     Conforme citado nos relatórios da NOAA e INPE, em relação ao enfraquecimento do fenômeno El Niño nos meses anteriores, modelos estatísticos indicam a transição para neutralidade, e possível desenvolvimento de uma La Niña no segundo semestre.

     A Previsão Climática Trimestral de junho a agosto do INPE, indica chuvas abaixo da média entre MT, GO, MATOPIBA, MG e oeste do RS e RO. Chuvas acima da média sobre parte da Região Sul, se estendendo para regiões de SP e do RJ, além de áreas do Norte e Nordeste. A previsão de temperatura indica tendência acima da média no centro e norte do Brasil, sem descartar eventos de friagem, com atuação de massas de ar frio atingindo o sul da Região Norte.

     Para o mês de junho, o Instituto Nacional de Meteorologia, indica tendência de chuva acima da média, principalmente na faixa norte da Região Norte e leste da Região Nordeste. Já nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste, sul da Região Norte, interior da Região Nordeste e oeste da Região Sul, são previstas chuvas próximas e abaixo da média. Em relação as temperaturas, a tendência é de ficarem acima da média, principalmente na Região mais central. Segundo o INMET, a previsão chuvas acima da média na faixa norte e leste da Região Nordeste continuará beneficiando a semeadura e início do desenvolvimento do milho e feijão terceira safras.

     A chuva abaixo da média em parte do Matopiba, poderá reduzir os níveis de umidade no solo, principalmente em áreas dos estados do Piauí e Bahia, ocasionando restrição hídrica para o milho segunda safra. O mesmo pode ocorrer em áreas do sul das regiões Sudeste e Centro-Oeste, parte do Paraná e oeste dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde também são previstas chuvas abaixo da média.

     Devido aos eventos climáticos ocorridos nos últimos anos, o planejamento da safra associada ao monitoramento do clima, se tornam ferramentas importantes para a tomada de decisões.

     Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 03/06/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 03 de junho de 2024, sou Fabíola Lira, estou Assessora de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
       Iniciando com a soja, espera-se que O mercado siga mantendo as atenções no avanço do plantio e desenvolvimento das lavouras no meio-oeste americano.  No paralelo, permanecem as atenções no clima europeu que impacta as lavouras de trigo. Rússia e Ucrânia já apresentam cortes na expectativa de produção do grão. Na américa do Sul, o mercado seguirá atento aos números da safra no RS e seus problemas logísticos. Os prêmios nos portos permanecem atrativos. E para os próximos 15 dias, a NOAA, prevê chuvas volumosas em todos os Estados produtores norte-americanos, diminuindo de intensidade entre os dias 04 a 10 de junho. Já no Brasil, a previsão indica uma diminuição nos volumes no RS, o que favorecerá o andamento da colheita. No restante do país, segue a previsão de clima seco. Diante do clima norte-americano, das incertezas quanto aos números da safra do RS, somado à demanda externa para a América do Sul, o mercado interno deverá manter a estabilidade das cotações no curto e médio prazos. No longo prazo, os fundamentos ainda são baixistas.
      No tocante ao milho, Com boas previsões climáticas para os Estados Unidos nos próximos dias, com precipitações dentro da normalidade em boa parte do cinturão agrícola americano, as cotações na CBOT podem ser pressionadas negativamente no curto prazo. No Brasil, de acordo com a Secex, o volume de milho exportado em maio chegou a 72,15% do total exportado no mesmo período de 2023. O preço médio pago pela tonelada foi de US$ 206,30, contra US$ 331,10 em maio de 2023, recuo de 37,7% no período. A previsão climática aponta para ausência de chuvas para os próximos dias nas principais regiões produtoras. Para o Centro Oeste, as condições serão satisfatórias para o avanço da colheita em cultivos mais adiantados. Em regiões onde há restrição hídrica, principalmente no Sudeste, o cenário pode agravar o potencial produtivo já comprometido. A Conab estima que 56,4% das lavouras encontram-se em enchimento de grãos. Apesar de algumas regiões estarem enfrentando restrições hídricas, a colheita da 1ª safra chegando na reta final e o início da colheita da 2ª safra podem influenciar negativamente os preços no curto prazo.
            Para o café, destaca-se que, O mercado ainda tem suporte na preocupação com a oferta global, sobretudo nas condições atuais do Vietnã. Os produtores devem continuar avançando nos negócios em função das recentes altas nos preços do café. No Brasil, os olhos também estão atentos para o tamanho da peneira, já que muitos produtores vêm indicando números abaixo da média. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos e consumo aquecido, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.
        Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: No cenário de curto e médio prazo, o período seco e a chegada de baixas temperaturas prejudicam as condições das pastagens. Dessa forma, o pecuarista, com menor poder de negociação, se vê pressionado a ofertar o gado à Indústria. Assim, os frigoríficos não encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate. No médio prazo, entre os períodos de julho e agosto, a tendência é de haver menor oferta de animais, uma vez que ocorre a transição da safra e a entressafra. Assim, é possível que haja reação pontual no preço do boi gordo, porém não se deve esperar altas expressivas no valor da arroba. Acredita-se em mais uma semana com preços em estabilidade com viés de baixa nas principais praças, pesando mais na precificação o momento de maior oferta de animais terminados. Reforça-se a necessidade de adoção das estratégias de mitigação de risco para garantia de preços, como contrato a termo, contratos futuros ou o uso de contrato de opções.  

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 31/05/2024 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 31 de maio de 2024, meu nome é Giuliano Pradella, Assessor de 
    Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó/SC, e falaremos sobre o cenário da soja.

      A colheita no Brasil caminha para o final, alcançando 98,1% das áreas cultivadas. Dados 
    da CONAB indicam que MA, RS e SC são os estados que ainda possuem áreas a colher. 
    O RS ainda possui 10% das áreas a colher, o ritmo foi afetado pela chuva. Também 
    existem lavouras que não serão colhidas em função do alto grau de danos nos grãos. O 
    órgão prevê produtividade média em 3.229 Kg/ha, em uma área de plantio de 45,733 
    milhões há e expectativa de produção total de 147,684 milhões de toneladas. Os números 
    apresentados podem sofrer alterações com viés de baixa, conforme o levantamento no RS 
    vai contabilizando as perdas.

     O contrato de soja na CBOT com vencimento em julho/24 encerrou o dia 28/05 cotado 
    a US$ 12,29/bushel, (11,70 em 01/05), apresentando uma alta de 5% em relação ao 
    observado no início de maio, quando era cotado a US$ 11,70/bushel. Conforme relatório 
    do USDA, a expectativa de produção nos EUA para a safra 24/25, é de 121,11 milhões 
    de toneladas, alta de 6,83% em relação à safra anterior. A estimativa de área plantio é de 
    35,01 milhões ha, com elevação de 3,48% em relação à safra anterior. O plantio da soja 
    Norte Americana, alcançou 68% no dia 28/05, ritmo 10% menor que no mesmo período 
    da safra passada.

     O indicador CEPEA em 28/05 foi cotado a R$ 138,04/saca, (129,95 em 02/05)
    apresentando alta de 6,97% em relação ao início do mês. O prêmio dos portos permanece
    U$ 0,30/Bushel para julho/2024. 

     Segundo dados da Bolsa de Cereales Argentina, a colheita no país alcançou 78% da área
    em 23/05. Conforme divulgação da Federação Intercooperativa Agropecuária 
    (Coninagro), a comercialização na Argentina segue lenta, alcançando 34% em maio, 
    ante os 40% da média dos últimos cinco anos.

     Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar 
    oportunidades negociais para comercialização de sua safra, o BB disponibiliza as Opções 
    Agro BB. Atualmente, temos opções de venda (PUT) de soja referenciadas na CBOT, 
    com vencimento em:
    - jul/24 com strike entre U$ 11,6776 e U$ 12,06/ bushel
    - ago/24 com strike/preço garantido entre U$ 11,43 e U$ 11,90/bushel T

     Você pode consultar outros vencimentos e fazer simulações diretamente no APP BB, 
    acessando “Menu”, “Agro” e depois “Contratar opções Agro.”

     Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do 
    Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    5 min
  • 29/05/2024 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é quarta-feira, 29 de Maio de 2024, eu sou Marcelo Oliveira Porto, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Patos de Minas-MG e vamos falar sobre o mercado de CAFÉ ARABICA.

      A falta de chuvas neste mês de maio nas principais regiões produtoras do país está favorecendo o início da colheita, que ainda está abaixo dos 10 % da área em produção. O café arábica continua com bastante volatilidade nos preços com base nos seguintes fundamentos: aumento dos estoques certificados na bolsa de Nova York, baixos estoques nas mãos dos compradores, os problemas geopolíticos do oriente Médio e Ucrânia/Rússia que podem afetar a economia mundial, e o alto preço do robusta no mercado internacional em função da baixa oferta.

     A Conab divulgou no dia 23.05.2024 seu 2° levantamento da safra brasileira 2023/24 com previsão de 58,8 milhões de sacas, ante 58,08 milhões de sacas no 1° levantamento. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com os demais fundamentos citados, consideramos perspectiva de manutenção da oscilação nos preços. Em 24 de maio os preços internos nas principais praças registraram uma média de R$ 1.240,00/sc, alta de 7 % em relação à semana anterior.

     O Banco do Brasil oferece créditos de custeio, investimento e comercialização para a condução eficaz da lavoura, proteção contra intempéries e fixação de preços, possibilitando assegurar margens diante de alta volatilidade do mercado cafeeiro e preocupações climáticas.

     O Banco do Brasil disponibiliza as opções agro para proteção das margens de rentabilidade. Você pode fazer uma simulação acessando sua conta no aplicativo Banco do Brasil, menu agro, contratar opções agro.

     Contate seu gerente Agro e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 28/05/2024 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é 28 de maio de 2024, eu sou Maurício Alonso, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Ribeirão Preto, SP, e hoje vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

         A última safra foi encerrada com aumento na produtividade de cana e produção recorde de açúcar, acarretando aumento da oferta da commodity. Em nível mundial, contribuiu também para esse aumento, a recuperação das produções asiáticas, principalmente da Tailândia e Índia.     Este cenário tem causado um arrefecimento nos preços internacionais do açúcar que, até o final de 2023, estavam em consecutivas altas, devido aos estoques mundiais reduzidos.

        O contrato futuro na bolsa de Nova York com vencimento em julho/2024 fechou em 17 de maio a U$ 18,41 cents/libra peso, valor 27% abaixo do pico obtido em novembro do ano passado, quando chegou a ultrapassar os U$ 25 cents/libra peso.

        Em contrapartida, para a safra 2024/2025, iniciada em abril, já há rumores de que dificilmente a produção alcançará os patamares do último ciclo.  Adversidades climáticas têm acarretado seguidas reduções nas estimativas de produção.

      Entre outubro de 2023 a janeiro de 2024, os canaviais sofreram com temperaturas elevadas e precipitações abaixo do esperado. Após um período de clima em relativa normalidade, a partir da segunda quinzena de abril, as chuvas cessaram e muitos produtores, neste momento, se preocupam com o desenvolvimento dos novos plantios, bem como da rebrota recente das áreas de soqueira.

        Em sua primeira estimativa sobre a safra de cana-de-açúcar 2024/25, divulgada em abril, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetava produção próxima de 686 milhões de toneladas, uma redução de 3,8% em relação à temporada anterior.

        Mesmo com menor oferta de cana, a produção de açúcar deverá se manter estável, próxima dos 46 milhões de toneladas, com as usinas ainda aproveitando os contratos fechados no ano passado.

        Já a produção de etanol de cana, certamente será prejudicada, sendo amenizada pela produção de etanol de milho, que deverá crescer cerca de 16% no período.

         O Banco do Brasil conta com um amplo portifólio de linhas de crédito, seguros, consórcios, futuros e opções, que contribuem para a perenidade e redução dos riscos da produção agropecuária.

        Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável.  Até a próxima!
    3 min
  • 27/05/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 27 de maio de 2024, sou Fabíola Lira, e estou Assessora de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
       Iniciando com a soja, espera-se que O mercado seguirá mantendo as atenções no clima no Meio Oeste americano e no impacto do avanço do plantio e desenvolvimento das lavouras. No paralelo, permanecem os cenários econômico e geopolítico – em especial a escala da guerra entre Rússia e Ucrânia e o clima naquela região, afetando suas lavouras de trigo. Na américa do Sul, o mercado seguirá atento aos números da safra no RS, seus problemas logísticos e o comportamento da demanda e dos ofertadores, com atenção especial ao farmer-selling mais lento na Argentina e a política frente as paralizações. Para os próximos dias, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA - NOAA, prevê chuvas mais volumosas para o meio oeste norte-americano. Já no Brasil, a previsão para os próximos sete dias é de chuvas muito volumosas em todo o Estado do RS e, no restante do país, segue a previsão de clima seco. Diante, do clima norte-americano e Europeu, das incertezas quanto aos números da safra no RS, somado à demanda externa para a América do Sul, o mercado interno deverá manter a estabilidade das cotações no curto e médio prazos. E no longo prazo, os fundamentos ainda são baixistas.
      No tocante ao milho, A previsão climática para os próximos dias nos Estados Unidos aponta para temperaturas dentro da normalidade na maior parte do Cinturão de Milho no país. O Oeste poderá enfrentar temperaturas acimada da normalidade, enquanto o Leste, abaixo, com risco até de geadas. Já as precipitações poderão ocorrer dentro da normalidade e com bons volumes, principalmente na região central do cinturão. Com boa previsão para janela de plantio norte-americana, a semeadura poderá ter bom ritmo, chegando próximo de sua conclusão. No relatório de progresso de safra, divulgado no dia 20/05, o USDA indicou que 70% da área já foi cultivada. Em comparação com a semana anterior, o aumento foi de 21 pontos percentuais. No Brasil, há previsão de retorno das chuvas em maiores volumes no PR. Para o Sul de SP e MS, os volumes são menores, mas poderão aliviar o estresse hídrico que estes estados estão enfrentando. O início da colheita e a previsão de precipitações para algumas regiões produtoras poderão pressionar as cotações internas no curto prazo.
          Para o café, destaca-se que, O mercado ainda tem suporte na preocupação com a oferta global, sobretudo nas condições atuais do Vietnã. Apesar do clima seco, favorável para esta fase inicial de trabalhos, a colheita soma entre 5% e 10% da produção esperada nas praças de Garça (SP), da Zona da Mata de Minas Gerais e do Noroeste do Paraná. No Brasil, os olhos também estão atentos para o tamanho da peneira, já que muitos produtores vêm indicando números abaixo da média. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos e consumo aquecido, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.
      Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: Em abr/24, o Imea realizou o 1º levantamento das intenções de confinamento no estado do MT. A perspectiva dos confinadores entrevistados, dos quais 74,14% decidiram realizar atividade ao longo de 2024, totalizou cerca de 725 mil cabeças, sendo 30,5% superior ao consolidado de 2023. Um dos fatores que contribuem para essa alta é a redução nos custos da diária, que está em cerca de R$ 12/cab/dia. Com o fim das chuvas na maior parte das regiões pecuárias, o produtor encontra cada vez mais dificuldade em reter o gado no pasto, devido ao menor vigor das pastagens. Tal fato resulta em oferta de animais, e traz pressão baixista na cotação do boi gordo. A última quinzena do mês normalmente apresenta um ritmo lento de reposição entre o varejo e o atacado, uma vez que o consumidor se encontra menos capitalizado. Assim, ocorre uma migração para o consumo de carne de frango por parte da população que possui uma renda menor. Com a escala de abate confortável, no curto prazo os frigoríficos devem pressionar negativamente o preço do boi gordo. Para mitigar o risco da atividade, sugere-se a utilização de ferramentas de trava de preço, como o contrato a termo, e as opções, por exemplo.
      Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min
  • 24/05/2024 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 24 de maio de 2024, meu nome é Danilo Teodoro, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Uberaba, Minas Gerais e vamos conversar sobre o cenário do milho.

        O cereal no mercado externo tem apresentado volatilidade nos últimos dias, refletindo o ritmo de plantio nos Estados Unidos. De acordo com o último relatório do Departamento de Agricultura (USDA), publicado no dia 20, a semeadura da safra 2024/25 chegou a 70% da área, com o ritmo se intensificando em relação à semana anterior.

      Outro fundamento que está influenciando na volatilidade do milho no mercado externo é a oscilação no preço do trigo, que vêm enfrentando problemas climáticos em importantes países produtores, como a Rússia e Ucrânia, e já possui reduções nas estimativas de produção para este ciclo.   O contrato na Bolsa de Chicago, referência Julho/24, encerrou o dia 22 de maio cotado a U$4,52/bushel.

      No Brasil, a colheita do milho 2ª safra já iniciou em algumas regiões. De acordo com a Conab, em relatório no mês de maio, para o milho 2ª safra espera-se uma produção de 86,15 milhões de toneladas, que seria uma redução de quase 16% em relação a 2ª safra de 2022/23. Entretanto, há relatos de perda do potencial produtivo em diversas regiões produtoras, como os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais, por falta de chuvas, podendo esse número ser revisado no próximo relatório.

      Apesar desse cenário, o indicador do milho referência CEPEA/B3 apresentou pequena valorização nos últimos dias, encerrando na quarta-feira, dia 22, precificado a R$ 59,13 por saca.   O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e suas margens.   Atualmente, temos opções de venda (PUT) referenciadas na B3, com vencimento em:

      - setembro/24, com strike/preço garantido entre R$ 59,09 e R$ 62,31 por saca, e
    - novembro/24, com strike entre R$ 61,78 e R$ 65,25 por saca.

      Para simular o valor do prêmio da opção, bem como consultar outros vencimentos disponíveis acesse sua conta no APP BB > Menu Agro.

      Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.

      Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    4 min
  • 23/05/2024 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 23 de maio de 2024, meu nome é Teodoro Contin, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Barretos, (SP) e hoje vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte. 

      Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas cerca de 128 mil toneladas de carne bovina in natura em 12 dias úteis do mês de maio de 2024. No ano anterior, o volume total exportado no mês foi próximo de 168 mil toneladas em 22 dias úteis. O preço médio da tonelada no período foi de US$4.544, queda de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

     No curto prazo, parte das indústrias mantiveram os níveis de compras estáveis, o que proporciona uma escala de abate confortável, em média, ultrapassando 10 dias. O mercado físico do boi gordo apresentou redução dos preços nas principais praças, com pressão baixista resultante das condições de pastagens, prejudicadas pelo período seco, forçando o pecuarista a negociar seus animais.

     No período de abril/maio houve baixas precipitações no Sudeste e parte do Centro-Oeste brasileiros, reduzindo a disponibilidade das pastagens e pressionando o descarte de matrizes. Para o 2º semestre de 2024, a tendência é de elevação na oferta de animais, com destaque para fêmeas e animais de confinamento.

     No Rio Grande do Sul, as fortes chuvas e enchentes afetaram diretamente a bovinocultura. Houve morte de animais, prejuízo na qualidade das pastagens, graves dificuldades com a logística, ligadas ao carregamento dos animais, queda de pontes e trânsito impedido em estradas do interior. Estes fatores acabaram por afetar as escalas de abate dos frigoríficos. Com isso, as cotações no estado tiveram oscilação no mercado físico nos últimos dias.

     A necessidade de utilização de ferramentas de proteção de preços é fundamental para mitigar o risco da atividade. Para isso, o BB disponibiliza as Opções Agro.

      Além disso, com o Custeio Agropecuário do BB, você pode realizar o financiamento de diferentes despesas da sua produção e garantir os melhores insumos para um ciclo pecuário bem-sucedido.

      Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 22/05/2024 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é quarta-feira, 22 de maio, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Tangará da Serra, Mato Grosso, e falaremos sobre o cenário do algodão.

     O mês de maio trouxe a primeira estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - USDA, para a safra 2024/25. O relatório apresentou um aumento de 4,8% na oferta da pluma e de 3% na demanda, quando se compara estes dados com os da safra passada.

     A expectativa de aumento de 4% na área de plantio dos Estados Unidos, fez os futuros da pluma, no mercado externo, recuarem para patamares próximos a U$c 77,00/lbp. Precipitações em regiões produtoras estadunidenses ocorreram com certa regularidade neste mês e permitiram o avanço do plantio naquele país.

     No Brasil, a colheita iniciou em São Paulo e no Paraná, porém, ela se intensificará a partir da primeira quinzena de julho, quando os maiores estados produtores (Mato Grosso, Bahia, Mato Grosso do Sul e Goiás) avançarem nos trabalhos de campo.

     Espera-se que a atual safra brasileira seja uma safra recorde: de acordo com o último boletim da Conab, a produção deverá ser de 3,6 milhões de toneladas, 14% a mais do que a da safra passada. Ressalta-se que este aumento também se deve ao fato da ampliação da área de plantio em 16% em relação à safra anterior. De acordo com a projeção do USDA, as exportações brasileiras poderão se igualar em volume às exportações americanas nesta safra, consolidando o Brasil como fornecedor regular de matéria-prima às indústrias globais, principalmente as asiáticas.

      O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e suas margens, visto a grande volatilidade que o mercado da pluma apresenta. Atualmente, temos as Opções de Venda (PUT), referenciadas na B3, com vencimento em:
     -          Novembro/24 com strike entre U$c 0,69 e U$c 0,73/pound.

    Consulte seu gerente de relacionamento para mais informações e conte sempre   com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    3 min

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…