BBCast Agro

BBCast Agro

By BrotoBusiness
Download on the App Store

BBCast Agro episodes

  • 01/07/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 01 de julho de 2024, meu nome é Luciano Scuccuglia, sou Assessor de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
       Iniciando com a soja, espera-se que o clima nos EUA determine o movimento das cotações em Chicago. Apesar do excesso de chuvas ocorrido, os investidores ainda divirjam sobre os impactos nas condições das lavouras, uma vez que o NOAA indica probabilidade chuvas abaixo da média no meio oeste americano e as chuvas ocorridas nos dias anteriores podem amenizar um cenário de estiagem. Na américa do Sul, sigam as atenções ao câmbio e prêmios nos portos. Segundo o NOAA, haverá uma redução no volume de chuvas para os próximos 15 dias, nos principais estados produtores norte-americanos. Diante do clima norte-americano, das atuais condições das lavouras nos EUA, ainda com boas perspectivas para a safra, a totalização da safra na América do Sul, o mercado interno deve manter a estabilidade das cotações no curto prazo. No médio e longo prazo, os fundamentos ainda são baixistas.
        No tocante ao milho, O mercado externo se volta para a demanda para o cereal estadunidense e o clima para as lavouras cultivadas no país. De acordo com o USDA no dia 27/06, as vendas semanais foram de 542,20 mi t referente à temporada 2023/24, redução de 39% em relação à média das quatro semanas anteriores. Para os próximos dias, as previsões climáticas nos Estados Unidos, de acordo com o Serviço Climático do país (NOAA), apontam para precipitações um pouco mais abundantes no norte do cinturão agrícola, podendo ser prejudicial ao desenvolvimento das lavouras daquela região. Na Argentina, de acordo com publicação no dia 27/06 pela Bolsa de Cereais, a colheita no país chegou a 54,9%, avanço de 5,6 pontos percentuais em relação à semana anterior. O ritmo vem se intensificando na medida que as plantações estão chegando no teor de umidade ideal. No Brasil, a Conab indica que a colheita do milho 2ª safra tem apresentado bom ritmo, em especial no MT e PR, com 40,1% e 29%, respectivamente. A colheita no hemisfério sul, poderá manter os preços pressionados negativamente no curto prazo.
        Para o café, destaca-se que,   O monitoramento do clima no Vietnã continuará no radar do mercado, pois o país é o maior player do robusta; Os fundamentos de mercado apoiados pela baixa oferta do robusta, dólar em alta e ofertas restritas dos produtores brasileiros sustentam os bons preços do café; Em função de clima mais seco no Brasil, a colheita seguirá de forma acelerada, com preocupação quanto à qualidade dos grãos e tamanho da safra; Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos e consumo aquecido, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.
      Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: no início do mês devemos ter uma pequena elevação nos valores do boi gordo. O mercado um pouco “menos ofertado”, aparentemente devido a diminuição no descarte de fêmeas, enquanto os frigoríficos resolveram trabalhar com mais cautela nos balcões de negociação. A desvalorização do real frente ao dólar estimula as exportações brasileiras de carne bovina, melhorando ainda mais as margens dos frigoríficos, que poderá repassar aos pecuaristas parte dos ganhos com o câmbio.  A China manteve o posto de principal importadora, com 24,54 mil toneladas adquiridas em maio/24 (35,93% das exportações totais de Mato Grosso). Acredita-se em mais uma semana com preços em estabilidade com viés de alta nas principais praças, pesando mais na precificação o momento de diminuição na oferta de animais terminados. O aumento das cotações futuras na B3, abre boas oportunidades na adoção das estratégias de mitigação de risco para garantia de preços, como contrato a termo, contratos futuros ou o uso de contratos de opções.

      Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    5 min
  • 28/06/2024 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 28 de junho de 2024, meu nome é Giuliano Pradella, Assessor 
    de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó/SC, e falaremos sobre o cenário da 
    soja.

    A colheita no Brasil já foi finalizada, com produção de 147 milhões de toneladas e 
    segundo a Conab, a produtividade média foi de 3.205 kg/ha. A comercialização da 
    safra 23/24 alcançou 64,6%, índice abaixo da média dos últimos 5 anos que é de 70,1%. 
    Já para a safra 24/25, a comercialização atinge 9,9%, também abaixo da média dos 
    últimos 5 anos, que é de 17,6%. 

    O indicador CEPEA em 26/06 foi cotado a R$ 139,61/saca, (136,66 em 03/06)
    apresentando alta de 1,32% em relação ao início do mês. O prêmio dos portos 
    permanece U$ 0,30/Bushel para julho/2024. 

    O contrato de soja na CBOT com vencimento em julho/24 encerrou o dia 26/06 cotado 
    a US$ 11,42/bushel, (11,84 em 03/06), queda de 3,5% em relação ao observado no 
    início do mês. Conforme o último relatório do USDA a expectativa de produção nos 
    EUA para a safra 24/25 manteve-se em 121,11 milhões de toneladas, com área de 
    plantio de 35,01 milhões de hectares. O plantio da soja Norte Americana, alcançou 
    97% no dia 23/06, apresentando condições boas e excelentes em 67% das áreas, 25% 
    em condições regulares e 8% ruins e muito ruins. Para a próxima semana há previsão 
    de chuvas no centro norte americano.

    A colheita na Argentina está tecnicamente finalizada e, segundo o USDA, a 
    estimativa de produção é 50 milhões de toneladas. Segundo o Ministério da 
    Agricultura Argentino, a comercialização alcançou 42,33% da safra, com evolução 
    lenta em virtude dos produtores argentinos estarem na expectativa de o Governo 
    Federal lançar o plano dólar/soja. 

    Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar 
    oportunidades negociais para comercialização de sua safra, o BB disponibiliza a linha 
    de crédito de investimento (PCA) destinada à construção, ampliação e reforma de 
    unidades de recepção, beneficiamento e armazenagem de grãos, Operação de 
    travamento de cambio (NDF) e as Opções Agro BB. Atualmente, temos opções de 
    venda (PUT) de soja referenciadas na CBOT, com vencimento em:

    - fev/2025 com strike/preço garantido entre U$ 10,50 e U$ 11,09/bushel e
    - abril/2025 com strike entre U$ 10,47 e U$ 11,18/ bushel

    Você pode consultar outros vencimentos e fazer simulações diretamente no APP BB, 
    acessando “Menu”, “Agro” e depois “Contratar opções Agro.”Conte sempre com a 
    assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.
    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    5 min
  • 27/06/2024 - Cenário da suinocultura
    Olá, hoje é 27 de junho de 2024, meu nome é Teodoro Contin, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Barretos-SP e hoje falaremos sobre o cenário da suinocultura independente.

     O ano de 2024 está sendo positivo para a suinocultura brasileira. A recuperação do preço do suíno terminado, juntamente com a queda no custo da ração, possibilitou que a atividade voltasse a apresentar margem de lucro positiva, embora tímida.

     As exportações brasileiras de carne suína até a segunda semana de junho ultrapassaram 47 mil toneladas, volume 3,25% acima do registrado no mesmo período de 2023, o valor faturado com as exportações de carne suína, neste período, foi de 112 milhões de dólares, o preço médio da tonelada exportada ficou em U$ 2.345, queda de 8,2% em relação ao comercializado no ano anterior.

     Com isso, o volume acumulado nos cinco primeiros meses de 2024 alcançou 435,4 mil toneladas, totalizando um valor de 985,5 milhões de dólares, com um preço de U$ 2.260 por tonelada. Em relação às exportações, houve diminuição de concentração das vendas à China. Embora ainda permaneça como nosso maior comprador, atualmente sua participação está em 21%.

     Segundo a EMBRAPA aves e suínos, o índice de custo de produção (ICP) suíno no mês de maio sofreu leve aumento de 2,69%, sendo o valor da ração o responsável pela alta, no estado de Santa Catarina, no mês de maio, o custo para se produzir um kg vivo suíno foi de R$ 5,78.

     De acordo com a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o preço médio do suíno terminado, na bolsa de suínos de SC em maio de 2024 foi de R$ 6,29 por kg de peso vivo. No mês de junho ocorreu melhora no preço e atualmente está sendo comercializado a R$ 6,75/kg vivo.

     Na questão de custo de produção, é importante que o suinocultor tenha um planejamento da compra de insumos e que utilize ferramentas para proteção de preços, como aquisição antecipada ou aquisição de uma opção de milho, protegendo-se da alta do preço.

     Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 27/06/2024 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é quinta-feira, 27 de junho, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de 
    Agronegócios no Banco do Brasil em Tangará da Serra, Mato Grosso, e 
    falaremos sobre o cenário do algodão. 

    A percepção do mercado de que poderá haver mais oferta de pluma está 
    pressionando as cotações no mercado internacional e isto se deve, sobretudo, a 
    dois fatores preponderantes: a produção brasileira, que iniciou a fase de colheita,
    possui expectativa de safra recorde, 3,6 milhões de toneladas, e o bom 
    desenvolvimento das lavouras norte-americanas até o momento, quase 55% 
    encontram-se em condições excelentes e boas, segundo a última divulgação do 
    Departamento de Agricultura do país (USDA)
    Desta forma, a pluma apresentou, na Bolsa de Nova Iorque em junho, variação 
    negativa de 1,79% até o dia 25.

    No Brasil, os bons números de exportação consolidaram o país como o maior 
    exportador mundial de pluma no ciclo 23/24 (com 2,7 milhões de toneladas), 
    superando os Estados Unidos e se tornando um fornecedor constante de 
    matéria-prima para o mundo.

    Com a manutenção da taxa de juros pelo banco central americano em junho, o 
    dólar superou a casa dos R$ 5,40 e sustentou o preço no mercado interno, 
    mesmo com a queda de cotação no exterior, e alcançou patamares próximos a 
    R$ 4,00/lbp.

    As perspectivas de oferta de pluma nacional e americana se evidenciam nos 
    números dos relatórios de cada órgão competente. Para isso, é muito importante 
    a atenção do cotonicultor às oscilações de preços que ocorrem, devido às
    variações de oferta, demanda e outros fatores de mercado.

    Para isso, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o Termo de 
    Moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços 
    e suas margens, visto a grande volatilidade que o mercado da pluma apresenta. 
    Atualmente, temos as Opções de Venda (PUT), referenciadas na B3, com 
    vencimento em:

    - Novembro/24 com strike entre U$c 70 e U$c 73/pound.

    Consulte seu gerente de relacionamento para mais informações e conte sempre 
    com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco 
    do Brasil. 

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 26/06/2024 - Alongamento de Digital
    Olá, hoje é 26 de junho de 2024, meu nome é Diego Lopes, Assessor na Diretoria de Agronegócios e Agricultura Familiar e falaremos da solução ALONGAMENTO DIGITAL.

    O alongamento das operações de custeio para lavouras de algodão, arroz, aveia, café (exceto Funcafé), canola, cevada, milho, soja, sorgo, trigo e triticale, oferece alternativa para o cliente reprogramar o pagamento de suas operações de custeio agrícola, adequando o prazo à comercialização do produto.

     A partir do quinquagésimo quinto (55º) dia ao segundo (2º) dia antes do vencimento da operação, mediante a entrega de declaração do produto armazenado, o produtor rural poderá alongar as suas operações de custeio agrícola.

    No modelo tradicional, o produtor precisa ir até sua agência, entregar a declaração do produto armazenado e assim, a equipe BB analisa e realiza os procedimentos do alongamento, com débito da primeira parcela, ficando agendado mais três parcelas mensais, iguais e sucessivas.

    Com a solução do Alongamento Digital, o cliente que tem unidade armazenadora própria (silos, armazéns, entre outros), em seu cadastro no BB, pode alongar suas operações de custeio pelo celular, onde e quando quiser, sem a necessidade de ir à agência.

     No início do prazo para apresentar a declaração, cinquenta e cinco dias antes do vencimento da operação passível de alongamento, o BB envia mensagem automática informando a possibilidade de alongar as operações via App BB.

     O produtor Rural cliente do Banco do Brasil, pode efetuar o alongamento digital diretamente no APP do Banco, acessando o menu Agro > Custeio > Alongamento Simplificado. A partir da confirmação de dados da operação, será gerado o documento “Solicitação de Alongamento de Custeio e Declaração de Produto Armazenado”, para confirmação com a senha de seis dígitos.

      A solução do alongamento digital traz agilidade e comodidade para os produtores rurais, que não precisam mais se deslocar até a agência para entregar o comprovante de depósito do produto armazenado.

     Essa é mais uma solução digital do Banco do Brasil. Onde o produtor também pode contar com linhas completas de financiamentos para investir em implantação e manutenção de áreas cultivadas, investimentos em Irrigação, Armazenagem e Comercialização.

     O BB está ao seu lado em todos os momentos, oferecendo linhas de Crédito agropecuário e soluções para tudo que você imaginar.

     Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 26/06/2024 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é quarta-feira, 26 de Junho de 2024, eu sou Alexandre Carvalho Queiroz, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Patos de Minas-MG e vamos falar sobre o mercado de CAFÉ ARABICA.

      A falta de chuvas no mês de junho nas principais regiões produtoras do país estão favorecendo o andamento da colheita, que segue em ritmo acelerado, com estimativa em torno 35 % da área de produção do café arábica. A projeção do IBGE para a safra 2024 no Brasil foi divulgada no dia 13 de junho de 2024 com previsão de 61,4 milhões sacas, sendo 42,3 milhões de sacas para o café arábica, estimativa pouco acima dos dados da CONAB.

     Em termos de volume, o tempo seco da safra tem trazido um resultado da colheita abaixo do esperado, o que poderá motivar uma revisão no número da safra. O café arábica continua com bastante volatilidade nos preços devido a fatores internos e externos. Além da preocupação com a safra no Brasil, o setor continua monitorando as condições climáticas do Vietnã, que ainda trazem muita preocupação já que o país informou exportações bem abaixo do esperado no mês de maio, repercutindo no preço do arábica.

      Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, consideramos perspectiva de manutenção da oscilação nos preços. Em 21 de junho de 2024 os preços internos nas principais praças registraram uma média acima de R$ 1.350,00/ a saca para o café arábica.

     O Banco do Brasil oferece créditos de custeio, investimento e comercialização para a condução eficaz da lavoura, proteção contra intempéries e fixação de preços, possibilitando assegurar margens diante da alta volatilidade do mercado cafeeiro e preocupações climáticas.

     Como forma de proteção de preço, o BB disponibiliza o termo de mercadoria e as opções agro para proteção das margens de rentabilidade na cafeicultura.

     Contate seu gerente Agro e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 25/06/2024 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é terça feira, 25 de junho de 2024, eu sou Renato Leonel, Assessor de
    Agronegócios do Banco do Brasil em Chapadão do Céu, GO, e hoje vamos falar sobre
    o cenário da cana-de-açúcar.

    A safra 24/25 teve início na região Centro-Sul e, ao término de maio, havia 249
    unidades em operação, sendo 232 com o processamento da cana-de-açúcar, nove
    empresas produzindo etanol de milho e oito usinas flex.

    As condições climáticas desfavoráveis prejudicaram o ciclo de desenvolvimento das
    lavouras e causaram uma menor concentração de ATR. Assim, na segunda quinzena
    de maio, este índice estava em 129,85 kg por tonelada de cana, refletindo uma
    variação negativa de 3,78% em comparação com o mesmo período da safra anterior.
    Houve redução de 220 mil toneladas na produção de açúcar quando comparado à
    segunda quinzena de maio da safra passada, o que representa, em termos
    percentuais, uma queda de 7,72%.

    O mix de produção foi direcionado ao etanol, que registrou 51,72% frente a 48,28%
    de açúcar. Porém, o melhor preço do açúcar em relação ao etanol sugere tendência
    de um mix mais açucareiro, dando continuidade ao que vem ocorrendo desde 2020.
    A produção de açúcar para toda a safra 2024/25 foi estimada em 41,3 milhões de
    toneladas. Isto representa uma baixa de 2,7% comparando com a safra passada para
    a região Centro-sul.

    No caso do etanol de cana e milho, a estimativa é de uma produção de 32,1 bilhões
    de litros, o que representa uma queda de 4,5% na atual safra.

    Para atender às necessidades da cultura da cana-de-açúcar, o produtor pode
    sempre contar com o Banco do Brasil. Há linhas de crédito para investimento, como
    implantação e reforma de canaviais, irrigação, compra de máquinas e implementos
    para a atividade, além do tradicional crédito de custeio agrícola e CPR.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe
    do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável.

    Até a próxima
    3 min
  • 24/06/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 24 de junho de 2024, sou Fabíola Lira, estou Assessora de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
       Iniciando com a soja, espera-se que   O mercado externo siga atento ao clima e condições das lavouras norte-americanas. Continuem com as previsões de chuva nos principais estados produtores, favorecendo a finalização do plantio e o desenvolvimento das lavouras. Na américa do Sul, as atenções continuam voltadas ao câmbio e aos prêmios nos portos, que estão favorecidos pela finalização da colheita no Brasil. Segundo a NOAA, espera-se a manutenção da previsão de chuvas para os próximos 15 dias nos principais estados produtores norte-americanos, o que favorecerá o desenvolvimento das lavouras. Diante do clima norte-americano, das atuais condições das lavouras nos EUA, com boas perspectivas para a safra, a totalização da safra na América do Sul e os números divulgados pelo USDA, espera-se que o mercado interno mantenha a estabilidade das cotações no curto prazo. No médio e longo prazos, os fundamentos ainda são baixistas.
        No tocante ao milho, Para os próximos dias, as previsões climáticas nos Estados Unidos, de acordo com o Serviço Climático do país (NOOA), apontam para temperaturas acima da normalidade em praticamente todo cinturão agrícola, bem como elevado volume de chuvas, especialmente no norte do cinturão. Caso as condições das lavouras norte-americanas apresentem mais uma semana de redução do percentual entre boas a excelentes, as cotações podem buscar algum suporte nos preços na CBOT. De acordo com publicação no dia 19/06 pela Bolsa de Cereais na Argentina, a colheita no país chegou a 49,3% da área, avanço de 9 pontos percentuais em relação à semana anterior, motivado pelo clima seco dos últimos dias no país. No Brasil, a Conab divulgou no dia 17/06, seu boletim de acompanhamento das lavouras, indicando que a colheita do milho 2ª safra atingiu 13,1% da área total. Os estados mais avançados são: MT (18,1%), PR (13,0%) e MS (10,0%). Com o avanço da colheita, ainda que a comercialização continue lenta, os preços podem se manter com viés de baixa no curto prazo.
          Para o café, destaca-se,   Perspectivas na manutenção dos fatores que têm influenciado o mercado como clima adverso no BR e Ásia, desvalorização do Real frente ao Dólar, incertezas quanto a produção BR na atual safra, estoques baixos, macroeconomia global e balanço oferta e demanda. No Brasil a colheita avança bem, porém com atenção à qualidade dos grãos e tamanho da safra. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos e consumo aquecido, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.
      Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que:   A pressão de baixa sobre os valores perdeu força nos primeiros da semana anterior, dando lugar a um processo de estabilização nos preços da arroba. O mercado segue “menos ofertado”, aparentemente devido a diminuição no descarte de fêmeas, enquanto os frigoríficos resolveram trabalhar com mais cautela nos balcões de negociação. Destacamos o preço mais estável em várias praças pecuárias brasileiras e a pressão baixista que perde força neste final do mês de junho/24. No mercado internacional, a desvalorização do real frente ao dólar estimula as exportações brasileiras de carne bovina, melhorando ainda mais as margens dos frigoríficos.  A China manteve o posto de principal importadora, com 24,54 mil tec adquiridas em maio/24 (35,93% das exportações totais de Mato Grosso). Assim, acredita-se em mais uma semana com preços em estabilidade com viés de baixa nas principais praças, pesando mais na precificação o momento de maior oferta de animais terminados. Reforça-se a necessidade de adoção das estratégias de mitigação de risco para garantia de preços, como contrato a termo, contratos futuros ou o uso de contratos de opções.  

     Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 21/06/2024 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 21 de junho de 2024, meu nome é Rodolpho Machado, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Dourados, Mato Grosso do Sul e vamos conversar sobre o cenário do milho.

        Conforme o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado no dia 17 de junho, o plantio no país foi finalizado e o órgão estimou que 93% das plantas estão emergidas e 72% das lavouras foram consideradas boas a excelentes, ante 55% no mesmo período do ano passado.

        Em relação ao início do mês de junho, os preços futuros na Bolsa de Chicago estão seguindo um movimento de estabilidade, apesar da pressão negativa vinda de outras commodities, como o trigo e a soja. O contrato na Bolsa de Chicago, referência Setembro/24, encerrou o dia 18 de junho cotado a U$4,55/bushel.

      No Brasil, a colheita do milho 2ª safra está ganhando ritmo. De acordo com a Conab, até o dia 16 de junho, havia sido colhido cerca de 13% da área total, estando quase oito pontos percentuais acima do mesmo período da safra passada. Dentre os estados com maior produção, Mato Grosso e Paraná estão à frente, com 18% e 13% da área colhida, respectivamente.

      Em seu levantamento de safra mensal, o órgão elevou a estimativa de produção da 2ª safra em 1,96 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pela revisão da produção no Mato Grosso. Dessa forma, a estimativa de junho ficou em 88,11 milhões de toneladas.

      A colheita da 2ª safra segue pressionando os preços no mercado físico. O indicador do milho referência CEPEA/B3, encerrou a terça-feira, dia 18, precificado a R$ 57,71 por saca, baixa de R$1,24 em relação ao dia 03 de junho.

      O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e suas margens.   Atualmente, temos opções de venda (PUT) referenciadas na B3, com vencimento em:

      - Setembro/24, com strike/preço garantido entre R$ 57,17 e R$ 59,90 por saca, e
      - Novembro/24, com strike/preço entre R$ 60,12 e R$ 63,49 por saca.  

      Para simular o valor do prêmio da opção, bem como consultar outros vencimentos disponíveis acesse sua conta no APP BB > Menu Agro.

      Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.

      Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    4 min
  • 20/06/2024 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 20 de junho de 2024, meu nome é Thiago Gonçalves Teixeira, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Bagé (RS) e hoje vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

      Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas cerca de 97 mil toneladas de carne bovina in natura em 10 dias úteis do mês de junho de 2024. No ano anterior, o volume total exportado no mês foi de 192 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 4454,50, uma queda de 12 % em relação ao mesmo período do ano passado.

    No curto prazo, parte dos frigoríficos mantiveram os níveis de compra estáveis, o que proporciona uma escala de abate confortável, preenchidas em até 10 dias. O mercado físico do boi gordo apresentou pouca fluidez nos últimos dias. Diante disso a reposição entre o varejo e o atacado seguiu lenta, com pouca movimentação de preços.

    No dia 18 de junho de 2024, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo foi precificada em R$ 221,50, com estabilidade no dia. Na B3, os contratos futuros de julho e agosto de 2024 fecharam o dia cotados em R$ 231,50 e R$ 234,90 a arroba, respectivamente. Para o 2º semestre de 2024, segundo o IMEA, a previsão é de aumento de 30% na oferta de animais terminados em confinamento no estado do MT comparado com o mesmo período de 2023.

      No Rio Grande do Sul as constantes chuvas continuam gerando dificuldades de logística, afetando as escalas de abates nas últimas semanas. Permanece a extrema dificuldade de trânsito nas estradas do interior causando prejuízos de toda ordem. Diante deste cenário, os preços seguiram firmes, com tendência de alta no mercado físico.

     A necessidade de utilização de ferramentas de proteção de preços é fundamental para mitigar o risco da atividade. Para isso, o BB disponibiliza as Opções Agro. Atualmente temos opções de venda – Put, referenciadas na B3, com vencimento em:
     -          julho/24 com preço garantido (strike) entre R$ 220,45 e 222,80/@, e
     -          agosto/24 com strike entre R$ 225,00 e 229,50/@.

     Para consultar outros vencimentos e fazer uma simulação acesse o app BB, menu agro. Além disso, o Custeio Agropecuário do BB, você pode realizar o financiamento de diferentes despesas da sua produção e garantir os melhores insumos para um ciclo pecuário bem-sucedido.

     Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min

About BBCast Agro

From the publisher's feed

Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…