BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 22/03/2024 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 22 de março de 2024, meu nome é Danilo Teodoro, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Bauru - SP e vamos conversar sobre o cenário do milho.

      O aumento das tensões no Mar Negro, após novos ataques na madrugada do último dia 18, onde a Rússia atacou portos de Odesa, na Ucrânia, levou à volatilidade dos futuros na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato com vencimento em maio/24 encerrou o dia 19, cotado a U$ 4,39/bushel, valorização de 0,80% em relação ao dia anterior. O mercado externo está acompanhando o clima do hemisfério sul, em especial a colheita na Argentina e o desenvolvimento do milho 2ª safra no Brasil, e se preparando para a divulgação, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), no dia 29 de março, da intenção de plantio para o cereal no país referente à safra 2024/25. Espera-se que a área seja menor em relação a área cultivada na safra 2023/24, motivado pela redução do preço da commodity no mercado externo.

      No Brasil, de acordo com a Conab em relatório de acompanhamento das lavouras publicado no dia 18 de março, a colheita do milho 1ª safra chegou a 37% da área total e o plantio da 2ª safra está praticamente finalizado, estimado em 92,3% da área.

      O órgão reduziu novamente neste mês a estimativa de produção total para a safra brasileira 2023/24, para 112,75 milhões de toneladas, quase um milhão de toneladas menor em relação ao levantamento de fevereiro.

      Apesar da colheita do milho 1ª safra, nos últimos dias o preço físico tem apresentado estabilidade. O indicador do milho referência CEPEA/B3 encerrou a quarta-feira, dia 20, precificado a R$62,75 por saca, refletindo a comercialização lenta, com vendedores limitando ofertas e esperando novas valorizações.

      Na B3, os futuros estão mostrando volatilidade desde o início do mês de março, devido ao clima quente e seco nas principais regiões produtoras do milho 2ª safra, que poderá prejudicar o desenvolvimento das lavouras.

      O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e suas margens. Atualmente, temos opções de venda (PUT) referenciadas na B3, com vencimento em:

    - maio/24, com strike/preço garantido entre R$ 57,15 e R$ 59,42 por saca, e
    - setembro/24, com strike entre R$ 57,06 e R$ 59,85 por saca.  

     Para simular o valor do prêmio da opção, bem como consultar outros vencimentos disponíveis acesse sua conta no APP BB > Menu Agro.

      Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    5 min
  • 21/03/2024 - Cenário da piscicultura
    Olá, hoje é 21 de março de 2024, meu nome é Rossana Maria Cláudio, sou Assessora de Agronegócios em Vitória da Conquista/BA, e vamos falar sobre o cenário da piscicultura.

    A produção de peixes cultivados no Brasil, em 2023, atingiu 887.029 toneladas, com crescimento de 3,1% em relação ao ano de 2022. As exportações da piscicultura brasileira, em 2023, geraram um faturamento de R$ 124 milhões, com a tilápia respondendo por 94% da receita, conforme dados do COMEX STAT/Ministério da Economia. Dessa forma, se mantém uma expectativa de que a produção total de animais aquáticos chegue aos 202 milhões de toneladas até 2030.

     De acordo com o Ministério, o Brasil ocupa a quarta posição entre os maiores produtores mundiais de tilápia com uma produção de 0,57 milhões de toneladas / ano, ficando atras de China (2,05), Indonésia (1,45) e Egito (1,10). Brasil produziu 263.479 toneladas de peixes nativos, em 2023, com 1,3% de redução em relação ao ano de 2022, dados publicados em 2024. No momento, no Brasil e em vários países do mundo, há o período religioso da Quaresma, onde o peixe torna-se uma alternativa nutritiva carregada de simbolismo e espiritualidade.

      Em regra, historicamente, no período de Quaresma a demanda por peixes cresce no país. Em 2024 no momento, o indicador Cepea/Peixe BR apontou para tilápia, na Região noroeste do estado de São Paulo e divisa de Mato Grosso do Sul, um preço de R$ 9,61, considerado estável, assim como no Norte do Paraná e no Sul do Estado de São Paulo, ficando em R$ 10,04. Demais regiões produtoras, tais como o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, também se verificou estabilidade.

     Entretanto, existe uma expectativa de aumento da demanda, no varejo, especialmente, de tilápia inteira e nativos nas Regiões Norte e Nordeste, entre os dias 22 e 30 de março, em virtude da Semana Santa. O Banco do Brasil, principal parceiro do agronegócio brasileiro conta com linhas de crédito de custeio e investimentos para a atividade de piscicultura.

     Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 20/03/2024 - Cenário do café Conilon
    Olá, hoje é quarta-feira, 20 de março de 2024, me chamo Rossana Maria Cláudio, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Vitória da Conquista - BA e vamos falar sobre o cenário do CAFÉ CONILON.

     A colheita do café conilon nas principais regiões produtoras inicia-se em meados de abril para as variedades precoces. As lavouras estão apresentando boa granação e um bom estado fisiológico. Neste momento é crucial gerenciar adequadamente a adubação para garantir a conclusão bem-sucedida da granação.

     De acordo com o Centro de Comércio do Café de Vitória, as exportações do café solúvel do Espírito Santo aumentaram 51%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Uma seca extrema atingiu o sudeste asiático, resultando em uma queda na produção de café robusta, especialmente na Indonésia e no Vietnã, que são os principais produtores dessa variedade, afetando os preços locais e aumentando a importação de cafés brasileiros, que têm preços mais acessíveis, para atender à demanda interna dos países pela bebida.

     O café conilon teve alta no início da semana em Londres; o contrato de julho/2024 começou com um aumento de US$49 por tonelada, atingindo US$3260. O mercado está atento aos acontecimentos na Ásia e à oferta global do produto, que está sendo afetada por problemas logísticos, que dificultam a produção e o transporte do café para o mercado mundial, mesmo depois de se saber que a Bolsa de Londres registrou crescimento dos estoques certificados do robusta, o mercado continua com grande volatilidade de preço e com tendência de positividade.

     O café conilon está valorizado no mercado interno, com o café tipo 7 chegando a R$ 860,00 a saca de 60kg na COOABRIEL. Com a elevação dos preços do café conilon, eles ficaram perto dos preços cobrados pelo café arábica. Isso levou a um crescimento do consumo interno de arábica pela indústria e um crescimento das exportações de conilon.

     Frente às análises de mercado sobre a produção total de 23/24, os produtores devem seguir monitorando o mercado do café, empregar mecanismos de proteção existentes e aproveitar a volatidade de alta dos preços. Essas ações têm como objetivo resguardar contra oscilações nos preços, oferecendo segurança aos produtores em um cenário difícil.

     O Banco do Brasil está sempre ao lado do produtor rural, oferecendo soluções para todas as demandas da sua fazenda, como linhas de crédito de custeio para manutenção e manejo da safra em andamento e da próxima.

     Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 19/03/2024 - Cenário do leite
    Olá, hoje é terça-feira, 19 de março de 2024, eu sou Rossana Maria Claudio, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Vitória da Conquista-BA e vamos falar sobre o cenário da Pecuária Leiteira.

     O preço do leite segue com a tendência de alta pelo terceiro mês consecutivo, atingindo R$ 2,13 de média nacional, de acordo com dados do CEPEA, com um aumento de 5% em relação ao mês anterior. No entanto, no comparativo dos últimos 12 meses, apresenta uma queda de 19,8% na média nacional.

    Houve queda nos custos de produção em função da baixa dos preços do milho e farelo de soja, principais componentes do custo da ração, o que melhora a rentabilidade da atividade. Quanto as exportações brasileiras de lácteos, foram exportados 16,5 milhões de litros em equivalente-leite. Foi o maior patamar registrado desde maio de 2022, um resultado 110% acima do registrado no mês de janeiro e 153% acima do registrado em fevereiro de 2022.

    As importações tiveram queda de 12,7% em relação ao mês anterior, mas ainda permanecem com volumes elevados, com o equivalente a 180 milhões de litros em fevereiro/24, reflexo da interrupção da sequência de altas no mercado internacional.

     Diante deste cenário, o produtor de leite deve buscar melhorar a gestão de custos dentro da propriedade e pode contar com as Linhas de Crédito do BB para Custeio e Investimento, buscando otimizar a infraestrutura da propriedade e produzir fontes alternativas de forragem volumosa para uso durante o ano.

     Pode, ainda, contar com o BB Opções Agro, para assegurar o planejamento e a gestão dos custos de produção através de contratos de CALL para milho, por exemplo.

      Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 18/03/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 18 de março de 2024, meu nome é Fabíola Lira, estou assessora de agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
       Iniciando com a soja, espera-se que O cenário de oferta de soja na América do Sul, superior à safra passada, mesmo com a redução da safra Brasileira e as intenções de plantio da safra dos EUA que serão divulgadas nos próximos dias, movimentem as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT). Os trabalhos da colheita no Brasil seguem ritmo normal e devem totalizar 67% dos mais de 45 milhões de hectares semeados. O RS, último Estado a encerrar a fase de plantio, iniciou efetivamente a colheita com possibilidade de atingir nos próximos dias 5% de área. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), nos próximos dias há previsão de bons volumes de precipitação na faixa Norte, Nordeste e Sul do País, especificamente SC e RS; e na região do Matopiba. Na Argentina há probabilidade de chuvas com volumes expressivos, mantendo os níveis de umidade do solo.  As cotações na Bolsa de Chicago seguirão oscilando, diante dos fundamentos de grande oferta da América do Sul, baixa demanda nos EUA e ajustes de posições dos investidores. Assim, os preços internos deverão ter viés de alta para o curto e estabilidade para o médio prazo.
          No tocante ao milho, A demanda pelo milho norte-americano continuará sendo acompanhada pelo mercado externo, podendo influenciar na precificação do cereal, caso se mantenha aquecida. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as vendas semanais foram de 1,28 milhão de toneladas, aumento de 16% em relação à última semana. O total exportado pelos EUA na safra 2023/24 chegou à 40,51 milhões de toneladas, estando 27% superior ao mesmo período do ano passado. O USDA projeta que o País poderá embarcar 53,34 milhões de toneladas nesta safra. A Conab divulgou no dia 12/03 seu 6º Levantamento Safra 2023/24, e realizou novo corte na produção de milho brasileira em quase 1%, estimada agora em 112,75 milhões de toneladas. Os estoques finais foram projetados em 6,25 milhões de toneladas, podendo ser o menor estoque final dos últimos cinco anos. A redução na produção foi reflexo da menor produtividade e área cultivada em relação ao relatório de fevereiro. No Brasil, a colheita da 1ª safra deve continuar pressionando às cotações no mercado físico, entretanto o clima quente e seco nas principais regiões produtoras da 2ª safra poderá limitar as baixas.
      Para o café, destaca-se que, A meteorologia prevê pouco volume de chuvas e temperaturas mais altas para a semana nas principais regiões produtoras do Brasil, porém há bastante umidade no solo para continuidade do enchimento dos grãos. Os produtores seguem preocupados sobre os efeitos do clima desfavorável entre setembro e novembro/2023 na qualidade do grão; Os fundamentos econômicos e geopolíticos, a restrição de robusta pela Ásia, as condições climáticas no Brasil e aumento dos estoques certificados nas bolsas de NY e Londres mantém a volatilidade nos preços. A alta do robusta no mercado internacional continuará influenciando os preços do arábica. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos e consumo aquecido, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.
      Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: A China, nossa principal compradora, segundo a ABIEC, pagou US$ 4.461 pela tonelada da carne bovina in natura em fev/24, abaixo do valor médio das exportações do mês, que ficou em US$ 4.526. A semana seguirá com pressão negativa nos preços da carne bovina in natura no mercado internacional. Vale destacar, que mais 24 abatedouros bovinos foram habilitados para exportar carne para China, agora o Brasil possui 65 abatedouros aptos para exportação ao país asiático, o que eleva o potencial de compras por este país. Os produtores precisam ficar atentos ao padrão de animal que a China compra, pois os que não alcançarem esta qualidade poderão receber preços com deságio. O aumento de fêmeas, na composição das escalas de abates, vêm se acentuando e, com isso, a pressão negativa sobre o preço da arroba da vaca gorda pode ocorrer com mais frequência e o deságio em relação ao preço da arroba do boi gordo alcançar patamares históricos. Com a entrada na segunda quinzena do mês, a redução no consumo poderá diminuir o escoamento de carne no varejo, e a indústria tende a diminuir as compras de animais, aumentando a pressão baixista no preço da arroba. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min
  • 15/03/2024 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 15 de março de 2024, meu nome é Giuliano Pradella, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó/SC, e falaremos sobre o cenário da soja.

    A colheita no Brasil segue avançando, atingindo 55,8% da área cultivada, destaques para os Estados de GO com 63%, MS com 78%, MT com 89% e PR com 64%. A CONAB, em seu último relatório, indicou que a produtividade média do Centro Oeste alcança 3.190 Kg/ha, queda de 15,9% em relação à safra anterior.

     O órgão também indica que as lavouras brasileiras se encontram em 1,6% em desenvolvimento vegetativo, 20,3 em enchimento de grãos, 3,9% em floração e 18,8% em maturação. Houve também, uma redução na projeção de produção total brasileira, que ficou em 146,8 milhões de toneladas, 5% menor em relação à safra 22/23. A Bolsa de Cereales de Buenos Aires, estima que a produção na Argentina atinja 52,5 milhões de toneladas, ante 21 milhões de toneladas da safra 22/23.

    O contrato de soja na CBOT com vencimento em maio/24 encerrou o dia 13/03 cotado a US$ 11,96/bushel, apresentando leve alta em relação ao início do mês de 4,9%. Fatores que contribuíram para a leve alta das cotações foram:  realização de lucros por parte dos fundos, incerteza quanto ao tamanho da oferta da safra da Sul-americana e perspectiva de aumento da demanda Chinesa. O indicador CEPEA em 11/03 foi cotado a R$ 121,86/saca, apresentando alta de 5,5% em relação ao início do mês. No Brasil, o INMET prevê para a segunda quinzena de março, chuvas em praticamente todas as regiões produtoras, destacando parte do Sudeste, parte do Centro Oeste e a faixa Norte do país com bons volumes acumulados, podendo atingir até 90mm.

    As previsões para o MATOPIBA indicam chuvas dentro da média. Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar oportunidades negociais para comercialização de sua safra, o BB disponibiliza a linha de crédito de investimento (PCA) destinada à construção, ampliação e reforma de unidades de recepção, beneficiamento e armazenagem de grãos e as Opções Agro BB. Atualmente, temos opções de venda (PUT) de soja referenciadas na CBOT, com vencimento em:

    - abril/24 com strike/preço garantido entre U$ 11,78 e U$ 12,03/bushel e
    - junho/24 com strike entre U$ 11,50 e U$ 12,09/ bushel  

       Você pode consultar outros vencimentos e fazer simulações diretamente no APP BB, acessando “Menu”, “Agro” e depois “Contratar opções Agro.”

      Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    5 min
  • 14/03/2024 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é dia 14 de março de 2024, meu nome é Emerson Gheri, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Rio Verde (GO) e vamos falar sobre o cenário da Bovinocultura de Corte.  Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas 50,6 mil toneladas de carne bovina in natura nos primeiros seis dias úteis de março de 2024.

     O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.501, queda de 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No dia 12 de março de 2024, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo foi precificada em R$ 233,15 com queda de 0,3% no dia. O mercado de reposição mostrou sinais de recuperação nos últimos meses, com o indicador do bezerro ESALQ/BM&FBOVESPA - MS, cotado a R$ 2.054,73 com queda de 0,07% no dia. Na B3, os contratos futuros de abril e maio de 2024 fecharam o dia cotados em R$ 231,75 e R$ 230,00 a arroba, respectivamente.

     O momento é de maior oferta de animais para abate. Segundo o CEPEA, considerando as negociações na praça paulista, o intervalo médio entre o fechamento da venda e o abate, em fevereiro de 2024 foi de 13 dias. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina teve desvalorização de 2,0% no acumulado do mês de fevereiro, encerrando o mês com o quilo cotado R$ 16,48. O MAPA divulgou que a China habilitou 24 abatedouros de bovinos para vender carne ao país asiático, até o início do mês de março deste ano eram 41 plantas de bovinos habilitadas.

     A necessidade de utilização de ferramentas de proteção de preço é fundamental para mitigar o risco da atividade, principalmente em anos de oferta elevada de animais para abate. Para isso, o BB disponibiliza as Opções Agro, atualmente temos opções de venda – Put referenciadas na B3, com vencimento em:

     -          Abril de 2024 com preço garantido (strike) entre R$230,00 e 231,50 /@, e
    -          Maio de 2024 com strike entre R$ 224,00 e 229,00/@.

    Para consultar outros vencimentos e fazer uma simulação acesse o app BB, menu agro Além disso, com o Custeio Agropecuário do BB, você pode realizar o financiamento de diferentes despesas da sua produção e garantir os melhores insumos para um ciclo pecuário bem-sucedido.

      Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 13/03/2024 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é 13 de março de 2024, eu sou Graça Fogli, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Araraquara, SP, e hoje vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

      A safra 23/24 de cana-de-açúcar da região Centro-Sul registrou produtividade de 87,6 t/ha, de abril a dezembro de 2023. Isto significa cerca de 10 t a mais do que a média das últimas 15 safras, segundo o Centro de Tecnologia Canavieira – CTC.

     Estas altas produtividades obtidas são resultado das condições climáticas, com chuvas bem distribuídas e acima da média em todo o centro Sul. Os municípios que se destacaram foram Araçatuba (+37%), Piracicaba e São José do Rio Preto (+25%), em relação à safra anterior.

    O fechamento 23/24 deve ser de 655 Milhões de t de cana moída que resultaram em 42,5 Mi t de açúcar e 33,5 Bi L de etanol.

    E, melhor ainda, além da alta produtividade, os custos baixaram entre 15 e 20%, de acordo com o Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas – Pecege. Mas, e a safra 24/25, a ser iniciada oficialmente em abril? O que esperar?

    As previsões feitas por grande maioria dos órgãos especializados no assunto têm revisto as suas posições. Expectativa de chuvas abaixo da média e a chegada do fenômeno climático La Niña no segundo semestre, são fatores de queda na produção. Além disso, a alta no consumo de mudas e a tímida renovação dos canaviais devem impactar a nova safra.

    A Datagro, empresa de consultoria agrícola de Ribeirão Preto, durante o evento “Abertura de Safra”, no dia 06 de março, apresentou projeção de 592 Mit de cana a ser produzida, menor em quase 10%, se comparada à safra passada.

     Entretanto, haverá pouco impacto na oferta de açúcar e etanol, se considerados os estoques atuais destes produtos. Enfim, o clima será o protagonista para a definição da produtividade da safra 24/25. Para atender às necessidades da cultura da cana-de-açúcar, o produtor pode sempre contar com o Banco do Brasil.

    Há linhas de crédito para investimento, como implantação e reforma de canaviais, irrigação, compra de máquinas e implementos para a atividade, além do tradicional crédito de custeio agrícola e CPR.

      Quer saber sobre as principais cadeias do agronegócio, e muito mais? Inscreva-se na nossa página do Broto! www.broto.com.br.  Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

      Fica a dica de crédito consciente e sustentável.  Até a próxima!
    5 min
  • 12/03/2024 - Cenário da uva
    Olá, hoje é 12 de março de 2024, meu nome é Sávio Diego e sou Assessor(a) de Agronegócios em Bento Gonçalves-RS e falaremos sobre o cenário da uva.

        A uva é uma das frutas mais importantes economicamente no mundo. Possui vários componentes que são benéficos para a saúde. Entre eles estão os chamados antioxidantes – substâncias que evitam a oxidação de certos componentes encontrados em  nossas celulas. Os antioxidantes retardam o envelhecimento, a formação de rugas, previnem doenças coronárias e as chamadas doenças crônicas, como o Câncer e o Alzheimer.

        O estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor de uva destinada a fabricação de bebidas, já a região do Vale do São Francisco, que abrange partes dos Estados de Pernambuco e Bahia, consolidou-se na produção de uvas de mesa destacando-se, também, como polo exportador nos últimos anos.

      A safra gaúcha atual segue em plena colheita, porém vem enfrentando desafios, devido as condições climáticas adversas, como: inverno com menor quantidade de horas de frio, afetando a brotação das plantas, excesso de chuva na floração, impactando na polinização das videiras e favorecendo ao surgimento de doenças fúngicas, reduzindo a quantidade e a qualidade das uvas cultivadas.

        Entrou em vigor em 1º de janeiro, até 31 de dezembro de 2024, o novo preço mínimo da uva industrial passando a ser de R$ 1,50/kg para os estados das Regiões Sul, Sudeste e Nordeste, queda de 5,6% em relação a safra passada, conforme PORTARIA MAPA Nº 636, publicado no Diário Oficial da União 04/12/2023.

        No mercado interno, o preço médio da uva fina de mesa, no Vale do São Francisco, atingiu no mês de fevereiro de 2024, R$ 8,00 por Kg, alta de 14,3% em relação ao mesmo período no ano anterior.

          O Banco do Brasil conta com linhas completas de investimentos para que o produtor possa investir na:

        ·   Renovação/implantação de parreirais;
        ·   Irrigação;
        ·  Cultivo Protegido;
        ·  Armazenagem (Câmara fria);
        · Turismo Rural .

      Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 11/03/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 11 de março de 2024, meu nome é Luciano Scuccuglia, sou assessor de agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
       Iniciando com a soja, espera-se que Com as expectativas dos cortes do USDA, as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) devam seguir pressionadas diante da possível atualização no fundamento da safra brasileira reduzida. A colheita de soja segue avançando nas principais regiões produtoras e se aproximará dos 60% da área colhida com destaque para os estados do PR e MS, que se aproximam de 60% da fase de colheita e o MT superando os 90% da fase. Nos EUA a demanda deverá seguir fraca, com as compras da China concentradas na América do Sul. As previsões climáticas brasileiras se modificaram para a próxima semana, com maiores volumes de chuvas concentrados na faixa Norte, Nordeste e Sul. Para a região central, a ocorrência será menor, com possibilidade de chuvas pontuais. Na Argentina, as previsões melhoraram em relação à semana passada, com expectativa de bons acumulados para os próximos dias.  Na CBOT as cotações deverão ainda seguir pressionadas, mesmo com o corte na safra brasileira e manutenção da produção Argentina. Assim, os preços internos deverão se manter na estabilidade para o curto e para o médio prazo.
          No tocante ao milho, A demanda externa pelo milho norte-americano poderá ser um balizador das cotações na CBOT. De acordo com o USDA, no relatório semanal de exportações, publicado no dia 07/03, as vendas foram 3% superiores (1,10 milhão de toneladas) em relação ao período anterior e foram consideradas dentro do esperado pelo mercado. A Bolsa de Cereais, na Argentina, divulgou no dia 07/03 que a colheita no País está no início, com 2,1% da área colhida. Os cultivos em condições entre normal a excelente foram avaliados em 86,8%, estando cerca de 46 pontos percentuais superiores em relação ao levantamento da safra anterior para o mesmo período.  No Brasil, a previsão climática aponta para bons volumes de chuvas nas principais regiões produtoras do milho 2ª safra, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Conforme a Conab, até 03/03, 73,7% da área total havia sido semeada. Os estados do Mato Grosso e Goiás são os mais avançados (92,9% e 68%, respectivamente). Internamente, a colheita da 1ª safra e a maior oferta no mercado interno para o curto prazo podem manter os preços pressionados negativamente.
      Para o café, destaca-se que,   A meteorologia prevê irregularidade das chuvas e temperaturas mais altas para a semana, nas principais regiões produtoras do Brasil, porém há bastante umidade no solo para continuidade do enchimento dos grãos. Ainda há preocupação sobre os efeitos do clima desfavorável entre setembro e novembro/2023 na qualidade do grão; Além dos fatores econômicos e geopolíticos, restrição de robusta pela Ásia e condições climáticas no Brasil, que continuam influenciando a volatilidade dos preços, o aumento dos estoques certificados nas bolsas de NY e Londres e proximidade da colheita do conilon no Brasil (2º maior produtor mundial) pressionam negativamente o mercado. Diante dessas incertezas de clima, de mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos e consumo aquecido, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.
      Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que:   Em 2023, o volume de gado vivo exportado aumentou 298,9%, e o faturamento aumentou 254,2%, quando comparado a 2022. Foram embarcados cerca de 582,2 mil cabeças, com faturamento de US$488,6 milhões (Secex). A Turquia foi a maior compradora (63,5%), seguida de Iraque (9,1%), Egito (8,4%), Líbano (8,9%) e Jordânia (5%). Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo foram os principais Estados exportadores, responsáveis por 40,6%, 33,4% e 20,6% do volume exportado, respectivamente. A entrada de salário na economia, na primeira semana do mês, sugere pelo aumento do consumo de carne bovina, fato que impulsiona a reposição entre o varejo e o atacado, aumentando o preço da carne e motivando toda a cadeia produtiva. No mercado interno, em decorrência da fase do ciclo pecuário, com preços do bezerro desfavorecido, muitos pecuaristas criadores devem seguir a estratégia de abater suas fêmeas. Os produtores que tem a possibilidade de segurar o animal no pasto por mais tempo, esperando o melhor momento para negociá-lo, assim tendem a fazer. Ainda há possibilidades de nova queda na cotação da arroba do boi gordo, uma vez que a Indústria, bem-posicionada em sua escala de abate, deve ofertar valores abaixo da referência média no curto prazo.
        Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
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