BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 13/09/2023 - Cenário do trigo
    Olá, hoje é 13 de setembro de 2023, meu nome é Carla Auler, Assessora de Agronegócios em Ibirubá - RS e vamos falar sobre o cenário do Trigo.

    A colheita avança pelo pais, segundo dados da CONAB, até o momento já foram colhidos 18% da área total cultivada na safra 23/24, de 3 milhões e 450 mil hectares. Destaque para os estados de Goiás e Minas Gerais, onde a colheita já passou de 80%, com boas produtividades e qualidade do produto.

    Na região Sul, principal produtora, o estado do Paraná, segundo dados do Deral-PR, já colheu 26% da área semeada de 1 milhão e 400 mil hectares, principalmente nas regiões norte e oeste do estado, o grão obtido tem apresentado alta qualidade. O Deral projeta incremento de 30% na produção, com expectativa de 4,5 milhões de toneladas.

    No Rio Grande do Sul, segundo dados da Emater, foram semeados 1 milhão e 505 mil hectares, as lavouras se encontram predominantemente entre floração e enchimento de grãos, e a atenção dos produtores se volta para o clima, houve ocorrência de geadas, granizo e ventos fortes de forma pontual, além disso o que mais prejudicou foi o excesso de chuvas que atingiu todo o estado. Ocasionando em algumas lavouras erosão do solo, acamamento das plantas e também proporcionando condições favoráveis para o aparecimento de doenças da espiga como Giberela e Brusone. O levantamento dos danos só será possível ao longo das próximas semanas, com o desenvolver da cultura.

    No cenário internacional, destaque para a Argentina, que em 2022 representou 78% das importações brasileiras. Segundo dados da bolsa de cereales de Buenos Aires, o plantio foi finalizado com área de 5,9 milhões de hectares, redução de 100 mil hectares em relação a safra passada, porém a expectativa de produção é de aumento de 35%, para 16,5 milhões de toneladas.

    Outro destaque no cenário internacional é a suspensão por parte da Rússia do acordo de exportações do mar negro. Segundo dados do USDA O “acordo de cereais” mediado pela Turquia e pelas Nações Unidas permitiu à Ucrânia exportar quase 33,0 milhões de toneladas de grãos, sendo 8,9 milhões toneladas de trigo. A principal rota de exportação Ucrâniana se tornam os portos do rio Danúbio, porém ataques russos a infraestrutura de armazenagem colocam em dúvida a capacidade de exportação do país.

    O indicador Cepea/Esalq-Paraná registrou queda de -2,71% nos últimos 30 dias, cotado a R$ 1.125,06 por tonelada. Comparado ao mesmo período do ano anterior a redução foi de 37%. O avanço da colheita, principalmente no Paraná, segundo maior produtor do país, e a expectativa de uma boa safra Argentina, pressionam o preço do produto para baixo.

    Para apoiar nossos clientes, o Banco do Brasil disponibiliza a contratação de linhas de investimento para aquisição de máquinas, implementos e correção de fertilidade para safra 2023. Consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 12/09/2023 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é 12 de setembro de 2023, eu sou Nivia Bassi, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Novo Horizonte/SP e hoje vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

    ​ As chuvas pontuais, já previstas pela influência do El Niño, prejudicaram a fluidez das colheitas em algumas regiões. Mesmo assim, até a primeira quinzena de agosto, foram processadas 360 milhões de toneladas de cana no Centro Sul, avanço de 11 e meio % sobre o mesmo período da safra anterior.

    As previsões para os próximos meses são de um período mais chuvoso no CS até o final da safra, com possível desaceleração na moagem e, consequentemente, redução na produção.

    Houve significativa melhoria na produtividade dos canaviais, com rendimento médio de 93,6 toneladas/ha, um aumento de mais de 22% em relação à safra passada, segundo dados Centro de tecnologia canavieira, divulgado pela UNICA. A qualidade da matéria prima tem se mantido igual à da safra passada, por volta dos 135 kg de ATR/tonelada.

    Nos dois últimos meses, houve um movimento de alta nos preços no mercado interno de açúcar cristal, principalmente pelo direcionamento de produção de açúcar na forma VHP, utilizado para exportação, aproveitando o alto valor da cotação na bolsa de Nova York.

    A tendência é de alta ainda maior nos preços, tanto do cristal quanto do VHP, refletido pela diminuição na colheita da matéria prima. mas principalmente, pelo risco climático na Ásia, onde as Monções estão 50% abaixo da média histórica, colocando a Índia e Tailândia, grandes exportadores de açúcar, em dificuldades em suas safras que se iniciam em outubro.

    O governo indiano cogita proibir as exportações de açúcar da Índia para a safra 23/24, minimizando o risco de desabastecimento interno. Este também é um fator de alta desta commodity.

    Tanto o etanol hidratado quanto o anidro, vêm acumulando quedas de preço com recente estabilidade. O reajuste no preço da gasolina em agosto favoreceu, de certa forma, a comercialização do hidratado. Há uma expectativa de leve alta nos preços devido ao cenário promissor do açúcar, com as usinas ainda direcionando sua produção para o adoçante, em detrimento do etanol.

    Em vistas da época de renovação de canaviais, o Banco do Brasil conta com linhas de crédito para investimento na implantação e aquisição de máquinas.

    Para saber sobre as principais cadeias do agronegócio e muito mais, inscreva-se na nossa página do Broto! www.broto.com.br

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e de toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 11/09/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 11 de setembro, meu nome é MATHEUS PEREIRA DE QUEIROZ e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciamos nosso panorama pela soja. O clima seco pode comprometer ainda mais a safra dos EUA, prejudicando, os já reduzidos estoques de passagem do país.Os mapas atualizados pela Agência de Serviço de Meteorologia dos Estados Unidos (NOAA), para os próximos 07 dias, seguem com previsão de chuvas escassas, localizadas e de baixo volume, ainda com dias muito quentes, com temperaturas acima da média para os estados localizados no Meio-Oeste americano. O mercado ainda está com foco nas informações sobre a conclusão da safra 2023/24, bem como às questões de logísticas dos EUA.
    O financeiro segue sensível aos indicadores das principais economias, bem como, as informações e movimentos do macro cenário diante da aversão ao risco. Há especulação sobre um novo acordo de exportação pelo Mar Negro, o que poderia adicionar pressão de baixa. Com a proximidade do início da colheita nos EUA, os dados da produção serão confirmados. O USDA divulgará seu relatório mensal de oferta e demanda (12/09), ao qual, o mercado aguarda uma redução da produção americana. Assim, as cotações trabalharão com viés de alta para o curto prazo e de baixa para o médio prazo, em função da boa estimativa à safra na América do Sul.
    Em relação ao milho, para os próximos dias as previsões climáticas apontam temperaturas mais amenas e chuvas dentro da normalidade em boa parte do cinturão de milho nos Estados Unidos, que pode levar a uma pressão negativa para os futuros na Bolsa de Chicago.
    No dia 12 de setembro o USDA divulgará seu balanço de oferta e demanda referente ao mês corrente. O relatório poderá trazer volatilidade ao mercado, que aguarda especialmente a estimativa de produção dos Estados Unidos, uma vez que o clima quente e seco enfrentado pelo país no mês passado poderá influenciar na produção da Safra 2023/24.
    No dia 06 de setembro a Conab divulgou seu 12º Levantamento da Safra 2022/23 e elevou a produção de milho nacional em 1,46% em relação ao relatório anterior. A estimativa atual foi de 131,86 milhões de toneladas, que representa aumento de 16,6% ante a Safra 2021/22. Sob a mesma ótica, o estoque final foi estimado em 12,26 milhões de toneladas, incremento de 51,55%. O avanço da comercialização interna tende a seguir lenta, limitando maiores baixas e mantendo os preços em estabilidade.
    Para o café, as perspectivas para o mercado de café na próxima semana continuarão a depender de fatores como as condições climáticas no Brasil, o andamento da colheita, as exportações de outros países produtores, além do comportamento do dólar, que também afeta os preços das commodities.
    O mercado continuará atento às condições climáticas nas áreas de cultivo de café no Brasil. Previsões recentes indicam um período de tempo quente e seco nas próximas semanas, o que pode beneficiar a finalização da colheita, mas por outro lado, instigar temor em relação ao pegamento das recentes floradas.
    A queda nos estoques de café, tanto arábica quanto robusta, tem sido um fator positivo para os preços. Os estoques estão em níveis mínimos, o que indica um mercado com oferta apertada. A redução das exportações de café do Vietnã nos primeiros oito meses do ano e a expectativa de uma safra menor nesse país têm sido consideradas como fatores otimistas para o café robusta. O mercado enfrenta a pressão da oferta sazonal de Brasil, Indonésia e Uganda, que supera a demanda fraca no verão do hemisfério norte. Os juros altos também desencorajam os estoques. Por outro lado, os produtores resistem em vender o que já colheram e os estoques certificados ICE NY e Londres estão baixos. Perspectiva de leve recuperação no curto prazo e estabilidade no médio prazo.
    E finalizando com o Boi Gordo temos: A condução da terminação em sistema de confinamento é bastante desafiadora, principalmente com a queda dos preços do boi gordo no mercado futuro. A manutenção dos animais no sistema intensivo representa aumento gradativo dos custos, destacando-se o alto custo da nutrição animal.
    A necessidade de utilização de ferramentas de proteção de preço é fundamental para mitigar o risco da atividade. A queda da margem de lucro do pecuarista remete a uma tendência de redução dos investimentos, fato que pode resultar em menores produtividades nos anos seguintes.
    O recebimento de salário e o aumento na demanda devido ao feriado (Independência do Brasil) trazem a expectativa de uma leve recuperação nos preços da arroba ao longo da primeira quinzena de setembro. Um bom consumo auxiliaria no escoamento do estoque de carne bovina no varejo, melhorando o ritmo de reposição.
    Entretanto, os frigoríficos, em geral, seguem com margens de abate confortáveis, o que sugere novas tentativas de compras abaixo da referência média, pressionando negativamente a cotação da arroba no curto e médio prazo. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min
  • 08/09/2023 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 08 de setembro de 2023, meu nome é Danilo Teodoro, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Bauru – SP e vamos conversar sobre o cenário do milho.

    O contrato na Bolsa de Chicago com vencimento em dezembro/23 não voltou a ultrapassar os 5 dólares por bushel em agosto, mês marcado pela volatilidade. Apesar de alguns problemas climáticos terem afetado o desenvolvimento das lavouras em algumas regiões do cinturão de milho dos Estados Unidos, a Safra 2023/24 deve ser uma das maiores da história do país, se recuperando da quebra ocorrida no ciclo anterior.

    A boa safra na Europa e o recorde no Brasil também pesam sobre as cotações. Com o início da colheita nos Estados Unidos e o aumento na oferta mundial, os preços podem recuar mais nos próximos dias. O contrato com vencimento em dezembro/23 fechou na terça-feira, dia 5, a U$4,86/bushel.

    No Brasil, a colheita da 2ª safra se encaminha para o final. Apesar do recorde na produção, os preços físicos apresentaram movimento de estabilidade nos últimos dias, tendo apoio na valorização do dólar, vendedores retraídos e exportações aquecidas. De acordo com a Secretaria de Comercio Exterior (Secex), no mês de agosto foram exportadas 9,39 milhões de toneladas do grão, maior volume mensal já registrado na série histórica.

    O preço físico, referência CEPEA/B3, encerrou o último dia 05 cotado à R$54,00 a saca.

    O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e proteger suas margens. Atualmente, temos opções de venda (PUT) referenciadas na B3:
    - com vencimento em novembro/23, com strike/preço garantido entre R$ 55 e R$ 56/sc, e
    - com vencimento em março/24, com strike entre R$ 60 e R$ 63 / sc

    Para simular o valor do prêmio da opção, bem como consultar outros vencimentos disponíveis acesse sua conta no APP BB > Menu Agro.

    Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    4 min
  • 06/09/2023 - Cenário do café Conilon
    Olá, hoje é quarta-feira, 06 de setembro de 2023. Me chamo Gildenize Barbosa Ferreira de Oliveira, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Linhares-ES e vamos falar sobre o cenário do CAFÉ CONILON.

    É importante destacar que o momento atual da safra brasileira é determinante para ciclo do café conilon. Fatores como nutrição adequada, o eficiente controle de pragas e doenças, aliados a condições climáticas favoráveis, definirão o potencial produtivo das lavouras. A colheita de 2023 foi concluída e registrou uma produtividade abaixo da média da safra anterior.

    Em Londres, a semana começou com queda nos preços. O contrato nov/23 apresentou redução de US$ 3 por tonelada, sendo negociado a US$ 2.479. Esse movimento está alinhado com as perspectivas divulgadas por órgãos de pesquisa, que indicam um aumento na produção, associado a uma alta taxa de inflação na economia global. Como resultado, o mercado indica uma tendência de queda a curto e médio prazo, apesar da volatilidade recente. Além disso, na quinta-feira passada, os estoques de café robusta monitorados pelo ICE Europe Londres atingiram seu nível mais baixo desde 2016. No mercado interno, o café conilon manteve seus preços estáveis na última semana.

    O mercado permanece retraído, com produtores afastados das vendas. O café tipo 7 encerrou a última semana de agosto a R$ 625,00 a saca de 60kg.

    De acordo com informações do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), houve um notável aumento de 22,35% nas exportações de café verde em julho, em comparação com o mesmo período de 2022. O destaque foi a variedade canéfora, que inclui o conilon e o robusta, com um crescimento de 245% nas exportações.

    Problemas climáticos têm afetado significativamente a produção do robusta em todo o mundo, especialmente na Indonésia e Vietnã, onde os preços estão em alta e a oferta do produto está em declínio. Em julho, a Indonésia registrou uma queda de aproximadamente 10,3% nas exportações em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Nesse contexto, os produtores devem considerar a possibilidade de aproveitar os momentos de alta no mercado do café para vender suas produções e utilizar mecanismos de comercialização, como linhas de crédito para estocagem, como forma de se proteger contra as esperadas quedas nos preços em prazos mais longos.

    O Banco do Brasil oferece diversas opções de linhas de crédito para atender às necessidades dos produtores em suas lavouras. Para obter mais informações, não hesite em entrar em contato com o seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 05/09/2023 - Cenário climático
    Olá, hoje é terça-feira, 05 de Setembro de 2023, meu nome é Marcelo Matsumura, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Mogi Mirim – SP e falaremos sobre o cenário climático.

    Em um ano com Inverno sob influência do El Niño, as principais observações se voltam para o monitoramento deste fenômeno. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) relatou em agosto, que os índices da anomalia de temperatura monitorados estiveram superiores a 1,0°C. Este relatório, cita que os meteorologistas estão mais confiantes em um evento El Niño "forte", com chances do evento atingir ou exceder 1,5°C para a média sazonal de novembro a janeiro.

    No Brasil, em nota técnica conjunta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE e do Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, são mencionadas anomalias de Temperatura da Superfície do Mar e os reflexos dentro do país. Dentre os principais efeitos, estão a ocorrência de secas moderadas a intensas na Região Norte, maior incidência de seca na Região Nordeste durante a estação chuvosa e aumento das temperaturas médias no Sudeste, principalmente no inverno e no verão. Para o Centro Oeste, não há evidências de efeitos pronunciados em relação a chuvas, ao passo que, na Região Sul há ocorrência de precipitações abundantes, principalmente na primavera e verão.

    Na Previsão Climática Trimestral de set/out/nov, o INPE mantém a probabilidade de chuvas abaixo da média entre o leste, centro e faixa norte do país. Na região Sul e parte dos Estados de SP e MS há probabilidade de ocorrência de chuvas acima da média, previsões estas que refletem as características típicas de El Niño sobre o Brasil.

    Na faixa central do país não se descartam eventos de chuva expressiva em algumas localidades. A previsão de temperatura indica uma maior probabilidade para eventos acima da média, em praticamente todo o país.

    De acordo com o Sistema de Monitoramento Agroclimático (Agritempo), para a disponibilidade de água no solo, merecem atenção as áreas mais centrais do Brasil em função do período de estiagem. Estados de SC e RS estão em situação mais favorável.

    Devido aos eventos climáticos no período de El Niño, o planejamento da safra associada ao monitoramento do clima, se tornam ferramentas importantes para a tomada de decisões.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 04/09/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 4 de setembro, meu nome é ALEXANDRE BITTENCOURT, sou Assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciamos nosso panorama pela soja.Os mapas atualizados pela NOAA (Agência Serviço de Meteorologia dos Estados Unidos) para os próximos 07 dias seguem com previsão de chuvas escassas, pontuais e de baixo volume, ainda com dias muito quentes, com temperaturas acima da média nos estados localizados no meio-oeste americano. Nos próximos boletins de acompanhamento de safra semanal divulgados pelo USDA, há perspectiva de diminuição do índice das condições das lavouras em função do clima adverso na fase final da safra, diminuindo o potencial produtivo das lavouras.
    No financeiro, seguem as atenções aos indicadores das principais economias, bem como as informações e movimentos do macrocenário diante da aversão ao risco. Ainda no radar, os desdobramentos sobre o possível novo acordo de exportação pelo Mar Negro.
    Diante das incertezas do tamanho da produção da safra dos EUA, a espera pelo início da colheita norte-americana, do plantio no Brasil e atenção ao comportamento da demanda, o mercado doméstico seguirá com cenário favorável no período de transição das safras. Assim, as cotações trabalharão com viés de alta para o curto prazo e de baixa para o médio prazo.
    Em relação ao milho, as previsões climáticas para os próximos dias ainda são de temperaturas elevadas e precipitações abaixo da normalidade em grande parte do cinturão de milho norte-americano, o que poderá dar suporte aos preços no mercado externo. As cotações na CBOT refletirão o divulgado no relatório do USDA sobre as condições das lavouras, a ser divulgado no dia 04/09, que informará se houve ou não nova piora nos cultivos devido ao clima. O último relatório apontou 56% da área entre condições boas a excelentes, redução de 2 pontos percentuais, quando o mercado esperava uma redução maior.
    No Brasil, nas últimas semanas foi observado aumento no frete rodoviário, consequência da maior procura devido ao período de colheita do milho 2ª safra e a necessidade do seu escoamento, além da concorrência com o escoamento da safra de soja.
    A Conab divulgará no dia 06/09 seu 12º levantamento da Safra 2022/23 e poderá revisar a produção nacional, aumentando as estimativas de produção total, em especial a 2ª safra. Este seria mais um fundamento negativo para as cotações, que tendem a seguir pressionadas internamente.
    Para o café, as condições climáticas continuarão sendo um fator importante a ser monitorado pelo mercado e a florada entrou no radar. Embora as chuvas tenham trazido alívio para os produtores, ainda há preocupações com as altas temperaturas e escassez de chuvas nas próximas semanas. Qualquer mudança nas previsões poderá afetar os preços do café arábica; A redução dos estoques na ICE New York a 490.739 sacas, o menor nível em 9 meses e meio e ICE Londres com 3.380 lotes reforçam a estreita relação estoque/consumo;
    Exportações vietnamitas de café de janeiro a agosto de 2023 apontam redução de 4,9% no comparativo anual, bem como produção estimada para a safra 23/24 com redução de 7%, a menor em 4 anos, o que mantém o balanço do robusta com déficit no ciclo 23/24;
    Não havendo novidades nos fundamentos, o mercado futuro continuará monitorando as condições climáticas e a conclusão da colheita no Brasil, assim como os estoques certificados na ICE, que continuam dando suporte às cotações. Caso as previsões climáticas se confirmem, será possível observar melhora das cotações ao longo da semana.
    E finalizando com o Boi Gordo temos: A carne de frango, mesmo com o aumento de preço, continua sendo a fonte de proteína mais competitiva e isso reflete na cotação da carne bovina, uma vez que existe a tendência de o consumidor migrar para a fonte de proteína mais barata. O consumo interno de carne bovina ainda está abaixo do esperado e não é suficiente para diminuir o volume disponível no estoque das indústrias, que se encontra elevado. Assim, o ritmo de reposição entre o varejo e o atacado deve continuar lento.
    De modo geral, a procura por animais terminados tende a continuar fraca nos principais polos de comercialização. O objetivo das Indústrias é escoar os estoques antes da retomada das compras. Assim, as escalas de abate devem seguir confortáveis, com os frigoríficos ofertando valores abaixo da referência média e atendendo às demandas do curto prazo.
    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    5 min
  • 01/09/2023 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 01 de setembro de 2023, meu nome é Luciano Scuccuglia, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré SP, falaremos sobre o cenário da soja.

    O contrato de soja na CBOT com vencimento em nov/23 encerrou o dia 30/08 cotado a US$ 13,87/bushel, (13,32 em 31/07/08) apresentando alta de 4,1% na parcial do mês de agosto. Os principais fundamentos para a alta são os dados do último relatório do USDA, que apresentaram uma pequena piora nas condições das lavouras norte-americanas, refletindo as condições climáticas, somados à elevada demanda chinesa nos sete primeiros meses do ano, que apresentou alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

    O USDA também corrigiu para menor a produção mundial da oleaginosa, que passou de 405,31 para 402,79 milhões de toneladas. Da mesma forma, os estoques finais foram estimados em 119,4 contra 120,98 milhões de toneladas divulgadas no boletim do mês anterior.

    Para a safra brasileira 2023/24, o IMEA estima que a área no MT, maior Estado produtor brasileiro, será de 12,22 milhões de ha, aumento de 0,82%, com previsão de redução de produção de 3,39%, devendo chegar 43,78 milhões de toneladas.

    O indicador da soja CEPEA em 30/08 foi de R$ 150,96 por saca, apresentando alta de 0,95% em relação ao início do mês, elevação menos intensa em que a observava na CBOT no mesmo período.

    Segundo a NOAA, a previsão de fenômeno El Niño para a Safra 23/24 da América do Sul se mantém, com elevada probabilidade para o trimestre dez/Jan/fev. Destaca-se a elevação da classificação do impacto do fenômeno, com previsão de intensidade forte.

    Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar oportunidades negociais para comercialização de sua safra, o BB disponibiliza:

    - a linha de crédito de investimento (PCA) destinada à construção, ampliação e reforma de unidades de recepção, beneficiamento e armazenagem de grãos e
    - as Opções Agro BB. Atualmente, temos opções de venda (PUT) de soja referenciadas na CBOT, com vencimento em:
    - fev/24 com strike/preço garantido entre U$ 13,12 e U$ 13,60/bushel e
    - abril/24 com strike entre U$ 13,01 e U$ 13,60/ bushel

    Você pode consultar outros vencimentos e fazer simulações diretamente no APP BB, acessando “Menu”, “Agro” e depois “Contratar opções Agro.”

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 31/08/2023 - Cenário da piscicultura
    Olá, hoje é 31 de agosto de 2023, meu nome é Luciano Lima, sou Assessor de Agronegócios em Volta Redonda/RJ e vamos falar sobre o cenário da piscicultura no Brasil, com foco no cultivo de tilápias e nativos.

    A produção de peixes cultivados no Brasil, em 2022, atingiu 860.355 toneladas, com receita aproximada de R$ 9 bilhões, gerando cerca de 3 milhões de empregos diretos e indiretos, conforme dados da Associação Brasileira da Piscicultura – PEIXE BR, 2023).

    O Brasil é o quarto maior produtor mundial de tilápia, espécie que representa 64% da produção do país. Os peixes nativos, liderados pelo tambaqui, participam com 31% e outras espécies com 5%. Nos últimos anos, a produção de peixes saltou 48,6% no país: passando de 578.800 ton em 2014 para 860.355 ton em 2022 (Associação Brasileira da Piscicultura – PEIXE BR, 2023).

    Esse cenário é importante na medida em que ao longo das últimas décadas, o aquecimento global tem afetado populações de peixes em todo o mundo, reduzindo o potencial de captura da pesca industrial e artesanal em rios e mares.

    Os efeitos do aquecimento global, somados ao fenômeno El Ninõ potencializaram o calor no mês de agosto nas principais regiões produtoras do país, o que é bom para a piscicultura, uma vez que temperaturas baixas reduzem a ingestão de ração e o crescimento dos peixes. Ainda, em clima frio, há menor consumo de peixes pela população. Nesse quesito, o consumo per capita brasileiro de peixe é de 9,5 kg, enquanto a média mundial é de 20,2 Kg per capita.

    Em termos de preços das tilápias, o indicador Cepea, a Região de Grandes Lagos (noroeste do estado de São Paulo e divisa de Mato Grosso do Sul) registrou redução de 0,20 centavos no preço pago ao produtor, que ficou em 9,69 R$/Kg. No Norte do Paraná e Sul de São Paulo o preço pago ao produtor aumentou 0,10 centavos, saindo de 9,56 para 9,66 R$/Kg. A Região Oeste do Paraná, por sua vez, contabilizou aumento de 0,20 centavos no quilo da tilápia e o preço médio passou para 9,31 R$/Kg. No município de Morada Nova de Minas - MG, houve acréscimo de 0,20 centavos no preço da tilápia com cotação de 9,34 R$/Kg.

    Já em relação aos peixes nativos (dourado, pacu, pirarucu, surubim e tambaqui), verificou-se uma redução da oferta (PEIXE BR e IBGE), tanto no Norte quanto no Centro-Oeste. No entanto, apesar do ambiente de baixa oferta, os preços, não estão reagindo. A menor oferta tem relação com o aumento no custo de produção e dificuldade no escoamento.

    O Banco do Brasil conta com linhas de financiamento para investir em novos áreas de cultivo de peixes. Procure o seu gerente de relacionamento para maiores informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 29/08/2023 - Integração Lavoura x Pecuária x Floresta - ILPF
    Olá, hoje é 29 de agosto de 2023, meu nome é Mariela Leite, sou Assessora de Agronegócios em Arapoti/PR e vamos falar sobre a Integração Lavoura x Pecuária x Floresta.

    A integração lavoura-pecuária-floresta, também conhecida pela sigla ILPF, é uma estratégia de produção sustentável que integra atividades agrícolas, pecuárias e florestais dentro de uma mesma área, podendo ser através de cultivo consorciado, em sucessão ou rotação.

    Busca o benefício mútuo das atividades, com efeitos sinérgicos entre os componentes, otimizando a produtividade e a conservação dos recursos naturais.

    A integração pode ser realizada em 4 modalidades: - Integração Lavoura- pecuária (ILP) - Integração Lavoura-floresta (ILF) - Integração pecuária-floresta (IPF) - Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) Em todas as modalidades, as principais vantagens observadas são:

    · Recuperação de áreas degradadas, inclusive as pastagens;
    · Otimização do uso da terra;
    · Diversificação da produção, que gera mais renda e emprego e minimiza possíveis frustrações de faturamento devido eventos climáticos ou condições de mercado.

    Dentre outros benefícios desse sistema estão:
    · a proteção da biodiversidade, o favorecimento do bem-estar animal, aumento da produção sem a abertura de novas áreas, de forma ambientalmente correta, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa e maior fixação de carbono pelas florestas, equilibrando os gases metano gerados pelos bovinos.

    No Brasil, estima-se uma área de mais de 17 milhões de hectares sob o sistema de integração, sendo que cerca de 80 % dessa área envolve atividades agrícolas e pecuárias e 20%, nas modalidades com o emprego de florestas.

    Os sistemas que integram a floresta, utilizam, predominantemente, o eucalipto, devido a seu crescimento mais rápido e maior facilidade de implantação e manejo. Até 2030, estima-se um aumento para 35 milhões de hectares, sobretudo com a incorporação de áreas consideradas improdutivas, tais como as pastagens degradadas, demonstrando que ainda tem grande potencial de expansão e integração das florestas com as atividades agrícolas e pecuárias.

    O Banco do Brasil conta com linhas de financiamento para investir em novos plantios de florestas integrados à pecuária e agricultura. Procure seu gerente de relacionamento para maiores informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
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