BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 14/08/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 14 de agosto, meu nome é Liara Simon, sou Gerente de Setor na Gerag e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja.
    Após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, o mercado irá processar os dados. Mesmo com a diminuição na produção final estadunidense, a grande oferta de soja brasileira seguirá equilibrando o estoque global, até a entrada da colheita nos EUA, já em setembro.
    A melhora recente das condições das lavouras e manutenção do bom quadro climático nos EUA, vão garantindo uma produção dentro da média histórica. Os mapas atualizados pela Agência Serviço de Meteorologia dos Estados Unidos (NOAA), para os próximos 07 dias, preveem bons volumes de chuvas e menores temperaturas nos principais estados produtores. No financeiro, seguem as atenções aos indicadores das principais economias, bem como as informações do macro cenário diante da aversão ao risco. Ainda no radar, os desdobramentos sobre o possível novo acordo de exportação pelo Mar Negro.
    Diante dos dados previsíveis do relatório do USDA, o mercado doméstico seguirá pressionado negativamente pelas cotações da CBOT. Assim, as cotações trabalharão com viés de baixa no curto e médio prazo.
    Em relação ao milho, a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA poderá trazer volatilidade aos futuros na Bolsa de Chicago. O mercado externo espera um corte na produtividade e os preços podem reagir conforme a indicação do órgão americano, caso venham estimativas conservadoras ou reduções acima do esperado.
    A previsão climática para os próximos dias indica precipitações dentro da normalidade em quase todo cinturão produtor nos EUA, favorecendo as lavouras no campo, que se encontram em sua maioria na fase reprodutiva, onde a necessidade hídrica é elevada.
    A Conab divulgou seu 11º Levantamento de Safra 2022/23 no último dia 10, elevando a produção total de milho em 2,08 mi t, agora estimada em 129,43 mi t. O aumento do volume a ser produzido é oriundo da 2ª safra, com nova estimativa de 100,18 mi t. Com a revisão, o estoque final foi estimado em 10,52 mi t, aumento de 25,84% em relação à estimativa de julho.
    Neste contexto, os preços internos podem apresentar alguma volatilidade, seguindo o comportamento externo. Entretanto, a elevada produção e o avanço da colheita são capazes de manter as cotações pressionadas negativamente.
    Para o café, relatório da OIC de julho, confirma trajetória de redução das exportações nas diversas origens, com a exportação global reduzindo-se 6,7 % em relação a igual período do ano anterior.
    Evidenciado no mesmo relatório, o aumento de participação do robusta nas exportações globais, elevando seu share a 40,3% das exportações no período de out/22 a jun/23, ante 36,6% no mesmo período há 1 anos atrás.
    Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia relata queda de 17% nas exportações do país em julho, 846 mil sacas, ante mesmo período do ano anterior.
    Clima na semana ainda sem informações firmes de precipitação na segunda dezena do mês de agosto, favorecendo a finalização da colheita, mas podendo estimular preocupações com florada da safra 24.
    Estoques Ice NY e Londres sem grandes alterações, mas ainda sem evidenciar recuperação. Menor estoque em 8 meses no arábica, a 527.842 sacas e de robusta a 5017 lotes, o menor desde 2016.
    Estes dados de menor exportação em diversas origens têm contribuído para limitar perdas nos preços, apesar da oferta iminente do café brasileiro, e a ainda incerta safra 24 Brasil, onde o fator climático deve influenciar nos preços até sua efetivação.
    E finalizando com o Boi Gordo temos: o preço da carne bovina no mercado internacional vem acumulando queda no decorrer do último ano, afetando as receitas dos frigoríficos exportadores, fato que leva a indústria a pressionar negativamente os valores da arroba do boi gordo. Além da taxa de câmbio, que, por si só, pressiona o valor pago pelo importador, com a desvalorização do Yuan, a China, principal destino da carne bovina brasileira, passou a renegociar os contratos de importação, baixando os preços em dólar da carne bovina.
    Para o pecuarista, em especial para a atividade de confinamento, tanto os custos de nutrição animal, quanto os custos de reposição estão em queda no decorrer do ano. O custo de nutrição cai a medida em que os preços de milho, sorgo e soja, utilizados na alimentação, passam a recuar no mercado doméstico. Mesmo assim, o cenário é desafiador para o 2º sem/23, pois a tendência de preços pressionados permanece. Assim, faz-se necessário gerenciar os custos e mitigar o risco da atividade para se obter um resultado satisfatório no empreendimento.
    A indústria, com escalas confortáveis, deve seguir cadenciando as compras. Assim, os preços, já enfraquecidos, tendem a permanecer sem grandes oscilações. O recebimento de salário e o aumento na demanda devido ao Dia dos Pais pode trazer variação positiva no preço da arroba, ao menos no curto prazo.
    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min
  • 11/08/2023 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 11 de agosto de 2023, meu nome é Danilo Teodoro, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Bauru – SP e vamos conversar sobre o cenário do milho.

    O início de agosto foi de desvalorização da cotação do cereal no mercado externo. A melhoria das condições climáticas no cinturão de milho norte-americano observada nos últimos dias, com bons volumes de chuva, favoreceram os cultivos que vinham sofrendo com seca e temperaturas elevadas. A ausência de novos fundamentos relacionados ao conflito no Leste Europeu também contribuiu para o movimento de baixa. No período de primeiro de agosto a nove de agosto o contrato com vencimento em dezembro/23 apresentou desvalorização de 2,56%, encerrando na última quarta cotado a U$4,94/bushel.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgará hoje o relatório de oferta e demanda de grãos para este mês, podendo trazer volatilidade aos contratos futuros nesta sexta-feira, uma vez que o mercado espera redução no potencial produtivo das lavouras devido às chuvas irregulares no início do plantio.

    No Brasil, os preços seguem pressionados pelo avanço da colheita da 2ª safra, que vêm apresentando bons rendimentos no campo. De acordo com a CONAB, a colheita chegou a 64,3% da área total, com o estado de Mato Grosso, líder na produção nacional, tendo sua colheita praticamente finalizada.

    O preço físico, referência CEPEA/B3, encerrou o último dia 09 cotado à R$52,97 a saca, recuo de 1,45% em relação ao início do mês.

    O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e proteger suas margens. Atualmente, temos opções de venda:

    - referenciadas na B3, com vencimento em Setembro/23, com strike/preço garantido entre R$ 53 e R$ 55/sc, e
    - referenciadas na CBOT, com vencimento em Fevereiro/24, com strike entre U$ 4,64 e U$ 4,92 / bushels

    Para simular o valor do prêmio da opção, bem como consultar outros vencimentos disponíveis acesse sua conta no APP BB > Menu Agro Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    4 min
  • 10/08/2023 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 10 de agosto de 2023, meu nome é Teodoro Contin, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Barretos (SP) e hoje vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas 41,26 mil toneladas de carne bovina in natura em 4 dias úteis de agosto de 2023. Apesar do bom ritmo, o preço médio da tonelada ficou em US$ 4.531, queda de 26,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

    Os preços da arroba no mercado físico mantiveram movimento baixista nos últimos dias. Em 08/08/2023, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo foi precificada em R$ 238,00, com alta) de 0,13% no dia. Na B3, o contrato com vencimento para outubro de 2023 fechou o dia cotado a R$ 230,80.

    Segundo dados do IMEA, no Mato Grosso, o ágio entre o valor da arroba do bezerro e do boi gordo fechou julho de 2023 em 33,8%, com redução de 13,57% em relação ao resultado de julho de 2021, período de alta do ciclo pecuário. Estamos em um momento de baixa do ciclo, o que favorece os pecuaristas recriadores, uma vez que o custo com a reposição do animal representa cerca de 65% do custo da atividade de recria/engorda.

    Após as baixas observadas no valor da arroba no atacado nos últimos dias, espera-se que na primeira quinzena do mês, com a entrada de salário na economia e a possibilidade de aumento do consumo de carne em decorrência das festividades do Dia dos Pais, ocorra alguma melhora nos preços da proteína bovina. Um bom consumo auxiliaria no escoamento do estoque de carne bovina no varejo, melhorando o ritmo de reposição.

    Caso isso não ocorra e permaneça o ritmo lento de escoamento da carne no mercado interno, poderá prejudicar a recuperação do preço do boi gordo. Somam-se a esses fatores, a concorrência com a carne de frango, por ser esta uma fonte de proteína mais acessível a grande parte da população e a redução dos preços da carne no mercado internacional, que interferem nas receitas das indústrias exportadoras.

    A indústria, com escala de abate relativamente confortável, tende a ofertar valores abaixo da referência média pela arroba. Dessa forma, esperam-se preços estáveis no curto prazo e leve pressão negativa no médio prazo, quando aumenta o número de animais prontos para o abate provenientes de confinamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 09/08/2023 - Cenário do trigo
    Olá, hoje é 09 de agosto de 2023, meu nome é Leandro Milléo, Assessor de Agronegócios em Passo Fundo - RS e vamos falar sobre o cenário do Trigo.

    O plantio está finalizado no Brasil. Segundo a CONAB, são esperados cerca de 3 milhões e 429 mil hectares na safra 23/24, aumento de 11% em relação à safra passada.

    Na região Sul, principal produtora, o estado do Paraná, segundo dados do Deral-PR, aumentou 13% a área semeada para 1,39 milhão hectares e espera-se incremento de 30% na produção, com 4,5 milhões de toneladas. As lavouras estão predominantemente em estágio reprodutivo, com 93% em boas condições.

    No Rio Grande do Sul, foram plantados 1,5 milhão de hectares, área igual da safra passada, conforme dados da Emater. A expectativa é uma produção 4,7 milhões de toneladas, redução de 17% ante a safra passada. As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e apesar de algumas regiões apresentarem condições climáticas irregulares, as lavouras vêm se desenvolvendo bem.

    Nos demais estados, destaca-se Goiás, com a colheita do trigo de sequeiro já finalizada. Foram cultivados 80 mil hectares, sendo 70% dessa área em cultivo de sequeiro. Espera-se produção de 310 mil toneladas, aumento de 130% em relação à safra 2022. As lavouras irrigadas encontram-se em fase de enchimento de grãos e apresentam boas condições.

    No cenário internacional, destacamos o clima nos principais países produtores. Enquanto a Europa, Ucrânia e Rússia tiveram clima favorável e estão colhendo o trigo com boas produtividades, a Austrália e China enfrentam clima seco e quente. Já os Estados Unidos e Canadá a situação é mista, com lavouras enfrentando problemas de seca e outras em boas condições.

    Importante destacar a intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia, que tem gerado preocupações sobre a demanda global e refletido diretamente nos preços futuros do produto. Em Chicago, o trigo chegou a subir 17% em julho, devolvendo estes ganhos nos últimos dias. Ainda, a notícia que a Índia considera cortar ou abolir os impostos de importação sobre o trigo movimenta o mercado. Contudo, esses fatores não chegaram a influenciar os preços internos do grão.

    O indicador Cepea/Esalq-Paraná registrou queda de -3,45% nos últimos 30 dias, cotado a R$ 1.300,31 por tonelada. Comparado ao mesmo período do ano anterior a redução foi de 27%. A demanda no mercado interno permanece baixa devido à ausência de compradores, pois os moinhos estão abastecidos.

    Para apoiar nossos clientes, o Banco do Brasil disponibiliza a contratação de linhas de investimento para aquisição de máquinas, implementos e correção de fertilidade para safra 2023. Consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 08/08/2023 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é 8 de agosto de 2023, eu sou o Maurício Alonso, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Ribeirão Preto/SP e hoje vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.​

    O clima seco desde o fim do primeiro semestre de 2023 tem sido favorável a colheita da cana. Até a primeira quinzena de julho foram processadas 258,25 milhões de toneladas, avanço de 10,1% em relação ao mesmo período da safra anterior.

    Em julho, houve significativa melhora na produtividade dos canaviais, com rendimento médio de 91 toneladas/ha ante 76,1 toneladas/ha na safra passada, segundo dados do benchmarking agronômico do CTC, divulgado pela ÚNICA. Um dos fatores para esse crescimento é a maior participação de cana de 18 meses, de primeiro corte, geralmente colhida no início da safra. Apesar do maior volume de cana, a qualidade da matéria prima tem se mantido igual à da safra passada, na casa dos 130 kg de ATR/tonelada. Com o tempo seco e o avanço da safra, a tendência é de aumento nos teores de açúcar, porém já se observa uma leve piora em relação ao ano passado, fato já verificado na primeira quinzena de julho.

    Nesta safra o mix açúcar/etanol está mais favorável para o adoçante. As usinas estão aproveitando ao máximo a alta nas cotações no mercado internacional. Somente em 2023, o açúcar futuro, no contrato com vencimento em outubro/2023 na bolsa de Nova York apresentou alta de 35%, passando de 17,8 para 24,0 centavos de dólar por libra-peso, maior patamar de preço em 11 anos.

    Períodos recentes de estresse hídrico e atraso nas chuvas ocorridos na Índia e Tailândia, grandes exportadores de açúcar e concorrentes do Brasil, têm contribuído para essa elevação nos preços do açúcar. A chegada do El Ninho também tem pressionado positivamente os preços, devido aos possíveis efeitos negativos para as próximas safras nesses países.

    Com relação ao etanol, a elevada oferta advinda da safra em pleno curso e a estabilidade na demanda por combustíveis no mercado doméstico, contribuem para a queda nos preços.

    Todos esses fatores influenciam a precificação do kg do ATR, que serve de referência para o pagamento da cana-de-açúcar aos produtores. Em julho, no acumulado, o Kg do ATR fechou em relativa estabilidade, a R$ 1,21, resultado da sustentação positiva do açúcar e da pressão negativa do etanol.

    Se você busca informações sobre as principais cadeias do agronegócio e muito mais, se inscreva na página do Broto em www.broto.com.br e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 07/08/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 07 de agosto, meu nome é Liara Simon, Gerente de Setor na GERAG e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciamos nosso panorama pela soja. Os mapas atualizados pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) indicam, para os próximos sete dias, bons volumes de chuvas e temperaturas mais amenas nos principais estados produtores, em especial no Meio Oeste dos EUA.
    O mercado seguirá com atenção dividida entre as condições climáticas mais favoráveis, ao passo que também aguardará a divulgação do boletim mensal de oferta e demanda do USDA em 11/08.
    No financeiro, tende a permanecer o sentimento de maior aversão ao risco, limitando possíveis reações de alta em Chicago, haja vista a expectativa de corte da produtividade e consequentemente, da produção da safra dos EUA 2023/24.
    Com as cotações em queda, os sojicultores deverão permanecer fora do mercado, mantendo negócios somente para cobrir obrigações financeiras. Face aos fatores expostos, o mercado deverá trabalhar em estabilidade no curto prazo e com baixa para médio prazo.
    Em relação ao milho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontou em seu relatório de progresso de safra (31/07) uma piora nas condições das lavouras entre boas a excelentes de dois pontos percentuais, sendo estimadas em 55%. Apesar disso, o mercado não reagiu a esta estimativa, visto que foram observados bons volumes de chuvas no decorrer da semana. A previsão climática para os próximos dias indica temperaturas mais amenas e volumes pluviométricos razoáveis no cinturão de milho do país. Com essa previsão, caso as condições das lavouras melhorem, as cotações no mercado externo poderão seguir o viés de baixa observado na semana anterior.
    De acordo com a Conab, a colheita do milho 2ª safra chegou a 54,7% da área total. O órgão estima produção desta safra, que é cultivada após a colheita da soja verão, em 98,04 milhões de toneladas, 14% superior ao volume obtido no ano anterior.
    O clima positivo para o avanço na colheita da 2ª safra e a maior disponibilidade interna, além das cotações externas enfraquecidas, podem contribuir para os preços físicos permanecerem pressionados negativamente, com viés de baixa.
    Para o café, o clima continuará favorecendo o processo de colheita no Brasil, porém as vendas, ainda em ritmo lento, tendem a limitar a disponibilidade de café da safra nova no curto prazo. No entanto, é sabido que a safra que está sendo colhida será superior à produção no ano passado, que somado à demanda ainda incerta, tendem a limitar altas expressivas no preço do grão. Ainda, a aversão ao risco e medidas econômicas internas vêm fortalecendo o dólar ante o real, que somado à menor disponibilidade e exportações de café em julho/23, ajudam a minimizar os efeitos negativos nas cotações em NY e Londres, com a entrada da safra.
    O momento permite aos cafeicultores aproveitar os repiques de alta especialmente quando combinados com dólar mais valorizado, uma vez que que o clima tem sido favorável à safra 2024. Escalonar as vendas é sempre recomendado.
    Após uma semana de correção positiva, ajustes técnicos tendem a ocorrer, devolvendo parte dos ganhos. O mercado seguirá observando os estoques internacionais nesse período em que os produtores brasileiros estão mais focados em concluir os trabalhos de colheita do que comercializar. Assim, esperam-se preços físicos estáveis no curto prazo e com pressão negativa no médio prazo.
    E finalizando com o Boi Gordo temos: Após as baixas observadas no valor da arroba no atacado nos últimos dias, espera-se que a primeira quinzena do mês, com a entrada de salário na economia e a possibilidade de aumento do consumo de carne em decorrência das festividades do Dia dos Pais, ocorra alguma melhora nos preços da proteína bovina. Um bom consumo auxiliaria no escoamento do estoque de carne bovina no varejo, melhorando o ritmo de reposição. Caso isso não ocorra e permaneça o ritmo lento de escoamento da carne no mercado interno, poderá prejudicar a recuperação do preço do boi gordo. Assim, a indústria, com escala de abate relativamente confortável, tende a ofertar valores abaixo da referência média pela arroba. Somam-se a esses fatores, a concorrência com a carne de frango, por ser esta uma fonte de proteína mais acessível a grande parte da população e a redução dos preços da carne no mercado internacional, que interferem nas receitas das indústrias exportadoras. Dessa forma, esperam-se preços estáveis no curto prazo e leve pressão negativa no médio prazo, quando aumenta o número de animais prontos para o abate provenientes de confinamento.
    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima
    6 min
  • 04/08/2023 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 04 de agosto de 2023, meu nome é Luciano Scuccuglia, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré SP, falaremos sobre o cenário da soja.

    O contrato de soja na CBOT com vencimento em nov/23 encerrou o último com cotação próxima a US$ 13,20/bushel, apresentando queda de 6% em relação a última quinzena. Os principais fundamentos para a queda estão atrelados às melhores condições climáticas, com previsão de chuvas mais abundantes e temperaturas amenas no meio oeste americano, ao desempenho do trigo e do milho que caíram acentuadamente nos últimos dias e à perspectiva de possível acordo entre Rússia e Ucrânia para garantir transporte de grãos no mar Negro. O mercado segue apreensivo, podendo sofrer alterações com a divulgação do relatório WASDE do USDA em 11/08.
    No relatório de acompanhamento semanal, o USDA apontou que 52% das lavouras encontram-se boas e excelentes condições.

    Para a safra brasileira 2023/24, o USDA estima que sejam cultivados 45,6 milhões de ha, com incremento de 3,87%, e produção total de 163 milhões de toneladas, crescimento de 4,48% ante a safra passada.

    No Brasil, o indicador da soja CEPEA em 03/08 foi de R$ 146,47 por saca, apresentando queda de 1,30% em relação a última quinzena. As baixas externas estão refletindo as cotações nacionais. O prêmio no porto de Paranaguá-PR registrou melhora em relação ao mês anterior, apresentando valores positivos para os meses de agosto e setembro. Segundo a NOAA, a previsão de fenômeno El Niño para a Safra 23/24 da América do Sul se mantém, com elevada probabilidade para o trimestre dezembro/fevereiro.

    O mercado externo segue sendo influenciado pelo fator clima frente às condições de desenvolvimento das lavouras dos EUA. Segundo a NOAA, para o mês de agosto as previsões são de chuvas mais volumosas e temperaturas mais amenas. No relatório de 31/07, o USDA informou que 83% das lavouras norte americanas encontram-se em fase de floração. Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar oportunidades negociais para comercialização de sua safra, o BB disponibiliza:

    - a linha de crédito de investimento (PCA) destinada à construção, ampliação e reforma de unidades de recepção, beneficiamento e armazenagem de grãos e

    - as Opções Agro BB. Atualmente, temos opções de venda (PUT) de soja referenciadas na CBOT, com vencimento em:
    • fev/24 com strike/preço garantido entre U$ 12,45 e U$ 12,98/bushel e
    • abril/24 com strike entre U$ 12,42 e U$ 13/ bushel

    Você pode consultar outros vencimentos e fazer simulações acessando sua conta no APP BB, Menu Agro.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima
    4 min
  • 27/07/2023 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 27 de julho de 2023, meu nome é Marcelo Luiz Pinto, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Governador Valadares - MG e hoje vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas 117,6 mil toneladas de carne bovina in natura em 21 dias úteis de julho de 2023, com média diária de 7,8 mil toneladas, o que representou um recuo de 1,5% quando comparado com julho de 2022. O preço médio no período foi de US$ 4.755/t, queda de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

    No dia 25/07/2023, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo foi precificada a R$ 243,60, com (queda) de 1,42% no dia. Na B3, o contrato com vencimento para outubro de 2023 fechou o dia cotado a R$ 238,05.

    Em decorrência do baixo consumo doméstico de carne bovina, a indústria, com estoques elevados, tem se mantido cautelosa nas compras. A demanda interna retraída dificulta a recuperação nos preços da arroba no mercado físico. Ainda, a carne de frango, que é uma proteína concorrente, está com excesso de oferta no mercado interno e com preços em queda no atacado e no varejo, o que acaba por direcionar ainda mais o consumo para esta proteína.

    Este cenário tem resultado em um mercado com ritmo lento de negócios, onde há oferta de valores para a arroba abaixo da referência em várias regiões produtoras, ao passo que vendedores começam a sentir também a pressão vinda do campo, com a deterioração das pastagens em virtude do clima seco. Soma-se a isso, o maior abate de fêmeas neste ciclo pecuário e a proximidade da entrada de animais de 1° giro de confinamento.

    O pecuarista pode acessar as soluções de crédito do Banco do Brasil, como a CPR, para aproveitar o melhor momento de venda e planejar a compra de insumos ou reposição, o BB Custeio Pecuário para antecipar o planejamento da alimentação e suplementação do rebanho para um ciclo pecuário bem-sucedido e Opções Agropecuárias para garantir preço mínimo de venda do Boi, de acordo com a saída do gado da fazenda. Atualmente oferecemos opções para Boi Gordo, referenciadas na B3 com vencimento em:

    01/setembro/23 com preço garantido (strike) entre R$ 222 e R$ 226 / @
    01/novembro/23 com strike entre R$ 220 e R$ 226 / @Para ouvir este e outros BBcast Agro acesse a Plataforma Broto em www.broto.com.br ou BBCast Agro em sua plataforma de streaming de preferência.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    5 min
  • 26/07/2023 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é quarta-feira, 26 de julho, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Tangará da Serra, Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do algodão.

    Se por um lado a economia mundial ainda requer certa atenção, por outro lado a inflação nos Estados Unidos desacelerou mais que o previsto e permitiu o declínio do dólar, o que de certa forma, beneficiou a cotação da pluma no mercado internacional. Somado ao recuo da cotação da moeda norte americana, o USDA divulgou seu relatório semanal de condições das lavouras, indicando redução de 3% nas condições boas/excelentes.

    No boletim mensal de oferta e demanda divulgado neste mês, foi estimado aumento de 1,45 milhões de toneladas de pluma no consumo mundial para a Safra 23/24 em relação à safra anterior. No Brasil, de acordo com Conab, a colheita do algodão primeira safra se iniciou com boas perspectivas.

    A Bahia, que é segundo estado de maior produção nacional, já colheu 27% da área. São previstas um volume de 600 mil toneladas que foram cultivadas em 306 mil hectares. O rendimento médio indicado é de 130 arrobas por hectare de pluma.

    No Mato Grosso, o maior estado produtor, a colheita atingiu somente 7% da área e a produtividade média tem sido de 120 arrobas por hectare de pluma. A produção esperada é de 2,2 milhões de toneladas. O órgão destaca que o país poderá colher mais uma safra recorde: 3 milhões de toneladas de pluma.

    Em vista da boa expectativa de produção nacional, é importante que o produtor busque estratégias e invista em tecnologia na comercialização para não passar os momentos de pressão de preços desprotegido.

    Para isso, O Banco do Brasil possui o Termo de Moedas e as Opções Agro. Atualmente temos Opções de venda (PUT) com vencimento em: - Novembro/23 com strike / preço garantido entre U$ 0,81 e 0,83 / pound e - Fevereiro/24 com strike entre U$ 0,80 e U$ 0,84/pound.

    Procure seu gerente de relacionamento para mais informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    3 min
  • 25/07/2023 - Cenário da mandioca
    Olá, hoje é 26 de julho de 2023, meu nome é Gustavo Maeda sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Uberaba - MG e falaremos hoje sobre o cenário da mandioca.

      A mandioca, também conhecida como macaxeira ou aipim, tem origem na América do Sul, sendo o segundo alimento fonte de energia, depois do arroz, para 1 bilhão de pessoas, principalmente nos países em desenvolvimento. De acordo com a EMBRAPA, cerca de 100 países produzem mandioca, sendo que o Brasil participa com 5,7% da produção mundial. O País é o quinto maior produtor segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

    Por ser de fácil adaptação, a mandioca é cultivada em todos os estados brasileiros, situando-se entre os oito primeiros produtos agrícolas do país, em termos de área cultivada, e o sexto em valor de produção.

    De modo geral, 40% das raízes são destinadas à produção de farinha, 20% para produção de amido e o restante, destinado a usos como mandioca de mesa e alimentação animal. O Pará é o maior estado produtor brasileiro de mandioca e o Paraná é líder nacional na industrialização, principalmente na produção de fécula.

    Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção brasileira de raiz de mandioca no ano de 2023, deverá ser de 18,4 milhões de toneladas, colhidas em uma área total de 1,24 milhões de hectares. No comparativo com a produção de 2022, apontam um aumento da área plantada, que deverá crescer 2,6% com relação à safra anterior, enquanto a produtividade deverá permanecer praticamente estável.

    Dentre os produtos que compõem a cadeia produtiva da mandioca, no que diz respeito ao mercado internacional, o de maior destaque é a fécula, já que a farinha é consumida internamente e a exportação de raízes ainda é incipiente. Durante o ano de 2022, foram exportadas 43,6 mil toneladas de fécula de mandioca. Esta quantidade, representa um aumento de 6% com relação ao volume exportado em 2021, considerado o segundo ano seguido de recorde de exportação para o setor.

    O Banco do Brasil, coloca à disposição dos produtores rurais linhas de crédito de custeio, investimentos, e beneficiamento das lavouras de mandioca.

    Conte sempre com a Assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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