BBCast Agro

BBCast Agro

By BrotoBusiness
Download on the App Store

BBCast Agro episodes

  • 24/07/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 24 de julho de 2023, meu nome é ROSILENE ROSS, assessora na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciando com o nosso panorama para soja, é esperado que o comportamento do clima para o desenvolvimento das lavouras nos EUA ganhará maior relevância no direcionamento das cotações na CBOT. Os mapas climáticos divulgados pela NOAA (Agência Serviço de Meteorologia dos Estados Unidos) mostram menos chuvas e temperaturas acima da média para os próximos 10 dias, nas regiões produtoras dos Estados Unidos.
    O mercado seguirá acompanhando os boletins de acompanhamento das lavouras do USDA. No último boletim, com a melhora das chuvas no mês de julho, as lavouras em condições boas e excelentes melhoraram o índice de 51 para 55%.
    Na economia, o controle da inflação nos EUA e na Europa, além do menor crescimento da China, preocupam e podem impactar negativamente a demanda global por commodities.
    Com as cotações do mercado físico com viés de alta, os sojicultores deverão aproveitar as oportunidades para negociar parte de sua produção e abrir espaço para a armazenagem do milho 2ª safra. Com um grande volume a ser comercializado e os preços internos refletindo as oscilações em CBOT, o mercado doméstico tende a seguir com estabilidade para o curto prazo e baixa para o médio prazo.
    Em relação ao milho, o Departamento de Agricultura dos EUA indicou melhora de dois pontos percentuais nas condições das lavouras entre boas a excelentes em relação à semana passada. 57% foram classificadas nestas condições.
    As previsões climáticas para o país não apontam precipitações abundantes nos próximos dias, podendo inclusive ser abaixo da normalidade no meio oeste americano. Caso a previsão se concretize, a melhora nas condições das lavouras poderá ser contida, o que poderia dar suporte nos preços na Bolsa de Chicago.
    A recente escalada no conflito no Leste Europeu poderá trazer volatilidade às cotações externas. Para que o escoamento de grãos ucranianos não seja interrompido, o país está buscado estabelecer novas rotas marítimas. O mercado externo não havia precificado o aumento nas tensões, e o andamento deste fato novo pode movimentar os preços na CBOT. No Brasil, a colheita da 2ª safra alcançou 39,3% da área. O estado mais avançado é o Mato Grosso, com 68% já colhido, apresentando bom ritmo e produtividades superando as estimativas iniciais. Com a maior oferta do cereal e o mercado com poucos negócios, os preços internos devem seguir pressionados, com viés de baixa.
    Para o café, é relevante ressaltar que, Com clima favorecendo e colheita evoluindo bem neste ano, o recebimento em cooperativas e tradings segue com fluxo elevado. No entanto, as vendas ainda limitadas, visto o atendimento dos produtores de que os preços atuais geram margens estreitas quando computados os custos com colheita e compromissos prementes; A expectativa de maior produção nesta safra brasileira deve elevar as exportações, embora ainda aquém do atingido em 2020/2021. No entanto, as boas perspectivas para a safra 23/24, até o momento, devem continuar a exercer pressão negativa sobre as cotações futuras.
    A redução nos preços do arábica e a sustentação atingida pelo conilon no momento atual tornam competitiva a exportação de conilon pelo Brasil, favorecido pela possibilidade de rebalanceamento nos blends internos e pela maior competitividade do arábica de menor qualidade; Com cenário de maior oferta, vendas limitadas ao cumprimento de compromissos de curto prezo e câmbio com relativa estabilidade, os preços ainda devem permanecer com pressão negativa, apesar de indústria repensar blends.
    E finalizando com o Boi Gordo, cabe destacar que: o preço da carne segue enfraquecido no mercado internacional, fato que desestimula o frigorífico exportador a pagar preços mais robustos pela arroba do boi aos pecuaristas. Normalmente, na 2a quinzena do mês é menor o consumo de carne bovina, assim a reposição entre o varejo e o atacado deve apresentar escoamento lento e preços enfraquecidos. A carne de frango, proteína concorrente e com elevada oferta no mercado interno, continua sendo mais competitiva quando comparada com as demais fontes de proteína. O consumidor tende a migrar para a mais barata. O baixo consumo de carne no mercado interno dificulta a recuperação do produto e adiciona a pressão baixista sobre o preço da arroba no mercado físico. Para a próxima semana, a indústria, com estoque elevado, deve seguir cautelosa nas negociações, ofertando valores abaixo da referência média pelo boi gordo. Assim, espera-se preços estáveis, com pressão de queda, no curto prazo.

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 21/07/2023 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 21 de julho de 2023, meu nome é Luciano Scuccuglia, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré SP, falaremos sobre o cenário da soja.

    O contrato nov/23 em Chicago fechou 19/07 cotado a US$ 14,08/bushel, apresentando alta de 3,91% em relação ao início de julho. Os principais fundamentos para a alta estão atrelados à divulgação de dados do USDA para a safra norte-americana, que projetou redução da área e produção estimada nos EUA, em 4,57% e 4,66% respectivamente. As condições climáticas adversas também exercem pressão de alta nas cotações. Somam-se a esses, o ataque Russo aos portos Ucranianos, que prejudicam as exportações de grãos.

    No relatório de acompanhamento semanal, o USDA apontou melhora nas condições das lavouras, totalizando 55% entre boas e excelentes. O mercado aguarda no próximo relatório de oferta e demanda no mês de agosto, redução na produção em função da diminuição do potencial produtivo das lavouras.

    Para a safra brasileira 2023/24, o USDA estima que sejam cultivados 45,6 milhões de ha, com incremento de 3,87%, e produção total de 163 milhões de toneladas, crescimento de 4,48% ante a safra passada.

    No Brasil, o indicador da soja CEPEA em 19/07 foi de R$ 148,04 por saca, apresentando alta de 6,99% em relação ao início do mês. As altas externas começam a refletir nas cotações nacionais, somados a perspectivas de maior demanda externa por conta do conflito Rússia x Ucrania. Os prêmios nos portos registram leve melhora em relação ao mês anterior, porém ainda apresentam valores negativos, atingindo US$ -0,60/bushel em Paranaguá-PR. Segundo o NOAA, a previsão de fenômeno El Niño para a Safra 23/24 da América do Sul se mantém, com elevada probabilidade para o trimestre dezembro/fevereiro.

    O mercado externo segue sendo influenciado pelo fator clima frente às condições de desenvolvimento das lavouras dos EUA, mesmo com a melhora das chuvas no mês de julho, as altas temperaturas vem impactando negativamente a fisiologia da cultura, na qual, segundo o USDA, já apresenta 56% das áreas em fase de floração. Para as próximas semanas a previsão é de chuvas regulares e altas temperaturas.

    Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar oportunidades negociais para comercialização de sua safra, o BB disponibiliza a linha de crédito de investimento (PCA) destinada à construção, ampliação e reforma de unidades de recepção, beneficiamento e armazenagem de grãos.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 20/07/2023 - Cenário da avicultura de postura
    Olá, hoje é dia 20 de julho de 2023, meu nome é Diego Berti, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Varginha/MG e falaremos sobre o cenário da produção de ovos. Através das informações disponíveis no portal OvoSite, verificamos que o alojamento de pintainhas comerciais de postura de janeiro a maio de 2023 foi de 53,26 milhões de aves, número 21,5% maior que o mesmo período de 2022.

    No primeiro semestre de 2023, o total de exportações de ovos comerciais com casca in natura atingiu 169,4 milhões de ovos, registrando um aumento de 140,5% sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com informações do Siscomex, compiladas pelo portal OvoSite.

    De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ocorreu redução no custo de produção de ovos em junho/2023, o preço médio do milho foi 36% menor que em janeiro/23 e o preço médio do farelo de soja diminuiu 18,5% neste período.

    De janeiro a junho de 2023, o preço médio da caixa de 30 dúzias de ovos brancos registrou aumento de 28%, sendo comercializada, em junho/2023, por R$ 189,77. A relação de troca milho/dz de ovos melhorou consideravelmente neste primeiro semestre de 2023. Em janeiro/2023 a relação era de 3,44 kg de milho para 1 dúzia de ovos. Em junho/2023 essa relação chegou a 6,90 kg/dz.

    O mesmo ocorreu com a relação de troca farelo de soja/dz de ovos verificadas nos primeiros 6 meses de 2023, que aumentou de 1,68 kg de farelo de soja/dúzia de ovos para 2,64 dz/kg. Este cenário de preços dos insumos e preço da caixa de 30 dúzias de ovos resultou em uma melhora expressiva na capacidade aquisitiva dos avicultores.

    Considerando a baixa nos custos dos principais insumos de produção, o BB oferece aos avicultores a oportunidade de mitigarem os riscos de mercado se protegendo da alta dos preços através de Termo de Opções e Termo de Mercadoria.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 19/07/2023 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é quarta-feira, 19 de julho de 2023, sou JOSE ANTONIO LUIZ DE OLIVEIRA SILVA, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em BOA ESPERANÇA-MG e hoje vamos falar sobre o mercado de café arábica.

    Com clima favorável à colheita e perspectivas de uma safra superior à do ano anterior, estima-se que os produtores brasileiros tenham colhido quase metade da produção, que representa, segundo departamento de agricultura norte-americano, expressivos 46% da produção mundial esperada no período atual.

    Este volume de café, a ser comercializado, tem suas cotações ainda mais pressionadas por prognósticos positivos, até o momento, em relação ao desenvolvimento da próxima safra, cuja floração deverá ocorrer a partir de outubro.

    A preocupação dos produtores procede, pois, a tradicional entressafra brasileira entre dezembro e março, normalmente esperada como período de melhores preços, pode se dar em um horizonte de expectativa de recuperação completa da produção brasileira e, portanto, acende dúvidas sobre a estratégia, usada com habilidade nos últimos anos, de só vender nos picos de preço. Em um horizonte de possível recuperação da oferta de café, os preços devem ser ainda mais pressionados para baixo.

    Participar sempre do mercado, mesmo com a expectativa de ocorrência deste cenário, parece ser a melhor estratégia de venda, ao mesmo tempo em que cuidar com esmero da produção, dos insumos necessários e de uma análise de custo x benefício na busca da produtividade máxima, que assegure rentabilidade mesmo em horizonte de preços em queda.

    Com as Opções Agro BB, é possível se proteger contra as variações de preço da commodity. Atualmente, o BB tem disponíveis:

    Opções referenciadas na B3, para café com vencimento em setembro/23, com strikes / preço garantido entre U$ 178 e U$ 183 / saca.


    Opções referenciadas na Bolsa de Nova York com vencimento em dezembro/23, com preço garantido entre U$ 1,47 e U$ 1,54 / libra peso e com vencimento em março/24, com strikes entre U$ 1,44 e U$ 1,57 / libra peso.

    Neste particular, dispor de recursos no momento certo é estratégia que permite negociações adequadas para adquirir os produtos necessários com o melhor resultado financeiro. E para isto, o Banco do Brasil coloca à disposição do produtor rural, toda a sua expertise, participação relevante no mercado e recursos para atender a todas as demandas de custeio, investimento e comercialização, além de seguros de preço, de produção e de renda para otimizar a estratégia desejada pelo produtor.

    Conte sempre com seu gerente Agro, com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 18/07/2023 - Cenário do abacaxi
    Olá, hoje é terça-feira, 18 de Julho de 2023, meu nome é Paulo Cesar, sou Assessor(a) de Agronegócios em Natal (RN) e falaremos sobre o cenário do Abacaxi.

    O abacaxizeiro, de acordo com a EMBRAPA, tem origem na América do Sul. As plantas adultas das variedades comerciais, têm de 1,0 a 1,2 m de altura, e cada uma produz um único fruto saboroso e de aroma intenso.

    É uma planta resistente à seca. No entanto, para fins comerciais, seu cultivo é recomendado em áreas com precipitação entre 1.000 mm e 1.500 mm anuais, bem distribuídos. A faixa ótima de temperatura se situa entre 22ºC e 32ºC, assim, seu cultivo é indicado em regiões com altitude menor de 400 m.

    O abacaxi pode ser consumido in natura ou industrializado, na forma de doces. A fruta se destaca nutricionalmente pela presença de vitamina C e minerais. Entre os minerais, se destacam o potássio, cálcio, magnésio e fósforo. Popularmente, o abacaxi é conhecido por auxiliar no processo digestivo.

    Conforme o IBGE, em 2021 foram produzidas mais de 1,5 milhão de toneladas da fruta no Brasil, em uma área de aproximadamente 66 mil ha, com destaque para os Estados do Pará, Paraíba, Minas Gerais e Rio de Janeiro, responsáveis por cerca de 51% da produção nacional. De acordo com a FAO, o Brasil é o quarto maior produtor do mundo.

    Assim como em várias frutas, nos últimos dois anos, oscilações climáticas, tais como estiagens ou excesso de chuvas em regiões produtoras, e aumento de custos, tem refletido nos preços do abacaxi.

    O preço médio do abacaxi pérola na Ceasa Campinas no início de Julho/2023, foi de R$3,61 por kg, ,lta de 35% em relação ao ano anterior, quando a média de preço era de R$2,67 por kg.

    Com a maior oferta de outras frutas a partir do segundo semestre, a tendência é que ocorra uma estabilidade nos preços dos frutos de abacaxi.

    O Banco do Brasil conta com linha completa de investimentos para que o produtor possa investir na renovação ou implantação de pomares, irrigação, e beneficiamento da produção.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 17/07/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 17 de julho, meu nome é Luis Cassol, Assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciamos nosso panorama pela soja. Na semana, o mercado já terá precificado os dados do relatório de oferta e demanda (WASDE) divulgados pelo USDA. Agora, o comportamento do clima para o desenvolvimento das lavouras ganhará mais relevância no direcionamento das cotações na CBOT. Os últimos boletins climáticos divulgados pela NOAA (Agência Serviço de Meteorologia dos Estrados Unidos) indicam que nos próximos 10 dias, as temperaturas nas regiões produtoras de soja podem ficar acima da média, enquanto as chuvas são esperadas dentro da normalidade. O mercado seguirá acompanhando os boletins semanais de desenvolvimento das lavouras do USDA. A expectativa é que, com a piora das condições previstas para os próximos dias (altas temperaturas), a qualidade nos índices das lavouras recue, com reduções de produtividade e produção nos EUA (fator altista).
    Com as cotações do mercado físico em movimento de alta, os sojicultores deverão aproveitar as oportunidades de mercado para negociar parte de sua produção. Ainda com um grande volume a ser comercializado e os preços internos favorecidos pelo cenário externo, espera-se uma semana de maior liquidez e preços em estabilidade para o curto prazo e baixa para o médio prazo.
    Em relação ao milho, o USDA apontou para melhora das condições entre boas e excelentes das lavouras americanas em relação à semana anterior. Variação positiva de 4% pontos percentuais, sendo considerado 55% nesta classificação, refletindo melhora climática dos últimos dias. De acordo com o órgão, 22% da safra encontra-se em fase reprodutiva da cultura (embonecamento e polinização). Volumes razoáveis de precipitações são esperados para os próximos dias, podendo beneficiar as condições das lavouras e consequentemente pressionar os futuros na CBOT.
    A proximidade do vencimento do acordo de escoamento de grãos no Mar Negro entre a Rússia e Ucrânia (17/07) e a sinalização do país russo em não renovar o acordo poderão trazer maior volatilidade às cotações no mercado externo, em meio às tratativas entre os países.
    No Brasil, o clima continua favorável para a colheita da 2ª safra, principalmente no Centro-Oeste. Com o produtor optando em avançar na comercialização da soja em detrimento do milho, o mercado interno pode seguir em movimento lateralizado, como foi observado nos últimos dias.
    Para o café, inverno ameno, sem mínimas acentuadas e precipitação que afete o ritmo da colheita tende a manter o bom fluxo da colheita brasileira.
    Mesmo com os estoques reduzidos no momento, o que afeta a exportação, há expectativa de queda nos preços no começo da venda da safra, com o produtor tendo de negociar a valores menos vantajosos, movimento intensificado e influenciado pelas boas projeções para safra BR 23/24 (caso o clima se mantenha favorável).
    Espera-se, com isso, preços pressionados negativamente a medida em que aumente o volume de café disponível da safra brasileira, o que já vem ocorrendo e tende a se intensificar.
    E finalizando com o Boi Gordo temos: A China vem encontrando dificuldades para impulsionar sua economia. Com isso, a desvalorização da moeda chinesa pode refletir negativamente nos embarques de carne bovina, desestimulando a indústria exportadora a ofertar valores mais robustos pela arroba. O preço da tonelada da carne bovina continua recuando no mercado internacional e o gigante asiático não vem dando sinais de ofertar um valor melhor pelo produto. Algumas unidades frigoríficas tendem a trabalhar com a capacidade ociosa elevada, com o objetivo de manter a produção ajustada para a necessidade do curto prazo.
    A oferta de animais provenientes do sistema intensivo ainda será limitada durante o mês de julho, com aumento a partir de agosto. Desta forma, no curto prazo esperam-se preços de estáveis a mais altos. Já no médio prazo, esperam-se cotações mais baixas a devido ao maior volume de animais prontos para o abate provenientes do sistema de confinamento.
    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    5 min
  • 14/07/2023 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 14 de julho de 2023, meu nome é Danilo Teodoro, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Bauru – SP e vamos conversar sobre o cenário do milho.

    No dia 12, última quarta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório de balanço entre oferta e demanda global referente ao mês de julho.

    As novas estimativas apontaram aumento de área plantada e de produção, em relação ao relatório de junho, para a safra norte-americana 2023/24. Apesar do clima quente e chuvas abaixo da média que o país enfrentou no mês passado, que ocasionaram redução do potencial produtivo das lavouras, o aumento da área cultivada e a melhora na previsão climática para julho compensaram a produtividade menor. Assim, o órgão indicou que a produção do cereal nos Estados Unidos poderá totalizar 389,15 milhões de toneladas que, se confirmada, será a maior safra de milho já produzida no país. Ocorreram também pequenos acréscimos nos estoques finais e na produção global.

    Após a divulgação do relatório, o mercado reagiu negativamente, e o contrato com vencimento em setembro/23 encerrou o dia 12/07 em baixa, cotado a U$4,76/bushel, queda de 3,69% no dia.

    No Brasil, os preços seguiram o mercado externo, com a baixa em Chicago. Adicionalmente, o avanço da colheita da 2ª safra no país, aumentando a oferta interna e com compradores retraídos e abastecidos no curto prazo, têm mantido o preço do grão pressionado negativamente. De acordo com a Conab, a colheita atingiu 29,3% da área nesta semana e o maior estado produtor, Mato Grosso, chegou a 50% da área colhida. Com boas produtividades e expectativa de novo recorde na produção, há relatos de grãos sendo depositados à céu aberto por falta de capacidade estática em armazéns nas fazendas e municípios.

    O preço físico, referência CEPEA/B3, encerrou o último dia 12 cotado à R$55,29 a saca, em estabilidade.

    O Banco do Brasil disponibiliza crédito para ampliar a capacidade de armazenamento agrícola do País, reduzir problemas logísticos de escoamento da produção em pico de safra e proporcionar ao produtor rural e suas cooperativas a possibilidade de escolher o melhor momento de escoamento e comercialização de seus produtos. Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!!
    4 min
  • 13/07/2023 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 13 de julho de 2023, meu nome é Teodoro Contin, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Barretos (SP) e hoje vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas 37,38 mil toneladas de carne bovina in natura em 5 dias úteis de julho de 2023. O mês de junho encerrou com 192,7 mil toneladas de carne bovina in natura embarcadas, o maior volume observado ao longo de 2023, com alta de 26,4% frente a junho de 2022. O preço médio ficou em US$ 5.054/t, queda de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

    Os preços da arroba no mercado físico se mantiveram firmes no decorrer da última semana. No dia 11/07/2023, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo foi precificada em R$ 257,15 com alta de 0,96% no dia. Na B3, o contrato com vencimento para outubro de 2023 fechou o dia cotado a R$ 249,50.

    A restrição na oferta de bovinos prontos para o abate, ocasionados pelo início da estiagem e a ausência de animais confinados, que devem entrar no mercado em agosto, dificulta a recomposição da escala de abate da Indústria, que opta por permanecer “fora das compras” ou realiza negociações acima da referência média. O Censo de confinamento da empresa DSM projetou um volume de cerca de 7 milhões de bovinos confinados este ano, valores próximos ao do ano de 2022. É importante ressaltar que, embora ocorra estabilidade no volume de gado confinado de 2022 para 2023, o sistema intensivo cresceu aproximadamente 47% entre 2015 e 2022.

    A queda no custo do animal de reposição e dos insumos empregados na nutrição bovina, observados ao longo do ano, somados ao fortalecimento da cotação do boi gordo na B3, apesar da queda recente, trazem otimismo para a atividade no 2º semestre. No momento, ainda em entressafra, esperam-se preços de estáveis a mais altos no curto/médio prazo.

    Com o Custeio Agropecuário do BB, você pode realizar o financiamento de diferentes despesas da sua produção e garantir os melhores insumos para um ciclo pecuário bem-sucedido.

    Para ouvir este e outros BBcast Agro acesse: blog.broto.com.br”barra”bbcast”traço”agro ou busque por BBCast Agro em sua plataforma de streaming de preferência. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 12/07/2023 - Cenário do trigo
    Olá, hoje é 12 de Julho de 2023, meu nome é Leandro Milléo, Assessor de Agronegócios em Passo Fundo-RS e vamos falar sobre o cenário do Trigo.

    O plantio ultrapassou 91% da área prevista no Brasil e, segundo dados da CONAB, são esperados para a safra 23/24 uma área de aproximadamente 3 milhões e 300 mil hectares, aumento de 10% em relação à safra passada.

    Na região sul, principal produtora, o Paraná é o estado mais adiantado, com 96% da área já semeada e expectativa de aumento de 12% de área em relação à safra anterior, para 1 milhão 389 mil hectares, segundo o Deral-PR. As lavouras estão predominantemente em estágio vegetativo e na maioria em boas condições.

    Em Santa Catarina o plantio atingiu 54% da área, expectativa de redução de 9% na área em relação à safra passada, para 127 mil hectares.

    No Rio Grande do Sul, o plantio chegou a 88% da área prevista, em igual área, de 1 milhão e 505 mil hectares, segundo a Emater. As lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo e até o momento apresentam boas condições.

    Nos demais estados, destaca-se Goiás, onde o trigo de sequeiro já está em colheita e apresenta boa produtividade. As lavouras irrigadas encontram-se em fase de enchimento de grãos e apresentam boas condições.

    No cenário internacional, destaque para a Argentina, que em 2022 representou 78% das importações brasileiras. O plantio alcançou 81% da área total projetada na safra 23/24, conforme relatório da Bolsa de Cereales de Buenos Aires e a área projetada foi reduzida em 5%, para 6 milhões de hectares.

    Outro ponto relevante para o mercado de Trigo é a possibilidade de a Rússia deixar o acordo de grãos do Mar Negro, que foi prorrogado até o dia 17 de julho. A interrupção prejudicaria as exportações de grãos da Ucrânia, principalmente milho e trigo, refletindo diretamente nos preços do produto no mercado externo.

    O indicador Cepea/Esalq-Paraná registrou queda de -2,47% nos últimos 30 dias, cotado a R$ 1.327,67 por tonelada. Comparado ao mesmo período do ano anterior a redução foi de 38%. A oferta no cenário nacional, devido a produção recorde brasileira da safra passada, ainda pressiona negativamente os preços.
    E como podemos ajudar nossos clientes nesse momento?

    O Banco do Brasil disponibiliza a contratação de custeio agrícola de Trigo e outras culturas de inverno para safra 2023. Para mais informações, consulte sua agência BB e parceiros agro. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 11/07/2023 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é 11 de JULHO de 2023, meu nome é GRAÇA FOGLI, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em ARARAQUARA, SP, e vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

    A safra 23/24, iniciada em abril deste ano, tem estimativa de produção 10,6 % superior à obtida na safra 22/23, devendo atingir 606,5 milhões de toneladas, segundo a Consultoria Datagro. Este aumento está mais atrelado à maior produtividade do que ao aumento de área de cana na região Centro-Sul.

    O Centro de Tecnologia Canavieira, registrou a produtividade de 95,3 t/ha, no mês de MAIO, alta de 26,3% em relação à safra passada, para o Centro Sul. Além da condição climática mais favorável, a colheita de canaviais de primeiro corte foi priorizada. Portanto, espera-se que esta produtividade alta venha a diminuir com o andamento da safra.

    No momento, 253 unidades estão em operação, sendo 239 com cana-de-açúcar, sete com etanol de milho e sete unidades flex. Frente ao aumento de produção dos canaviais e às expectativas dos efeitos do fenômeno El Niño, prejudiciais à logística de transporte da cana colhida, a moagem da cana no CS está 14% acima da safra passada, a produção de açúcar em 32% e a do etanol total em 9,3%, dados estes referentes ao período de abril até 1ª quinzena de junho, de acordo com a UNICA.

    A qualidade da cana, percebida pelo ATR, aponta para melhoria, 2,15% superior ao mesmo período da safra passada, registrando 127,20 kg de ATR/t de cana. Em junho/23, a exportação de açúcar foi 32% superior a junho de 2022, segundo a Secex. O preço médio do açúcar exportado subiu 21,6%, com preço médio de 480,9 dólares/t. Com isso, a receita subiu cerca de 60%, para 1,48 bilhão de dólares, de acordo com a Agência Internacional de Notícias.

    Os subsídios governamentais aos combustíveis estão previstos para acabar em julho. Com isso, a cobrança integral de tributos federais sobre a gasolina e o etanol vai ser retomada e os impostos passarão de 47 centavos para 69 centavos/L. Assim, o setor acompanha com atenção o reflexo que esta medida poderá causar no consumo destes produtos.

    O Banco do Brasil dispõe de linhas de financiamento para custear a cana soca, investir em máquinas e implementos, na melhoria da estrutura produtiva, na irrigação e na renovação de canaviais. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    5 min

About BBCast Agro

From the publisher's feed

Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…