BBCast Agro

BBCast Agro

By BrotoBusiness
Download on the App Store

BBCast Agro episodes

  • 26/06/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 26 de junho, meu nome é GUSTAVO MOTA, assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciamos nosso panorama pela soja.Com o encerramento do plantio da soja nos EUA, o cenário meteorológico para o período de desenvolvimento das plantas e as condições das lavouras seguirão como principais direcionadores dos preços na CBOT. Os mapas atualizados pela NOAA para a semana indicam temperaturas acima da média no meio oeste norte-americano e chuvas dentro da normalidade. No entanto, as chuvas vêm se apresentando irregulares. No financeiro, os indicadores de atividade econômica na China e nos EUA preocupam e podem impactar a demanda global.
    A oferta na América do Sul, em especial no Brasil, permanece sem novidades suficientes para influenciar o mercado no curto prazo.
    A pressão na logística no Brasil permanecerá grande, em função, também, da colheita do milho. Com as cotações do mercado físico em estabilidade, muitos sojicultores deverão aproveitar oportunidades de mercado, repiques refletidos pelas altas da CBOT, para fazerem negociações. Com o baixo volume de comercialização e os preços internos ainda pressionados, o mercado interno seguirá com estabilidade para o curto prazo e baixa para o médio prazo.
    Em relação ao milho, as previsões de chuvas para os principais estados produtores de milho dos EUA continuam indicando volumes reduzidos e calor intenso.
    Indicações de clima muito quente e com baixas precipitações na Europa e Ásia, começam a prejudicar lavouras e influenciar positivamente preços das comodities agrícolas.
    No Brasil, continuidade da valorização do real frente ao dólar, diminui os preços do milho na paridade de exportação.
    A proximidade dos meses de maior intensidade de colheita e a necessidade do produtor colher o produto para preparar a entrada da próxima safra, tende a refletir em uma grande quantidade de milho disponibilizada no mercado interno.
    Compradores devem seguir retraídos, aguardando período de maior disponibilidade de produto à preços mais baixos para fixar posições.
    Os preços internos tendem a certa estabilidade, mas acompanhando as cotações do porto. Nas praças mais distantes, à médio prazo, o viés tende a ser mais baixista, já começando a sofrer pressão pela entrada da segunda safra.
    Para o café, as previsões climáticas atuais não preveem riscos de geadas e chuvas até início de julho nas principais áreas cafeeiras do Sudeste, favorecendo o andamento da colheita. O conilon tem encontrado suporte com a redução de exportações do Vietnam que, de janeiro a maio, foi 3,5% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Na Indonésia, ocorre o mesmo, redução de 20% na produção da safra em curso. Soma-se também estimativas, como a da Volcafé, uma das maiores traders no mercado, que aponta um déficit de 5,6 milhões de sacas para a variedade na Safra 2023/24. Para o arábica, segundo o Cecafé, o Brasil apresentou redução de 9,7% nas exportações nos 11 meses do ano Safra 2022/23. Colômbia, segundo maior produtor, também registrou redução de exportações nesse período.
    No entanto, o avanço da colheita no Brasil seguirá pressionando os preços diante da expectativa de uma melhor oferta nesta safra e uma possível safra maior em 2024, a depender do clima. Neste contexto, a menor oferta de conilon e a queda expressiva nos preços do arábica poderão ocorrer ajustes técnicos na semana e maior concorrência por arábica de menor qualidade, haja vista que ainda há pouco café da safra 2023 disponível e baixos estoques atuais. E finalizando com o Boi Gordo temos: O Censo de confinamento da empresa DSM-firmenich (dona da marca Tortuga) projeta um volume de 6,995 milhões de bovinos confinados esse ano, o que representa leve queda de 0,5% ante os 7,028 milhões mapeados no ano passado. É importante ressaltar que, embora ocorra estabilidade no volume de gado confinado, o sistema intensivo cresceu aproximadamente 47% entre 2015 e 2022.
    No mercado doméstico, as proteínas concorrentes, como a carne de frango, continuam sendo mais competitivas quando comparadas com a carne bovina. Assim, a demanda mais fraca durante a segunda quinzena do mês limita a recuperação dos preços no atacado.
    Diante de uma oferta de animais mais retraída, a indústria apresenta sinais de encurtamento em sua escala de abate. Assim, há possibilidades de que um movimento de alta se consolide durante a próxima virada de mês, porém, não se espera um reajuste robusto na cotação da arroba. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min
  • 23/06/2023 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 23 de junho de 2023, meu nome é Luciano Scuccuglia, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré SP e falaremos sobre o cenário da soja.

    O contrato jul/23 na CBOT fechou 21/06 cotado a US$ 15,14/bushel, apresentando alta de 16,55% em relação ao início do mês. Os principais fundamentos para a alta estão atrelados às previsões climáticas para a safra norte-americana, que já indicam redução do potencial produtivo e associado à melhora nas cotações do barril do petróleo.

    No Brasil, o indicador da soja CEPEA em 21/06 foi de R$ 138,94 por saca, apresentando alta de 3,6% em relação ao início de mês, a diferença de variação em relação a bolsa de Chicago se deve a valorização do Real. Por outro lado, os prêmios nos portos ainda refletem a pressão do complexo logístico, registrando queda para o mês de Jul/23, atingindo US$ -1,25/bushel em Paranaguá-PR.

    De acordo com a Conab, a colheita no Brasil está encerrada. As projeções da safra brasileira se mantêm com uma produção total acima de 155,73 milhões de toneladas e produtividade de 3.537 kg/ha, aumento de 24,0% e 16,9%, respectivamente, ante a Safra 2021/22. Destaque para o Estado de MT, com a maior produção, e BA, com a maior produtividade.

    O mercado externo segue sendo influenciado pelo fator clima frente às condições de desenvolvimento das lavouras dos EUA, em que os mapas meteorológicos apontam para chuvas irregulares nas principais regiões do meio oeste do cinturão produtor, já registrando impactos do fenômeno climático El Niño, em especial nas Dakotas, Minnesota, Wisconsin, Michigan, Nebraska, Iowa e Illinois. As chuvas estão ocorrendo, porém, com volume e distribuição irregulares.

    No relatório de acompanhamento semanal, o USDA apontou piora na situação das lavouras, totalizando 54% entre boas e excelentes, 34% para normais e 12% para ruins e muito ruins. Acredita-se que no relatório mensal de oferta e demanda, o órgão deva corrigir para baixo a estimativa de produção para os EUA.

    Segundo a NOAA, segue a previsão de fenômeno El Niño para a Safra 23/24 da América do Sul, com 96% de probabilidade para o trimestre dezembro, janeiro e fevereiro.

    Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar oportunidades negociais para comercialização de sua safra, o BB disponibiliza a linha de crédito de investimento (PCA) destinada à construção, ampliação e reforma de unidades de recepção, beneficiamento e armazenagem de grãos.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 22/06/2023 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 22 de junho de 2023, meu nome é Teodoro Contin, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Barretos (SP) e hoje vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas 114,54 mil toneladas de carne bovina in natura em 11 dias úteis de junho de 2023. No ano anterior, o volume total exportado no mês de junho ficou em 152,65 mil toneladas em 21 dias úteis. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.112, desvalorização de 25,1% ante junho de 2022.

    Ao longo da semana o mercado físico do boi gordo seguiu com baixa liquidez e com preços estáveis. No dia 19/06/2023, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo foi precificada em R$ 243,15, com queda de 0,43% no dia. Na B3, o contrato com vencimento para julho de 2023 fechou o dia cotado a R$ 260,50.

    Segundo dados do IMEA, no MT a relação de troca entre boi gordo e o milho avançou 6,21% em maio de 2023 em relação a abril, atingindo 4,9 sacas/@. Dessa maneira, o pecuarista consegue adquirir mais grão com a venda do boi gordo.

    A relação de troca entre o boi gordo e o bezerro de desmama também se encontra num momento favorável ao produtor que faz a recria com reposição de animais e que tem disponibilidade de pastagem atrelada à estratégia nutricional.

    Neste período, os produtores analisam o volume de animais a ser destinado ao confinamento e é fundamental se atentar aos preços dos insumos envolvidos na dieta, ao preço do boi magro, bem como analisar o valor da arroba ao término do ciclo. Neste sentido, para mitigar a volatilidade e o risco de preços, o BB disponibiliza ao pecuarista as Opções Agro para proteção de preços da arroba bovina.

    O período de transição entre a safra e a entressafra, quando diminui a oferta de animais terminados, pode trazer uma reação, de forma contida, no preço do boi gordo, uma vez que há a possibilidade de a Indústria encontrar dificuldade em recompor suas escalas de abate, podendo refletir em reajustes nos valores pagos pela arroba.

    Com o Custeio Agropecuário do BB, você pode realizar o financiamento de diferentes despesas da sua produção e garantir os melhores insumos para um ciclo pecuário bem-sucedido.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 21/06/2023 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é quarta-feira, 21 de junho de 2023, eu sou João Vitor Wolff Bastos, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Londrina-PR e hoje vamos falar sobre o mercado de café arábica.

    O Brasil tem avançado na colheita do café arábica. Algumas regiões, como o Sul de Minas, maior produtora da variedade no país, as Matas de Minas e a Mogiana Paulista, já colheram mais de 20% do estimado para a safra. O Cerrado mineiro está apenas no início, com cerca de 7% colhido até o momento. Segundo a Cooxupé, a maturação mais uniforme dos grãos nesta temporada possibilitou o adiantamento da colheita em 8% quando comparado ao volume colhido no mesmo período do ano passado.

    Analistas dos setores público e privado afirmam que a safra deste ano será maior que a anterior, levantando algumas questões sobre a produção brasileira em 2023: essa recuperação será suficiente para equilibrar o mercado após dois anos de déficit no balanço entre oferta e consumo? Ou será necessário aguardar uma safra livre de contratempos climáticos em 2024 para termos um cenário mais estável, onde os compradores possam ver mercados futuros com diferenciais positivos, apoiando as compras e a estocagem com menores custos financeiros?

    Além dos preços de venda, fatores como custos favoráveis de insumos e altas produtividades são essenciais para obter maiores rentabilidades na produção de café. Nesse sentido, os produtores brasileiros têm se destacado ao adotar técnicas eficazes de manejo e produzir cafés de qualidade. O crédito disponibilizado pelo Banco do Brasil tem sido fundamental para ajudar os produtores a gerenciar essas demandas do setor cafeeiro de forma eficiente.

    Estamos nos aproximando do lançamento do novo Plano Safra, que tem sido instrumento importante para permitir que os produtores brasileiros conduzam suas atividades de forma adequada. Historicamente, o Banco do Brasil disponibiliza quase dois terços dos recursos demandados pelo agronegócio do café, destinados ao custeio, investimento, comercialização e mecanismos de proteção agro. Além disso, é referência em inovação e capacidade de atendimento ao produtor rural, oferecendo serviços agro digitais, tornando mais fácil a vida dos produtores rurais.

    Para ter acesso a todos estes benefícios, contate seu gerente Agro e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 20/06/2023 - Cenário da laranja
    Olá! Hoje é terça-feira, 20 de junho de 2023, meu nome é Marcia Calixto, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Bauru – São Paulo, e hoje vamos falar sobre o cenário da Laranja.

    No dia 10 de maio, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) divulgou a primeira perspectiva para a Safra 23/24 de Laranja no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais, onde é esperada a produção de 309,34 milhões de caixas de 40,8 kg de laranja, 1,55% inferior ao volume produzido na safra anterior.

    Apesar de ser ano de bienalidade negativa, isto é, de baixa produção, a redução está sendo compensada pela boa produtividade, em razão das chuvas abundantes e contínuas, desde a primavera, que favoreceram a emissão das floradas, o desenvolvimento e a qualidade dos frutos. Como a primeira florada foi satisfatória, a colheita foi antecipada e as indústrias estão a pleno vapor.

    A moagem esse ano será intensa, já que a demanda mundial pelo suco de laranja segue aquecida. Os estoques da bebida seguem baixos nos principais países exportadores, o que tem contribuído para manter as cotações elevadas. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), nas últimas quatro safras, enquanto a demanda mundial tem se mantido praticamente estável, os estoques globais reduziram 57% no período, refletindo o déficit acumulado de produção, principalmente do Brasil.

    O mercado vem refletindo esses fundamentos. O suco de laranja fechou mai/23 cotado a US$283,62¢/lb na ICE NY, representando alta de 60% em um ano. No mercado interno, as indústrias estão na busca por frutas para processamento, o que tem beneficiado os produtores no fechamento dos contratos. Segundo o CEPEA, contratos estão sendo firmados à R$ 41,67 a caixa de 40,8 kg em 09/06/23. Em algumas regiões, produtores relataram que estão recebendo ofertas de até R$ 50,00 pelo produto.

    Nesse momento da citricultura, é muito importante que o produtor mantenha os tratos culturais nos pomares, as pulverizações e o manejo adequado para proteger as lavouras de pragas e doenças, como o greening, visando garantir sua rentabilidade. Para auxiliar nesses e em outros custos da lavoura, os produtores podem contar com créditos de custeio e CPR para a citricultura. Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 19/06/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 19 de junho, meu nome é ALEXANDRE BITTENCOURT, assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja. Com o plantio praticamente encerrado, as condições das lavouras dos EUA, em função do cenário meteorológico, seguirão como principal direcionador na CBOT. Os mapas atualizados pela NOAA para os próximos 15 dias indicam temperaturas acima da média em todo o cinturão produtor para o período e chuvas dentro da normalidade, com apenas alguns pontos do cinturão com volumes acima, em especial a oeste dos EUA. Ainda nos fundamentos, a oferta na América do Sul, em especial no Brasil, permanece sem novidades para influenciar o mercado no curto prazo.
    No financeiro, o clima de maior aversão ao risco no mercado financeiro global, ainda com indicadores de atividade econômica na China e nos EUA com perspectiva de desaceleração, pode gerar impacto negativo na demanda global.
    Com as cotações internas nos mesmos patamares, os sojicultores deverão permanecer fora do mercado, mantendo negócios somente para cobrir obrigações de caixa. A pressão na logística no Brasil permanecerá grande, em função, também, da colheita do milho. Ressaltamos o baixo volume de comercialização e os preços internos ainda pressionados. Assim, o mercado interno seguirá com estabilidade para o curto prazo e baixa para o médio prazo.
    Em relação ao milho, as previsões para os EUA são de certa regularização das chuvas no decorrer da semana que, caso não se concretizem, poderão pressionar positivamente a cotação do milho.
    Mesmo com a assinatura do acordo de escoamento de grãos no Mar Negro, a Rússia tem sinalizado que pretende rever as condições do pacto, o que está gerando apreensão no mercado em relação as exportações da Ucrânia.
    No Brasil, as incertezas em relação às exportações, devido às condições de armazenagem e logística, bem como as cotações do dólar, podem influenciar as cotações do cereal.
    O momento é oportuno para as cadeias de produção de carne fixarem preços, considerando que o milho é a principal matéria-prima alimentar destas cadeias.
    Considerando que produtores brasileiros estão buscando manter o produto no campo face à logística estar voltada para a soja; o cenário de clima adverso nos EUA, além das tensões geopolíticas no Mar Negro, espera-se que os preços internos sigam em estabilidade a curto prazo e viés baixista para o médio prazo
    Para o café, clima favorável e ausência de frentes frias relevantes na semana são fatores que pressionam para queda de preços.
    Redução das exportações no mês de junho deve continuar a pressionar oferta, apesar do avanço da colheita brasileira.
    Aumento da demanda pelo conilon, fruto da conjuntura mundial inflacionária aliada à estimativa de menor produção de arábica no ano agrícola 2023/24, mantém os preços em níveis ainda elevados para o produto após atingir picos desde 2008, além de servir de suporte para preços do arábica de menor qualidade.
    Preços atuais do conilon favorecem exportação do arábica brasileiro apesar da demanda interna absorver elevado percentual da produção.
    Mercado ainda invertido e juros ainda elevados mantém demanda apenas dentro das necessidades de menor prazo, sem interesse de realização de estoques.
    Safra 2023/24 brasileira deve aumentar oferta a partir de agosto e pressionar preços no médio prazo, mas balanço mundial oferta/consumo segue estreito ante estoques atuais baixos e previsões produtivas menores em países como Indonésia e Colômbia, com suporte a preços na elevação das cotações do conilon no curto prazo.
    E finalizando com o Boi Gordo temos: Após o movimento de forte baixa nos preços do boi gordo, o mercado começa a dar indícios de acomodação. Ainda não é esperada a recuperação no valor da arroba no curto prazo, pois a indústria segue com estoque elevado e bem posicionada na escala de abate.
    Entretanto, é provável que, entre os meses de junho e julho, período de transição entre safra e entressafra, a oferta de animais prontos para o abate seja menos expressiva. Tal fato sinaliza alguma recuperação no mercado físico do boi gordo.
    Desta forma, espera-se que os fundamentos de oferta elevada no curto prazo (estoque dos frigoríficos e comercialização do restante dos animais terminados à pasto) não ofertem condições para alguma elevação no curto prazo, direcionando para cotações em estabilidade. Contudo, no médio prazo (entressafra), o mercado menos ofertado de animais tende a possibilitar algum ajuste positivo no preço da arroba para os produtores que ainda possuírem animais para comercialização. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    5 min
  • 16/06/2023 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 16 de junho de 2023, meu nome é Paulo Dullius, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Ijuí – Rio Grande do Sul e vamos conversar sobre o cenário do milho.

    O mês de junho está sendo de valorização para o milho no mercado externo e de estabilidade no mercado interno. As cotações na Bolsa de Chicago, para o contrato referência set/23, apresentaram valorização de 5,6% no período de 01 a 14 de junho, encerrando último dia cotado a US$ 5,46/bushel.

    Apesar do último relatório do USDA indicar manutenção das produções mundiais e aumento nos estoques da safra passada, o mercado está precificando as incertezas do clima nos EUA e a pior condição das lavouras em relação ao ano passado, pressionando positivamente as cotações do cereal e contradizendo as expectativas expressas no relatório do Departamento de Agricultura norte-americano.

    No Brasil, o mês começou com estabilidade nos preços, mesmo com o início da colheita do milho segunda safra e maior oferta do produto. O preço físico tem estreitado as margens dos produtores, criando uma base de sustentação de preços nos patamares atuais. Neste mês, o preço físico referência Campinas/CEPEA subiu 0,55 %, encerrando o dia 14 de junho cotado a R$54,07 a saca.

    Na última terça, dia 13, a CONAB divulgou seu relatório de produção e balanço de oferta e demanda de grãos para Safra 2022/23, apontando aumento na área plantada e estimativa de maior produção do grão, chegando ao total de 125,53 milhões de toneladas, volume 11,1% superior à safra passada. Registrou ainda o atraso na colheita da segunda safra, que atingia 1,7% da área, ante 11% na Safra 2021/22.

    A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgou os primeiros dados de exportação de milho para o mês de junho, apontando volume 23,3% inferior ao ano passado, gerando temor no mercado em relação a logística de armazenamento e portuária. Neste contexto, faz-se necessário o aumento das exportações, haja vista uma safra recorde de milho e uma grande safra de cereais no Brasil.

    O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e proteger suas margens de lucratividade. Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!!
    4 min
  • 15/06/2023 - Cenário da avicultura de corte
    Olá, hoje é 15 de junho de 2023, meu nome é Alexandre Petry , sou Assessor(a) de Agronegócios no Banco do Brasil em Pato Branco PR e falaremos hoje sobre o cenário da produção de frango de corte.

    O IBGE divulgou o resultado do primeiro trimestre de 2023 para produção de carne de frango brasileira. Nos três primeiros meses do ano foram produzidas 3,47 milhões de toneladas de carcaça, 9% menor do que no primeiro trimestre de 2022.

    Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, as exportações de carne de frango, de janeiro a maio de 2023, aumentaram 11,5% em relação ao mesmo período de 2022, tendo sido embarcadas 2,03 milhões de toneladas, mantendo a média mensal acima das 400 mil toneladas por mês, com preço médio de US$ 1.910 a tonelada.

    Com a redução nos preços do milho e do farelo de soja observada a partir de março deste ano, o custo de produção da atividade no mês passado fechou a R$4,45 por kg de peso vivo, valor cerca de 20% menor que em maio de 2022.

    Esta queda no custo de produção não altera o cenário para o avicultor independente, que continua com margens reduzidas. Segundo a associação dos avicultores de Minas Gerais, o preço médio pago pelo frango de granja em junho é de R$ 4,50 pelo kg vivo.

    O Ministério da Agricultura divulgou que foram identificados, até o momento, 31 focos de influenza aviária de alta patogenicidade no Brasil, todos em aves silvestres. Como não foram encontrados focos em aves de produção comercial, o Brasil mantém-se “livre de influenza aviária”, não tendo restrições para exportação de seus produtos.

    As linhas de crédito do BB estão à disposição dos avicultores para construção/adequação de barreiras sanitárias, a fim de evitar a contaminação das granjas comerciais pelo vírus da influenza aviária.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 14/06/2023 - Cenário do trigo
    Olá, hoje é 14 de Junho de 2023, meu nome é Leandro Milléo, Assessor de Agronegócios em Passo Fundo-RS e vamos falar sobre o cenário do Trigo.

    O plantio avança no país, segundo dados da CONAB já foram semeados 47% da área prevista para a safra 23/24, de um total de 3,3 milhões de hectares. Os estados GO, MS, SP, MG e BA já finalizam o plantio, as lavouras se encontram predominantemente entre estágio vegetativo e reprodutiv, e apresentando boas condições.

    Na região sul, responsável por 90% da área de trigo do país, o estado do Paraná é o mais adiantado, segundo dados do Deral-PR, 75% da área já foi semeada, destacando as regiões Sudoeste, Oeste, Centro-Ocidental e Norte, onde as lavouras estão em estágio vegetativo e em boas condições.

    Em Santa Catarina o plantio se iniciou pela região Oeste, atingindo 4,6% da área estimada, a tendência que o plantio evolua rapidamente caso as condições climáticas continuem favoráveis.

    No Rio Grande do Sul, o clima favorável permitiu o avanço no plantio para aproximadamente 12% da área cultivada, principalmente na região Noroeste do estado, onde o zoneamento agrícola permite o plantio antecipado.

    No cenário internacional, o plantio na Argentina alcançou 19,5% da área total projetada na safra 23/24, de 6,3 milhões de hectares, conforme relatório da Bolsa de Cereales de Buenos Aires. O plantio está atrasado em relação à safra passada, porém haverá aumento de 3% na área cultivada no país.

    Dois países merecem atenção neste momento, devido a eventos climáticos opostos: Austrália, atualmente segundo maior exportador, prevê redução de 34% devido à seca provocada pelo fenômeno El Niño; A China, maior produtora de trigo do mundo, enfrenta chuvas excessivas na região norte, podendo afetar o comércio internacional do grão.

    Outra Situação relevante para no mercado internacional de Trigo, é o conflito entre Ucrânia e Rússia que apesar da renovação do acordo de grãos do Mar Negro por mais 60 dias, continua tensa.

    O indicador Cepea/Esalq-Paraná registrou queda de pouco mais de 1,35% nos últimos 30 dias, com a tonelada do cereal cotada atualmente a R$ 1.394,16. Comparado com o mesmo período do ano anterior, a redução foi de 35%. A maior oferta no cenário nacional devido a produção recorde brasileira da safra passada, ainda influencia os preços para baixo. E como podemos ajudar nossos clientes nesse momento?

    O Banco do Brasil disponibiliza a contratação de custeio agrícola de Trigo e outras culturas de inverno para safra 2023. Para mais informações, consulte sua agência BB e parceiros agro.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 13/06/2023 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é terça feira, 13 de junho de 2023 meu nome é Nívia Bassi sou assessora de agronegócios do Banco do Brasil em Novo Horizonte – São Paulo e vamos falar sobre o cenário da Cana-de-açúcar.

    A safra brasileira 2023/24 de cana-de-açúcar teve início em abril no Centro-Sul e as expectativas são de alta para a produção, já que as condições climáticas foram favoráveis ao desenvolvimento dos canaviais.

    A quantidade de cana-de-açúcar processada do início da safra até a primeira quinzena de maio atingiu 78,97 milhões de toneladas, um avanço de 24,18% em relação ao mesmo período da safra passada. Nesta temporada, os talhões colhidos têm apresentado produtividades mais elevadas que na safra anterior. De acordo com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), no mês de abril, a média dos canaviais no Centro-Sul foi de 83,7 toneladas por hectare, o que representa um acréscimo de 18,56% ante o observado no mesmo período da safra 2022/23.

    Para o segundo semestre é esperada a influência do fenômeno climático El Niño, tendo como consequência, maior ocorrência de chuvas, o que poderá prejudicar as operações de colheita nos canaviais.

    A produção de açúcar do início da safra até a primeira quinzena de maio foi de 4,06 milhões de toneladas, 48% acima do obtido no mesmo período do ciclo anterior. A expectativa é que na safra atual, maior quantidade de matéria-prima seja direcionada para a produção de açúcar em função da expectativa de menor oferta de países exportadores, como a Índia.

    Para atender às necessidades da cultura da cana-de-açúcar, o produtor pode sempre contar com o Banco do Brasil, que disponibiliza linhas de crédito para investimentos, como implantação e reforma de canaviais, irrigação, compra de máquinas e implementos para a atividade, além do tradicional custeio agrícola e CPR.

    Ah... e para ouvir este e outros BBCast acesse Blog.broto.com.br/bbcast”traço”agro ou pesquise por BBCast Agro diretamente em sua rede de streaming de preferência. Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil, fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min

About BBCast Agro

From the publisher's feed

Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…