BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 12/06/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 12 de junho, meu nome é ROSILENE ROOS, assessora na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciamos nosso panorama pela soja. A divulgação do relatório pelo USDA na sexta-feira dia 09/06, com os dados de oferta global e estoques finais da oleaginosa influenciará as cotações na CBOT nos próximos dias. As condições climáticas e o desenvolvimento das lavouras norte-americanas atuarão como suporte nos preços da Bolsa de Chicago no curto prazo, uma vez que no último levantamento, a qualidade das lavouras estava abaixo do esperado pelo mercado. No financeiro, os indicadores de atividade econômica na China e nos EUA, com perspectiva de desaceleração, podem gerar impacto negativo na demanda global.
    No Brasil, os fundamentos devem permanecer sem grandes novidades, porém com o início da colheita do milho 2ª safra, a questão logística de armazenamento de grãos pressionará os agricultores para comercialização da produção, uma vez que o milho e a soja concorrerão pelo mesmo espaço.
    Com as cotações em baixa, os sojicultores farão vendas pontuais, somente para cumprir obrigações financeiras. Assim, o mercado interno seguirá com estabilidade paro o curto prazo e baixa para o médio prazo.
    Em relação ao milho, os dados do relatório do USDA devem influenciar as cotações nesta semana. Os próximos três meses serão determinantes para a cultura e o clima nos EUA trará volatilidade adicional às cotações na CBOT nesse período.
    As exportações chinesas caíram mais que o esperado, influenciadas pela fraca demanda global devido à desaceleração da indústria e ao aumento das taxas de juros e inflação, além do fraco desempenho das economias dos EUA e da Europa. Estas questões macroeconômicas e as cotações do petróleo devem refletir no preço do milho no mercado externo.
    No Brasil, as cotações vêm alcançando um patamar que pode pressionar a remuneração dos produtores, mesmo com as altas produções previstas, dando suporte às cotações atuais do cereal.
    Internamente, ainda temos vários fatores influenciando as cotações: grande oferta de produto; cotação do dólar; a dificuldade de logística e armazenagem; exportações baixas e ainda voltadas para soja; compradores. Maior parte destes fatores tendem a continuar pressionando negativamente as cotações no curto e médio prazo.
    Para o café, a estimativa do USDA de elevação da safra brasileira 2023 em 12%, para 66,4 milhões sacas, deve favorecer análise do balanço de oferta e demanda para o biênio 2023/24 e atuar como fator baixista às cotações na semana.
    Balanço da OIC de maio divulgou aumento de 1,7% na produção mundial de café (conilon e arábica) no biênio 2022/23, que totalizou 171,3 milhões sacas. No mesmo período, o consumo também cresceu 1,7%, para 178,5 milhões sacas, resultando em um déficit de 7,3 milhões de sacas. Ainda, a OIC apresentou o movimento de exportações nas principais regiões produtoras no mês de abril: -6,4% na América do Sul (3,57 milhões de sacas), -9,8% na África (980 mil sacas), +6,3% no México e América Central (1,9 milhões de sacas) e -1% na Ásia e Oceania (3,75 milhões de sacas).
    Esses dados de abril evidenciam a oferta restrita, e os dados preliminares de maio mantém a mesma tendência e, consequentemente, a volatilidade nos preços, apesar de avanço das colheitas de meio de ano.
    O avanço da colheita brasileira ao longo do mês, possibilitará uma melhor definição de volume e qualidade do produto, devendo confirmar bom volume da safra brasileira e pressionar preços no curto e médio prazo.
    E finalizando com o Boi Gordo temos: Com a perspectiva da superprodução de milho e soja, e com o déficit de armazenagem no MT, os preços dos grãos tendem a ser menores no 2º sem/23, o que pode melhorar a relação de troca do pecuarista (sacas/@), segundo o IMEA. Tanto os custos de nutrição, quanto da reposição de animais estão em queda no decorrer de 2023. Isso tende a favorecer a engorda em sistema de confinamento na segunda metade do ano, sendo a maior parte destinada ao mercado externo.
    O pagamento de salários no início do mês e o feriado podem estimular o consumo interno de carne bovina e melhorar a reposição entre o varejo e o atacado, que seguem em ritmo lento. Entretanto, deve-se considerar o recuo no preço das proteínas concorrentes, fato que pesa na escolha do consumidor, que tende a migrar para a fonte de proteína mais barata, como a carne de frango e suína.
    Embora o cenário aponte para um valor enfraquecido da arroba, o período de transição entre a safra e a entressafra, quando diminui a oferta de animais terminados, pode trazer uma reação, de forma contida, no preço do boi gordo, uma vez que há a possibilidade de os frigoríficos encontrarem dificuldade em recompor suas escalas de abate, podendo refletir em reajustes nos valores pagos pela arroba.
    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min
  • 09/06/2023 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 09 de junho de 2023, meu nome é Giuliano Pradella, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó SC e falaremos sobre o cenário da soja.

    O contrato jul/23 na CBOT fechou 05/06 cotado a US$ 13,50/bushel, apresentando alta de 1,5% em relação ao início do mês.

    Apesar da alta recente, as cotações apresentaram queda de 6,00% nos últimos 30 dias. Os principais fundamentos para a queda estão atrelados aos dados do Relatório de Oferta e Demanda do USDA, que elevou a estimativa dos estoques globais ajustados à supersafra brasileira, à boa perspectiva do início da safra norte-americana, embora tenha havido uma ligeira queda nas condições boas/excelentes das lavouras, e à safra 2023/24 na Argentina com a projeção de predominância do fenômeno El Niño no final deste ano e início de 2024. Somam-se a estes, a desvalorização recente do dólar ante o real e a baixa demanda chinesa.

    No Brasil, o indicador da soja CEPEA/B3, em 06/06, foi de R$135,67 por saca, apresentando alta de 1,16% em relação ao início de mês. Os prêmios nos portos para jul/23, registraram piora e chegaram a US$ -0,76/bushel em Paranaguá.

    De acordo com a Conab, a colheita no Brasil está praticamente encerrada. As projeções da safra brasileira permanecem com uma produção total acima de 154,8 milhões de toneladas.

    Para os EUA, a estimativa de área de plantio 2023/24 é de 35,08 milhões de hectares, redução de 0,93% ante o último relatório. Com clima favorável, os produtores têm conseguido maior agilidade na semeadura, alcançando 91% da área projetada, enquanto na safra passada, neste mesmo período, o plantio alcançava 76%. Segundo os modelos climáticos, poderão ocorrer precipitações dentro da normalidade nas principais regiões produtoras norte-americanas e temperaturas elevadas na próxima quinzena.

    Para a América do Sul, segundo a NOAA, segue a previsão de fenômeno El Niño para a safra 2023/24, com 89% de probabilidade de ocorrência.

    Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar oportunidades negociais para comercialização da safra, o BB disponibiliza a linha de crédito de investimento (PCA) destinada para Construção, Ampliação e Reforma de Unidades de Recepção, Beneficiamento e Armazenagem de Grãos.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 07/06/2023 - Cenário do café Conilon
    Olá, hoje é quarta-feira, 07 de junho de 2023, meu nome é Marcia Calixto, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Bauru-SP e vamos falar sobre o cenário do café conilon.

    O clima favorável vem ajudando a colheita do conilon no Espírito Santo, que segue em ritmo acelerado. Há expectativa de que seja antecipada a finalização dos trabalhos, que começaram antes do previstos este ano. A produção esperada deve manter-se bem próxima da que foi registrada no ano anterior, em torno de 13 milhões de sacas para o Estado.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), estima uma safra brasileira em 23 milhões de sacas que, em sua quase totalidade, deve ser direcionada ao mercado interno, uma vez que a variedade tem sido utilizada em maior volume pela indústria de torrefação na busca por menores preços, face à inflação mundial, juros elevados e aos maiores preços atingidos pelo café arábica. Este processo de aumento da participação do conilon nos blends, aliado ao já consolidado uso nos cafés solúveis, têm levado aos baixos estoques também no conilon, agravados ainda em razão dos problemas de produção enfrentados pelo café arábica nos últimos dois anos.

    Na bolsa de Londres, o conilon abriu esta semana com desvalorização. O contrato com vencimento em jul/23 apresentou queda de 0,78% em relação ao mês anterior, cotado a US$ 2.576/t em 05/06/23, com perspectiva de queda no curto prazo.

    No mercado físico interno, houve aumento no preço da saca em relação ao mês anterior, que fechou cotada a R$ 670,80 no Centro do Comércio de Café de Vitória.

    Dados do primeiro trimestre de 2023 apresentados pelo Centro de Desenvolvimento do Agronegócio do Espírito Santo (CEDAGRO) atualizaram os custos de produção do café conilon. Os custos calculados foram de R$434,00 para a produtividade de 45 sacas/ha, com margem de produção de 35%. Já em uma faixa de produtividade de 100 sacas/ha, os custos foram R$ 394,00/ha, equivalente à 41% de margem para a atividade.

    A fim de assegurar estas margens e gerenciar os riscos inerentes ao mercado, os produtores devem considerar estratégias de comercialização do café conilon. Nesse sentido, o Banco do Brasil disponibiliza linhas de crédito específicas e atrativas, bem como as Opções Agro BB, que podem ser simuladas e contratadas diretamente no App.

    Em caso de dúvidas, procure seu gerente de relacionamento e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.  Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 06/06/2023 - Cenário climático
    Olá, hoje é terça-feira, 06 de junho de 2023, meu nome é Fabíola Lira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra - MT e falaremos sobre o fenômeno climático El Niño .

    O CPTEC - Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, define o El Niño e a La Niña como partes de um mesmo fenômeno atmosférico-oceânico que ocorre no oceano Pacífico Equatorial (e na atmosfera adjacente), denominado de El Niño Oscilação Sul (ENOS). O ENOS refere-se às situações nas quais o oceano Pacífico Equatorial está mais quente (El Niño) ou mais frio (La Niña) do que a média histórica. A mudança na temperatura do oceano Pacífico Equatorial acarreta efeitos globais na temperatura e na precipitação.

    Uma das instituições que fornece informações para o CPTEC/INPE, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), descreveu em seu último relatório de 11/05 que “o El Niño provavelmente se formará durante a temporada de maio a julho e persistirá no inverno”.

    Em relação à intensidade, a NOAA cita que "embora seja provável um El Niño fraco, o leque de possibilidades no final do ano (novembro a janeiro) inclui uma chance de 80% de um El Niño moderado a 55% de chance de um El Niño forte", ou seja, não está descartada a possível ocorrência de um fenômeno de intensidade maior.

    Ocorrências do El Niño com maiores intensidades foram marcantes no Brasil entre os anos de 1982 e 1983, com seca acentuada no Nordeste e chuvas excessivas no Sul do país. Mais recentemente, entre 2015 e 2016, com estiagem na Região Amazônica e chuvas acentuadas no Sul, foi considerado pela ONU um dos períodos mais quentes da história.

    Com intensidade maior, as consequências esperadas nas regiões Norte e Nordeste são diminuição do volume das chuvas nos meses de outono e verão, aumento moderado das temperaturas médias na parte central do País durante o inverno e, sobre a região Sul, excesso de chuvas no inverno e na primavera.

    Devido à iminência do Fenômeno El Niño, o planejamento da safra, associado ao monitoramento climático, tornam-se ferramentas fundamentais para o gerenciamento e mitigação de risco.

    O Banco do Brasil, em parceria com a plataforma BROTO, disponibiliza este e outros BBCast Agro. Para ouvir, acesse: blog.broto.com.br/bbcast”traço”agro .

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 05/06/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 05 de junho, meu nome é Alexandre Bittencourt, assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciamos nosso panorama pela soja. A finalização do plantio da safra dos EUA e as condições meteorológicas seguem sendo o principal direcionador na CBOT. As previsões de temperaturas acima do normal nas regiões mais ao norte e chuvas nas regiões sul e centro do meio-oeste norte-americano não devem causar atrasos na conclusão do plantio. No entanto, há divergências quanto ao impacto na germinação e no desenvolvimento das lavouras ao norte.
    No Brasil, os fundamentos devem permanecer sem grandes novidades, mas há expectativa de corte da produção da safra argentina e leve elevação da safra brasileira nos próximos relatórios de estimativa de safra.
    No financeiro, o clima de maior aversão ao risco no mercado financeiro global, principalmente relacionados com os indicadores de crescimento econômico da China e dos EUA, seguem gerando impacto negativo na demanda global.
    Com as cotações em baixa, os sojicultores permanecerão fora do mercado, mantendo negócios somente para cobrir obrigações de caixa. O mercado deverá trabalhar na lateralidade em função do relatório de oferta e demanda do USDA, que será publicado na sexta-feira (9). Assim, o mercado interno seguirá com estabilidade paro o curto prazo e baixa para o médio prazo.
    Em relação ao milho, o plantio da safra dos Estados Unidos está se encerrando, chegando a 92% da área prevista, dentro da janela ideal de plantio. Para os próximos sete dias, os mapas meteorológicos mostram divergência em relação ao clima nos EUA, o que pode trazer maior volatilidade à precificação do cereal. Há modelos que mostram retorno de chuvas no cinturão produtor e outros que apontam clima mais quente e seco.
    Argentina e China atualizaram protocolo de exportação de milho, que permite a compra do cereal argentino. A Bolsa de Cereales sinalizou uma leve melhora nas produtividades ao longo da semana, com 4,6 mil kg/ha. A produção argentina deve fechar por volta de 35 a 36 milhões de toneladas, queda de 28% ante a safra passada. Devido ao baixo consumo interno argentino, cerca de 25 a 26 milhões de toneladas do cereal devem ficar disponíveis para exportação. No Brasil, a colheita da 2ª safra vem se intensificando, aumentando a oferta. Compradores seguirão aguardando redução das cotações, com a logística ainda voltada para a soja. Com isso, os preços internos seguirão movimento baixista.
    Para o café, com os mapas meteorológicos indicando tempo mais seco nas principais regiões produtoras de café no Brasil nos próximos dias, espera-se avanço no processo de colheita, fator que pode pressionar negativamente os preços do grão, dado o aumento da disponibilidade. Soma-se ao cenário baixista a demanda ainda curta, resultado de uma postura mais cautelosa dos compradores devido às incertezas em relação à economia global, trazendo uma menor liquidez ao mercado. Há também a previsão de safras mais volumosas na maioria dos países produtores, em especial no Brasil (ainda que pequena), que freiam o apetite da indústria até que boa parte deste volume esteja disponível, sanando a escassez de oferta em algumas regiões do globo. O USDA deverá divulgar ainda neste mês de junho sua estimativa de oferta e demanda global de café.
    Neste contexto de maior oferta e consumo em ritmo lento, espera-se movimento baixista aos preços do café no curto e médio prazos.
    E finalizando com o Boi Gordo temos: Mesmo com a pressão baixista no valor da arroba e o preço do animal de reposição enfraquecido, a relação de troca entre o boi gordo e o bezerro de desmama encontra-se num momento favorável ao produtor que faz a recria com reposição de animais, e que tem disponibilidade de pastagem atrelada a estratégia nutricional.
    Neste período, os produtores analisam o volume de animais a ser destinado ao confinamento. Para essa decisão, os pecuaristas devem se atentar aos preços do insumo envolvido na dieta e do boi magro, bem como analisar o valor da arroba ao término do ciclo. Neste sentido, para mitigar a volatilidade e o risco de preços, o BB disponibiliza ao pecuarista as Opções Agro para proteção de preços da arroba bovina.
    No curto prazo, não há novos fatores que motivem a reação do preço da arroba e a expectativa de baixa continua. A alta oferta de bovinos possibilita que a indústria mantenha escala e abate confortáveis.
    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    5 min
  • 02/06/2023 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 02 de junho de 2023, meu nome é Danilo Teodoro, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Bauru – SP e vamos conversar sobre o cenário do milho.

    O mês de maio terminou e as cotações no mercado externo apresentaram elevada volatilidade nos últimos dias. Previsões climáticas desfavoráveis para os Estados Unidos e o aumento das tensões nos portos da Ucrânia, que poderia prejudicar o acordo de escoamento de grãos no Mar Negro, contribuíram para as valorizações observadas na semana passada. Entretanto, com a melhora do clima para os cultivos norte-americanos nesta semana e as atenções voltadas para o crescimento da economia chinesa deram novo tom de baixa às cotações na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento setembro/23 encerrou a terça-feira (30) cotado a US$5,20/bushel.

    Ainda sobre as lavouras nos Estados Unidos, de acordo com relatório divulgado esta semana pelo Departamento de Agricultura do país, o USDA, o plantio chegou a 92% da área prevista, estando oito pontos percentuais acima da média histórica para o período. O volume de lavouras com condições apontadas entre boas e excelentes foi de 69%, similar ao observado no mesmo período do ano passado.

    No Brasil, as cotações seguem pressionadas negativamente devido à expectativa de grande oferta do grão nos próximos meses, com a chegada da colheita do milho 2ª safra. A Conab apontou que o estado de Mato Grosso já iniciou a colheita, com cerca de 1% da área colhida.

    Alguns estados com importante participação na produção de milho 2ª safra, como Paraná, Mato Grosso e parte de São Paulo, receberam bons volumes de chuvas no final de semana. Isso contribuiu para a manutenção da umidade do solo nessas regiões, já que uma parte das áreas foram cultivadas fora da janela ideal de plantio. O preço físico, referência CEPEA/B3, encerrou o último dia 30 cotado à R$54,27 a saca.

    O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor contra as oscilações de preços, proporcionando maior previsibilidade das receitas e das margens da atividade. Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!!
    3 min
  • 01/06/2023 - Cenário do leite
    Olá, hoje é quinta-feira, 01 de junho de 2023, eu sou MARCELO LUIZ, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Governador Valadares - MG e vamos falar sobre o cenário da Pecuária Leiteira.

    A elevação do preço do leite pago ao produtor e a queda na cotação dos principais insumos utilizados na produção de leite, como milho e farelo de soja, vêm animando o pecuarista leiteiro e proporcionando recuperação de rentabilidade na atividade. Essa situação tende a incentivar o aumento da produção em relação aos anos anteriores.

    Ainda assim, o Centro de Inteligência do Leite da Embrapa alerta que o cenário para a cadeia dos lácteos continua desafiador, uma vez que a importação se mostra elevada, o consumo esperado ainda está baixo e poderá haver aumento da oferta a partir de julho deste ano.

    Tal situação indica que o produtor deve continuar atento a gestão de custos na propriedade e estar preparado para uma possível queda de preços do leite, mesmo durante o período seco.

    Diante deste cenário, o produtor de leite pode contar com o BB Custeio Agropecuário e aproveitar a oportunidade de aquisição de insumos para a manutenção do rebanho, além de utilizar o BB Opções Agropecuárias para ampliar a gestão sobre os custos de produção

    Para ouvir este e outros BBCast Agro acesse: blog.broto.com.br”barra”bbcast”traço”agro ou busque por BBCast Agro em sua plataforma de streaming de preferência.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 31/05/2023 - Cenário do girassol
    Olá, hoje é 31 de maio de 2023, meu nome é EMERSON GHERI, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em RIO VERDE-GO e falaremos sobre o cenário do Girassol.

    O Girassol é uma oleaginosa com grande resistência à seca, ao frio e ao calor se comparado a maioria das espécies cultivadas no Brasil. O rendimento é pouco influenciado pela latitude, pela altitude e pelo fotoperíodo, sendo uma excelente opção no sistema de rotação de culturas.

    Com uma tonelada do grão, são produzidos 400 kg de óleo, 200 kg resíduo (torta e casca) e 400 kg de farelo, produto rico em proteína bruta, utilizado na produção de ração.

    A CONAB registrou no 8° Levantamento da Safra 2022/23 ampliação de estimativa de área a ser cultivada, que deve chegar a aproximadamente 45 mil ha e proporcionar uma produção de 71 mil toneladas, com destaque para o estado de GO, com 66% das áreas cultivadas. A produtividade projetada pela CONAB para a Safra atual é de 1.592 kg/ha. A maior indústria de GO para extração de óleo de girassol está localizada no munícipio de Itumbiara, tendo capacidade de processar 125.000 t/ano, porém recebe apenas 40.000 t, demonstrando assim a oportunidade de ampliação de áreas no estado.

    O óleo de girassol destaca-se por suas excelentes características físico-químicas e nutricionais, sendo um dos óleos vegetais de melhor qualidade nutricional e organolépticas existentes, além de prevenir diferentes doenças cardiovasculares e no controle do nível de colesterol no sangue, sendo um símbolo de vida sadia.

    A formação de preço da saca de girassol acompanha a cotação do óleo de soja, do prêmio em Chicago e do câmbio. O preço da saca de girassol, segundo cotação divulgada pela IFAG – Instituto para Fortalecimento da Agropecuária de Goiás, para o final do mês de maio de 2023 foi de R$ 118,00/sc, valor 36% inferior que no mesmo período de 2022.

    Para o produtor comprar os insumos necessários para o ciclo produtivo do Girassol, o BB disponibiliza o financiamento através das linhas de crédito de custeio agropecuário.

    Em caso de dúvidas, consulte seu gerente Agro e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 30/05/2023 - Cenário da noz pecan
    Olá, hoje é terça-feira, 30 de maio de 2023, meu nome é Thiago Gonçalves Teixeira, sou Assessor de Agronegócios em Bagé-RS e falaremos sobre o cenário da Noz Pecan.

    Planta de clima temperado, oriunda dos Estados Unidos, a nogueira pecan pode se desenvolver em diferentes condições climáticas. Para produção, necessita, no mínimo, de 400 horas de frio e precipitações anuais maiores que 800mm, sendo tolerante a geadas.

    A nogueira é uma árvore de grande porte, cultivada em espaçamentos de 7 a 12 metros, em solos profundos, bem drenados e ambientes ensolarados. A Barton é a cultivar mais utilizada no Brasil.

    Os maiores produtores são os Estados Unidos e o México, responsáveis por 92% da produção mundial, seguidos por África do Sul e Brasil. O Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro com cerca de 6.900 hectares plantados e 4.300 ha em produção, o que corresponde a 70% da produção nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Pecanicultura, a produção brasileira na Safra 2022/23 poderá alcançar 7.000 toneladas.

    O consumo nacional é de aproximadamente 4.500 toneladas, o que permite abertura para exportação do excedente. O mercado global tem estimativa de crescimento de 6% para os próximos anos. As nozes podem ser comercializadas em casca para consumo in natura e para a indústria, na produção de óleos e cosméticos, ou beneficiadas na forma de nozes descascadas.
    A estiagem que atingiu o RS nesta safra afetou o tamanho das nozes e, consequentemente, a produção final. Com isso, o preço recebido pelo produto foi menor, apesar do bom rendimento de amêndoas. Embora seja uma cultura relativamente rústica, alguns cuidados são essenciais para que a lavoura se mantenha produtiva e economicamente viável, pois sua longevidade pode alcançar mais de 200 anos.

    Além de ser uma ótima alternativa de investimento, o cultivo da pecan permite ainda uma série de consórcios com criações de ovinos ou bovinos ou com cultivos como a soja, o milho, o feijão e a amora, podendo também ser associada à produção de trufas.

    O Banco do Brasil disponibiliza linhas de investimentos para implantação ou renovação de pomares, irrigação, aquisição de máquinas e equipamentos para colheita, secagem ou beneficiamento das nozes, além de linhas para custeio da produção.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 29/05/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 29 de maio, meu nome é Rosilene Ross, assessora na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciamos nosso panorama pela soja. O mercado seguirá processando os números divulgados pelo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trouxe fundamentos baixistas, como a estimativa de elevação da oferta global da soja.
    O clima nos EUA seguirá favorecendo o avanço de plantio e outro fundamento que continuará no radar é o desempenho da economia chinesa, uma vez que esta pode influenciar diretamente a demanda por grãos e, desta forma, pressionar também as cotações da oleaginosa.
    No Brasil, a colheita já alcançou 99%, estando tecnicamente encerrada, confirmando-se a safra recorde.
    Com as cotações acumulando baixas nas últimas semanas, os sojicultores deverão permanecer fora do mercado, mantendo apenas negócios pontuais. Desta forma, o mercado doméstico seguirá pressionado negativamente tanto no curto quanto no médio prazo.
    Em relação ao milho, o plantio estadunidense chegou a 81% da área, de acordo com levantamento de progresso de safra do Departamento de Agricultura Americano (USDA), divulgado em 22 de maio. O ritmo da semeadura está 6% superior em relação à média dos últimos cinco anos. Com esse bom ritmo, possivelmente o país poderá encerrar o cultivo no final de maio, dentro de uma janela ideal de plantio. Para a próxima semana, os mapas meteorológicos mostram retorno de chuvas no cinturão do milho, o que pode trazer pressão negativa às cotações na CBOT.
    Apesar da renovação do acordo de escoamento de grãos pelo Mar Negro, rumores de que a Rússia não tem permitido navios no maior porto ucraniano deram suporte aos preços na semana passada. Os desdobramentos nos próximos dias e a manutenção das tensões entres os dois países poderão influenciar positivamente os preços no mercado externo.
    No Brasil, a colheita da 2ª safra se iniciou. De acordo com a Conab, 0,4% da área foi colhida. Com aumento da oferta do cereal e com as boas perspectivas de produtividade, os preços internos deverão seguir pressionados negativamente.
    Para o café, oferta ainda restrita com ausência de produto “novo”, mas com a evolução da colheita, os preços devem continuar pressionados negativamente.
    Dados do USDA para o Vietnam mostram elevação de 5,21% na colheita para a Safra 2023/24 e 5,41% na exportação do país.
    Mercado futuro com preços invertidos mostra a pressão de menor oferta também no conilon. No Brasil, com o clima favorável e colheita evoluindo bem, devem confirmar safra com produto de boa peneira e qualidade.
    Incertezas quanto à demanda nos países consumidores e início de colheita no Brasil reduzem negócios, na espera da chegada ao mercado do volume das safras de meio de ano em colheita, tanto no arábica quanto no conilon.
    O mês de maio vem apresentando redução no volume exportado pelos principais países produtores ante a menor disponibilidade. No entanto, com a colheita se iniciando, espera-se maior volatilidade às cotações do grão, mas ainda com movimento baixista moderado.
    E finalizando com o Boi Gordo temos: Foi detectado casos atípicos do mal da “vaca louca” nos EUA. Diferentemente do que ocorre com o Brasil, no acordo entre China e EUA não ocorre o embargo às exportações quando o animal é diagnosticado. Assim, é pouco provável que o Brasil se beneficie deste acontecimento, uma vez que são nossos concorrentes no mercado externo. A detecção de casos de gripe aviária no Espírito Santo pode afetar o preço da carne bovina. Até o momento não há restrições quanto às exportações da carne de frango e o Brasil trabalha para que isso não aconteça. Porém, um embargo à exportação da carne de frango, concorrente da carne bovina, geraria um excesso de oferta no mercado interno. Tal fato derrubaria o preço do frango e a tendência seria o consumidor migrar para a fonte de proteína mais barata, deixando de consumir a carne bovina.
    Com escala de abate confortável, os frigoríficos devem seguir ofertando valores abaixo da referência para a arroba. No médio prazo, entre os períodos de junho e julho, a tendência é de haver menor oferta de animais, uma vez que ocorre a transição entre a safra e entressafra. Assim, é possível que haja reação pontual no preço do boi gordo, porém não se deve esperar altas expressivas no valor da arroba. O curto prazo segue com viés baixista.

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min

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