BBCast Agro

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BBCast Agro episodes

  • 12/05/2023 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 12 maio de 2023, meu nome é Luciano Scuccuglia, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré SP e falaremos sobre o cenário da soja.

    O contrato jul/23 na CBOT fechou 10/05 cotado a US14,04/bushel, apresentando queda de -1,1% em relação ao início do mês e de quase 4% nos últimos 30 dias.

    Os principais fundamentos para o movimento baixista observado remetem aos dados do relatório de oferta e demanda do USDA, que manteve os estoques globais estáveis e ajustados com a supersafra brasileira, quebra de safra argentina e a boa perspectiva do início da safra nos EUA. Somam-se a estes, a desvalorização recente do dólar ante o real, receio ainda presente com a crise do sistema bancário global e a baixa demanda chinesa.

    No Brasil, o indicador da soja Esalq/BMF/BOVESPA, em 10/05, foi de R$ 140,13 por saca, apresentando alta de 2,4% em relação ao início do mês. Os prêmios nos portos para maio/23, registraram piora e chegaram a US$ -1,5/bushel em Paranaguá, refletindo a entrada da safra 22/23.

    De acordo com a Conab, a colheita no Brasil atingiu 95,4% da área cultivada até 06/05, com MA e RS tendo colhido 78% das áreas. Nos demais estados, a colheita está praticamente encerrada. As projeções da safra brasileira vêm se confirmando, com obtenção de uma produção total acima de 154,8 milhões de tonelada, 0,8% acima da estimativa anterior.

    Para os EUA, houve manutenção da estimativa de área de plantio 23/24, (31,41 milhões de ha). Com clima favorável, os produtores têm conseguido maior agilidade na semeadura, alcançando 35% da área projetada, ou seja, 14% acima da média dos últimos 5 anos. Na Argentina, a Bolsa do Rosário estima produção de 23 milhões de toneladas, quebra histórica. Para manutenção mínima da indústria de esmagamento de soja, a Argentina deverá ampliar seu programa de importação de grãos, principalmente do Brasil e Paraguai.

    O INMET indica para a 2ª quinzena de maio chuvas dentro das médias climatológicas para a maioria dos estados brasileiros.

    Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar oportunidades negociais para comercialização de sua safra, o BB disponibiliza a Linha de crédito de investimento (PCA) destinada para Construção, Ampliação e Reforma de Unidades de Recepção, Beneficiamento e Armazenagem de Grãos. Procure seu gerente de relacionamento para maiores informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 11/05/2023 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 11 de maio de 2023, meu nome é Teodoro Contin, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Barretos (SP) e hoje vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas 42,8 mil toneladas de carne bovina in natura nos primeiros quatro dias úteis de maio de 2023. No ano anterior, o volume total exportado no mês de maio ficou em 152,3 mil toneladas em 22 dias úteis.

    O volume embarcado voltou aos patamares observados de antes da suspensão das importações pela China. A média diária exportada na primeira semana do mês ficou em 10,7 mil toneladas e representa um aumento de 54,5% frente ao observado no mesmo período de 2022, com 6,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.062, desvalorização de 21,6% ante maio de 2022.

    No dia 09/05/2023, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo foi precificada em R$ 272,55, com queda de 0,66% no dia. Na B3, o contrato com vencimento para maio de 2023 fechou o dia cotado a R$ 264,55.

    A entrada de salário no início do mês e a data comemorativa do dia das mães, período marcado pelas comemorações familiares, intensificam a reposição entre o varejo e o atacado e trazem altas pontuais no preço da carne bovina. Porém, é pouco provável esperar por preços mais firmes no valor da arroba do boi gordo, pois a oferta de animais terminados segue elevada.

    Em São Paulo, a indústria mantém as escalas de abate em estabilidade, com programação de aproximadamente 7 dias úteis. Dessa forma, permanece o viés baixista no preço do boi gordo no mercado físico.

    Com o Custeio Agropecuário do BB, você pode realizar o financiamento de diferentes despesas da sua produção e garantir os melhores insumos para um ciclo pecuário bem-sucedido.

    Para ouvir este e outros BBcast Agro acesse: blog.broto.com.br”barra”bbcast”traço”agro ou busque por BBCast Agro em sua plataforma de streaming de preferência.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 10/05/2023 - Cenário do café Conilon
    Olá, hoje é quarta-feira, 10 de maio de 2023, meu nome é Gildenize Barbosa, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Linhares-ES e vamos falar sobre o cenário do CAFÉ CONILON.

    No início de abril começou, de forma antecipada, a colheita do café Conilon. Alguns problemas logísticos vêm ocorrendo, principalmente relacionados à dificuldade de obtenção de mão de obra para a colheita. O mês de abril finalizou com precipitações em alguns municípios e essas chuvas podem prejudicar a qualidade do produto a ser colhido. No Espírito Santo, os grãos estão apresentando uma boa granação, com o rendimento em campo abaixo do esperado pelo produtor, mas com bom aproveitamento após secagem. A perspectiva é de uma produção abaixo da obtida na safra anterior.

    Na bolsa de Londres, o conilon abriu esta semana com valorização. O contrato com vencimento em maio/23 apresentou aumento de 11% em relação ao mês anterior, cotado a US$ 2.611/t em 08/05/23, com perspectiva de estabilidade no curto prazo, apesar da volatilidade recente.

    No mercado físico interno, também houve aumento no preço da saca em relação ao mês anterior, que fechou cotada a R$ 644,00 no Centro do Comércio de Café de Vitória. Assim como esperado para o mercado externo, no Brasil, com o início da colheita e uma maior oferta de café, a tendência é que as cotações se mantenham estáveis a curto prazo, podendo sofrer pressão negativa a médio prazo, com o avanço da colheita.

    A volatilidade de preços observada teve como origem a oferta ainda ganhando ritmo e a demanda aquecida do produto, os estoques de café criticamente baixos, tanto nos países produtores, como nos países consumidores, problemas climáticos globais e crises financeiras, que afetam a economia mundial.

    Neste contexto, é necessária uma gestão profissional da atividade por parte dos produtores, que devem controlar rigorosamente o custo de produção, bem como considerar estratégias de mitigação de risco de preços.

    Neste sentido, para atender a necessidade de custeio da colheita e dos tratos culturais, assim como apoio na comercialização do café, o Banco do Brasil disponibiliza linhas de crédito específicas e atrativas. Já para mitigar o risco de preços, possuímos as Opções Agro BB, que podem ser simuladas e contratadas diretamente no App. Em caso de dúvidas, procure seu gerente de relacionamento e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 09/05/2023 - Cenário climático
    Olá, hoje é terça-feira, 09 de maio de 2023, meu nome é Fabíola Lira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra - MT e falaremos sobre o cenário climático.

    Na última publicação do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, integrante do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, datada de 20 de abril de 2023, em atenção ao término do fenômeno La Niña, havia a previsão de transição para condições neutras, seguida de um possível início de atuação do El Niño nos próximos três meses. Este indicativo permanece e corrobora com as previsões da NOAA - Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA.

    Na previsão climática Trimestral de maio a julho do INPE, ainda há maior probabilidade de chuvas abaixo da média em grande parte do Brasil. Acima da média, apenas pontos no litoral sul da Bahia e em grande parte de Roraima. Com a previsão de um possível El Niño nos próximos meses, não estão descartados episódios de chuvas expressivas no Rio Grande do Sul no trimestre previsto.

    A previsão de temperatura indica a maior probabilidade acima da média em grande parte do Brasil, exceto na faixa que se estende desde o Acre ao sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, devido a tendência de manter a média histórica.

    De acordo com o Sistema de Monitoramento Agroclimático (Agritempo), para a disponibilidade de água no solo, ocorre atenção em pontos da região Nordeste e norte de Minas Gerais, nas proximidades do Rio São Francisco, onde ocorrem índices abaixo do restante do país.

    Devido às oscilações climáticas no período de transição entre La Niña e El Niño, o planejamento da safra associada ao monitoramento climático, se torna ferramenta importante para a tomada de decisão do produtor.

    Para apoiar nossos clientes produtores rurais, o Banco do Brasil, em parceria com a plataforma BROTO, disponibiliza acesso para ouvir este e outros BBCast. Para isto, basta acessar: blog.broto.com.br/bbcast”traço”agro ou pesquisar por BBCast Agro em sua plataforma de streeming de preferência.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 08/05/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 08 de maio, meu nome é Alexandre Bittencourt , assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciamos nosso panorama pela soja. O avanço do plantio da safra dos EUA e as condições meteorológicas favoráveis, seguirão sendo o principal influenciador na CBOT, com possibilidades de uma safra cheia a partir de setembro. Ainda nos fundamentos, a oferta na América do Sul, em especial no Brasil, permanece sem novidades para influenciar positivamente o mercado no curto prazo.
    O sentimento de maior aversão ao risco no mercado financeiro global, principalmente no setor bancário, causa pressão adicional. O controle da inflação nos EUA e Europa, e o crescimento do PIB chinês, são pontos de atenção, assim como a continuidade do acordo sobre o corredor de exportação no Mar Negro.
    A divulgação, no próximo dia 12/05, do Boletim de Oferta e Demanda do USDA com as projeções para a Safra 23/24, deverá trazer importantes direcionamentos para as cotações na CBOT.
    Com as cotações em baixa, os sojicultores deverão permanecer fora do mercado, mantendo negócios pontuais. A pressão na logística brasileira continuará e os preços internos seguirão achatados. Assim, o mercado interno seguirá com estabilidade paro o curto e baixa para o médio prazo.

    Em relação ao milho, a safra de milho norte-americana 2023/24 vêm apresentando bom ritmo de plantio. De acordo com o Departamento de Agricultura do país, até o dia 30/04 a semeadura havia atingido 26% da área total. O plantio está 13 pontos percentuais acima da safra passada e na mesma média dos últimos cinco anos.
    Com previsão climática favorável para os próximos dias, somado à divulgação do relatório de Oferta e Demanda pelo órgão no dia 12, que possui expectativa pelo mercado em elevada produção e aumento de estoques finais globais, as cotações poderão ser pressionadas negativamente no mercado externo.
    No Brasil, a Conab divulgará seu 8º Levantamento de Safra 2022/23 no dia 11/05 e, mantendo-se as boas perspectivas ou até revisão positiva na produção da 2ª safra, o mercado poderá sentir pressão negativa adicional.
    Com o abastecimento no mercado interno regular atualmente e compradores ainda se mantendo retraídos, os preços podem continuar em movimento baixista.

    Para o café, políticas de elevação de juros e combate à inflação desestimulam antecipação de compras em função do custo de carregamento e do mercado invertido (cotação à vista maior que a futura)
    Este posicionamento retraído da indústria compradora reflete em um mercado de baixo volume de negócios com diferenciais de preços entre a ponta compradora e a vendedora, deixando o mercado travado, à espera de um maior desenvolvimento da safra e evolução da colheita Abril finalizou com precipitações em algumas áreas de colheita de conilon e também arábica na região sudeste. Houve relatos de queda de frutos, que trouxeram preocupações sobre a ocorrência de inverno com chuvas que possam prejudicar a qualidade do produto a ser colhido. Alteração de posição atual longa de fundos pode acentuar o movimento de queda nas cotações do café.
    Face ao cenário de proximidade da entrada de maior volume de cafés, não se espera elevação das cotações no médio prazo, com tendência de estabilidade para esta semana

    E finalizando com o Boi Gordo, temos: Há a expectativa de melhores volumes exportados para o mês de maio, com início da reversão do reflexo dos embargos chineses.
    Frigoríficos exportadores devem se manter ofertando valores abaixo da referência média de mercado, tendo em vista as escalas de abate alongadas, ritmo ainda baixo em relação aos volumes exportados, bem como receitas cambiais menores.
    No mercado interno, a indústria tende a manter pressão baixista, considerando maior oferta de animais, inversão do ciclo pecuário, o que acarreta em maior abate de fêmeas, escalas alongadas, bem como final de safra.
    Sazonalmente, com o término do período chuvoso e, consequente, deterioração natural das pastagens, há forte recuo nos preços da arroba, considerando o aumento significativo da oferta de animais para o abate (auge da safra).

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    5 min
  • 05/05/2023 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 05 de maio de 2023, meu nome é Paulo Dullius, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Ijuí – Rio Grande do Sul e vamos conversar sobre o cenário do milho.

    O mês de abril foi de desvalorização para o milho, tanto no mercado externo como no interno. As cotações na Bolsa de Chicago, no contrato referência julho/23, apresentaram recuo em torno de 7,25%, no período de 03 de abril a 03 de maio, encerrando esse dia cotado a 5,88 dólares por bushel.

    Além de acompanhar as baixas de outras commodities, como a soja e o trigo, o bom início de plantio da safra norte-americana tem exercido pressão adicional. O ritmo de plantio está superior ao do ano passado e acima da média dos últimos anos, levando à expectativa de boa produção para a Safra 23/24 nos Estados Unidos, conforme relatório do Departamento de Agricultura, o USDA.

    No Brasil, a queda no preço foi mais significativa. Em comparação com o início do mês de abril, o preço físico referência Campinas/CEPEA caiu mais de 22% no período, encerrando o dia 03 de maio cotado a R$64,15 a saca.

    A Secretaria de Comercio Exterior (Secex), divulgou os dados de exportação de milho em abril, com um volume de 470 mil toneladas, o que representa 68,2 % do volume embarcado em abril do ano passado. Queda já esperada com as exportações voltadas para a soja no momento.

    A combinação de boa produção da safra de verão e as expectativas positivas para a produção da 2ª safra, com chuvas regulares nas principais regiões produtora e a diminuição nas exportações, aliada ao movimento de produtores optando por não vender a soja neste momento e avançar um pouco mais nas vendas de milho, motivaram a pressão baixista nos preços. No momento, os compradores estão mais acomodados e à espera de maiores baixas para novas aquisições.

    O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e proteger suas margens. Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!!
    4 min
  • 04/05/2023 - Cenário do leite
    Olá, hoje é quinta-feira, 04 de maio de 2023, eu sou (NOME COMPLETO), Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em (CIDADE/ESTADO) e vamos falar sobre o cenário da Pecuária Leiteira.

    Os preços médios ofertados pelo litro de leite em abril de 2023, referente ao leite coletado em março, apresentaram média de R$ 2,81, segundo o CEPEA. Esse valor representa valorização nominal de 15,9% em relação ao pagamento de abril de 2022 e de 3,1% quando comparado a março de 2023.

    Apesar das consecutivas altas no preço do leite neste ano, o cenário de baixo consumo interno e as elevadas importações geram preocupações pelo lado da oferta. Segundo o Centro de Inteligência do Leite da Embrapa, nos três primeiros meses do ano, o volume de importações fechou em 506 milhões de litros de leite equivalente e, só em março, foram importados cerca de 10% da produção de leite inspecionados no Brasil.

    A entrada da estação seca, bem pronunciada nas principais regiões produtoras, deve conter o excesso de oferta gerado pelas importações de lácteos e pode manter o movimento de valorização do leite pago ao produtor em maio, referente ao leite coletado em abril.

    O custo de produção também apresentou resultado positivo para o produtor de leite, haja vista o recuo nas cotações do milho e do farelo de soja, melhorando as condições de fluxo de caixa e, consequentemente, a rentabilidade da atividade.

    Diante deste cenário, o produtor de leite pode contar com o BB Custeio Agropecuário, aproveitando oportunidade para aquisição de insumos para a manutenção do rebanho, além de utilizar linhas de investimento para expandir a produção de leite na propriedade.

    Para ouvir este e outros BBCast Agro acesse: blog.broto.com.br”barra”bbcast”traço”agro ou busque por BBCast Agro em sua plataforma de streaming de preferência.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 03/05/2023 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é quarta-feira, 03 de maio, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra no Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do algodão.

    Referente ao comércio da pluma, a China deu sinais positivos com o aumento em 108 mil toneladas no consumo, conforme relatado no último relatório do departamento de agricultura dos Estados Unidos (USDA). Porém, a demanda mundial não acompanhou o mesmo ritmo: importantes países importadores como Índia, Turquia e Paquistão retraíram suas importações.

    O FED (banco central norte-americano) demonstrou que não irá reduzir a taxa de juros abaixo dos 5% no curto prazo e, diante disto, o mercado passou a ver risco de recessão nos Estados Unidos, o que deve impactar o consumo de algodão e seus derivados.

    Analisando o clima, as precipitações nas áreas produtoras dos EUA apresentaram-se regulares e tem permitido do bom avanço da semeadura que, nesta safra, já alcançou os mesmos 12%, quando comparado ao mesmo período da safra passada.

    Em consequência destes fatos, o mercado internacional reagiu de forma negativa, resultando em redução da cotação da pluma, sobretudo na última semana de abril, atingindo patamares inferiores a 80 cU$/lpb (o mês de abril apresentou variação negativa de 2,84%).

    No Brasil, as precipitações regulares ocorridas em abril contribuíram para o bom desempenho das lavouras a campo. Até o momento, mais de 85% das lavouras já se encontram em floração ou formação de maçãs. Salientamos que o mercado nacional já comercializou mais de 50% da safra 22/23 e, no momento, os produtores seguem com tratos culturais das lavouras que se aproximam da colheita.

    É importante que os produtores aproveitem os momentos de valorização da pluma para comercializar a produção e garantir a rentabilidade, assim como mitigar o risco associado à volatilidade de preços, com a utilização do Termo de Moedas e das Opções Agro do BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 02/05/2023 - Cenário do repolho
    Olá, hoje é 02 de maio de 2023, meu nome é Maíra Regis sou Assessora de Agronegócios em Brasília-DF e falaremos sobre o cenário do repolho.

    O repolho é uma hortaliça anual, herbácea, formada por inúmeras folhas que se imbricam, dando origem a uma “cabeça”, que constitui a parte comestível da planta. É originária da Europa Mediterrânea e da Ásia Menor. O repolho é uma Brassicaceae, assim como a couve, brócolis, couve-flor, couve-chinesa e o rabanete.

    Comercialmente, os repolhos são classificados conforme a forma e a cor da cabeça, em redondo, chato, pontudo ou coração-de-boi, crespo e roxo. O repolho roxo tem maiores teores de vitaminas e sais minerais do que o branco, se destacando entre as hortaliças como fonte de manganês, fósforo, potássio, cobre e vitamina C. Entre as variedades botânicas da espécie, é a de maior importância econômica.

    Pode ser cultivado o ano todo, de acordo com as exigências climáticas de cada cultivar. Atualmente, o repolho é cultivado em 150 países, com cerca de 4 milhões de hectares e uma produção anual de 70 milhões de toneladas, sendo a China o maior produtor.

    No Brasil, estima-se que a área plantada ultrapasse 30 mil hectares, com produção voltada ao mercado interno. Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná são os principais produtores, mas alguns estados do nordeste, como Bahia e Ceará, vêm aumentando sua participação neste mercado. São Paulo é o maior produtor nacional da hortaliça. Por ano, segundo o Censo Agropecuário de 2017 realizado pelo IBGE, o Estado produziu 148,4 mil toneladas, o que correspondia a cerca de 32% da produção nacional. Dados mais recentes do Instituto de Economia Agrícola de SP apontam, para o ano de 2022, uma produção estadual de 218,15 mil toneladas de repolho. Nos últimos meses, em São Paulo, adversidades climáticas, tais como excesso de chuvas em regiões produtoras, resultaram em menor qualidade, quantidade e preços menores para o produto.

    A CEASA Campinas registrou o preço médio do repolho no mês de abril, em torno de R$3,00 o roxo e R$1,75 para o branco por kg, contra uma média de R$4,00 para o roxo e de R$3,25 para o branco, em relação ao ano anterior, apresentando desvalorização acentuada de 33% e 85%, respectivamente, no período. O Banco do Brasil, principal parceiro do agronegócio brasileiro, coloca à disposição dos produtores rurais linhas de crédito de investimento e de custeio, plantio e condução das lavouras de repolho.

    Conte sempre com a Assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.
    4 min
  • 28/04/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é sexta-feira, 28 de abril, meu nome é Gustavo Mota , assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja. O ritmo de plantio da safra dos EUA e as condições meteorológicas seguem como os principais direcionadores na CBOT. A previsões de temperaturas baixas nas regiões ao norte, com chuvas ao sul do meio-oeste americano, não causarão atrasos significativos ao plantio. Nas demais regiões, a semeadura avançará. Nesse momento, no mercado de clima, não há projeções de quadro meteorológico que gere preocupações. A oferta na América do Sul, em especial no BR, permanece sem novidades para influenciar positivamente o mercado no curto prazo.​
    O sentimento de maior aversão ao risco no mercado financeiro global, principalmente no setor bancário, causa pressão adicional. O controle da inflação nos EUA e na Europa e o crescimento do PIB chinês são pontos de atenção, assim como a continuidade do acordo sobre o corredor de exportação no Mar Negro.
    ​ Com as cotações em queda, os sojicultores deverão permanecer fora do mercado. A pressão na logística no BR permanecerá grande e, com baixo volume de comercialização, os preços internos seguirão achatados. Assim, o mercado interno seguirá com estabilidade paro o curto prazo e baixa para o médio prazo. ​
    Em relação ao milho,
    O plantio da safra norte americana encontra-se três pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos, de acordo com o USDA. As previsões climáticas para a próxima semana apontam boas condições para a semeadura, o que favorece o ritmo. O clima nos EUA está cada vez mais influenciando as cotações na CBOT, e esta previsão favorável poderá novamente pressionar as cotações no mercado externo.​
    A Argentina, que sofreu com clima quente e seco em praticamente todo desenvolvimento do milho, registrou algumas geadas na província de Buenos Aires, afetando parcialmente algumas lavouras, conforme reporte de safra da Bolsa de Cereais (BCBA). Apesar disso, o órgão manteve a estimativa de produção do país em 36 mi t. A quebra de safra argentina não tem influenciado a precificação do grão externamente devido à expectativa de safras volumosas nos EUA e no Brasil, que deverá compensar estas perdas.
    As boas condições das lavouras da 2ª safra no Brasil e o aumento de oferta no mercado interno, com a colheita da 1ª safra entrando na reta final, podem continuar influenciando em novas baixas nos preços internos.​.
    Para o café,
    Primeiro semestre de 2023 com dados de exportação menores nas principais origens tem demonstrado aperto final de oferta e reforça a importância das produções da safra de meio de ano para atender à demanda no segundo semestre.
    Juros ainda elevados nas principais economias do Hemisfério Norte dificultam carregamento de estoques e contribuem na estratégia conservadora de recomposição dos estoques e no atendimento à demanda.
    Maior participação do conilon nos blends e preocupações com oferta menor na Safra 23/24 reduz arbitragem entre os mercados de arábica e conilon, apesar de estoques normais em Londres. Já os estoques ICE NY, abaixo de 700 mil sacas, ajudam a dar suporte às cotações da variedade. Recomposição destes estoques ocorrerá somente com a safra arábica de meio de ano. Relatório OIC de março estima aumento do consumo 22/23 para 178,5 milhões de sacas ante uma estimativa de 175,6 milhões de sacas no ano cafeeiro 21/22;
    Todos estes fatores têm possibilitado bons momentos de fixação de preços para os cafeicultores e assim deve permanecer até a entrada de maior volume da safra que começa a ser colhida no Brasil.
    E finalizando com o Boi Gordo, temos: Com o término do período chuvoso, é natural que ocorra deterioração das pastagens, o que prejudica a manutenção do animal no pasto. Normalmente ocorre aumento da oferta de animais no final da safra.
    Os frigoríficos, com escalas de abate satisfatórias e exportações ainda ganhando ritmo e com receitas cambiais menores, devem aproveitar o momento para fechar novos lotes em busca de preços mais atrativos, ofertando valores abaixo da referência média para a próxima semana. No médio prazo (maio), a perspectiva é de auge da safra de animais sendo disponibilizados ao mercado, pressionando negativamente os preços da arroba do boi gordo. Já para os meses de junho e julho, a tendência é de menor oferta de animais, uma vez que ocorre a transição entre a safra e a entressafra. Assim, é possível que haja uma reação no preço do boi gordo, porém não muito expressiva.
    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…