BBCast Agro

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BBCast Agro episodes

  • 10/07/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 10 de julho, meu nome é CARLOS EDUARDO, Assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciamos nosso panorama pela soja. Os últimos boletins climáticos divulgados pela NOAA (Agência Serviço de Meteorologia dos Estrados Unidos) indicam condições meteorológicas favoráveis para os próximos 10 dias em todo o cinturão agrícola dos USA, podendo pressionar as cotações na CBOT. No próximo dia 12/07 o USDA divulgará o Relatório de oferta e demanda global de soja, com perspectiva de redução dos números. Os dados devem trazer reflexos nas cotações do complexo soja, o mercado seguirá atento aos boletins semanais de acompanhamento das lavouras que o USDA vem divulgando, uma vez que a qualidade das lavouras reduziu nas últimas três semanas.
    Na economia, o controle da inflação nos EUA e na EU, além do menor crescimento da China, preocupam e podem impactar a demanda global.
    Os preços físicos da oleaginosa estão com movimentos de alta, o que permitirá ao sojicultor aproveitar oportunidades de mercado para comercializar parte de sua produção. Os preços internos tendem a refletir as oscilações em Chicago, com vieses de alta para o curto prazo e baixa para o médio prazo.
    Em relação ao milho, de acordo com o reporte do USDA na semana passada, 51% da área cultivada com milho nos Estados Unidos foi considerada em condições boas a excelentes, melhora de 1 ponto percentual em relação à semana anterior. No entanto, esta é a classificação mais baixa para o mesmo período desde 2012. Em Iowa, maior estado produtor, 61% da safra foi classificada como de boa a excelente. Para os próximos dias existe previsão de melhora climática para o cinturão produtor nos EUA, com bons volumes de chuvas, o que pode pressionar negativamente as cotações na Bolsa de Chicago.
    Os preços externos poderão sofrer pressão adicional com a divulgação do USDA, em 12/07, do relatório de oferta e demanda de grãos para o mês de julho. Com a recente revisão de área cultivada nos Estados Unidos, o mercado espera aumento na produção do cereal no país, o que poderia levar a maior oferta global e maior estoque final estadunidense.
    No Brasil, clima favorável para a intensificação da colheita da 2ª safra. Com isso, os preços internos podem continuar pressionados negativamente com a maior oferta doméstica, à medida em que a colheita avança.
    Para o café, semana de clima favorável, sem ocorrência de chuva e frio, com possiblidade de precipitação em algumas áreas cafeeiras a partir de 14/07, podendo influenciar ritmo da colheita que, até o momento, apresenta-se mais acelerada que ano anterior.
    Dados do USDA referentes ao balanço entre oferta e demanda previsto para a safra comercial 2023/24 (16,8%), evidencia índice inferior ao do ciclo 2022/23 findo agora em junho/23 (20,3%) e também inferior à safra 2021/22 (19,5%). Este índice poderia fundamentar limites a uma redução maior nos preços. No entanto, a colheita brasileira em curso, representa 37,9 % da safra mundial em 2023 e espera-se 3,9 milhões de sacas a mais que no ano anterior. Portanto, no curto prazo e médio prazo, deve amenizar os efeitos dos baixos estoques disponíveis atuais. Se falarmos apenas em relação ao café arábica, a participação brasileira é ainda maior, de 46,2%.
    Assim, considerando estes fatores, esperam-se preços ainda pressionados negativamente pela representativa oferta brasileira no curto e médio prazo.
    E finalizando com o Boi Gordo temos: A detecção de casos de gripe aviária no Brasil, em especial no ES, pode afetar o preço da carne bovina. Com a detecção da gripe aviária em ave doméstica no ES, o Japão suspendeu a compra frango produzida nesse Estado. A decisão contraria a orientação da Organização Mundial de Saúde Animal, em que os embargos devem acontecer apenas na ocorrência da doença em produções comerciais. O Japão não importa carne de frango proveniente do ES, que participa com 0,19% do total exportado pelo Brasil. Entretanto, um embargo a um maior volume de carne de frango, por exemplo, no PR (responsável por 35% do total da produção e 40% da exportação), geraria um excesso de oferta no mercado interno, pressionando o preço do frango. Com isso, a tendência seria o consumidor migrar para essa fonte de proteína mais barata, deixando de consumir a carne bovina, influenciando negativamente toda a cadeia produtiva.
    Em relação ao confinamento, a expectativa de oferta estável ante 2022 (nº de abates sistema intensivo), queda no custo do animal de reposição e dos insumos empregados na nutrição bovina, somados ao fortalecimento da cotação do boi gordo na B3, apesar da queda recente, trazem otimismo para a atividade no 2º semestre. No momento, ainda em entressafra, esperam-se preços de estáveis a mais altos no curto/médio prazo.
    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min
  • 07/07/2023 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 07 de julho de 2023, meu nome é Luciano Scuccuglia, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré SP e falaremos sobre o cenário da soja.

    O contrato ago/23 em Chicago fechou 05/07 cotado a US$ 14,68/bushel, apresentando alta de 8% em relação ao início de junho. Os principais fundamentos para a alta estão atrelados à divulgação de dados do USDA para a safra norte-americana, que projetou redução da área de plantio nos EUA em 5% e às condições climáticas adversas, que indicam redução do potencial produtivo associado à melhora nas cotações do barril do petróleo.

    No relatório de acompanhamento semanal, o USDA apontou piora na situação das lavouras, totalizando 50% entre boas e excelentes, 35% para normais e 15% para ruins e muito ruins. Acredita-se que no relatório mensal de oferta e demanda, previsto para 12/07, o órgão deva corrigir para baixo a estimativa de produção para os EUA.

    Para a safra brasileira 2023/24, o USDA estima que sejam cultivados 45,6 milhões de ha, com produção total de 163 milhões de toneladas, crescimento de 4,48% ante a safra passada.

    No Brasil, o indicador da soja CEPEA em 05/07 foi de R$ 142,01 por saca, apresentando alta de 4,67% em relação aos últimos 30 dias. As altas externas não refletiram na mesma magnitude nos preços internos devido à valorização do real ante ao dólar. Os prêmios nos portos registram leve melhora em relação ao mês anterior, porém ainda apresentam valores negativos, atingindo US$ 1,00/bushel negativo em Paranaguá-PR.

    Segundo a NOAA, a previsão de fenômeno El Niño para a Safra 23/24 da América do Sul se mantém, com elevada probabilidade para o trimestre dezembro, janeiro e fevereiro, sendo possivelmente um dos eventos mais intensos dos últimos 70 anos.

    Neste momento, o mercado externo segue sendo influenciado pelo fator clima frente às condições de desenvolvimento das lavouras dos EUA, em que a estiagem ocorrida no início da safra reduziu o potencial produtivo de algumas áreas. Porém, para as próximas semanas, as previsões são de chuvas regulares nas principais regiões produtoras, o que pode trazer volatilidade adicional às cotações da oleaginosa.

    Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar oportunidades negociais para comercialização de sua safra, o BB disponibiliza a linha de crédito de investimento (PCA) destinada à construção, ampliação e reforma de unidades de recepção, beneficiamento e armazenamento de grãos.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 06/07/2023 - Cenário do leite
    Olá, hoje é quinta-feira, 06 de julho de 2023, eu sou Marcelo Luiz Pinto, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Gov. Valadares - MG e vamos falar sobre o cenário da Pecuária Leiteira.

    Os preços médios ofertados pelo litro de leite em junho de 2023, referente ao leite coletado em maio, apresentaram média de R$ 2,72, segundo o CEPEA. Esse valor apresenta valorização nominal de 1,6% em relação ao pagamento de junho de 2022 e queda de 6,0% quando comparado a maio de 2023.

    Apesar da queda do valor do leite pago ao produtor no mês de junho, a relação de troca do leite em relação à mistura de 70% de milho com 30% de farelo de soja melhorou. No período, foram necessários em média 30 litros de leite para aquisição de 60kg da mistura, contra 33,8 litros em maio de 2023 e 40 litros em junho de 2022.

    Ainda assim, o Centro de Inteligência do Leite da Embrapa alerta que o cenário para a cadeia dos lácteos continua desafiador, uma vez que a importação se mostra elevada, o consumo interno ainda está baixo e poderá haver aumento da oferta a partir de julho. Desta forma, espera-se nova queda nas cotações do leite coletado em junho, a ser pago em julho.

    Tal situação indica que o produtor deve continuar focando a gestão de custos na propriedade e estar preparado para uma possível queda de preços do leite mesmo durante o período seco. Diante deste cenário, o produtor de leite pode aproveitar o lançamento do Plano Safra 23/24 e acessar linhas de crédito de investimento e custeio para alavancar suas atividades na pecuária leiteira dentro da porteira.

    Para ouvir este e outros BBCast Agro acesse: blog.broto.com.br”barra”bbcast”traço”agro ou busque por BBCast Agro em sua plataforma de streaming de preferência.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 05/07/2023 - Cenário do café Conilon
    Olá, hoje é quarta-feira, 05 de julho de 2023, meu nome é Gildenize Barbosa, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Linhares-ES e vamos falar sobre o cenário do CAFÉ CONILON.

    A colheita da variedade no Brasil segue em andamento e estima-se que tenha atingido 80% da área cultivada no Espírito Santo, onde vem apresentando um bom rendimento após secagem, mas com redução na produtividade a campo, em torno 30%, em relação à safra passada. Esta redução é resultado das condições climáticas adversas na época da floração, ao excesso de chuva nos meses de granação e ao aumento do preço de insumos na safra anterior, fazendo com que o produtor investisse menos em suas lavouras.

    Em Rondônia, a colheita já atingiu 90% da área cultivada. Apesar da redução de área plantada nos últimos anos, houve incremento de produção e produtividade, com a inserção de pacotes tecnológicos adequados para a cultura, como irrigação localizada e clones mais produtivos e adaptados a região, aumentando a produtividade média de 10 para 48 sacas/ha.

    Na bolsa de Londres, o café conilon abriu a semana com pequena recuperação. O contrato com vencimento em setembro/23 teve alta de US$ 37 por tonelada, sendo negociado a US$ 2.528/t, com perspectiva de queda no curto prazo, apesar da volatilidade recente.

    No mercado físico interno, houve queda em torno de 13% no preço da saca em relação aos últimos 10 dias, que fechou cotada em 03/07 a R$ 600,00 na COOABRIEL - Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel.

    Como era esperado, com o avanço da colheita brasileira e uma maior oferta de café, a tendência é que as cotações se mantenham com pressão baixista a curto e médio prazo.

    Neste contexto, é necessária uma gestão profissional da atividade por parte dos produtores, que devem controlar rigorosamente o custo de produção, bem como considerar estratégias de vendas e acompanhamento do mercado.

    Com o lançamento do novo Plano Safra 2023/2024, o Banco do Brasil disponibiliza ao produtor linhas de crédito para atender todas às necessidades na condução das suas lavouras. Para mais informações, procure seu gerente de relacionamento.

    E para ouvir este e outros BBCast Agro acesse: blog.broto.com.br ”barra”bbcast” traço” agro ou busque por BBCast Agro em sua plataforma de streaming de preferência e no canal do Broto no Youtube.

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    4 min
  • 04/07/2023 - Cenário climático
    Olá, hoje é terça-feira, 04 de julho de 2023, meu nome é Fabíola Lira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra - MT e falaremos sobre o cenário climático.

    A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou, em meados de junho, a ocorrência de El Niño para os próximos meses, com seus reflexos sendo sentidos em todo o globo.

    No Brasil, em 22 de junho, a incidência deste fenômeno climático também foi confirmada pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, integrante do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, sendo citadas as anomalias de Temperaturas da Superfície do Mar no Oceano Pacífico, com valores positivos. O acompanhamento agora se volta para a intensidade do El Niño, principalmente no que se refere aos extremos nos eventos climáticos.

    Na Previsão Climática Trimestral de julho a agosto, o INPE aponta a probabilidade de chuvas abaixo da média em grande parte do país. Apenas em uma parte do RS e SC, AP e porção do leste da BA tendem a apresentar chuvas acima da média.

    O instituto ainda ressalta que, com o El Niño, a confiabilidade da previsão é maior para a faixa norte do Brasil, em particular para as regiões Norte e Nordeste. Mesmo assim, não se descartam episódios de chuvas expressivas sobre o RS e leste do Nordeste.

    A previsão de temperatura indica uma maior probabilidade de indicadores acima da média em praticamente todo o Brasil. Por sua vez, o Instituto Nacional de Meteorologia não descarta a entrada de massas de ar frio, o que pode provocar queda acentuada da temperatura do ar.

    De acordo com o Sistema de Monitoramento Agroclimático (Agritempo), para a disponibilidade de água no solo, merece atenção a área mais Central do Brasil, que apresenta índices abaixo do restante do país.

    Devido aos eventos climáticos no período de El Niño, o planejamento da safra, associado ao monitoramento do clima, se tornam ferramentas importantes para a tomada de decisões.

    O Banco do Brasil em parceria com a plataforma BROTO, disponibiliza acesso para ouvir este e outros BBCast, acesse: blog.broto.com.br/bbcast”traço”agro.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 03/07/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 03 de julho, meu nome é LEANDRO MILEO MATOS, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciamos nosso panorama pela soja. Os últimos boletins divulgados pela NOAA (Agência Serviço de Meteorologia dos Estrados Unidos) indicam chuvas consideráveis e bem distribuídas para os próximos 15 dias em todo o cinturão agrícola dos EUA, o que fará com que as cotações fiquem pressionadas negativamente na CBOT.
    O mercado seguirá atento aos boletins semanais do USDA com o acompanhamento das lavouras norte-americanas, uma vez que a qualidade destas vem caindo nas últimas três semanas.
    No Brasil, os fundamentos devem permanecer sem grandes novidades, porém com o avanço da colheita do milho 2ª safra, a questão logística seguirá pressionada.
    Com as cotações do mercado físico estáveis, sojicultores tendem a permanecer fora do mercado, mantendo negócios somente para cobrir obrigações financeiras. Ainda com um grande volume a ser comercializado e os preços internos pressionados, o mercado doméstico seguirá com estabilidade para o curto prazo e baixa para o médio prazo.
    Em relação ao milho, o clima nos EUA continuará influenciando as cotações. A maior parte das lavouras, no mês de julho, estarão em fase de pendoamento, período importante para definições sobre o potencial produtivo da cultura do milho.
    As previsões quanto à umidade do solo e temperaturas são boas para próxima semana nos estados produtores de milho norte-americano, fator baixista aos preços. Por outro lado, o USDA divulgará dados sobre a área plantada e produtividade e o mercado espera que haja corte na produção estimada.
    No Brasil, previsão de tempo firme trará condições adequadas para a colheita avançar nos estados produtores de 2ª Safra. Os números até então divulgados por diversas fontes indicam safras muito boas nos estados produtores, sem ocorrência de eventos que tenham prejudicado de forma significativa a 2ª safra.
    Compradores seguirão retraídos, aguardando maior disponibilidade do grão a preços mais baixos, para fixar posições.
    Com isso, os preços internos tendem a sofrer pressão baixista no curto e médio prazo, devido a maior oferta de produto e dificuldades de armazenagem e logística portuária.
    Para o café, as previsões climáticas continuarão favoráveis ao andamento da colheita nas principais regiões produtoras.
    Em meio ao movimento negativo das últimas semanas e dado o avanço da colheita, produtores tendem a permanecer retraídos na comercialização, vendendo apenas o necessário para atendimentos das demandas mais prementes.
    A colheita do Conilon no ES, mais avançada que a do arábica, tem mostrado quebra superior à esperada, segundo presidente da Cooabriel.
    O Rabobank elevou sua previsão de déficit na Safra 2022/23 para 6,4 milhões de sacas, acompanhando os dados da OIC de mai/23, quando foi relatado déficit de 7,3 milhões de sacas. Após atingir as mínimas de sete meses, os estoques da ICE apresentaram pequena recuperação para 549.252 sacas, na terça-feira (27), o que ainda não significa alí vio na condição de baixos estoques.
    De modo geral, a maior oferta, resultado do avanço da colheita no Brasil, continuará pressionando os preços diante da expectativa de uma safra 2023 mais volumosa em relação à passada, além de rumores de uma possível safra 2024 ainda maior, caso o clima continue favorecendo a cultura.
    E finalizando com o Boi Gordo temos: a menor oferta de animais, em decorrência do final da safra do boi produzido a pasto e o fato de ainda não se ter um volume expressivo de animais produzidos no primeiro giro do confinamento, sugere um ambiente de preços mais firmes no curto prazo.
    É importante reforçar que o consumo interno pode contribuir com o fortalecimento do preço do boi gordo, ressaltando-se que a queda no valor da arroba ao longo do primeiro semestre de 2023 não fez com que o preço da carne bovina diminuísse no mesmo ritmo no atacado e no varejo.
    A entrada dos salários na economia durante o início de julho será fator importante para aumentar o estímulo ao consumo doméstico e ao fortalecimento do mercado físico.
    Espera-se assim, preços de estáveis a mais altos no curto prazo e médio prazo.
    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    5 min
  • 30/06/2023 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 30 de junho de 2023, meu nome é Paulo Dullius, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Ijuí – Rio Grande do Sul e vamos conversar sobre o cenário do milho.

    No mês de junho o mercado trabalhou com olhar voltado ao clima nos EUA, aguardando o relatório do USDA, em relação às condições das lavouras.

    O mercado está precificando as incertezas do clima nos EUA e a pior condição das lavouras em relação ao ano passado, pressionando positivamente as cotações do cereal, que iniciou o mês cotado a US$ 5,14/buschel e alcançou a cotação de US$ 6,23 no dia 21, ou seja, uma valorização de aproximadamente 20%.

    Devido às chuvas ocorridas (mesmo em baixos volumes) e previsões de melhora nas condições do clima nos EUA, esta semana foi de desvalorização no mercado. Estamos chegando ao período crucial para as lavouras de milho norte-americanas e as previsões climáticas indicam condições favoráveis à cultura do milho. Foram observadas chuvas no cinturão produtor, fato que trouxe viés negativo às cotações nas últimas sessões na CBOT.

    As cotações na Bolsa de Chicago, para o contrato referência set/23, apresentaram valorização de 3,30% no período de 1 a 28 de junho, encerrando último dia cotado a US$ 5,31/bushel. No mercado interno, o mês começou com estabilidade nos preços e não incorporaram a elevada volatilidade externa, influenciados pelo dólar e pressão de oferta com o início da colheita do milho segunda safra no Brasil. Neste mês, o preço físico referência Campinas/CEPEA subiu 4,81 %, encerrando o dia 28 de junho cotado a R$56,36 a saca.

    No Brasil, o clima em junho se mostrou favorável para o milho safrinha e a possibilidade de geadas não se concretizou. Além disso, as chuvas se estenderam durante o mês, garantindo boa qualidade das lavouras nos estados produtores.

    Espera-se que o Brasil colha aproximadamente 100 milhões de toneladas na 2ª Safra, a maior safra da história. Os gargalos de logística, armazenagem e a necessidade de ampliação nas exportações preocupam o mercado e fazem os compradores ficarem retraídos, aguardando oportunidades.

    O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e proteger suas margens de lucratividade. Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!!
    4 min
  • 29/06/2023 - Perspectivas Safra 23/24
    Olá, hoje é quinta-feira, 29 de junho de 2023, meu nome é Alexandre Bittencourt, sou assessor na Diretoria de Agronegócios do Banco do e vamos conversar sobre a safra 2023/24.

    Na próxima semana inicia-se oficialmente a safra 2023/24 no Brasil, com uma perspectiva bastante otimista. Nesta semana foram lançados os planos safras pelo Ministério da Agricultura e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário com avanços positivos no aporte de recursos para o financiamento da safra e com enfoques na sustentabilidade, ampliando oportunidades para o produtor rural investir na recuperação de áreas degradadas, adequar-se ao Cadastro Ambiental Rural - CAR, avançar na agricultura regenerativa, ampliar a utilização de bioinsumos, adotar a rastreabilidade à produção, reforçando assim o compromisso do produtor rural brasileiro com a sustentabilidade.

    E as expectativas são positivas para avançarmos para mais uma safra de elevada produção no Brasil, contribuindo para o crescimento econômico do nosso país. Os preços dos principais produtos agropecuários, mostram-se inferiores aos da safra passada, contudo os custos de produção reduziram consideravelmente, com perspectivas de rentabilidade positiva para as atividades agropecuárias.

    A implantação, desenvolvimento das lavouras e colheita da produção se darão sob influência do Fenômeno climático El Niño, que pode trazer redução nas chuvas para as regiões Norte e Nordeste e elevação de chuvas para o Rio Grande do Sul. Isso requer atenção em relação à adoção de mitigadores relacionados à produção, como a implementação de tecnologia adaptada à situação de seca ou excesso de chuvas, seguros agropecuários e Proagro.

    Também cabe ênfase à necessidade de melhoria na gestão da sua atividade, produtor rural. Além do controle de custos e do processo produtivo, a gestão da comercialização também requer atenção. Os custos reduziram de forma considerável, abrindo oportunidades para posicionamento na aquisição de insumos, e os preços seguem com alguma volatilidade.

    A safra no hemisfério norte segue em fase de desenvolvimento e início de polinização, em momento que o clima segue afetando a qualidade das lavouras em importantes países produtores. Essas incertezas em relação à produção e oferta das principais commodities agropecuárias, pode trazer oportunidades para posicionamento em relação à comercialização da produção durante o segundo semestre, visto que a fase crítica para a definição de produtividade das lavouras se dará até o início de agosto deste ano. Assim, a venda antecipada e a adoção de opção agropecuária são bons instrumentos para formação do preço médio para sua produção.

    Amanhã, dia 30/06, às 10 horas da manhã, o Banco do Brasil lançará o seu plano safra 2023/24 com ótimas novidades, reforçando o compromisso de ser o maior parceiro do produtor rural. Você poderá acompanhar pelo canal do Broto na Web. Basta acessar broto.com.br. Um Grande abraço e uma excelente safra 2023/24 para todos os produtores rurais e demais parceiros do agronegócio brasileiro.
    4 min
  • 28/06/2023 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é quarta-feira, 28 de junho, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra no Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do algodão.

    As cotações da bolsa de Nova Iorque, em maio/23, deram novo ânimo aos produtores: o mês apresentou variação positiva de 5,6%; desde janeiro deste ano a variação mensal não era positiva.

    Pelo lado da produção, dois países requerem atenção: as lavouras nos Estados Unidos apresentaram recuo de 2% nas condições boas/excelentes e a China (maior produtora mundial) que atravessa período de intempéries climáticas que sinalizaram redução de 10% na produção nacional comparada à safra passada, conforme último relatório do USDA.

    Visto que a oferta poderá ser menor para o semestre que vem, a China aumentou a expectativa de importação, segundo o boletim norte-americano, em 40%, assim como Vietnã e Bangladesh: 12% e 20%, respectivamente.

    O FED, Banco central norte-americano, decidiu por hora não aumentar a taxa de juros do país em junho e o mercado mundial sinalizou certo otimismo. No Brasil, o dólar recua sob as notícias como a agência de classificação de risco S&P Global Ratings que elevou a nota de crédito do Brasil de estável para positiva e o corte no aumento da taxa de juros nos Estados Unidos.

    A colheita brasileira já iniciou e ganhará ritmo mais acelerado no mês de julho, quando grande parte das lavouras de algodão segunda safra encerra seu ciclo. A previsão é que o país alcance 2,9 milhões de toneladas, impulsionada pelas boas condições climáticas, sobretudo em abril que apresentou precipitações regulares e proporcionou bom desempenho das lavouras mato-grossenses semeadas após a soja. A comercialização da safra 22/23 já ultrapassa 60% do volume previsto.

    É importante que os produtores aproveitem os momentos de valorização da pluma para comercializar a produção e garantir a rentabilidade, assim como mitigar o risco associado à volatilidade de preços. Para isso, o BB disponibiliza a você produtor o Termo de Moedas e as Opções Agro. Procure seu gerente de relacionamento para mais informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    3 min
  • 27/06/2023 - Cenário do Alho
    Olá, hoje é terça-feira, 27 de junho de 2023, meu nome é Thiago Toscano, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em MUNICIPIO/UF e falaremos do cenário da produção de alho.

    De acordo com informações da EMBRAPA, o alho é um condimento amplamente utilizado na culinária regional e nacional, cujo sabor é bastante apreciado, sendo também reconhecido pelo seu valor medicinal, em função de suas propriedades nutracêuticas e terapêuticas.

    Em 2021, de acordo com a FAO, a China foi o maior produtor de alho do mundo com uma produção acima de 20 milhões de toneladas, cultivados em pouco mais de 830 mil hectares, representando 94% de toda a produção mundial. O Brasil figura na 42ª posição, com pouco mais de 167.000 toneladas. A China também detém uma das melhores produtividades do planeta, superior a 24,5 toneladas por hectare. Esta produtividade representa quase o dobro da produtividade média brasileira, de aproximadamente 13 mil kg/ha.

    Apesar do Brasil produzir um alho de excelente qualidade e sabor superior, em especial do alho roxo, em 2023 foram importadas mais 50 mil toneladas, principalmente da Argentina e da China. O alho é um dos itens que compõem uma lista de produtos que o Governo vem promovendo ações para impedir o dumping, isto é, a entrada no Brasil de alho com preços não competitivos em relação ao mercado interno do produto brasileiro. Este mecanismo antidumping, aliado à fiscalização das fronteiras do Mercosul, são essenciais para a manutenção das áreas de produção e das famílias envolvidas no processo produtivo.

    Além disso, os produtores devem ficar atentos à aquisição de alhos-semente de qualidade superior e livres de vírus, o que pode elevar a produtividade em até 100% quando comparado com sementes sem qualidade atestada pelos órgãos oficiais de pesquisa. De modo a reduzir a incidência dos insetos vetores de vírus em suas áreas de produção, os alhicultores podem utilizar telados específicos para este tipo de proteção.

    O Banco do Brasil, principal parceiro do agronegócio brasileiro, coloca à disposição dos produtores rurais linhas de crédito de investimento, inclusive destinadas à aquisição e instalação desses sistemas de proteção específicos para a contenção de insetos, além de custeios e demais créditos para armazenamento e comercialização das lavouras de alho.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…