
Sign up to save your podcasts
Or


O Black Talk conversa, nesta quarta-feira, com o DJ especialista em música preta U Miranda. Abrindo shows de nomes importantes da música nacional, como Emicida, Rael, Djonga, Iza e Flora Matos, o musicista também tem passagens marcantes em eventos de grande porte do circuito Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Juiz de Fora (sua cidade natal). Construiu uma trajetória de sucesso pautada pela técnica, pela fluência sonora e pela presença de palco. Seus set são “open format” – que não se limitam a um gênero musical – e norteados por três estilos fundamentais: hip-hop, dancehall e brasilidades. As músicas também transitam pelo r&b, trap, afrobeat, soul e rock. Todos gêneros de origens negras. U Miranda reconstrói as batidas como instrumentos de resgate do passado e reafirmação da negritude no presente. Cria e compartilha suas próprias narrativas utilizando a música e a dança, para a qual também se dedica como professor, no Distrito Federal. É fundador do famoso grupo de dança urbana Remiwl Street Crew, que também funciona como um projeto social para a formação pessoal e social de jovens nascidos e criados em regiões periféricas.
O Black Talk recebeu a jornalista Rosane Andrade Garcia, subeditora de Opinião do Correio Braziliense. Nascida no Rio de Janeiro, a comunicóloga chegou a Brasília na década de 60, antes da inauguração da nova Capital Federal, e construiu uma carreia marcante em veículos grandes e importantes, a exemplo da Folha de São Paulo, do Estadão, do Zero Hora e do Jornal de Brasília. Rosane também atua como secretária da Ação Social Caminheiros de Antônio de Pádua (Ascap), braço social do Centro Espírita Caminheiros de Santo Antônio de Pádua, uma casa umbandista, com sede em Ceilândia, que completará 50 anos em 2021. Hoje, a Ascap é uma organização social de direito privado, absolutamente laica, que trabalha com mulheres e jovens do Setor Habitacional Sol Nascente. A ideia é criar e executar projetos voltados à promoção social daqueles que vivem na invisibilidade aos olhos do poder público. As ações são orientadas pela educação para a cultura de paz.
Cristiane Sousa da Silva é mulher negra, de terreiro, filha, tia de três, madrinha, professora de Educação física do Instituto Federal do Ceará (IFCE) - campus Jaguaribe - e Mestra e Doutora em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Coordena o Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas – NEABI, do campus Jaguaribe, e o Grupo de Estudo e Pesquisa Interdisciplinar em Educação das Relações Étnico - Raciais Beatriz Nascimento GEPIERER, certificado pelo CNPQ. É, ainda, integrante da Comissão Institucional de Heteroidentificação no IFCE.
Nínive Silva, a 32ª convidada do Black Talk, possui uma identidade coletiva construída pela junção de povos angolanos e afro-brasileiros. É formada no Bacharelado interdisciplinar em Ciência e Tecnologia e Licenciatura em Física, ambos cursados na Universidade Federal do ABC, e, atualmente, está matriculada no curso de graduação de Neurociências e no Mestrado em Ensino e História das Ciências e suas Interfaces com a Educação na mesma instituição. Sua pesquisa é voltada para as contribuições científicas dos povos africanos Bantu no Ensino de Ciências. A cientista também é uma difusora da história Africana com palestras em escolas públicas e particulares.
Raymundo Jonathan, o 31º convidado do Black Talk, é Bacharel e licenciado em História pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, professor de História e Filosofia, escritor, poeta e produtor cultural. O docente pesquisa as dinâmicas raciais no Brasil, produz conteúdo digital e é palestrante. Na capital fluminense, criou o popular e premiado Festival Wakanda in Madueria.
Verônica Hoe é profissional de Relações Institucionais e Governamentais (RIG), especialista em Políticas Públicas e Mestre em Sustentabilidade. Atua com o tema diversidade e inclussão de gênero e racial e é uma das fundadoras do Grupo Mulheres em RelGov, que tem o objetivo de auxiliar mulheres profissionais da área a ingressar no mercado de RIG e/ou crescer em nas carreiras que escolherem. Além disso, é integrante do grupo Diversidade e Igualdade do IRelGov (think tank brasileiro de relações governamentais)e, neste ano, ao lado de Creomar de Souza, fundou o colaborativo Pretas e Pretos em RelGov, focado em discutir a inclusão racial na profissão de RIG e ampliar a participação dos negros nessa área.
O 29º Black Talk conversou com Dominga Natália. Mãe e professora licenciada pela Educação do Campo (Universidade Federal do Tocantins), Dominga é vice-presidente da Associação Quilombo Kalunga (AQK) e integrante da diretoria da Associação Comunitária do Engenho II. A docente, que é agricultora familiar e condutora de visitantes (no Engenho II), está envolvida em projetos pela regularização fundiária do território, pela preservação do cerrado, pela ocupação e uso dos espaços de forma consciente e pela organização comunitária.
O 28º convidado do Black Talk é o psicólogo da Articulação Nacional de Psicólogos Negros e pesquisadores do DF (ANPSINEP-DF) Vinícius Dias Cunha.
Formado em Psicologia pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, Vinícius é especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça, pela Universidade de Brasília (UnB), e Mestrando do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional, da mesma instituição, para o qual pesquisa a Saúde do Homem Negro.
Com passagens pela Secretaria da Criança, adolescente e juventude do Distrito Federal (DF), pela Secretaria de Segurança Pública do DF, pela Central Única das favelas do DF, pela Rede Urbana de Ações Socioculturais (RUAS) e pelo Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares, o (GAJOP), Vinícius, hoje, trabalha em um consultório clínico, atuando com grupos terapêuticos que perpassam a questão racial.
A 27ª entrevistada do Black Talk, Marina Gonçalves Moreirea, é professora, bióloga, cientista e estudante de medicina. A futura médica é aluna cotista da Universidade de Brasília (UnB), bissexual e membro do Coletivo NegreX, que reúne médicos e estudantes negros de todo o Brasil.
Engajada, Marina integra, ainda, o Coletivo feminista Rita Lobato e o Coletivo LGBT, ambos do curso de Medicina, e atua, paralelamente, no Coletivo BATEU, que trabalha no campo da Redução de Danos. A estudante tem gosto pela pesquisa e estuda, atualmente, a equidade racial no ensino de medicina. Já investigou também as áreas de anatomia, memória e bioquímica, enquanto cursava Biologia, na própria UnB. Na Universidade, chegou a trabalhar até com a capacitação por oficinas, inclusive discutindo o enfrentamento ao assédio.
Marina encontra tempo na agenda, ainda, para se dedicar ao Grupo de Trabalho de Saúde da População Negra, da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, e ao cursinho popular do centro Jovem de Expressão da Ceilândia, além de outros projetos.
O 26º Black Talk recebeu a arquiteta e urbanista Renata Silva. Nascida na capital federal e formada pela Universidade de Brasília, Renata trabalha na área de Operações e Sustentabilidade da Organização das Nações Unidas (ONU).
From the publisher's feed