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Resistência e musicalidade definem a quinta entrevistada do Black Talk. Nascida e criada no Paranóa (DF), Ana Paula Silva Coutinho é batuqueira integrante dos grupos de Maracatu Batida do Contorno, Filhas de Oyá e Lua Nova, além de ser uma das musicistas que acompanham a Mestra Martinha do Coco em suas apresentações. A artista, que tem participação ativa em coletivos e eventos culturais que destacam e fortalecem a cultura local, faz parte da Casa de Candomblé de Angola Manzo Kalla Muisu e compõe o grupo de capoeira Nzambi. Ana Paula também é mãe da Ayó, com quem pratica a Kindezi, tradição africana que preza por um desenvolvimento cultural saudável e formação afetiva de crianças negras, e pedagoga na Escola da Árvore.
O 4º Black Talk recebeu o Mestre em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília Paulo Rená. Flamenguista, nascido em Barra Grande do Garças (MT), há cerca de 500 quilômetros de Cuiabá, Rená está em Brasília desde 1994. Aqui, tornou-se Pesquisador, Professor Universitário, Servidor Público Federal do Tribunal Superior do Trabalho e Ativista no Instituto Beta: Internet & Democracia, ONG integrante da Coalizão Direitos na Rede. Constam em seu currículo também a participação, como gestor, na elaboração coletiva do Marco Civil da Internet, no Ministério da Justiça, e a fundação do Partido Pirata, organização que trabalha em prol do acesso à informação, do compartilhamento do conhecimento, da transparência na gestão pública e da privacidade. Paulo Rená é pai do Martim e do Gaspar e casado com a Nina há nove anos.
No terceiro programa o Black Talk recebeu o designer e empreendedor Thiago Lucas dos Santos (@thiagolucax - INSTAGRAM). Formado em Desenho Industrial pela Universidade de Brasília (UnB), Thiago é gay, preto e carioca. Nasceu na maior comunidade do País, a Rocinha, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro, e está em Brasília há 20 anos criando, participando e se envolvendo com causas importantes.
Na Capital Federal, lecionou para grupos de economia solidária, participou do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que coordena e desenvolve atividades para a valorização do artesão brasileiro, fundou dois estúdios de design, o "Baru", em 2011, e o "Polpa", em 2016, além de ter inaugurado, em 2017, a pizzaria Pinoli, que trabalha com massas sem glúten.
Thiago foi um dos condutores da Tocha Olímpica para os Jogos do Rio de Janeiro, devido ao trabalho desenvolvido em parceria com a Cooperativa Sonho de Liberdade, no qual realizava, junto a ex-detentos, o o reaproveitamento e a comercialização de madeiras que seriam destinadas ao lixão.
No segundo Black Talk eu converso com o professor de Biologia Guilherme Garcia Dias. Formado na Universidade de Brasília, Guilherme é docente da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Além disso, já ministrou aulas em cursinhos pré-vestibular e esteve à frente de turmas do Ensino Médio e/ou do Ensino Fundamental em sete colégios particulares de Brasília. Está imperdível! .
No primeiríssimo Black Talk (Eu sei. Falo Black Live toda hora, mas foi o nervosismo do primeiro vídeo) eu converso com meu amigo Gregório Benevides (instagram.com/gregorio.benevides), ator e antropólogo, formado nas duas áreas pela Universidade de Brasília.
O Gregório participou de mais de 50 obras, entre longas, curta-metragens, peças de teatro e espetáculos de dança. Esteve ao lado dos atores Dira Paes e Flávio Bauraqui, no filme Pureza (2017), de Renato Barbieri, atuou nos curtas "Terra" (2019), de Maurício Ferreira, e "Um Filme Absurdo" (2017), de Tom Mota, além ter sido dirigido nos palcos por nomes como Túlio Guimarães, Fernando Villar, Similião Aurélio e Hugo Rodas.
Na dança já trabalhou com Diego Pizarro, Fabiana Marrone, Ayse Orhne (Turquia) e Emanuelle Huynh (França). Atualmente, estuda o "Butô" com Tiago Ianuck.
O Black Talk é transmitido originalmente no instagram.com/rqr87 .
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