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Or


de todos os meus dias de tpm, eu entendi que ela é uma ferida aberta.
as sombras saem e o que ficam são as nossas dores.
aquelas que a gente precisa olhar. encarar e entender o que precisa ser feito e onde mudar.
a tpm é uma ferida aberta.
não é sobre forçar caber e nem fingir não sentir.
é o oposto disso.
é sentir mesmo que doa.
nada vai embora sem sentir.
Talvez um ano atrás poderíamos ter evitado o que estamos vivendo hoje. Eu poderia ter falado não. Você poderia nem ter tentado. Poderíamos ter evitado...
Esse tempo que morei com meus pais me ensinou muito o valor de termos uma família. me fez pensar em não querer mais ser sozinha. tirou de mim o medo de ter alguém aqui comigo e me faz acreditar em me entregar e cultivar as famílias que apareceram na minha vida.
Acho perigosa e distorcida essa palavra. Procurei no google e a origem da palavra influenciador é: influenciar + dor.
Acredito que a dor vem quando você pensa que PRECISA do que o outro mostrou. Ou quando você acredita que não é o que gostaria de ser.
queria gostar menos de café.
queria ser menos curiosa com a vida.
queria questionar menos a minha existência.
queria sentir menos.
Uma vez a minha terapeuta me disse uma frase que resumiu minha vida inteira. “viver pra você, não é fixo.”
Eu vim ao mundo já em trânsito. a vida dos meus pais sempre foi de mudança
Eu sinto que dessa vez eu realmente encerrei um ciclo.
Não se trata apenas de uma mudança, se trata do fim de toda uma temporada.
Sinto como se meu tempo em viver em São Paulo acabou.
Nossa vida é igual a construção de um prédio onde muitas vidas vão morar.
Não ache que você não está fazendo nada ou se sente sem motivação em dias estranhos.
Saiba o que quer fazer no mundo mas entenda que não será no seu tempo.
Não esqueça do tempo de preparo. ele é necessário pra tudo ficar de pé.
Talvez tenham algumas coisas que você não saiba sobre mim.
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