Ataque dos Estados Unidos à Venezuela sacode mercados e eleva alerta global. O ataque dos Estados Unidos à Venezuela introduziu um novo choque geopolítico nos mercados internacionais e ampliou a percepção de risco entre investidores. A operação, confirmada por autoridades norte-americanas, ocorre em meio a tensões prolongadas e levantou dúvidas imediatas sobre a estabilidade política e operacional do país sul-americano. O impacto foi rápido nos mercados de energia, com aumento da volatilidade do petróleo, refletindo temores sobre interrupções logísticas e possíveis paralisações nas exportações venezuelanas. Fontes do setor indicam que instalações de produção não foram atingidas diretamente, mas portos e fluxos de embarque registraram travamentos operacionais, o que reforçou a cautela de tradings, seguradoras marítimas e empresas de transporte. Em paralelo, ativos considerados de maior risco passaram a incorporar prêmios adicionais, enquanto investidores buscaram proteção em mercados mais defensivos. No Brasil, o episódio elevou o grau de incerteza sobre preços de combustíveis, inflação no curto prazo e comportamento do câmbio. Empresas ligadas a energia e exportações entraram no radar, diante da possibilidade de efeitos indiretos vindos da região. A duração da crise, a resposta diplomática internacional e a normalização das rotas de exportação serão decisivas para definir se o choque será pontual ou persistente nos mercados.