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Trabalhamos com um sorriso para servir melhor.
Os dois Ao Vivo (assim mesmo, com maiúsculas gratuitas) aconteceram porque vocês estavam lá.
O Boia existe porque alguém nos escuta. Sempre tomamos cuidados em distinguir escutar de ouvir - são coisas muito diferentes.
O botequeiro e historiador Luiz Antonio Simas diz repetidamente — "a escola de samba não existe porque desfila, ela desfila porque existe" .
Ele quer dizer que o desfile na avenida é apenas a expressão pública e temporária de uma vida comunitária que já acontece o ano inteiro.
Nosso pequenino- mas atento!- público faz como Paulo Freire e coloca a comunidade no centro da educação- os seres humanos se libertam em comunhão, pelo diálogo.
Nesse momento suspenso no tempo, seja no MIS em Floripa, ou na Casa Odette em Sampa, praticamos um bocadinho de cada uma dessas práticas de vida em comunidade, buscando sentido no que fazemos e repetimos sem pensar.
Vamos ao mar porque existimos.
A trilha traz, Sublime com Gangstalker (JV), BK com Castelos e Ruínas (BB) e Ezra Collective com Blow Your Trumpet (JA)
Isso era pra ser apenas um podcast de audio.
A escolha de evitar o video era justamente para se afastar da imagem histérica e cabotina das plataformas de video.
Vai chegar uma hora que vão nos esfregar na cara isso.
Por enquanto vamos resistindo, ora eufóricos, ora melancólicos, porque a vida também é feita desses picos de sensações.
Como nos campeonatos, entre uma derrota sofrida e o júbilo da vitória, acontecem coisas aparentemente menores e que nos empurram pra frente, tal um técnico com as mãos nas costas do jogador que vai fazer a sua estréia no estádio lotado.
De longe fica tão fácil apontar erros e acertos das cores nas camisas.
No futebol, no surfe e na esquina.
Importante é seguir na direção que o nariz aponta.
João Valente, Bruno Bocayuva e Júlio Adler repetem a ladainha semanal, sem medo de arriscar.
A trilha traz The Field Mice com Sensitive, o centenário maestro Moacir Santos com Mother Iracema e Ibibio Sound Machine com Chopping Mountain.
Nessa semana tem Boia Ao Vivo, próxima segunda, dia 28 no CIC em Floripa e quarta-feira, dia 30 em Sampa, na Odette.
Os ingressos podem ser comprados no Sympla.
Mesmo quem não vai, pode ajudar comprando ingressos para apoiar essa atitude irresponsável e completamente independente.
A frase do título é do Ivan Lessa (O Luar e a Rainha, Companhia das Letras, 2005)uma espécie de oráculo do Boia - temos muitos!
Se tem um ginástica que praticamos firmemente é essa de recordar, sem nostalgia, com gelo e limão.
Essa semana, Júlio Adler, Bruno Bocayuva e Júlio Adler cultivam esse hábito milenar, contar, escutar, refletir e discordar, sem ordem determinada.
A trilha traz Dolly Parton com o clássico The Bargain Store, os suecos do The Hives com Hate to say I told you so e Cassandra Wilson com a canção escrita por Neil Young, Harvest Moon.
Comprem seus ingressos para o Boia ao Vivo de Floripa e São Paulo no Sympla.
Quando se faz uma coisa repetidamente durante tanto tempo, é comum aparecer dúvidas sobre o motivo de insistir.
Teimosia, opção pelo prosaico contra o poético, escreveria Calvino, triunfo ao tédio, mendicância pela atenção.
Seja como for, cá estamos mais uma semana, embora ligeiramente atrasados, pontualmente contraditórios, Júlio Adler, João Valente e Eric Ribiere (Bruno Bocayuva tirou folga no feriado) correndo contra o tempo num eterno redemoinho retórico.
A trilha do episodio fica por conta dos Meters com Loving You Is On My Mind, Puteiro em João Pessoa dos Raimundos e Machado Dub do maravilhoso coletivo Bixiga 70.
A brasileirada ocupa um latifúndio nas cabeças da WSL.
O camarada fecha os olhinhos, deitado na cama e vem Medina numa BOMBA adiantando lá dentro.
A mulher vira pro outro lado e aparece o Yago espancando uma esquerda.
Quando não é isso, surge FT77 tratorando, Italo rodopiando ou os irmãos Pupo colocando os pingos nos Is.
O descanso é aguardar pacientemente por um descuido e celebrar as vitórias, justas e injustas.
A sensação em Fiji foi de abandono.
Primeiro dos critérios, saltitantes e Instáveis.
Depois, tivemos Erin, Kauli, Leo, Griff e Gabriel no mais absoluto abandono em situações absurdas.
Bruno Bocayuva, Julio Adler e Eric Ribiere, ainda assombrados com um evento épico, tentam dar sentido å coisa.
A trilha tem Voce abusou do Antonio Carlos e Jocaf na voz da Maria Creuza, Time is Running Out dos Muse e Whiskey In The Jar dos irlandeses Thin Lizzy.
Os dois eventos Ao vivo que fizemos abriu uma janelinha do Boia com vista para essa turma diferente que nos escuta toda a semana.
Somos seus amigos de bolso e uma espécie de grilos falantes que embalam seu sono.
Acreditamos que não existe nada mais desimportante do que o surfe e somos reflexo dessa insignificância.
Toda semana, 369 pra ser mais preciso, usamos qualquer assunto como desculpa pra ligar pro camarada e perguntar se está tudo bem.
João Valente, Júlio Adler e Bruno Bocayuva vão parolando, empurrando com a barriga, tal qual a canção do Manu Chao.
Insistindo e resistindo.
Espalhando música como Um Sonho do Nação Zumbi, Memória dos curitibanos do Terraplana e The Last One (Live Version) dos enlouquecidos Les Rallizes Dénudés.
Um país precisa de poetas, provocou Glauber no Terra em Transe, por isso lançamos um livro que junta todos poemas do Pedro Pepe Cezar.
Fizemos para oferecer aos presentes dos Boia ao Vivo.
Em breve em Sampa, nos aguardem.
Voce pode olhar para uma vitória e enxergar apenas notas e pontos no ranking.
Algumas vitórias começam anos antes, ou até mesmo no espaço duma geração pra outra.
É capaz da fé do Tony Muniz ter balançado, vendo seu filho tão perto e tão longe do topo do pódio, Erin parecia castigada pela temporada, quando Netuno finalmente teve compaixão e uma bateria perdida se transformou na virada do ano.
Júlio Adler, Bruno Bocayuva, João Valente e Eric Ribiere olham para Teahupoo com candura e alguma cautela.
A trilha teve duas do Caetano, Podres Poderes, por ele mesmo e Tigresa, tocada pela A Cor do Som, Espionage (feat. Charlie Hunter) por Butcher Brown e Blister In The Sun pelos seminais Violent Femmes.
“A única forma de descobrir os limites do possível é aventurarmo-nos um pouco para além deles, no impossível”, afirma a segunda lei de Clarke, no ensaio “Profiles of the Future: An Inquiry into the Limits of the Possible”, de Arthur C. Clarke.
O autor de “2001 Uma Odisseia no Espaço” manjava de impossibilidades.
E quem também sabe do assunto é Kelly Slater. Julio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente, contando de novo com a esclarecida companhia de Eric Rebiere, analisam os primeiros dias de campeonato em Teahupoo, absolutamente contaminados pelo desempenho daquele que há quase quatro décadas teima em desafiar os limites do possível. E falando em improbabilidades, quem diria que o Boia, projeto nascido timidamente em 2017, sobrevivesse quase uma década e extrapolasse o espaço digital para a mais analógica das experiências: na lata, em cima de um palco ou da mesa de um bar. Julio e Bruno recordam o sucesso do segundo Boia ao Vivo, que aconteceu na semana passada, no Rio de Janeiro, com muitos convidados ilustres e audiência lustrosa.
Impossível é nada!
A trilha para a boiança começou com The Ides of March com Vehicle, Gonzaguinha com Recado, Mc Solaar com Solaar Pleure e Geraldo Azevedo com Dona da minha cabeça.
Véspera do Boia ao Vivo no Rio de Janeiro!
Estamos tensos, entusiasmados e felizes com essa nova fase analógica do seu podcast predileto.
Nessa semana, Júlio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente olham para o U.S. Open com candor e até alguma gentileza ao rever a importância histórica do evento.
Teve espaço também para analisar a espetacular previsão pro Tahiti e quem pode- e deve- se beneficiar disso.
A trilha teve Think (About It), com Lyn Collins, Windsong do Black Merda e Paranoise dos Oh Sees.
Eduardo Costa é o Mano Duda.
Quem teve a sorte de cruzar por ele, encontrou um sorriso largo e um coração enorme, bem imaterial da família.
Júlio Adler, João Valente e Bruno Bocayuva pararam para conversar e aprender um pouquinho sobre Angola e uma coisa ou outra sobre a vida.
Duda fez de tudo um pouco e pra começar o programa escolheu a trilha mais linda, Clarice, cantada pelo Angolano Paulo Flores e o cabo-verdiano Tito Paris, Bruno escolheu The Boss com o padrinho do soul, James Brown, João pegou um cover do Prince interpretado pelos Waterboys - para arrematar, Júlio foi de Bye bye Brasil do Chico Buarque.
Dia 5 de agosto tem Boia ao vivo no Manouche, Rio de Janeiro
Compra teu ingresso no
https://bileto.sympla.com.br/event/124673/d/403486/s/2644306
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