A sexta-feira não teve trabalhos da CPI, mas nem por isso deixou de ser agitada em Brasília. O ministro Ricardo Lewandowski do Supremo Tribunal Federal concedeu em partes um habeas corpus para que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello possa se calar durante seu depoimento na próxima quarta-feira, 19, na CPI da Pandemia, quando julgar que sua resposta pode lhe autoincriminar. As reações de membros da comissão foram distintas, mas parecem abrir portas para uma nova abordagem: extrair de Pazuello os fatos e condutas relativas a terceiros. Dentre elas, decisões de outras autoridades, como a do presidente Bolsonaro em desautorizar, publicamente, o ex-ministro a fechar contrato para a compra de doses da vacina Coronavac. A decisão do STF dá ao presidente uma chance de regimentar a tropa para lidar com os avanços das investigações e a tendência de alta nas pesquisas do ex-presidente Lula para as eleições de 2022.