“Veja, só há dois tipos de pessoas: os magnânimos e os outros”. (Marcel Proust)
Seja cortês, amável, magnânimo, 3/3
Há três tipos de pessoas cujo convívio nos enfraquece.
O primeiro é o amargo. O segundo é o bravo.
O terceiro é o egoísta, que, como todos os seres humanos, gosta de receber, mas só de
receber. No seu coração só cabe o seu desejo. O egoísta não tem amigos; tem parceiros.
Na contramão, quem é magnânimo se alegra em presentear. Para enviar uma cesta de café-
da-manhã completa, não espera uma data. Seu abraço caloroso faz bem. Quando elogia,
suas palavras são sinceras e cravejadas de adjetivos adamantinos.
Quem é magnânimo pode pensar diferente, mas não anula o outro, porque ensina com
humildade, argumenta com cordialidade, critica com suavidade.
Quem é magnânimo se excede em fazer o bem e reflete o jeito-de-ser de Jesus Cristo, que
não poupou sua própria vida cravando-se na cruz que nos pertencia.
A magnanimidade é a cortesia em seu apogeu, é a amabilidade com exuberância.
A amargura, a explosividade e o egoísmo são naturais em nós (Gálatas 5.19-21), mas
podemos trilhar um caminho espiritual.
Se formos autenticamente espirituais, germinará em nosso coração a flor da cortesia, da
amabilidade e da magnanimidade. Quem é cortês, amável, magnânimo não se vê como o
centro do mundo, mas parte dele; por isto, é sereno, não agitado; suave, não grosseiro;
relacional, não como um porco-espinho; sorridente, sem sarcasmo.
Não levemos a vida “a ferro e fogo”; perdoemos.
Exageremos, no elogio, não na crítica.
Para presentear, criemos oportunidades.
Inspiremos com nossa presença generosa, nossos gestos solidários, nossas palavras que
“Portanto, meus amados irmãos, de quem tenho muita saudade, vocês que são a minha alegria e coroa,
sim, meus amados, permaneçam, deste modo, firmes no Senhor”. (Filipenses 4.1)