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>> O fato ocorreu lá pela distante década de 1960 na ensolarada Governador Valadares, no interior mineiro, tendo como protagonistas o casal Dona Ana & Sêo Tião.
Enquanto ela trabalhava lavando roupas, o homem passava o dia todo deitado na rede, fumando cachimbo e ouvindo num radinho de pilha os memoráveis programas de auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
Ciumento e valentão, ameaçava enterrar a mulher viva se desconfiasse de algum olhar atravessado. Clique no play pra ouvir o relato.
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Sou da época em que as ouvintes escrevinhavam cartinhas românticas para os apresentadores de rádio. As missivas chegavam cheirando a talco, alecrim, Cashmere Bouquet (um perfume muito comum na época da minha santa & saudosa vovozinha) e até com sensuais marcas de batom, selando promessas de amor e sonhos de uma vida a dois. Ouça o relato.
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Em nossa crônica falada de hoje relembramos os bons tempos do rádio AM, quando a oração da Ave-Maria e o copo d’água faziam parte do ritual de milhares de brasileiros, inclusive da minha saudosa mãezinha. Uma homenagem à fé de antigamente, que dispensava templos luxuosos e interesses materiais.
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Você conhece as histórias que envolvem a trajetória de Wilson Simonal? No Podcast Bons Papos, João Santana, empresário artístico e amigo de longa data do cantor, revela episódios marcantes dessa convivência e fala sobre um dos capítulos mais polêmicos da vida de Simonal: a acusação de que teria sido informante do DOPS. Um bate-papo cheio de histórias, memórias e revelações sobre um dos grandes talentos da música brasileira. Vale a pena conferir!
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Diversos artistas conhecidos e admirados pelo grande público estão se tornando cada vez mais antipáticos para milhares de brasileiros por conta da nojenta militância política que incorporaram nesses últimos tempos.
Eles deveriam antes de tudo respeitar o público que conquistaram evitando neste momento político onde as opiniões se dividem, criticar A ou elogiar B. Quem paga pra assistir a um show espera que o artista cante suas músicas e não suba ao palco para fazer politicagem. Ouça a crônica.
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Às vezes sinto uma saudade danada da minha santa & saudosa vovozinha Dona Olinda, uma avó coruja que benzia os netinhos com alecrim, fazia broa de fubá no fogão a lenha, preparava chás, contava causos de assombração e levava os meninos ao mercado municipal pra comprar queijo e goiabada. Clique no play para ouvir a nostálgica crônica.
>> Nesses modernosos tempos, quando a gente sai de casa tem a impressão de que entrou num gigantesco canil a céu aberto. É cachorro para todo lado.
E o mais phoda de tudo isso é que além de cagar & mijar nas calçadas (imagina escorregar na merda de cachorro), o bicho encara e rosna pro transeunte de maneira ameaçadora enquanto o fedazunha que conduz a fera diz na maior cara de pau: “Ele tá só brincando, coitadinho. Num morde não!”
Esse excesso de mimo a certos animais extrapola os limites do bom senso. O cachorro, por exemplo, vive dentro das casas já faz tempo.
E muitas patroas estão escorraçando os maridões dos lençóis, mandando eles irem pro sofá, enquanto as distintas vão dormir de conchinha com o tal do pet na cama do casal. Clique no play para ouvir o comentário.
>> Quando criança, no interior de Minas, meu sonho era conhecer o Rio de Janeiro e suas belezas, que eu tanto assistia na TV em preto e branco. Em 1975, finalmente, consegui realizar aquele tão esperado momento.
Na praça onze, parei em frente ao famoso edifício “Balança mas não cai” à espera de aquele bichão grandaião sacolejasse com o vento.
É que eu sempre ouvia o povo dizer que o prédio “balangava”, mas não caia. Tambémprovei da água do mar, pois eu não acreditava que o trem fosse salgado. Clique no play para ouvir a divertida crônica.
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>> A Rádio Eldorado de São Paulo volta ao ar no próximo dia sete de outubro, quatro meses após encerrar suas transmissões em FM.
A emissora passa a operar na frequência 107,9 FM. E a primeira frase do Departamento de Jornalismo foi "Vamos ajudar o ouvinte a entender a notícia".
Ora, o público da Rádio Eldorado preza por uma comunicação sofisticada, clara e de alto nível, o que dispensa o uso de termos inadequados. Ouça o comentário sobre o assunto.
🤔🫢
Numa dessas noites de frio, garoa e umidade na invernosa Juiz de Fora dei de cara com uma das maiores contribuições da humanidade para o pensamento universal. E não foi na livraria, muito menos em universidade.
Tava lá na parede dum boteco sujo na Praça da Estação, no centro da chuvosa & invernosa Juiz de fora, onde malandro dá nó até em pingo d'água.
As mesas do boteco pareciam untadas com gordura de porco selvagem, dessas que carecem de limpeza há vários dias e o mictório a recomendar que o freguês faça suas necessidades fisiológicas em casa. Clique no play para ouvir a crônica.
Escrevinhada em letras garrafais, a frase chama a atenção de quem passa do lado de fora: "A essência da flatulência como metáfora da existência humana". Ouça o comentário deste humílimo aprendiz de escrevinhador no Podcast Bons Papos, no Spotify.
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