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Passando por uma revolução tecnológica da qual derivam inúmeras transformações econômicas, sociais e políticas profundas, o mundo contemporâneo vive uma quadra histórica marcada por tensões e conflitos.Nota-se um significativo rearranjo geopolítico, com a formação de novos blocos e o esvaziamento de antigos. Organismos multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), perderam o prestígio que tiveram no passado.
Ao mesmo tempo, a penetração e os grandes interesses das Big Techs atravessam os Estados nacionais e colocam em xeque suas instituições e sistemas políticos. A democracia passa a ser questionada e, em muitos lugares, é mesmo agredida. Dirigentes autocráticos assumem a condução de processos políticos, econômicos e sociais de modo tão truculento quanto perigoso. O momento é de desconcerto entre as nações.
Para tratar desse tema, o professor Carlos Melo recebe Ricardo Sennes, sócio-diretor da Prospectiva Public Affairs LatAm e comentarista do Jornal da Cultura, e Fernanda Magnotta, professora e coordenadora do curso de Relações Internacionais da FAAP.
Gravação feita em 23 de setembro de 2025.
O sistema político brasileiro passou por mudanças significativas nos últimos anos, com alterações no equilíbrio entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Esse cenário impõe novos desafios para implementar reformas que aprimorem instituições, impulsionem a economia e melhorem o bem-estar da população.
Soma-se a isso uma conjuntura de tensões políticas e jurídicas que mantêm as instituições sob atenção, como o julgamento dos atos de 8 de janeiro de 2023 e a prisão de um ex-presidente. No cenário internacional, aumentam as disputas comerciais, o enfraquecimento de organizações multilaterais e as tensões globais.
Nesse encontro, o professor Carlos Melo recebe José Álvaro Moisés, Professor Sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP, e Lara Mesquita, professora e pesquisadora da FGV EESP, para discutir as mudanças recentes do sistema político nacional e os desafios e incertezas no Brasil e no mundo.
Gravação feita em 27 de agosto de 2025.
Mesmo na cabeça de muita gente bem formada, política e economia são seres distintos que não se misturam. "Se a economia vai bem, o resto se alinha", dizem uns. "Para o bem e para o mal, a política conduz a sociedade", avaliam outros. A rigor, estão parcialmente corretos e parcialmente errados. A interdependência entre política e economia é inescapável.
Todavia, entre economistas e políticos, incluindo alguns analistas, há um abismo de incompreensão e métodos. Com a mediação do professorMarcelo Marchesini, os professores Laura Karpuska e Carlos Melo trocarão impressões, imagens e conhecimentos a respeito de suas visões do mundo, da sociedade, da política e da economia.
Gravação feita em 30 de junho de 2025.
As redes sociais são um poderoso instrumento de transformação social e política. O acesso ampliado à informação por essas ferramentas representou um alargamento da democracia, permitindo que cidadãos comuns participem ativamente de discussões que antes eram dominadas por mídias tradicionais e elites políticas. A capacidade de mobilização dessas plataformas é evidente e demonstrou uma nova forma de articulação política.
Mas nem tudo são flores. Apesar do potencial transformador,as redes sociais apresentam problemas substanciais para a política e para a sociedade, no Brasil e no mundo. Ao lado da maior oferta de informação, a desinformação também explodiu.
Para ampliar o conhecimento sobre o papel das redes como instrumento de interação política, o professor Carlos Melo conversa com José Antonio Pinho, cientista político e professor do Insper, e com a jornalista Natalia Mazotte.
Gravação feita em 28 de maio de 2025.
O sistema político brasileiro tem passado por uma série de transformações. Nos últimos anos, o Poder Executivo Federal se viu fragilizado diante de um Congresso Nacional robustecido por medidas por ele mesmo aprovadas. O Executivo já não forma maioria com a facilidade de tempos passados e não raro se vê submetido à pressão e a ameaças vindas do Parlamento.
Com frequência, o Supremo Tribunal Federal é chamado a intervir e mesmo arbitrar conflitos, o que não é sua função. As queixas de judicialização da política ou de politização da justiça são hoje corriqueiras.O conflito entre Poderes aumentou significativamente. Esse seria um novo normal?
Para responder a questões como essa, o professor Carlos Melomedia uma conversa com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD (além de ter sido ministro, deputado federal e duas vezes prefeito de São Paulo) e com Maria Cristina Fernandes, jornalista do Valor Econômico.
Gravação feita em 29 de abril de 2025.
Neste segundo encontro, o debate é sobre os primeiros 100 dias do segundo mandato de Ricardo Nunes à frente da Prefeitura de São Paulo. Reeleito em uma disputa acirrada em 2024, Nunes enfrenta os persistentes desafios da maior cidade do país: saúde, educação, transporte, mobilidade urbana, segurança e a crise na prestação de serviços essenciais, como energia elétrica.
A conversa, mediada pelo professor Carlos Melo, contou com a participação dos especialistas Ursula Perez (USP) e Marco Antônio Teixeira (FGV), que trouxeram análises aprofundadas sobre os rumos da atual gestão, o impacto da mudança climática, a situação fiscal do município, a relação com a Câmara dos Vereadores e as transformações urbanas e sociais em curso.
Gravação feita em 2 de abril de 2025.
A questão é, aparentemente, bastante simples: existe incompatibilidade entre meio ambiente e agronegócio ou, antes, os dois se complementam? As respostas, na prática e nos noticiários, não parecem ser tanto. O Brasil é um país rico em recursos naturais e, ao mesmo tempo, favorecido por décadas de desenvolvimento tecnológico no setor agropecuário.
No entanto, os conflitos, de fato, e as disputas ideológicas têm persistido como se não houvesse conciliação e convivência possível entre ambos; como se a sinergia fosse uma quimera.
O país vai encontrar equilíbrio ou os conflitos ainda perdurarão? Parece necessário e urgente abrir espaço para esse diálogo mostrando pontes capazes de vincular um mundo ao outro.
A preservação ambiental e o desenvolvimento econômico da agricultura e da pecuária podem se complementar e dar vazão a um enorme potencial com investimentos em novas indústrias, infraestrutura e tecnologia?
Este tema abre a temporada 2025 do Café com Políticas. Nessa conversa, o professor Carlos Melo recebe Priscila Claro, Diretora de Graduação, professora associada no Insper e líder do Núcleo de Sustentabilidade e Negócios, e Marcos Jank, Professor sênior e coordenador do núcleo Insper Agro Global.
Gravação feita em 18 de março de 2025.
Foi um ano atribulado na relação entre os três Poderes da República e na política em geral. Questões sensíveis foram debatidas: o controle do orçamento federal, a formação de maioria e governabilidade, os conflitos entre Legislativo e Judiciário. Uma importante reforma, a Tributária, foi aprovada, mas ainda está longe de ser regulamentada. A agenda do país parece submetida a interesses paroquiais.
Além disso, em 2024, o mapa do poder nos municípios foi alterado a partir das eleições. Por falar em eleição, a norte-americana pode ecoar na organização e mobilização de forças políticas no Brasil. Por fim, investigação da Polícia Federal revelou uma perigosa trama contra a democracia e o Estado de Direito.
Todas essas questões são abordadas nesta edição do Café com Políticas, que conta com a participação do ex-deputado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, profundo conhecedor da dinâmica política nacional.
Gravação feita em 16 de dezembro de 2024.
O resultado da eleição presidencial dos Estados Unidos geragrande expectativa não apenas pela importância econômica, cultural e militar dopaís, mas também pelo embate de duas diferentes visões de política que tendem a influenciar o mundo.
De um lado desse pleito, há um sentimento de mal-estar com a sociedade, a cultura, a ciência e a democracia que se desenvolveu após a Segunda Guerra Mundial; do outro lado, tateia-se um conjunto de alternativas para a superação de problemas sociais, econômicos e climáticos. A eleição dos Estados Unidos espelha os desafios de muitos países, inclusive o Brasil.
Nesse episódio do Café com Políticas, o professor Carlos Melo recebe Cristina Soreanu Pecequilo, doutora em Ciência Política (USP) e professora de Política Internacional (Unifesp), e Rubens Antônio Barbosa, mestre em Política (London School of Economics), ex-secretário de Assuntos Internacionais do Ministério das Relações Exteriores e ex-embaixador do Brasil em Londres e em Washington.
Gravação feita em 4 de novembro de 2024.
As eleições municipais no Brasil cabem em pelo menos duas importantes abordagens. A primeira é a que diz respeito à vida nas cidades, às questões urbanas e às políticas públicas específicas que podem melhorar (ou não) a vida das pessoas. O papel dos municípios no federalismo nacional e os desafios de cada prefeito variam de acordo com o perfil da cidade que administrará. Outro aspecto está ligado ao sistema político mais geral. No conjunto das forças políticas, quem, ao final, ganhará ou perderá a disputa? Quem reunirá melhores condições para pleitos futuros, como a eleição de 2026? Afinal, as eleições municipais organizam territorialmente as forças políticasnacionais.
Para aprofundar esse tema, o professor Carlos Melo conversa com Claudio Couto, professor na EAESP e colunista dos jornais Valor Econômico e O Estado de S. Paulo, e com Marta Arretche, professora da USP e diretora do Centro de Estudos da Metrópole.
Gravação feita em 2 de outubro de 2024.
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