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Um ouvinte me enviou um e-mail curioso. Ouça:
“Eu sou servidor público e sofro bastante ao perceber que o que é público não é de ninguém. (...) Fui ao banheiro da repartição pública onde eu trabalho e me deparei com aquela cena que já é de costume: o chão, que no começo do expediente, menos de trinta minutos antes, estava limpinho e cheiroso, já estava todinho mijado e sujo, com pegadas alaranjadas e marrom terra por todo lado.
Daí, de imediato pensei: preciso dar um jeito de mudar essa situação. Então eu chamei as meninas responsáveis pela limpeza da agência e pedi a elas que, por favor, pelo menos de hora em hora, passassem para conferir se alguém tinha errado a pontaria e o banheiro estava com xixi empoçado. Porque, se tivesse com o menor sinal de xixi respingado no chão, os usuários, em geral, devem pensar: isso aqui é público mesmo e eu estou aqui faz mais de uma hora e ainda não consegui o que preciso, então vou mais é mijar no chão mesmo. Daí, para evitar que a minha teoria do banheiro mijado entre em ação, através da tendência natural do ser humano de piorar aquilo que já está ruim, pedi que elas procurassem manter o banheiro limpo ao longo do dia.”
Cara, não é impressionante? Olha a quantidade de absurdos nesse relato... Primeiro a teoria do banheiro mijado, que é como a teoria das janelas quebradas: se o banheiro está mijado, mijar mais ainda nele! Depois, ter de pedir para o pessoal da limpeza aumentar a frequência com que limpa os banheiros. Ainda, a iniciativa ser de um usuário, e não do encarregado pela limpeza. Terceiro, a percepção de que o pessoal mija no chão em represália à demora pelo atendimento... Tá tudo errado, não é?
Eu nunca me conformei de, ao entrar num banheiro, me deparar com avisos de “lave as mãos”, “não urine fora do vaso” ou “dê a descarga”. Mas pensando bem, acho que é até pouco. Devia haver um cartaz dizendo: seja civilizado.
Versão Youtube: https://youtu.be/HZudsAW0PAk
A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.br
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By Luciano Pires & Café Brasil Editorial Ltda5
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Um ouvinte me enviou um e-mail curioso. Ouça:
“Eu sou servidor público e sofro bastante ao perceber que o que é público não é de ninguém. (...) Fui ao banheiro da repartição pública onde eu trabalho e me deparei com aquela cena que já é de costume: o chão, que no começo do expediente, menos de trinta minutos antes, estava limpinho e cheiroso, já estava todinho mijado e sujo, com pegadas alaranjadas e marrom terra por todo lado.
Daí, de imediato pensei: preciso dar um jeito de mudar essa situação. Então eu chamei as meninas responsáveis pela limpeza da agência e pedi a elas que, por favor, pelo menos de hora em hora, passassem para conferir se alguém tinha errado a pontaria e o banheiro estava com xixi empoçado. Porque, se tivesse com o menor sinal de xixi respingado no chão, os usuários, em geral, devem pensar: isso aqui é público mesmo e eu estou aqui faz mais de uma hora e ainda não consegui o que preciso, então vou mais é mijar no chão mesmo. Daí, para evitar que a minha teoria do banheiro mijado entre em ação, através da tendência natural do ser humano de piorar aquilo que já está ruim, pedi que elas procurassem manter o banheiro limpo ao longo do dia.”
Cara, não é impressionante? Olha a quantidade de absurdos nesse relato... Primeiro a teoria do banheiro mijado, que é como a teoria das janelas quebradas: se o banheiro está mijado, mijar mais ainda nele! Depois, ter de pedir para o pessoal da limpeza aumentar a frequência com que limpa os banheiros. Ainda, a iniciativa ser de um usuário, e não do encarregado pela limpeza. Terceiro, a percepção de que o pessoal mija no chão em represália à demora pelo atendimento... Tá tudo errado, não é?
Eu nunca me conformei de, ao entrar num banheiro, me deparar com avisos de “lave as mãos”, “não urine fora do vaso” ou “dê a descarga”. Mas pensando bem, acho que é até pouco. Devia haver um cartaz dizendo: seja civilizado.
Versão Youtube: https://youtu.be/HZudsAW0PAk
A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.br
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