Camadas

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Camadas episodes

  • Camadas de Joana Vilar - Ep. 47 (Parte 2)

    Como prometido, começámos pelo choque da faculdade, que reside essencialmente na relação distante entre professores e alunos e na falta de pessoas aleatórias ou, nas palavras da Vilar, freaks. Depois, a Joana falou-nos de ambos os aspetos positivos e negativos da praxe, do estágio no Rivoli, em produção e programação, e da experiência de trabalho na Krisálida. Discutimos o estado da cultura em Portugal e a necessidade de valorização, a forma como os cursos de teatro não nos preparam para o mercado de trabalho e aqueles palavrões conhecidos como “candidaturas”, “recibos verdes”, “CAE” e “CIRS”. Agora que a Joana está pronta para viver a vida de artista independente, abordámos o regresso a casa dos pais, o mestrado, ainda incompleto, em Educação Artística e o futuro envolto de projetos em nome próprio.

    42 min
  • Camadas de Joana Vilar - Ep. 47 (Parte 1)

    Vale a pena ter duas convidadas consecutivas da minha turma do Balleteatro quando é para as ouvir dizer que têm saudades minhas, que a melhor recordação são as pessoas e que se lembram de toda a gente. Falámos desses três anos de crescimento e descoberta em que a Joana ia para a escola de pijama, de meias calças azuis ou com um gorro em forma de leão na cabeça, do aparecimento do teatro pelas mãos da melhor amiga do colégio que a levou a conhecer a ACAL e das provas de que o teatro não era só uma fase ou um hobbie espalhadas pelas trinta mil cassetes lá de casa, em que a vemos dar concertos na sala, de comando na mão e Excesso na voz. Não podíamos deixar de lado a forte ligação com a Viagem Medieval de Santa Maria da Feira, as audições em Madrid e em Lisboa e a inscrição, fora de horas, na faculdade, em Viana do Castelo.

    32 min
  • Camadas de Lia Tenreiro - Ep. 46 (Parte 2)

    Ufa! Falar sobre a família - a difícil tarefa! Não só sobre a família, mas sobre os caminhos que se repetem, os conselhos que não se seguem, o show-off das picardias entre irmãos e as despedidas noturnas com amor reconhecido mas nunca verbalizado. O confinamento veio trazer o hábito das madrugadas na varanda, a família como pilar e as caminhadas nas ruas vazias. Depois, há a família dos animais de estimação - a Mufi, o Faruk, a Micas e a Kiki, a difícil aceitação de novos membros e a ternura com que eles nos tratam. E, ainda, as várias famílias de amizade, os amigos que se encontram em todas as esquinas (como diz o Zeca), os 99,8% que vão atender aquela chamada e os outros, que se aprende a deixar ir, sem dramas. No futuro, também a família própria, com o príncipe encantado que ficou preso na fronteira, três filhos e uma casa feliz. Quanto mais depressa, melhor.

    36 min
  • Camadas de Lia Tenreiro - Ep. 46 (Parte 1)

    A Lia despachou a leitura de Flores, do Afonso Cruz, para pôr a conversa em dia. Falámos sobre as licenciaturas em Línguas, Literaturas e Culturas, na Faculdade de Letras, e Assessoria e Tradução, no ISCAP, ambas inacabadas (ainda) e as duas com conexões ao teatro que nunca deixou de estar presente. No primeiro curso, enquanto a praxe e a tuna a convenciam a ficar, os conteúdos teóricos e os professores de nariz empinado empurravam-na para sair. No segundo, os vários empregos começaram a acumular-se e não foi possível conjugar tudo, nem mesmo para a mulher do tempo infinito. A experiência profissional é muita - numa pizzaria, como professora de treze turmas num ano, a ajudar o pai num escritório, a fazer festas de aniversário e, até, em tempos, espetáculos de Natal - e obrigou-a a pôr o fato de treino de lado. Mas a essência é a mesma. E isso ninguém lhe tira.

    35 min
  • Camadas de Cristiano Esteves - Ep. 45 (Parte 2)

    Nesta segunda parte, deixamos de lado o Cristiano e assumimos o Cristi, Cricri ou Cricas. Falámos sobre a chegada a Guimarães, na conquista de uma independência semelhante àquela que a mãe tinha procurado para si própria, da poupança como herança familiar, com dicas sobre arroz vaporizado e preços baixo, e das diferenças entre a cidade natal e a cidade berço, que o acolheu com uma tranquilidade agitada e o calor próprio do Norte. Depois abordámos três projetos da maior importância: as amizades, que se fizeram facilmente ao longo do tempo, na construção de grupos de amigos sólidos; o campo romântico, em que mesmo a pouca experiência e a baixa capacidade de flirt afinal são camioneta suficiente para tanta areia; e O Triângulo, que parecia nunca mais avançar e, hoje em dia, conta mais nicknames do que meses de existência.

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    44 min
  • Camadas de Cristiano Esteves - Ep. 45 (Parte 1)

    Desta vez, falamos com o marinhense de gema que nasceu em Coimbra, mas cresceu na Marinha com a mãe que não deixou os filhos sentirem as necessidades por que passava e com os irmãos, que sempre idolatrou, e que lhe transmitiram o gosto musical, o interesse por História e os dotes culinários. As encenações de séries de época, no jardim da infância, com espadas e pistolas na mão, já deixavam adivinhar o futuro: a oficina de teatro com dois saraus anuais, em que era sempre o palhacinho de serviço, mas também o pau para toda a obra que substituía os colegas e gostava de improvisar, os Fora de Prazo, o curso profissional que nunca chegou a abrir e a Licenciatura em Teatro, que afinal é em Couros. Pelo caminho, passou ao lado de uma carreira no andebol e vai construindo a fama como, também ele, irmão mais velho.

    35 min
  • Camadas de Rita Mendes - Ep. 44 (Parte 2)

    Começámos a segunda parte com um fenómeno: alguém que exterioriza todas as suas emoções na vida real mas que não chora com filmes. À exceção daqueles dois. A Rita está a tentar ser uma pessoa mais informada e consciente e, por isso, consome em igual medida documentários e escândalos da internet. Falámos da revolta que surge do conhecimento, do medo de ter um ídolo, da cancel culture e da separação entre a obra e o artista. Não estamos ao nível do Keeping Up With The Kardashians, mas tivemos um vislumbre para uma curta experiência como pescetariana, para os eventuais nomes de filhos e de mecânicos, para o futuro na casa do campo, com a família grande e a chinchila aleatória e para o verdadeiro show da turbinada, numa conversa sobre guilty pleasures assumidos.

    32 min
  • Camadas de Rita Mendes - Ep. 44 (Parte 1)

    Finalmente, sentei-me à conversa com a minha Riti Picky. Não foi na esplanada que andamos a prometer uma à outra há meia vida, mas estivemos lá perto. Falámos da infância feliz a inventar coisas com a terra, da relação simultaneamente impessoal e íntima com o irmão e do teatro que se experimenta com as amigas por sugestão de uma professora de português. A Rita é a pessoa que, com 12 anos, achava que era velha demais para ser atriz e, ao mesmo tempo, a atriz que sabe que se o Heath Ledger foi para os Estados Unidos fazer filmes, ela também pode. Abordámos a relação complicada com a escola e o alívio do último teste, o início de tudo com o ballet e a preguiça para a música, numa quase triple threat e, ainda, a inacessibilidade do teatro que transforma a aproximação em afastamento.

    34 min
  • QUE SE DIXE #8 - Séries que Mudam Vidas

    Shameless acabou. Eu? Fiquei um bocado obcecada. Conclusão: abri uma caixa de perguntas no instagram, pus-me a falar sozinha para um microfone e tentei justificar a minha fixação com raciocínios precipitados. Sem mencionar, nem por uma vez, o nome do Lip Gallagher. 

    38 min
  • Camadas de Patrícia Gonçalves - Ep. 43 (Parte 2)

    Uma tertúlia entre duas produtoras sobre, imagine-se, produção. A produção que aparece a partir de um sentido de responsabilidade apurado e a que se sobrevive graças às pessoas de fora dos projetos e a estratégias de relativização sobre a nossa insignificância no mundo. Discutimos a diferença entre “saber resolver” e “estar disposta para resolver” (ou, por outras palavras, a lógica do trabalho árduo), a falta de apoio à cultura que é, essencialmente, sobre a vida das pessoas, a importância de nos sentirmos representados por quem deve representar-nos e as eleições como momento íntimo de partilha e compromisso. Falámos da avó da Patrícia, com uma lição sobre a política que se faz todos os dias na resistência ao comodismo, da mãe que lhe cuidou da cicatriz e daquilo que ainda está por fazer, daqueles de quem falta cuidar. Com a participação especial da Dalila e dos seus olhos iguais aos meus.

    45 min

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O Camadas é o podcast que eu criei no final de 2019, inspirada pela ideia de que ninguém é uma coisa só e convencida de que os meus amigos e as nossas conversas de café são tão ou mais interessantes…