Camadas

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Camadas episodes

  • Camadas de Rui Castro - Ep. 34 (Parte 2)

    Malta, bom ano novo! Bem-vindos a 2021! Esta semana - aliás, este ano - pusemos de parte a vida profissional do Rui para nos focarmos nas camadas da vida privada. Mas não sem antes ter uma lição sobre D. João I, Mestre de Avis. E como todos os reis eram gays, já dizia a Márcia Pedroso, aproveitámos para falar de homossexualidade e, sobretudo, da experiência de sair do armário enquanto se arruma um armário da roupa, no seio de uma família tradicional, mas compreensiva. Família essa que cresceu porque o Rui escondia a pílula da mãe, na esperança de a ver engravidar. Hoje, ele próprio já ouviu os ponteiros do relógio biológico e não esconde a curiosidade pela sensação de ficar grávido. No entretanto, é pai da Luna, uma cadela cheia de mimo, e influencer nas horas vagas, futuro youtuber, que aqui nos oferece recomendações de conteúdo e críticas a The Queen’s Gambit.

    27 min
  • QUE SE DIXE #2 - César Mourão é Dona Esperança

    A Dona Esperança tem 89 anos. O César Mourão tem 42. A Dona Esperança é uma senhora. O César Mourão um senhor. Ela é a personagem principal de “Esperança”, a nova série da SIC, disponível na Opto. Ele o ator que a interpreta. E eu pergunto-me se não haveria ninguém melhor para o papel. Esta é uma reflexão que passa pela intenção da comédia, pelo realismo, por aquilo que se pede de um ator, pela representatividade, pelo blackface, pelo privilégio, por interpretações mais ou menos difíceis, pela caracterização. E, em última análise, volto a perguntar: tem mesmo de ser um homem a fazer o papel de uma mulher? Tem mesmo de ser um homem de 42 anos a fazer o papel de uma mulher de 89? Não há atrizes mais velhas que estivessem disponíveis?

    34 min
  • Camadas de Rui Castro - Ep. 34 (Parte 1)

    Ando muito superlativa! Depois da voz mais doce, apresento-vos o maior sorriso que eu conheço - o do Rui. Matei as saudades deste sorridente numa conversa que vai desde aquele espetáculo que ele viu quando tinha só 7 anos, que o fez querer estar em cima do palco, às audições no Balleteatro, feitas de chinelo de dedo, que tornaram isso possível. Pelo caminho, paragens obrigatórias no Pingo Doce, para abastecer o objetivo de vir a ser auditor de qualidade, na Viagem Medieval, para sentir a magia ao estilo da Disneyland, e no teatro musical, que embora vítima de algum preconceito, é como um sonho da cabeça. O Rui prova que é possível arranjar forma de gostar de todos os trabalhos, mesmo os que não são sonhos, porque sabe adaptar-se. E face à COVID, adaptou-se à pastelaria e faz cozinha com amor.

    35 min
  • QUE SE DIXE #1 - Tudo ao molho e fé em Deus

    Bem-vindos ao QUE SE DIXE. Hoje comecei por explicar de onde raio é que surgiu a ideia deste formato mas depois fui por aí fora. Ter-me vindo o período a meio da noite levou-me a falar da hipótese de uma licença menstrual. As aulas de italiano que vou ter em janeiro fizeram-me refletir sobre a dualidade entre estar consciente para o problema das dores menstruais e estar sempre em sobressalto com a possibilidade de uma doença. A morte da Sara Carreira deixou-me a pensar nos preconceitos que eu própria tenho sobre as pessoas que estão de luto e aquilo que elas podem ou não fazer. A falta de humanidade da CMTV lembrou-me uma história sobre o íman que atrai a humanidade para a tragédia. Uma senhora de um serviço de escritório burocrático pôs-me a mandar prendas de aniversário por correio com dois anos de atraso. A morte de Ihor Homeniuk fez-me debruçar sobre a infeliz formulação frásica do nosso Presidente da República. E uma entrevista ao Ivo Canelas apontou-me a necessidade de não julgar o silêncio dos outros - ou o que quer que seja. Será este QUE SE DIXE o lugar ideal para descrições tão compridas?

    35 min
  • Camadas de Elsa Silva - Ep. 33 (Parte 2)

    A bailarina clássica foi à procura do seu movimento, de uma dança com contornos e tonalidades muito diferentes e encontrou o yoga. Acabou por se tornar professora certificada depois de um curso na Índia, que está para o yoga como a Rússia para o ballet, só que em vez de pliés fazem-se técnicas de purificação do corpo, como aquele flossing do nariz para a garganta com efeitos de curto prazo. A Elsa falou também dos vários trabalhos que foi tendo - só para sustentar a vida e não como a vida eles próprios - e da forma como umas coisas levam às outras: um workshop de sabão natural e pasta de dentes levam-na ao movimento Terra Solta, que a leva ao voluntariado e a falta de vida social em Madrid põe-na a fazer crochê (mas só se não estiver descontrolada a ver Dark ou a começar outras quatro séries ao mesmo tempo).

    35 min
  • Camadas de Elsa Silva - Ep. 33 (Parte 1)

    Tenho de assumir que precisei de ajuda para escrever a introdução deste episódio e fiz da irmã da Elsa minha cúmplice. Começámos a conversa precisamente por aí: pela infância, pela surpresa de ver a adolescente em que aquele bebé se transformou e pela alma artística e sensível que ambas carregam. Falámos do ballet nos tempos da escola, como uma constante que até ajuda na formação do caráter, no curso profissional de dança, como um alvo de preconceito e, na faculdade, como uma fantasia inatingível. Antes dos aplausos finais, ainda demos um saltinho a Madrid, para falar da vida de cão, do alívio de desistir e da experiência de uma relação à distância (uma relação que não se sabe bem quando é que começou mas cuja compatibilidade a astrologia há-de explicar!).

    28 min
  • Um ano de Podcast - Ep. 32

    Faz precisamente hoje um ano que comecei este podcast. E não me ocorreu melhor maneira de festejar do que ouvir o que os meus convidados têm para dizer. Como se já não bastasse tê-los aturado durante uma hora nos respetivos episódios, ainda venho fazer uma compilação das vozes que preencheram este 973 minutos da minha memória RAM. E ainda me apanham com uma catrefada de elogios. Obrigada Eva, Diogo, Bernardo, Sabrina, Ricardo, Laura, João, Mãe, Tiago, Avó, Belisa, Ozório, Jonathan, Miguel, Cidália e Lúcia. E obrigada a todos os que ouvem. Parabéns, malta!

    1 hr 23 min
  • Camadas de Lúcia Lopes - Ep. 31 (Parte 2)

    A Lúcia cantou a canção das manchinhas e emocionou-se a falar de meditação! Mas uma coisa de cada vez. Primeiro, falou-me da frustração de dar aulas e de um abraço inesperado; das caminhadas em Lisboa e da dificuldade em integrar-se; da vida a três no Porto e do desvio do propósito. Depois deu-me um exclusivo - o mestrado que entretanto já começou - e ainda relembrámos o emprego no aeroporto e as velhinhas casamenteiras. Só depois é que fomos para a descoberta da psoríase quando estava a fazer um ervanário em área de projeto, para o bullying que a levava a tomar banho vestida e para os tratamentos, desde a fototerapia aos imunossupressores. Mas a pandemia serviu de pretexto para decidir cuidar e a receita da Lúcia é a comunicação - consigo própria.

    38 min
  • Camadas de Lúcia Lopes - Ep. 31 (Parte 1)

    Alguém sabia que a Lúcia não bebia álcool quando foi para a faculdade? Entretanto, assim que entrou no nosso estúdio improvisado, pediu logo duas cervejas. Foram o acompanhamento perfeito para uma conversa sobre religião, filosofia e teatro. A Lúcia entrou para o grupo de jovens na esperança de ver alguma coisa interessante, numa altura em que andava com as hormonas aos saltos. À semelhança do motivo que a levou aos treinos de futebol: o professor “era um pão”. Hoje, o futebol foi-se mas a missa dá-lhe o silêncio e a calma de que precisa. O curso de filosofia, que a fez aproximar-se ainda mais da igreja, o curso de teatro, que pareceu sempre meio surreal, a praxe e a tuna já foram decisões um bocadinho mais ponderadas, que nunca se arrependeu de ter tomado.

    33 min
  • Camadas de Cidália Carvalho - Ep. 30 (Parte 2)

    Está na cara que a Cidália adora crianças, muda fraldas de bom grado e é cuidadora por natureza. Sobretudo se as crianças forem o Dinis e a Matilde, que a fazem sentir-se amada sem condições. Mas a ideia de uma gravidez, de um feto e de um parto deixam-na impressionada pela negativa e há uma teoria que o justifica. Ser mãe de forma biológica não faz parte dos planos, mesmo vivendo no seio de uma família que senta perto de uma centena de pessoas à ceia de Natal. Nem a experiência de dar aulas a crianças, mesmo depois de ter descoberto o gosto pela educação, lhe apetece repetir. De qualquer forma, para possíveis alunos ou filhos daqui a uns anos, a Tia Mariana brinda-vos com a mítica história de uma bebedeira… única. Em todos os sentidos.

    31 min

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O Camadas é o podcast que eu criei no final de 2019, inspirada pela ideia de que ninguém é uma coisa só e convencida de que os meus amigos e as nossas conversas de café são tão ou mais interessantes…