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Este programa foi gravado em 2008/2009 (não me recordo, precisamente) e foi o segundo de um conjunto de programas que tiveram lugar ao longo de vários anos. Eu estava a trabalhar na Rádio Guadiana, em Vila Real de Santo António, e tudo era muito novo. A paixão pela psicologia era anterior. Tivemos duas gerações de «Se Dúvidas Existem»; uma com o psicólogo Eduardo Coelho-Moos e outro com o psicólgo Pedro Costa, ambos, em fases diferentes, coordenadores do Núcleo de Estudo e Intervenção em Psicologia, da divisão de Ação Social do município de Vila Real de Santo António. Rebusco porque faz todo o sentido haver programas como este. Tentarei repor outros episódios. Boas escutas!
José Júlio Brito é mais conhecido por Peregrino Algarvio, um cognome que surgiu por esses caminhos fora e onde o apelidaram assim mesmo, quer pelos desafios a que se propunha, quilómetros após quilómetros de peregrinação, quer pela sua origem mais a sul. É natural da cidade iluminista de Vila Real de Santo António e foi daqui que a certa altura da sua vida decidiu partir à descoberta do «Eu». Aquele ser que se nos mostra tão íntimo quanto às vezes estranho e desaparecido em nós. Desde que começou nunca mais parou, sendo que aliás a sua capacidade física mostrou-se tão imensa que rapidamente acrescentou às suas peregrinações o atletismo. Foi a vontade de experimentar limites, a tomada de consciência de capacidades até aí adormecidas e uma vontade de gigante de superação. Hoje é um atleta de alta competição, campeão em várias frentes e a representar o clube Belenenses. Conversar com o Peregrino Algarvio é deixar-nos levar pela sua história de imparável aventura e desafio e com ele fazer uma meditação ativa que nos permite sentirmo-nos especiais e únicos. Que inspiração, José!
Sónia Howell Santos é terapeuta mediúnica. Há décadas que conhece esta sua competência, mas apenas há quatro anos começou o caminho da ajuda ao próximo. Até aí houve um conjunto de desvios ou até mesmo uma grande dose de negação para encarar de frente aquilo que rejeita chamar de dom e que antes prefere apelidar de missão. Mas porque é que uma missão que ao cumprir-se tem tanto de ajuda ao outro está envolta [ainda] em tanto preconceito? Porque ainda há quem tenha vergonha de assumir o recurso a estas terapias que complementam a vida enquanto matéria? Trará esta «Nova Era» novas respostas e maior aceitação? Sónia acredita que sim, pois não vai tendo mãos a medir a tantas solicitações e a tantos processos de cura espiritual. Há charlatães a aproveitarem-se da fragilidade de muitos? Há. Mas é possível detetá-los com alguma facilidade. Vamos falar sobre o contacto com o Outro Lado desassombradamente. Afinal, tudo é conhecimento!
O nome Carolina lembra-me sempre uma canção homónima de Sérgio Godinho que diz assim: "A Carolina/
Jorge Benvinda tem o seu primeiro álbum a solo a que deu o nome de «Vida a dois». Oiço-o como um elogio à vida entre as pessoas, nos frutos da relação interpessoal, nos ensinamentos que retiramos das alegrias e tristezas, na esperança e no otimismo sem restrições! Depois de uma carreira consolidada com os Virgem Suta, neste novo trabalho temos muito do Jorge Benvinda. Em tudo: desde o design à melodia, à letra, à nostalgia... Às emoções. E falámos muito de Amor. Um autêntico «Caminho À Flor da Pele» que se quer honesto e por inteiro. Oiçamos na primeira pessoa o autor que se entrega tanto aqui bem como no álbum [e, sempre, na vida] de corpo e alma!
Fernando Carlos Moura é um ser inspirador com quem adorei tertuliar sobre jornalismo e atualidade. Argentino, filho de emigrantes beirões, vive no Brasil depois de ter passado por Portugal e Dubai, sempre em função da paixão que o eleva: o jornalismo. Conhecemo-nos estava o Fernando em Portugal como operador de câmara, mas sendo já jornalista o seu olhar era mais incisivo e mais crítico. Entre mestrado e doutoramento complementou as suas bases técnicas e apurou a visão sobre o mundo. Atualmente é editor-chefe de uma revista no Brasil e dedica-se ao fomento e desenvolvimento dos mercados de tecnologia e negócios para media e entretenimento. Fake news, populismo, má gestão brasileira da Covid-19, entre outros temas estiveram na conversa que nos levou pela noite dentro. Verdade, factos, factores-notícia, um mundo melhor e humanismo foram tópicos apaixonantes que nos ligaram e ligarão sempre. Professor e documentarista, Fernando C. Moura de tudo faz no seu dia-a-dia e na sua profissão para mostrar os vários lados da moeda de um mundo em constante mutação.
O Manuel Neto dos Santos é um poeta com 34 obras publicadas, sendo que está prestes a publicar mais uma. A intensidade com que escreve não se descreve em estatísticas, números ou quantidades. Sente-se em vibração e autenticidade. Sou suspeita porque ele escreve aquilo que eu preciso de ouvir para me descodificar - ou até codificar! - e porque canta e divulga autores que me dizem muito. É o caso de Ary dos Santos e Bocage, mas não somente. Pois é, Manuel Neto dos Santos é um homem a jorrar arte e fá-lo de forma generosa. Declama, canta, interpreta papéis, mas também traduz. A tradução de inúmeros poetas de vários países é uma atividade que faz numa vontade imensa de descobrir o mundo a que pertence e libertar-se em novos voos. A nossa conversa é um bom voo. É, talvez para mim, um bálsamo de tudo. Do amor à língua portuguesa, à arte, à sensibilidade, à intensidade e ao apego e desapego no amor. É, sem dúvida, um brinde à amizade. Permitam-se brindar entre nós!
Ana Guedes Rodrigues é uma jornalista conhecida do grande público e nos últimos anos, quase uma década, entrou pela casa dos portugueses através do seu trabalho no Porto Canal, onde foi jornalista, diretora de informação e apresentadora de diversos conteúdos. Eu conhecia-a no início da sua carreira e passados quase 20 anos [tendo ela ficado famosa enquanto pivot da TVI] reencontrámo-nos para partilhar o «Caminho à Flor da Pele». Foi uma viagem onde abordámos percurso profissional, pessoal, a maternidade, a luta pela igualdade de género, pelos direitos humanos, a fama, a angústia, as dúvidas, as opções e o caminho da felicidade. Ana [entretanto, mãe de gémeos!] é um exemplo de quem tem conseguido o equilíbrio entre o sucesso profissional e o pessoal sem subjugações a futilidades nem ilusões tão próprias do mundo televisivo, nomeadamente. Não me é difícil concordar, mas aqui o bom mesmo foi escutá-la e aprender um pouco mais. E em vésperas de iniciar um novo desafio enquanto pivot nos finais de tarde da RTP Porto. Boa sorte, Ana!
O ator Ivo Canelas fala-nos da maturidade que hoje [um hoje suspenso, claro] lhe permite estar em palco ao longo de duas horas com um monólogo de Duncan MacMillan, chamado «Todas as Coisas Maravilhosas». Uma peça de teatro que confronta as mais diversas realidades, nomeadamente psicológicas, que nos afetam, nos assombram e nos fazem questionar, interpretar a realidade e, até determinado ponto, ressignificar toda uma vida. Com o aval da «SOS Voz Amiga» e de diversos psicólogos, este monólogo não poderia ser mais assertivo em tempo de pandemia. E entre um confinamento e outro a sala voltou a estar cheia para o assistir e depositar uma energia mais presente do que nunca. Não por acaso. A nossa conversa levou-nos também atrás na vida, ao início enquanto ator, sendo que Ivo Canelas confessa que procura neste crescimento profissional voltar de novo a casa, ou seja, até à sensação tida no primeiro momento em palco. Naquele momento, em que o instinto falou mais alto e o «gravador» não estava ligado. Percebamos como nesta conversa franca em pleno caminho à flor da pele!
O ator Ivo Canelas fala-nos da maturidade que hoje [um hoje suspenso, claro] lhe permite estar em palco ao longo de duas horas com um monólogo de Duncan MacMillan, chamado «Todas as Coisas Maravilhosas». Uma peça de teatro que confronta as mais diversas realidades, nomeadamente psicológicas, que nos afetam, nos assombram e nos fazem questionar, interpretar a realidade e, até determinado ponto, ressignificar toda uma vida. Com o aval da «SOS Voz Amiga» e de diversos psicólogos, este monólogo não poderia ser mais assertivo em tempo de pandemia. E entre um confinamento e outro a sala voltou a estar cheia para assistir e depositar uma energia mais presente do que nunca. Não por acaso. A nossa conversa levou-nos também atrás na vida, ao início enquanto ator, sendo que Ivo Canelas confessa que procura neste crescimento profissional voltar de novo a casa, ou seja, até à sensação tida no primeiro momento em palco. Naquele momento, em que o instinto falou mais alto e o «gravador» não estava ligado. Percebemos como nesta conversa franca em pleno caminho à flor da pele!
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