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Antecedendo a localização do Patrimônio Três Bocas, a Companhia de Terras havia projetado o Patrimônio Heimtal. Motivo: antes da Ferrovia São Paulo-Paraná, cogitava-se um itinerário cuja primeira estação de trem no domínio da colonização seria naquele lote. Se tivesse prevalecido, na futura Londrina os trilhos ocupariam o espaço atualmente da Avenida Duque de Caxias.
Por conta de projetos ferroviários que seriam descartados, a Companhia havia adiantado precursores no sertão: o engenheiro William Reid chegou à foz do rio Pirapó em 1926, ali estabelecendo a sua base. Em 1928, o alemão Carlos João Strass passou a comandar a abertura de picadas na gleba que seria denominada Heimtal. Carlos Strass, também corretor da Companhia, fixou-se no Heimtal e seu casamento com Olga Schwertel foi o primeiro na área da colonização.
Esta cinebiografia dirigida por Sam Taylor-Johnson segue a trajetória da cantora e compositora britânica Amy Winehouse de forma cronológica dos 18 aos 27 anos.
Para atingir a área a colonizar, a empresa de Lovat optou pela continuidade da Estrada de Ferro Noroeste do Paraná, iniciativa de fazendeiros no Norte Velho, liderados por Antônio Barbosa Ferraz Júnior. Eles necessitavam de conexão com a Sorocabana para exportar o café. Dos 29 quilômetros projetados entre Cambará e Ourinhos, tinham construído 18; carecendo de maior investimento, ofereceram o empreendimento aos ingleses em 1927.
Os fazendeiros imaginavam a Ferrovia Santos-Assunção, idealizada pelo senador paulista Cincinato Braga: através do norte paranaense, os trilhos tomariam o rumo para oeste, até transporem o rio Paraná, abaixo das Sete Quedas. Com a transferência, é criada a Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, obedecendo o traçado de Cincinato Braga.
A iniciativa de Lovat “recuperou para o patrimônio do Estado do Paraná a mais rica das regiões”, afirmou João Sampaio. O governo, por sua vez, além de conceder os títulos, assegurando confiabilidade ao empreendimento, converte o valor correspondente a 350 mil alqueires, 7 mil 776 contos de réis, em subsídio à construção da ferrovia.
Afigura-se uma parceria público-privada. Na década de 40, o diretor-técnico da Companhia, engenheiro Aristides de Souza Mello, expôs numa conferência que os 270 quilômetros de Ourinhos a Apucarana custaram “cerca de 100 milhões de cruzeiros. E o Estado, reconhecendo o alcance da obra e o esforço, não lhe foi indiferente. Contribuiu com o subsídio de 28.800 cruzeiros por quilômetro. E assim se começou a colonizar”
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