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Para receber os títulos definitivos, outorgados pelo Estado, a Companhia de Terras ainda terá de pagar “o preço de lei”, aqueles oito mil réis por hectare”. Antes, lorde Lovat contrata o engenheiro Alexandre Beltrão para medir as áreas, certificá-las. Alexandre cumpre a tarefa simultânamente às compras, de 1925 a 1928.
Oito mil réis era quanto custava um par de “alpercatas” e menos do que um aparelho Gillette de barbear, 10 mil réis. Comparações do historiador José Joffily. O diretor-técnico da Companhia a partir de 1942, Aristides de Souza Mello, menciona a razão para aquele preço baixo: diante da escassez de compradores, “o Estado habilmente tentava encorajar” a iniciativa privada a investir. E com isso gerar impostos. Apenas o imposto sobre a transmissão de imóveis ia carrear “verdadeiras fortunas”.
Os assessores da Companhia de Terras Norte do Paraná são os advogados Antônio Moraes Barros e João Domingues Sampaio. De 1925 e 1928, eles definem a compra de 515.017 alqueires, isto após informar previamente ao governador do Estado, Caetano Munhoz da Rocha, o interesse em colonizar mediante condições bem definidas.
Os assessores da Companhia de Terras Norte do Paraná são os advogados Antônio Moraes Barros e João Domingues Sampaio. De 1925 e 1928, eles definem a compra de 515.017 alqueires, isto após informar previamente ao governador do Estado, Caetano Munhoz da Rocha, o interesse em colonizar mediante condições bem definidas.
Perto de completar 60 anos do primeiro Planeta dos Macacos, temos agora o provável início de uma nova trilogia com este Planeta dos Macacos: O Reinado, de Wes Wall, lançamento mundial nos cinemas esta semana.
O escocês Simon Joseph Fraser, 14.º lorde Lovat, encontrou as melhores glebas já em poder de terceiros; o jeito foi comprá-las a preços superiores aos de concessão. E começou pelos 350 mil alqueires da Companhia Marcondes.
É provável que, logo após conhecer Biriguí, Lovat foi levado por Robert Clark ao encontro de José Soares Marcondes, titular da empresa. Em fotografia no livro Londres, Londrina, de José Joffily, na frente de um rancho à beira do rio Paranapanema estão, entre outras pessoas, Lovat, Arthur Thomas (depois gerente-geral da colonização), Marcondes e Robert Clark. Início da negociação, que seria levada adiante por João Sampaio e Arthur Thomas. E finalizada com a intervenção do governo estadual. CORTAR: e a falência da Companhia Marcondes.
Lord Lovat, líder de um grupo de investidores ingleses, chega a Birigui em 1924. Consta que pretendia terras para algodão, ante o risco de perder as áreas de plantio no Sudão. Mas, inspirado no “êxito de Birigui”, decide pela colonização de Londrina.
A Inglaterra concedera a independência ao Egito, em 1922, e o Sudão, um condomínio ânglo-egípcio, poderia ser dissolvido. O grupo de Lovat compra duas fazendas no Estado de São Paulo. Mas opta pela colonização no Norte Novo, baseada “no trabalho do inglês James Mellor e do escocês Robert Clark em Biriguí”, relatou o engenheiro Gastão de Mesquita Filho.
O próprio Mesquita havia sugerido a Lovat. História confirmada pelo advogado João Sampaio ao receber o título de cidadão londrinense, em 1967. Sampaio fora assessor jurídico de Lovat.
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