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Em um ano marcado pelas consequências da pandemia do novo coronavírus, o clima de campanha eleitoral já começa a ganhar as redes sociais e deve tomar conta do ambiente virtual a partir dos próximos dias. Isso porque a partir deste domingo (27), seguindo o calendário eleitoral das eleições, terá início a propaganda eleitoral. A partir desta data, os candidatos podem iniciar suas propagandas. O advogado Diogo Rais, professor de Direito Eleitoral da Universidade Presbiteriana Mackenzie e cofundador do Instituto Liberdade Digital, pesquisa o tema da tecnologia e eleições há quase uma década, e em entrevista à rádio CBN Vitória, aponta os desafios para as eleições municipais.
"Trabalho há mais de dez anos com o tema tecnologia e eleições, sempre do ponto de vista do direito e olhando para as mídias digitais. Sou coordenador do primeiro livro sobre direito eleitoral digital no país e sobre fake news. Tenho monitorado as eleições, desde 2010, e tenho percebido uma aceleração na presença da tecnologia nas eleições. Em 2018 isso, talvez, tenha ficado mais evidente. Mas a gente tem traços tecnológicos desde 2002. Somada à pandemia, o tradicional corpo a corpo fica prejudicado. Eu tenho dito que nesta eleição o corpo a corpo está sendo substituído pelo 'post a post', onde a gente tem o espaço digital ainda mais explorado", aponta Rais.
"Eu vejo grandes desafios nas eleições. As fake news, claro, continuam no radar. Mas tem muitos outros desafios. Os desafios para os candidatos 'analógicos' e os profissionais 'analógicos' dessas campanhas. A questão digital não é nada fácil e ela envolve várias peculiaridades, como, por exemplo, a produção de provas num processo que envolve questões digitais. Isso é completamente diferente de produzir provas em processos presenciais. Não dá pra gente transportar o cenário analógico pro digital. Youtube não é televisão! Spotify não é rádio! E 'post' não é santinho! O tratamento jurídico também é diferente", defende.
Sobre as fake news, ele alerta: "São necessários três elementos fundamentais para identificar fake news como objeto do Direito: falsidade, dolo e dano. Ou seja, no contexto jurídico, fake news é o conteúdo comprovada e propositadamente falso, mas com aparência de verdadeiro, capaz de provocar algum dano, efetivo ou em potencial", orienta. Confira as explicações completas!
O Ministério da Saúde acaba de lançar a Campanha Nacional de Incentivo à Doação, que este ano traz o slogan “Doe órgãos. A vida precisa continuar”. A campanha tem como objetivo sensibilizar a população quanto a importância da doação para salvar a vida de muitas pessoas que aguardam por um transplante.
Neste momento de pandemia causado pelo coronavírus, no mundo inteiro e no Brasil têm sido observadas queda nas doações de órgãos e nas realizações de transplantes. No Espírito Santo, 1.357 pessoas estão à espera de um transplante de órgão. É o que apontam os dados atualizados da Secretaria Estadual da Saúde a pedido da CBN Vitória. O número de transplantes realizados no Estado diminuiu quase 50% nesses nove meses de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado. No Brasil, a fila para transplantes ultrapassa a marca de 46 mil pessoas.
De acordo com a coordenadora da Central Estadual de Transplantes do Espírito Santo (CET-ES), Maria Machado, entrevistada desta edição do CBN Vitória, um dos fatores que levam à baixa no número de transplantes é a recusa da família. “Apesar do número de notificações de pacientes em morte encefálica não ter sofrido impacto significativo durante esse período de pandemia da Covid-19, nós enfrentamos a questão da recusa dos familiares, que apresentou um aumento preocupante”, afirmou a coordenadora. Com base nos dados enviados à CBN, o índice de recusa é 55,88%. Para ser doador de órgãos não é necessário realizar cadastro. A pessoa deve apenas informar a família sobre o seu desejo.
O governo do Estado realizou, nesta quarta-feira (23), a assinatura da ordem de serviço para execução das obras para a ampliação da Terceira Ponte. A proposta de intervenções foi apresentada em 2019 e contemplam a ampliação da capacidade de fluxo de veículos e a implantação de ciclovia. Em entrevista à CBN Vitória, o secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, detalhou as intervenções.
Em publicação extra do Diário Oficial do último sábado (19) o governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, passou a autorizar a realização de eventos sociais, incluindo casamentos, aniversários e outros tipos de confraternizações realizados em cerimoniais, clubes e condomínios, por exemplo. Sobre a realidade para acesso a estes espaços quem explica é a promotora de Justiça, Inês Thomé Poldi Taddei, coordenadora do Gabinete de Acompanhamento da Pandemia do Novo Coronavírus e dirigente do Centro de Apoio Operacional de Implementação das Políticas de Saúde (Caops) do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES).
"A flexibilização não significa que o acesso está liberado e ponto final. As regras e protocolos sanitários devem ser seguidos e respeitados. Se um condômino perceber que regras não estão sendo cumpridas (logo, que a vida das pessoas está sendo colocada em risco), ele deve comunicar ao síndico sobre o que está ocorrendo naquele ambiente", orienta. Vale lembrar que a liberação é referente as cidades em risco baixo e moderado. "Não é porque o limite é até 100 convidados que aquele condomínio pode receber 100 pessoas. Ele tem estrutura para receber essa quantidade de pessoas garantindo o distanciamento social entre os presentes? Tudo isso deve ser observado", exemplifica.
O primeiro turno das eleições municipais está marcado para o dia 15 de novembro. Excepcionalmente em 2020, o pleito acontece em meio a uma pandemia e a campanha deve deixar às ruas e - em sua maior parte, se restringir à internet e as redes sociais. É o que aponta o dirigente do Centro de Apoio Operacional Eleitoral do Ministério Público Estadual, Cláudio José Ribeiro Lemos. O promotor, entrevistado desta edição do CBN Vitória, é o responsável por apontar as orientações eleitorais aos promotores eleitorais. Se em 2018, a grande preocupação era a influência das notícias falsas nas eleições, neste ano, segundo o promotor, a atenção às fake news vem acompanhada de outra preocupação: a tendência de aumento significativo das abstenções, que podem chegar a 30%.
A poluição do ar que faz parte da vida das grandes cidades pode ter relação com os óbitos pela covid-19. É o que aponta um estudo conduzido por oito pesquisadores americanos sobre a mortalidade da doença. O trabalho, divulgado em 11 de setembro, reforça conclusões pioneiras de pesquisadores italianos e chineses durante o pico da pandemia no norte da Itália e na China, mostrando que a exposição contínua à poluição do ar poderia se constituir em risco de sintomas graves em caso de infecção pela doença e consequente mortalidade por Síndrome Aguda Respiratória.
Em entrevista à rádio CBN Vitória nesta quarta-feira (23), o médico patologista e professor da Faculdade de Medicina da USP (FM-USP), Paulo Saldiva, explica que a poluição provoca danos diretamente nos cílios do pulmão, expondo o sistema respiratório a agentes infecciosos.
Presentes nas células que revestem as vias aéreas, os cílios impelem o muco que recobre essas vias, para ser expelido por tosse ou levado à boca para ser engolido ou expelido. O muco captura micro-organismos infecciosos e partículas, evitando que cheguem aos pulmões. Na segunda hipótese, o impacto é indireto, causado pelo agravamento de doenças cardiorrespiratórias preexistentes, o que reduz a imunidade e acelera dificuldades causadas pela covid-19. Para o professor, o estudo ajuda a consolidar o conceito de que a exposição crônica a poluentes atmosféricos reduz a eficiência dos mecanismos de defesa do pulmão.
Às vésperas do mês de outubro, no chamado "Outubro Rosa", uma campanha idealizada por médicos e empreendedores do Espírito Santo tem, entre os objetivos, reduzir a zero a fila de espera para cirurgias de tratamento do câncer de mama no Estado. É a campanha "Juntos Pela Mama". Por meio da campanha, a ideia é permitir a construção de uma nova sala de cirurgia no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Vitória. Em entrevista à rádio CBN Vitória nesta terça-feira (22), a médica Danielle Chambô, chefe do setor de Mastologia do Hospital Santa Casa de Vitória, explica que a nova sala proporcionará um aumento de 10 para 60 no número de cirurgias por mês no hospital. Em termos práticos, significa tornar o tratamento mais eficaz, humanizado, acessível em tempo adequado e sem burocracias para mais pessoas.
"Conseguimos já superar vários obstáculos e burocracias, mas ainda não conseguimos resolver a fila de espera por cirurgia. Ter de aguardar até seis meses para operar é angustiante para nós médicos e mais ainda para os pacientes. Este projeto realmente fará a diferença para muitas pessoas, não só por zerar a fila, mas também por permitir as reconstruções imediatas da mama", explica.
Outro objetivo a ser alcançado com a campanha é conseguir fundos para a compra de clipes de titânio. Através deles é possível ser realizada a técnica de clipagem metálica que isola o tumor dentro da mama antes do início da quimioterapia, permitindo assim poupar a mama saudável no momento da cirurgia.
Hoje em dia, inevitavelmente a técnica utilizada é de retirada total da mama. Por fim, outra meta da "Juntos Pela Mama" é a introdução das "toucas geladas" de forma inédita a pacientes do SUS. Também chamada de touca hipodérmica sua função é contrair os vasos sanguíneos durante a sessão de quimioterapia. Com isso, o remédio que circula pelo sangue da paciente não chega a locais indesejados, como o couro cabeludo, e por isso, não ocasiona a queda dos fios na região da cabeça das mulheres.
Serviço: Para doar, uma das alternativas é adquirir a caneca, a camiseta e a máscara oficiais da campanha feitas em parceria com a Origens à venda no próprio site da marca de roupas. Os mesmos itens podem também ser adquiridos via aplicativo da Shipp. Todo o valor captado será revertido ao projeto. Há também como doar qualquer valor via PicPay. Basta acessar o aplicativo, procurar por @JuntosPelaMama, definir o valor da doação e confirmar.
A partir das próximas semanas, duas estratégias de enfrentamento e monitoramento da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) serão realizadas em conjunto pelas Secretarias da Educação e da Saúde: o censo sorológico, destinado a todos os profissionais da Rede Estadual de Educação, e o inquérito sorológico com a coleta de amostras da comunidade escolar capixaba. Em entrevista nesta segunda-feira (21), o gerente de Vigilância em Saúde da secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Orlei Cardoso, explicou como funcionará a testagem.
Para o censo sorológico serão convidados todos os trabalhadores da Rede Estadual de Educação para trazer um mapeamento de 100% dos profissionais. Já no inquérito sorológico, serão selecionados 13 municípios capixabas que trazem a representação da população e que possuem 760 escolas, entre as redes estaduais, municipais e privada, e que farão parte da população a ser amostrada.
Para o inquérito sorológico, a princípio, serão trabalhadas duas etapas. A primeira, ainda antes do retorno das aulas presenciais. A segunda etapa vai acontecer após o retorno das atividades presenciais nas escolas. O objetivo é estimar o percentual de trabalhadores e estudantes das Redes de Educação infectados pela Covid-19. Todos os profissionais de educação das escolas selecionadas serão convidados a participar da coleta, assim como os aproximadamente 5 mil estudantes que serão sorteados, a cada etapa.
Os municípios onde o inquérito sorológico será realizado são: Afonso Cláudio, Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Linhares, Marataízes, Nova Venécia, Santa Maria de Jetibá, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória.
Marcas da violência contra a mulher. Uma pesquisa, realizada no hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra, analisou os prontuários eletrônicos de 62 mulheres entre 17 e 60 anos, de 2013 a 2018. O estudo revelou que o trauma facial pode ser considerado um importante marcador de tentativa de feminicídio. O objetivo do estudo, que foi publicado em uma revista científica internacional, foi realizar um levantamento epidemiológico de trauma facial em mulheres que sofreram agressão física por parceiro íntimo, como relata a cirurgiã Buco-Maxilo-Facial e coordenadora do Capítulo do Espírito Santo do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, Gabriela Mayrink, uma das responsáveis pelo estudo.
A realização de eventos sociais voltados para maiores de 18 anos e com participação de, no máximo, 100 pessoas, está liberada no Espírito Santo a partir desta segunda-feira (21). Uso de máscaras de proteção, disponibilização de álcool em gel e a elaboração de uma lista com os presentes no local está entre as regras estabelecidas pelo governo do Estado. Em entrevista à rádio CBN Vitória nesta segunda-feira (21), Lenise Loureiro, secretária estadual de Gestão e Recursos Humanos, alerta que as festas infantis continuam proibidas, assim como boates e pistas de dança. A novidade desta semana é que os cinemas também devem ser liberados a partir dos próximos dias com a possibilidade de ocupação de 50% dos espaços disponíveis.
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