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A partir deste sábado (06), a população de Guarapari não poderá sair às ruas do município após às 19 horas e até às 5h. A medida, que visa conter o avanço do novo coronavírus valerá até o dia 14 de junho, como explica em entrevista à rádio CBN Vitória, a secretária municipal de Saúde, Alessandra Albani.
Durante este horário, apenas trabalhadores de serviços essenciais e deliverys poderão funcionar. E para isso, quando forem abordados pela fiscalização terão que apresentar uma declaração do empregador justificando a necessidade de sair de casa.
O que pode estar contribuindo com o avanço do novo coronavírus não só no Espírito Santo, mas em todo o País, são os casos assintomáticos e leves. De acordo com um estudo capitaneado pelo professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Domingos Alves, que acompanha a evolução da pandemia, “casos sem sintomas ou com sintomas leves são a chama que mantém a epidemia”, já que não são testados e os infectados não fazem um isolamento restrito.
Alves afirma que os dados relacionados ao monitoramento da contaminação são mal coletados e restritos. Os boletins oficiais divulgados diariamente sobre o número de infectados não refletem a realidade da pandemia no Brasil, pois se baseiam nas internações; só nesses casos é que são feitos os testes para detecção do vírus, alerta o professor. E diz ainda que o crescimento da pandemia continua de maneira exponencial e no Espírito Santo, caso os governantes não adotem medidas mais restritivas, a capacidade de internação de UTI se esgotará no dia 16 de junho próximo.
Nesta quinta-feira (04), na rádio CBN Vitória, o prefeito da Serra, Audifax Barcelos, avaliou que diante do aumento dos casos de coronavírus, está na hora de reduzir a circulação das pessoas nas ruas, assim como das atividades econômicas. No entanto, segundo ele, caminhar para o lockdown é uma medida que precisa ser tomada de forma conjunta. "Nós estamos subindo uma escada, flexibilizando medidas, mas talvez vamos precisar voltar alguns degraus", explicou.
Mesmo com a afirmação do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, de que os municípios têm autonomia para adotar medidas extremas de controle do avanço do novo coronavírus, como a de decretar o lockdown, os prefeitos da Grande Vitória afirmam que vão aguardar uma decisão única por parte do Governo do Estado. Nesta quarta-feira (03), em entrevista à rádio CBN Vitória, os prefeitos de Vitória, Luciano Rezende, e de Vila Velha, Max Filho, avaliam que medidas isoladas não teriam eficácia. Eles cobram também uma adesão maior da população às medidas de enfrentamento à pandemia, como o isolamento social.
Em nota, o município de Cariacica informa que vem pautando todas as decisões com base nas orientações técnicas da matriz de risco estabelecida pela Secretaria de Estado de Saúde. O prefeito Geraldo Luzia de Oliveira Junior, o Juninho, reforça que aguardará uma nova reunião com os prefeitos da Grande Vitória e o governador Renato Casagrande para receber o detalhamento das novas avaliações e orientações. Ressalta, ainda, que a unidade é importante para que qualquer decisão seja realmente eficaz.
Na Serra, a prefeitura informa que todas as ações dos municípios da Grande Vitória são tomadas em conjunto. Medidas isoladas precisam ter sua eficácia avaliada. A política adotada pela Serra neste período segue a mesma: caminhar de forma integrada com os demais municípios da região metropolitana. A prefeitura vai continuar investindo todos os seus esforços para fortalecer seus sistema de saúde municipal e melhorar os padrões de isolamento social, incentivando e conscientizando a população sobre a importância da higiene das mãos, do uso de máscaras e do distanciamento social.
A Prefeitura de Viana informa que está seguindo todas as determinações do governo do Estado para controle e combate ao novo Coronavírus e assim continuará fazendo.
As aulas na rede pública estadual no Espírito Santo vão continuar suspensas até o dia 30 de junho e com expectativa de retomada a partir do mês de julho próximo. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o governo do Estado decidiu estender a proibição do funcionamento das escolas com atividades presenciais, que chegará a três meses e meio de duração.
A Secretaria de Estado da Educação avalia que, se as aulas de fato tiverem condições de recomeçarem em julho, as atividades presenciais poderão ocorrem em regime de alternância de alunos de forma presencial e em casa, como explicou em entrevista à CBN Vitória, o secretário Vitor de Angelo.
Para retomar as atividades e cumprir 800 horas de aulas, distribuídas em 200 dias letivos, mais de 240 mil alunos da rede estadual terão aulas não presenciais aos sábados ao retornarem às escolas. Com as escolas fechadas em virtude da pandemia do novo coronavírus, os alunos passaram a ter aulas pela televisão e pela internet através do programa EscoLAR.
Levando em conta o Decreto Estadual de 13 de março de 2020, o Espírito Santo já caminha para 100 dias de isolamento social, numa tentativa de se evitar a propagação do novo coronavírus. Mesmo com grande parte da população em quarentena, a prática de exercícios físicos é indispensável para a manutenção da saúde em tempos de pandemia. É o que alerta a médica cardiologista Rovana Agrizzi, em entrevista nesta terça-feira (02) à CBN Vitória. E isso é possível sim fazer em casa! O exercício pode ter efeito positivo direto sobre as células e moléculas do sistema imunológico, além de combater os efeitos negativos do isolamento e do estresse do confinamento em vários aspectos da comunidade.
Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia do Espírito Santo, Rovana explica que a prática regular de exercícios físicos leves e moderados está associada à melhora da função imunológica dos seres humanos, e tem efeitos efeitos metabólicos e psicológicos significativos. "Pessoas fisicamente ativas têm menor chance de apresentar diversas doenças, como diabetes e hipertensão, que podem aumentar o risco de adoecimento de maneira grave por Covid-19", explica a médica.
O secretário de Estado da Saúde, Nesio Fernandes, declarou nesta terça-feira (02) em entrevista à CBN Vitória que o Espírito Santo vai enfrentar nos próximos 15 dias uma situação de difícil manejo por conta do avanço do novo coronavírus. "Se nós projetarmos o que cresceu em 15 dias no Espírito Santo e houver uma mesma projeção de crescimento nos próximos 15 dias, teremos uma situação muito tensa e de difícil manejo no nosso Estado, com muitos óbitos. Podemos passar de 1200 óbitos em junho. Nós médicos convivemos com a morte, mas a morte não é natural quando o paciente poderia não ter tido contato com a doença (...) Imagina você ter 600 corpos em um estádio de futebol. Ontem (01/06) nós tivemos 24 óbitos, um óbito por hora", enfatizou.
Questionado se as medidas para o isolamento extremo já não deveriam estar sendo adotadas, Nésio Fernandes falou sobre a possibilidade dos prefeitos da Grande Vitória decretarem o lockdown. "Os prefeitos são autônomos para decretar o risco extremo. Já tivemos casos no ES de municípios que fizeram", afirmou o secretário, que defende no entanto que as decisões sejam tomadas de forma conjunta." O ideal é que o risco extremo seja decretado em modo regional. Não adianta decretar lockdown em Vitória e manter as atividades em Vila Velha, com o população indo à Praia da Costa".
Um dos pontos centrais na discussão do avanço da pandemia do novo coronavírus é sobre a disponibilidade de leitos de UTIs nos hospitais que atuam no tratamento da doença. Em meio a essa crise sanitária, o país já se depara com um retrato alarmante da falta de vagas em diversos estados. E no Espírito Santo a situação não é diferente. Em várias unidades a oferta de vagas caminha para o colapso, algumas com ocupação chegando a 90%, como explica em entrevista à CBN Vitória o médico e professor universitário, Márcio Almeida, que é consultor em Gestão de Saúde.
Marcio Almeida explica que agora é hora de montar estruturas de campanha próximas aos hospitais referência em Covid-19, para que a capacidade de atendimento à população contaminada não entre em colapso.
O Espírito Santo tem, desde este final de semana, uma nova matriz de risco com novos municípios no chamado riscos alto e moderado, em meio a pandemia do novo coronavirus. Em entrevista nesta segunda-feira (01) à rádio CBN Vitória, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Alexandre Cerqueira, mostra preocupação com as cidades que entraram para o risco alto. Segundo Cerqueira, os municípios podem estar recebendo, nos finais de semana, visitas de pessoas de regiões onde o índice de contaminação já é alto.
Metade da população do Espírito Santo poderá se contaminar pelo novo coronavírus até o mês de agosto deste ano. A projeção foi feita pelo médico infectologista Lauro Ferreira Pinto, em entrevista à CBN Vitória nesta sexta-feira (29).
O infectologista explicou que esta é uma projeção estatística, com base na taxa de transmissão do vírus que circula no Estado. Segundo ele, se confirmar, em até 66 dias, metade da população capixaba deverá ser infectada pelo novo coronavírus. "Serão meses duros pela frente. Vamos viver essa tortura por mais dois, três meses", alertou.
Lauro Ferreira Pinto falou nesta entrevista sobre os medicamentos e vacinas que estão em estudo. Da preocupação com o esgotamento da capacidade de internação e de como funcionaria um lockdown efetivo.
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